Cerimónia de homenagem e funeral da fadista Mísia decorrem hoje em Lisboa

Hoje entre as 09:00 e as 13:00, “haverá uma cerimónia de homenagem”, seguindo-se às 14:00 a saída do funeral para o cemitério do Alto de São João.

Pedro Zagacho Gonçalves

Decorre esta quarta-feira, em Lisboa, o funeral da fadista Mísia, que morreu há cerca de duas semanas , em Lisboa, aos 69 anos. O cortejo fúnebre seguirá da Basílica da Estrela para o cemitério do Alto de São João.

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O velório da criadora de “Um Raio de Luz Ardente” (Pedro Ayres Magalhães) realiza-se ontem na Basílica da Estrela, em Lisboa, e contou com a presença de centenas de pessoas.

Hoje entre as 09:00 e as 13:00, “haverá uma cerimónia de homenagem”, seguindo-se às 14:00 a saída do funeral para o cemitério do Alto de São João. “Resta-nos homenagear a artista, enquanto gesto fundamental para honrar a memória e amenizar a dor dos que lhe são próximos”, rematou a Uguru, promotora da artista.
Susana Maria Alfonso de Aguiar, de seu nome de registo, nasceu no Porto e protagonizou uma carreira de cerca de 34 anos, durante a qual atuou nos mais variados palcos do mundo e recebeu diferentes prémios, entre eles o galardão francês da Academia Charles Cross pelo álbum “Garra dos Sentidos”, no qual gravou poemas de Natália Correia, Mário Cláudio, Lídia Jorge, José Saramago, Lobo Antunes, Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, e António Botto.Em 2022, Mísia editou o álbum “Animal Sentimental”, parte de um projeto tríptico sobre 30 anos de carreira, que incluiu um livro, com o mesmo título, saído no verão desse ano, e estreou um novo espetáculo.

Em 2004, foi condecorada com a Ordem das Artes e das Letras de França e no ano seguinte foi distinguida com a Ordem de Mérito da República Portuguesa.

Numa nota de pesar, o Governo realçou que “foi uma voz fundamental na renovação do fado”.

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“Com uma vasta carreira, Mísia foi uma voz fundamental na renovação do fado, sem receio de experimentar novas sonoridades e abordagens menos convencionais”, afirmou a ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, referindo que “granjeou o reconhecimento dos seus pares”.

“Deixa-nos uma vasta lista de colaborações com músicos de todo o mundo, que demonstra a sua versatilidade e o seu talento”, realçou ainda a titular da Cultura.

 

*Com Lusa

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