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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Fisco aperta cerco aos pagamentos de clubes a jogadores e treinadores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:04:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Em causa estão suspeitas de eventuais crimes de fraude fiscal, relacionadas com operações financeiras que a Autoridade Tributária quer esclarecer em detalhe]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Fisco está a intensificar a investigação aos pagamentos feitos por clubes a jogadores e treinadores, com pedidos de informação enviados a várias jurisdições estrangeiras para seguir o rasto do dinheiro, avança o &#8216;Correio da Manhã&#8217;. Em causa estão suspeitas de eventuais crimes de fraude fiscal, relacionadas com operações financeiras que a Autoridade Tributária quer esclarecer em detalhe: quem pagou, quanto foi pago e a que título foram feitos os pagamentos.</p>
<p>No centro das suspeitas está a possibilidade de terem sido usados contratos com empresas de jogadores e treinadores para ocultar rendimentos que deveriam ser tributados como trabalho dependente. Em vez de os pagamentos serem feitos diretamente aos profissionais, a Autoridade Tributária suspeita que alguns clubes possam ter celebrado contratos com sociedades controladas pelos próprios atletas ou técnicos, reduzindo de forma significativa o imposto a pagar.</p>
<p>A diferença fiscal pode ser elevada. Enquanto os rendimentos sujeitos a IRS podem ser tributados a uma taxa próxima dos 50%, os valores recebidos por empresas são tributados em sede de IRC, com taxas bastante inferiores. Em contratos celebrados em 2024 ou 2025, por exemplo, a taxa de IRC é de 21% ou 20%, respetivamente.</p>
<p><strong>Direitos de imagem e prémios sob análise</strong></p>
<p>A Autoridade Tributária quer perceber se os pagamentos feitos pelos clubes foram apresentados como direitos de imagem, prémios ou outros serviços para evitar a tributação em IRS. O objetivo é determinar se existiram negócios simulados entre clubes, jogadores e treinadores, com contratos formalmente celebrados com empresas, mas que, na prática, poderiam corresponder a remunerações pessoais.</p>
<p>O &#8216;Correio da Manhã&#8217; escreve que o Fisco aguarda agora respostas das autoridades estrangeiras para avançar com a investigação em vários processos. Caso as informações confirmem as suspeitas, os novos desenvolvimentos poderão surgir até ao final do verão.</p>
<p>A investigação aos negócios do futebol não é nova. A Autoridade Tributária começou a analisar este universo em 2015, tendo como um dos processos mais relevantes a Operação Fora de Jogo, na qual foram constituídos 47 arguidos. As SAD do Benfica, FC Porto e Sporting foram alvo de buscas, num inquérito centrado em transferências de jogadores, comissões pagas a intermediários e direitos de imagem.</p>
<p><strong>Transferências e comissões continuam no radar</strong></p>
<p>As transferências de jogadores continuam a ser um dos principais focos do Fisco, devido aos valores elevados envolvidos. A Autoridade Tributária procura apurar se foram pagas comissões-fantasma por falsas prestações de serviços, com o objetivo de aumentar artificialmente custos e reduzir o imposto devido.</p>
<p>Nestes processos, o Fisco trabalha em colaboração com o Ministério Público. Em média, os inquéritos ligados aos negócios do futebol duram 3,9 anos, mas há investigações que podem prolongar-se por cinco anos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773189]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Portugal leva 27 startups à Web Summit Rio para conquistar o mercado brasileiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Startup Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Web Summit Rio]]></category>
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					<description><![CDATA[No conjunto, as empresas da delegação somam mais de 20 milhões de euros em investimento captado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="108" data-end="314">Uma delegação de 27 startups portuguesas marca presença na Web Summit Rio 2026, que decorre entre esta segunda-feira (8 de junho) e 11 de junho no Brasil, com o apoio da Startup Portugal e da Unicorn Factory Lisboa.</p>
<p data-start="316" data-end="645">As duas entidades participam no evento pelo quarto ano consecutivo, acompanhando empresas selecionadas através do programa Business Abroad e de iniciativas de apoio à internacionalização. A delegação integra startups de áreas como Inteligência Artificial, Machine Learning, recursos humanos, tecnologia da saúde e defesa.</p>
