Chefe da NATO propõe reformas para a aliança atlântica após fim da presidência de Trump

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, vai apresentar esta quarta-feira planos de reforma para modernizar a aliança atlântica, após quatro anos de ‘fricção’ com os Estados Unidos e com a administração Trump.

Mara Tribuna

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, vai apresentar esta quarta-feira planos de reforma para modernizar a aliança atlântica, após quatro anos de ‘fricção’ com os Estados Unidos e com a administração Trump.

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Segundo a agência Reuters, a reforma também vai ter em conta os desafios que a NATO enfrenta, incluindo a ascensão militar da China e da Rússia.

Após os confrontos com Washington, durante a presidência de Donald Trump, Stoltenberg vai definir oito áreas onde a aliança poderá modernizar-se a médio prazo, desde as alterações climáticas ao financiamento mais sustentável de operações militares, relata a Reuters.

As propostas de reforma visam convencer o sucessor de Trump, Joe Biden, a apoiar fortemente a aliança e a apaziguar os aliados desiludidos com o que dizem ser o fracasso da NATO em coordenar a nível político.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, disse em 2019 que a aliança estava “a sofrer uma morte cerebral” após a Turquia, membro da NATO, ter lançado uma ofensiva contra os rebeldes apoiados pelos EUA na Síria.

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“Temos uma oportunidade única de revitalizar e reforçar os laços transatlânticos”, disse Stoltenberg aos jornalistas esta segunda-feira, referindo-se ao processo de reforma “NATO 2030”.

As propostas incluem a atualização do documento oficial de estratégia principal da OTAN, o seu “Conceito Estratégico”, que poderia considerar o aumento das capacidades militares chinesas e a competição estratégica russa.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte foi criada em 1949 para enfrentar a ameaça da União Soviética comunista, mas encontrou um propósito renovado após a Rússia ter anexado a Crimeia em 2014.

A NATO está agora sob pressão para ajudar a resolver algumas das crises mais complicadas, e Washington pressionou-a a considerar a sua posição sobre a China, uma potência militar em crescimento.

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