Chama-se Cantábria, é uma das regiões autónomas de Espanha, com capital em Santander, e está a liderar um movimento que ameaça ganhar força aqui ao lado. Segundo noticiou o El Mundo esta segunda-feira, foi tornado público que o “passaporte covid”, como é popularmente conhecido o certificado de vacinação, é cada vez mais um “instrumento desatualizado” e por isso deixou de estar em vigor.
As palavras são de Reinhard Wallmann, Diretor Geral de Saúde Pública da Cantábria e epidemiologista, ao fazer saber que, dada a elevada contagiosidade da variante Ómicron, exigir o dito certificado já não faz sentido e portanto deixou de ser exigido na região. “O objetivo de comprovar ter a vacinação em dia era reduzir a transmissão. Com esta variante, tal já não está a acontecer e, portanto, deixou de ser eficaz”.
O instrumento, recorde-se ainda, foi muito apontado pelos epidemiologistas como um incentivo para vacinar – mas mesmo assim, sublinha Wallmann, nem isso está já a surtir efeito. Além disso, há outras comunidades autónomas que também já estão a deixar de exigir a apresentação do documento na restauração e nos locais noturnos – como a Extremadura ou toda a região de Madrid, que em nenhum momento nos últimos meses se voltaram para o passaporte Covid.
“As provas científicas dizem-nos que o passaporte Covid tem tido pouca ou nenhuma eficácia na interrupção de infecções, especialmente com a variante Ómicron”, considerou também Jonay Ojeda, porta-voz da Sociedade Espanhola de Saúde Pública e Administração da Saúde.
Uma posição corroborada ainda pela coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Vacinação da Sociedade Espanhola de Epidemiologia, Ángela Domínguez: “A situação epidemiológica tem vindo a mudar. Atualmente, é um dado adquirido que há transmissão do vírus nas pessoas vacinadas.”