<p data-start="647" data-end="814">No conjunto, estas empresas empregam mais de 250 pessoas e já captaram mais de 20 milhões de euros em investimento.</p>
<p data-start="816" data-end="1069">Para Miguel d’Aguiar, diretor-executivo da Startup Portugal, a Web Summit Rio representa “uma plataforma estratégica para startups portuguesas que procuram escalar o seu negócio e acelerar a expansão internacional”. O responsável indica ainda que o Brasil continua a ser uma prioridade para muitas empresas nacionais, quer pela dimensão do mercado assim como pelas oportunidades de investimento e crescimento.</p>
<p data-start="1071" data-end="1277">Já Gil Azevedo, diretor-executivo da Unicorn Factory Lisboa, afirma que o Brasil é um mercado aliciante para muitas startups portuguesas, e a Web Summit Rio é o palco certo para criar novas oportunidades de crescimento, investimento e colaboração. A nossa presença amplia o nosso compromisso de apoiar startups com ambição global e de construir pontes para a inovação entre Portugal e o Brasil&#8221;.</p>
<p data-start="1279" data-end="1451" data-is-last-node="" data-is-only-node="">A participação portuguesa tem como principal objetivo reforçar a visibilidade internacional das startups nacionais e promover novas oportunidades de negócio no ecossistema tecnológico brasileiro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772562]]></sapo:autor>
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		<title>Figuras públicas, escutas e drogas sintéticas: como caiu o “Uber da Droga” em Lisboa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:58:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Uber da droga]]></category>
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					<description><![CDATA[Operação de Nuno Ricardo Nogueira dos Santos vendia com regularidade LSD, MDMA, cocaína e cetamina a vários clientes, entre os quais profissionais da representação, do desporto, da televisão e da aviação]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A rede de tráfico de droga que a PSP batizou como “Uber da Droga” funcionava na Grande Lisboa, tinha uma carteira de clientes onde surgiam figuras públicas e terminou com a condenação de três arguidos, incluindo o líder do esquema, Nuno Ricardo Nogueira dos Santos, escreve o &#8216;Observador&#8217;. O caso expôs uma operação que, segundo o tribunal, vendia com regularidade LSD, MDMA, cocaína e cetamina a vários clientes, entre os quais profissionais da representação, do desporto, da televisão e da aviação.</p>
<p>A sentença foi lida a 28 de maio, no Campus de Justiça, em Lisboa, e deu como provado que Nuno Ricardo liderava uma atividade de venda de droga que esteve ativa, pelo menos, entre o verão de 2023 e 28 de novembro de 2024. Nessa noite, o principal arguido foi detido pela PSP à porta de casa. No interior da habitação, os agentes encontraram centenas de comprimidos de MDMA, selos de LSD, cocaína, cetamina, 2C-B, balanças de precisão e vários materiais usados para acondicionar produto estupefaciente.</p>
<p>O caso ganhou maior visibilidade pela lista de clientes identificados no processo. Entre os nomes referidos nas escutas e na sentença surgem o ator José Carlos Pereira, a atriz Marta Gil e o judoca olímpico Jorge Fonseca, além de participantes de reality shows, assistentes de bordo, empresários, médicos e engenheiros informáticos. Algumas testemunhas admitiram à PSP que expressões como “bitolas”, “o normal”, “2g’s” ou “coiso” eram usadas como linguagem codificada para comprar droga.</p>
<p><strong>A rede e os produtos encontrados</strong></p>
<p>A investigação da PSP decorreu durante cerca de um ano e incluiu vigilâncias, escutas telefónicas e buscas domiciliárias. Na casa de Nuno Ricardo, os agentes encontraram droga distribuída por várias divisões. No escritório estavam 334 comprimidos de MDMA, várias embalagens da mesma substância, comprimidos de 2C-B, cocaína, cetamina e quase 60 selos de LSD. Na sala, foram encontrados mais de 250 gramas de cocaína, e no quarto havia ainda embalagens com MDMA e cetamina com peso superior a 247 gramas.</p>
<p>Na mesma noite, Leonel Nhaga, apontado como sócio de Nuno Ricardo, foi detido no Marquês de Pombal, em Lisboa. A PSP encontrou-lhe 13 embalagens de cocaína, saquetas de cetamina e MDMA, comprimidos de MDMA e mais de cinco gramas de cetamina. Mais tarde, no quarto que tinha alugado, foram apreendidas novas embalagens de cocaína, 320 pastilhas de 2C-B, 45 pastilhas de MDMA e 4.550 euros em dinheiro.</p>
