CGTP: Hoje é dia de luta nacional com manifestações, greves e plenários por todo o país

A CGTP marcou em meados deste mês uma ação nacional de luta para esta quinta-feira, dia 25 de fevereiro, em defesa de melhores salários, empregos e respeito pelos direitos laborais, que incluirá manifestações em todos os distritos, greves e plenários em vários setores de atividade.

A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional da Intersindical, que se reuniu no salão da Voz do Operário, em Lisboa, para garantir as necessárias condições de distanciamento social, face a atual condição da pandemia.

“Tendo em conta a disponibilidade para a luta manifestada pelos trabalhadores em dezembro, e o facto de o Governo não estar a defender os interesses dos trabalhadores como devia, o Conselho Nacional decidiu convocar para o dia 25 de fevereiro, um dia de luta nacional descentralizado, com greves, paralisações e ações em todos os setores, com o lema ‘Salários, emprego, direitos. Confiança, determinação e luta por um Portugal com futuro’, fazendo convergir a luta dos trabalhadores em concentrações e manifestações em todos os distritos e regiões autónomas”, disse à agência Lusa a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha.

A ação nacional vai ocorrer em Lisboa, Porto, Aveiro, Braga, Coimbra, Guarda, Leiria, Santarém, Viana do Castelo, Horta, Funchal, Portalegre, Setúbal, Viseu, Beja e Évora.

A CGTP promoveu entre 7 e 11 de dezembro uma semana luta descentralizada pelos mesmos motivos.

PCP pede mobilização dos comunistas “na rua”

O secretário-geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa, apelou aos comunistas que fossem para a rua, para que elevassem “a luta” e se juntassem à ação nacional da CGTP.

O apelo foi feito numa sessão para assinalar os 90 anos do órgão central do PCP, em Lisboa, e onde Jerónimo de Sousa repetiu as principais reivindicações do partido na resposta à crise de covid-19, entre elas, mais contratação de pessoal para a área da saúde e o pagamento a 100% aos pais que ficam em casa com os filhos em tempo de aulas à distância.

O líder dos comunistas traçou um cenário de dificuldades em Portugal e no mundo, para justificar, depois, que esta é “uma realidade” que “apela ao reforço” da intervenção e iniciativa “nas empresas e locais de trabalho” e “à mobilização e desenvolvimento da luta que precisa de ser elevada e ampliada”.

“Luta que tem, no imediato, data marcada, por decisão da CGTP-IN, que exige de nós um empenhamento prioritário na participação e mobilização”, afirmou.

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