CEO da Volkswagen lança “balde de água fria” sobre possível IPO da Porsche

O CEO da Volkswagen AG , Herbert Diess, lançou um balde de água fria sobre o possível lançamento independente da marca desportiva Porsche em bolsa, através de uma IPO.

A maior fabricante de automóveis da Europa listou listou a unidade de camiões Traton SE há dois anos e planeia obter financiamento externo para investir em baterias, mas pelo menos para já “não pondera mexer em outros ativos”.

“Achamos que estamos bem organizados agora no segmento premium, que está a funcionar muito bem”, afirmou Herbert Diess, que adianta que para já “não pretende alienar nenhum outro ativo do grupo”.

As famílias Porsche e Piech, que, em conjunto, são o maior acionista da Volkswagen (VW), e estavam preparadas para assumir uma participação direta na Porsche, caso a marca de luxo passasse a ser cotada em bolsa separadamente do grupo alemão.

Atualmente, o grupo Volkswagen é o principal acionista da Porsche e a Porsche o maior acionista do primeiro, pelo que, se tal acontecer, apesar de a marca de luxo acabar por manter o seu valor, a operação vai abrandar o poder que estas famílias italianas, herdeiras diretas de Ferdinand Porsche, têm sobre o grupo alemão.

Assim que no início do ano a imprensa internacional avançou com a possibilidade desta divisão financeira, os especialistas começaram a fazer contas e estimaram que, uma vez acontecendo esta destrinça, a Porsche AG passará a ser avaliada entre 39,5 mil milhões de euros a 96,2 mil milhões de euros, em comparação com o grupo Volkswagen, que poderá no máximo, segundo os mesmo estudos, bater nos 126,3 mil milhões de euros.

Apesar de o grupo alemão já ter afirmado que o lançamento de uma Oferta Pública Inicial (IPO) da Porsche AG “ainda não é uma prioridade” da multinacional, a Volkswagen não descarta a possibilidade de ambas as marcas serem cotadas de forma independente em bolsa, aliás, várias fontes próximas do CEO Herbert Diess garantem, em entrevista à Reuters, que tal só ainda não aconteceu, devido à complexa estrutura contratual que cobre os stakeholders da VW.

Este articulado foi cuidadosamente elaborado nas vésperas da tentativa de aquisição da Volkswagen pela Porsche em 2009, tendo a situação invertido em 2012, ano que que o grupo alemão adquiriu a totalidade da empresa de automóveis desportivos por 4 mil milhões de euros.

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