Christine Ourmières-Widerner e Manuel Beja dispõem até esta terça-feira para se pronunciarem, por escrito, junto da Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) da demissão já aprovada pelo Governo do CEO e chairman da TAP, respetivamente. A decisão final de os afastar dos cargos só poderá ser autorizada depois desta audição, segundo revelou o Ministério das Finanças.
Recorde-se que a presidente executiva da TAP queixou-se de não ter sido questionada presencialmente pela Inspeção-Geral de Finanças (iGF) na auditoria que resultou da decisão de a a afastar da empresa, pelo que poderá até hoje responder ao processo de demissão, altura em que “serão adotadas as decisões finais através de deliberações dos acionistas da TAP, SGPS, e TAP, SA”.
Tanto Christine Ourmières-Widerner e Manuel Beja continuam em funções, conforme revelou a TAP em comunicado, no passado dia 14, à CMVM. “Até à adoção de tal deliberação social, o presidente do conselho de administração e a presidente da comissão executiva permanecem em funções, continuando o órgão de administração, no seu conjunto, a assegurar a normalidade das atividades empresariais da TAP e o pontual cumprimento das respetivas obrigações”, revelou.
A 15 de março último, o ministro das Finanças, Fernando Medina, disse que a decisão de demitir os dois executivos foi tomada na sequência do relatório da Inspeção Geral das Finanças (IGF), “muito claro do ponto de vista da ilegalidade relativamente à forma como tudo aconteceu” no processo de cessação de funções antiga administradora Alexandra Reis.
Medina apontou que “haverá uma assembleia-geral, haverá o pronunciamento dos próprios, haverá nova assembleia-geral, e já está em tempo apontado e do conhecimento de todos quem será o novo CEO da empresa, para que não se gere nenhuma ambiguidade nem nenhum interregno, e a TAP regressará ao normal funcionamento dos seus órgãos de administração muitíssimo em breve, com uma situação que já é conhecida”.
Christine Ourmières-Widener foi exonerada pelo Governo a 6 de março, tal como Manuel Beja, depois de anunciados os resultados da auditoria da IGF, concluindo que o acordo para a saída de Alexandra Reis é nulo e a indemnização de perto de meio de milhão de euros terá de ser devolvida.
Christine Ourmières-Widener deve encaixar mais de 600 mil euros com saída da TAP






