CEO’s Talks by Executive Digest: entrevista a Isabel Vaz, Presidente da Comissão Executiva da Luz Saúde

«Numa situação de pandemia as coisas evoluem com muita rapidez, a capacidade de adaptação é absolutamente fundamental. Os portugueses também foram excepcionais nas indicações que tiveram para o Estado de Emergência», afirmou Isabel Vaz durante a terceira CEO’s Talks by Executive Digest.

Nesta entrevista conduzida pela diretora de redação, Maria João Vieira Pinto, e pelo jornalista António Sarmento, Isabel Vaz mostrou-se solidária com os colegas do SNS. «Eu não sou nada crítica no SNS. Correu muito bem o facto de não nos ter acontecido o mesmo que aconteceu a Espanha, Itália ou mesmo França. Conseguimos como País não colocar  o sistema de saúde em stresse. Os hospitais de referência conseguiram acudir a todos os doentes. O que eu disse [numa entrevista ao Expresso] foi que o nosso SNS partiu para esta batalha abaixo dos mínimos. E nomeadamente os cuidados intensivos. É uma luta que a sociedade portuguesa de cuidados intensivos, o colégio da especialidade, de todos nós há muitos anos, porque existe um défice de camas intensivas de acordo com os rácios que nós sabemos. O meu apelo na entrevista que dei foi o de que era necessário  aprender com o que nos aconteceu e não confiar na sorte da próxima vez. É bom que se faça investimento no SNS em determinadas áreas».

 

A pandemia teve origem na China e a Luz Saúde conta com um acionista natural deste país, a Fosun, dona de vários hospitais e de uma das maiores farmacêuticas. Isabel Vaz reconhece que isso acabou por ser uma vantagem para a gestão das suas unidades em Portugal. «Os meus colegas dos hospitais da China estiveram na linha da frente desde o primeiro minuto. E os ensinamentos deles ajudaram-me em múltiplas frentes».


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