A última grande onda de “OK ao teletrabalho” mostrou a Axel Hefer tudo aquilo que precisava de saber. O CEO da Trivago, empresa conhecida pela sua plataforma de comparação de preços de hotéis, acredita que o trabalho remoto a 100% está condenado a falhar, lembrando que a última tentativa nesse sentido não teve bons resultados na maioria dos casos.
Em entrevista ao Business Insider, o gestor alemão sublinha que empresas como o Facebook ou o Twitter, que anunciaram um modelo permanente de trabalho a partir de casa, estão enganadas. Segundo Axel Hefer, o teletrabalho pode funcionar para grande parte das situações, mas reuniões que requeiram criatividade ou a tomada de grandes decisões devem ser realizadas ao vivo e a cores.
«É por isso que sorrio sempre quando leio que o Facebook faz isto, o Twitter faz aquilo e a Alliaz faz isto. Como se equilibra realmente um e o outro? Para ser honesto, não acho que alguém saiba», comenta o CEO da Trivago.
Ainda assim, Axel Hefer não é totalmente contra a adopção do teletrabalho, mas num regime parcial. A Trivago vai arrancar em Setembro com um modelo de trabalho híbrido que envolve visitas mensais de pelo menos uma semana ao escritório para a generalidade dos funcionários. Aqueles que se enquadram na categoria de “cuidadores”, por outro lado, poderão ficar em casa para sempre.
A nova abordagem inclui ainda uma semana extra de férias para todos os colaboradores, segundo adianta o CEO. Actualmente, a Trivago soma mais de mil trabalhadores na sua sede em Düsseldorf, na Alemanha.