<p>O tribunal considerou que Leonel Nhaga entrou na operação no verão de 2024, quando Nuno Ricardo deixou de conseguir responder sozinho a todos os pedidos. A rede funcionava como um serviço de entrega regular, com contactos diretos entre clientes e vendedores, combinados por telefone, mensagens e encontros presenciais.</p>
<p><strong>Figuras públicas nas escutas</strong></p>
<p>O &#8216;Observador&#8217; revela que uma das chamadas intercetadas pela PSP envolveu José Carlos Pereira. A 16 de setembro de 2024, o ator ligou a Nuno Ricardo quando seguia na A5, a caminho de Lisboa, para combinar um encontro. Pouco depois, voltou a telefonar para perceber onde o alegado líder da rede se encontrava. O ator não respondeu aos pedidos de esclarecimento do jornal e acabou dispensado de depor em tribunal.</p>
<p>Marta Gil também surge nas escutas. A atriz, antiga concorrente de reality shows e comentadora televisiva, foi intercetada em pelo menos 11 chamadas ao longo de três meses. Negou à PSP e em tribunal ter comprado droga a Nuno Ricardo e afirmou que não sabia que o “amigo” traficava drogas psicadélicas. Quando questionada sobre a expressão “aquele clássico”, que usou numa conversa telefónica, disse que era uma forma de se referir a momentos em que precisava de desabafar.</p>
<p>O judoca Jorge Fonseca, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, também foi referido no processo. Numa chamada feita a Leonel Nhaga, pediu “pastilhas”, expressão que levou o interlocutor a avisá-lo para não usar esse tipo de linguagem ao telefone. O advogado do atleta explicou ao &#8216;Observador&#8217; que, numa noite em que estava alcoolizado e acompanhado por amigos, Jorge Fonseca ligou a Leonel para pedir quatro pastilhas de ecstasy, mas acabou por decidir não tomar qualquer substância.</p>
<p><strong>O papel da mãe e da companheira</strong></p>
<p>A mãe e a companheira de Nuno Ricardo também foram constituídas arguidas. O Ministério Público defendia que a companheira do principal arguido ajudava na gestão financeira da organização e na preparação das doses, mas o tribunal considerou não haver prova suficiente para a condenar.</p>
<p>A situação da mãe, Lucinda Santos, foi diferente. O tribunal deu como provado que era responsável por uma das “casas de recuo”, onde eram guardadas embalagens para acondicionar cocaína, 2C-B, LSD, MDMA e cetamina. Nas buscas à sua casa, a PSP encontrou frascos, sacos herméticos e tubos usados para guardar droga.</p>
<p>A sentença considerou ainda que Lucinda Santos teve uma participação ativa no circuito de distribuição. Em algumas chamadas intercetadas, mãe e filho usavam expressões codificadas, como “ténis” ou “caixas”. Numa das situações descritas no processo, Nuno Ricardo, estando no Algarve, pediu à mãe que recolhesse produto em Lisboa. A mulher terá depois enviado um emoji ao filho como sinal de que a transação estava concluída.</p>
<p><strong>Da procura de pertença à venda de droga</strong></p>
<p>Na sentença, os juízes descrevem a evolução de Nuno Ricardo de consumidor para vendedor. O tribunal considerou que o arguido começou por adquirir droga para consumo próprio, passou depois a ceder a terceiros e acabou por vender. Esse percurso terá sido motivado não apenas por dinheiro, mas também pelo sentimento de pertença e reconhecimento social obtido junto de amigos e figuras mediáticas.</p>
<p>O percurso pessoal de Nuno Ricardo também foi referido no processo. Filho de um toxicodependente, viveu episódios de violência doméstica durante a juventude e, aos 17 anos, matou o pai durante um desses episódios, tendo cumprido um ano de prisão efetiva por homicídio. Mais tarde, tentou reorganizar a vida, trabalhou em várias áreas, emigrou, voltou a Portugal e aproximou-se do desporto.</p>
<p>Depois da pandemia, deixou de trabalhar de forma regular, passou a viver de rendimentos e, em 2022, ao mudar de ginásio, integrou um novo grupo de amigos. Foi nesse contexto que regressou ao consumo de drogas psicadélicas e, progressivamente, passou à venda.</p>
<p><strong>Três condenações no processo</strong></p>
<p>O tribunal condenou Nuno Ricardo a cinco anos e meio de prisão efetiva. O principal arguido está em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Lisboa desde 28 de novembro de 2024, dia em que foi detido.</p>
<p>Leonel Nhaga foi condenado a quatro anos e meio de prisão, com pena suspensa por cinco anos. Lucinda Santos, mãe de Nuno Ricardo, foi condenada a quatro anos e três meses de prisão, também com pena suspensa por cinco anos.</p>
