Chefe supremo do Irão, Ali Khamenei, lidera primeira oração coletiva desde 2020

O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, liderará hoje a sua primeira oração coletiva de sexta-feira desde 2020, em homenagem ao líder assassinado do movimento xiita libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, num contexto de tensões devido ao ataque iraniano a Israel.

Executive Digest com Lusa

O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, liderará hoje a sua primeira oração coletiva de sexta-feira desde 2020, em homenagem ao líder assassinado do movimento xiita libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, num contexto de tensões devido ao ataque iraniano a Israel.

“O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, vai liderar a oração coletiva desta sexta-feira em Teerão, bem como a cerimónia de comemoração do porta-estandarte mártir da resistência Hassan Nasrallah na Mesquita Imam Khomeini”, informou hoje a principal autoridade política e religiosa do país num comunicado divulgado no seu ‘site’ da Internet.

“A cerimónia realiza-se na véspera do primeiro aniversário da tomada da ‘Tempestade de Al-Aqsa’ pelos combatentes da resistência islâmica da Palestina”, acrescentou o comunicado, referindo-se ao ataque do Hamas a Israel a 07 de outubro de 2023.

A última vez que Khamenei liderou a oração coletiva de sexta-feira foi em 2020, após a morte de Qasem Soleimani, o antigo general responsável pela Força Quds dos Guardas da Revolução Iraniana (IRGC), morto pelos Estados Unidos no Iraque.

Nessa ocasião, Teerão atacou uma base norte-americana no Iraque como retaliação, mas não causou danos graves.

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Horas antes da confirmação da oração, Khamenei criticou os países ocidentais pela sua alegada culpa na violência no Médio Oriente.

“A base dos problemas da região é a presença de atores como os Estados Unidos e alguns países europeus que falsamente clamam por paz e tranquilidade”, defendeu Khamenei hoje, num encontro com estudantes em Teerão.

“Quando a região se livrar deles, não haverá dúvida de que as guerras cessarão por completo”, asseverou a autoridade política e religiosa máxima do país persa.

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A Guarda Revolucionária iraniana bombardeou Israel com mísseis balísticos na terça-feira à noite, em retaliação pela morte de Nasrallah e de um general iraniano em Beirute, num bombardeamento israelita, na sexta-feira, e pelo assassínio do líder do movimento islamita palestiniano Hamas, Ismail Haniyeh, em Teerão, em julho.

Na sequência do ataque, o Irão avisou os países da região de que considerará “inimigos” aqueles que cederem o seu espaço aéreo a Israel para uma eventual retaliação ao seu ataque com mísseis na terça-feira à noite e apelou aos Estados Unidos para não interferirem.

Mas, ao mesmo tempo, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, manteve hoje conversações com os homólogos do Reino Unido, França e Alemanha, para tentar conter a tensão crescente na região.

Este é o segundo ataque com mísseis iranianos contra Israel desde que Teerão atacou pela primeira vez território israelita, em abril passado, com outra série de disparos de mísseis e ‘drones’ (aeronaves não-tripuladas) em resposta à morte de sete militares no consulado iraniano em Damasco.

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