CEOs de quatro gigantes da aviação a uma só voz pedem unificação dos controlos para reabrir corredor EUA-UE

As companhias aéreas vêem agora pedir que sejam unificados os controlos para voar novamente entre os EUA e a União Europeia.

Sónia Bexiga

Quatro dos principais grupos de companhias aéreas da Europa e dos Estados Unidos pediram às autoridades dos dois mercados que “restabeleçam com segurança e rapidez as ligações aéreas” em ambos os lados do Atlântico Norte.

Segundo avançam agências internacionais, os CEO da United (Scott Kirby), da Lufthansa (Carsten Spohr), da American (Doug Parker) e da IAG – holding da Iberia, Vueling e British Airways (Willie Walsh), enviaram uma carta ao vice-presidente dos EUA, Mike Pence, e ao comissário europeu para o interior, Ylva Johansson, “instando” os responsáveis a adotar um sistema de controlo comum para “melhorar a segurança e criar confiança” num corredor que considerem “crítico”.

As empresas consideram que as respostas dos EUA e da União Europeia (UE) para combater o coronavírus nos aeroportos e vôos “têm muito em comum”, de modo que através da “cooperação” poderá ser encontrada “uma forma de reabrir os serviços aéreos”.

As companhias aéreas reduziram ao mínimo as conexões transatlânticas porque a UE e os EUA proibiram as entradas, deixando em aberto poucas exceções.

As companhias aéreas estão ainda a propor um “programa de teste coordenado para a Covid-19” que permita retomar os voos “sem exigir quarentena ou outras restrições de entrada”.

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Além do impacto sofrido pelas empresas e turistas, já que é quase impossível que se realizem deslocações entre os EUA e a Europa, a paragem está a afetar severamente as próprias companhias aéreas.

Segundo a consultoria da OAG, o volume anual de negócios gerado por este corredor é de 41 mil milhões, o que para a Iberia é calculado em cerca de 400 milhões. Para a British Airways, os vôos para os EUA estão no centro dos negócios (especificamente, a rota entre os aeroportos de Heathrow e JFK). Estima-se que a capacidade entre os dois mercados tenha diminuído em cerca de 80%.

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