Cerca de um milhão e meio de utentes, em vários pontos do país, enfrentam horas de espera sem garantia de consulta – em causa, segundo apontou o ‘Correio da Manhã’ esta terça-feira, estão os utentes sem médico de família, que são obrigados a madrugar para conseguir uma consulta nos Cuidados de Saúde Primários.
É nos primeiros dias do mês que o cenário de espera torna-se mais evidente, como apontaram ao jornal diário diversos utentes. “Estou aqui desde as 4h15 e ainda não fui chamada”, referiu Alice Marques, de 75 anos, perto do meio-dia, num momento em que ainda não tinha sido atendida no Centro de Saúde de Odivelas.
No mesmo centro de saúde, Idália da Conceição, de 83 anos, não escondeu a revolta. “Tenho estado aqui dias inteiros e saio daqui sem consulta. É uma vergonha o nosso serviço de saúde”, afirmou. Em Mem Martins, no concelho de Sintra, o tempo mínimo de espera é de três horas.