<p>A companheira de Nuno Ricardo foi ilibada. Apesar da convicção do Ministério Público de que teria participado na organização do produto e na gestão financeira do negócio, o coletivo de juízes considerou que não existia prova suficiente para a condenar.</p>
<p>No acórdão, o tribunal sublinhou a existência de “prova segura, coerente e convergente” sobre uma atividade reiterada de venda de estupefacientes, com meios organizados, divisão de tarefas, posse de quantidades incompatíveis com consumo próprio e intenção lucrativa. O caso deixa exposta uma rede que, durante mais de um ano, funcionou entre contactos codificados, entregas discretas e uma lista de clientes onde o estatuto social e mediático ajudou a transformar um traficante num fornecedor de referência.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773186]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>O paradoxo da inovação na saúde</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/o-paradoxo-da-inovacao-na-saude/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:53:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[CRITICAL Software]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Ana Rita Silva, Business Development Manager de Medical Devices]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos anos, os wearables têm vindo a revolucionar<em> o </em>quotidiano de milhões de pessoas. Entre relógios inteligentes, sensores contínuos e soluções de monitorização remota, são várias as opções que têm vindo a influenciar comportamentos. Estes dispositivos conseguem fornecer-nos métricas como frequência cardíaca, padrões de sono, atividade física ou níveis de glicose de forma contínua, com potencial para antecipar riscos e apoiar decisões mais informadas.</p>
<p>No entanto, esta abundância de informação traz consigo um equívoco recorrente: assumir que a conectividade equivale à interoperabilidade entre os wearables e os serviços e infraestruturas de saúde. O verdadeiro desafio reside em integrar essa informação de forma estruturada, compreensível e clinicamente relevante nos sistemas de saúde, como clínicas ou hospitais. Sem uma base comum de interpretação, estes dados podem permanecer desconectados da prática clínica e não criar o impacto pretendido. Ou seja, a questão que devemos colocar é “o que fazer com estes dados?” e não tanto “como os recolher?”.</p>
<p>Surge, neste âmbito, o problema do excesso: grandes volumes de dados que, muitas vezes, não são utilizados ou não conseguem ser traduzidos em decisões concretas. É fundamental por isso ter forma de filtrar, contextualizar e integrar toda esta informação. Sem essa transformação, corre-se o risco de introduzir mais ruído num setor que já tem os seus desafios.</p>
<p>A criação de valor depende, por isso, da integração efetiva dos dados na jornada do paciente. E essa jornada é composta por momentos concretos onde decisões críticas são tomadas: tempos de espera, transições entre níveis de cuidados, episódios de agudização ou períodos de recuperação. É nestes pontos que os dados provenientes de <em>wearables </em>podem ter impacto, permitindo, por exemplo, a deteção precoce de eventos clínicos, o acompanhamento remoto após uma alta hospitalar ou a gestão mais eficiente de doenças crónicas.</p>
<p>Mas o potencial vai além do benefício direto para o paciente. Do lado dos sistemas de saúde, a monitorização contínua em ambulatório pode traduzir-se em poupanças significativas: menos internamentos evitáveis, menor pressão sobre urgências e uma utilização mais racional dos recursos hospitalares. Para os médicos, que trabalham, na sua maioria, com agendas sobrecarregadas e tempo limitado por consulta, a disponibilidade de dados contínuos e contextualizados representa uma mudança qualitativa. Em vez de dependerem exclusivamente do relato do doente num momento pontual, chegam à consulta com um historial objetivo do período anterior. Mais do que isso, a monitorização remota permite uma triagem implícita: os doentes estáveis, acompanhados em casa pelos seus dispositivos, libertam tempo e atenção clínica para aqueles que mais precisam de cuidados presenciais. É uma lógica de priorização de que o sistema de saúde há muito necessita, mas raramente consegue operacionalizar.</p>
<p>Os profissionais de saúde precisam de garantias claras para integrar estes dados na prática clínica, enquanto os reguladores exigem evidência robusta do seu impacto e segurança. Paralelamente, os próprios pacientes assumem um papel cada vez mais ativo, questionando quem acede à sua informação, com que finalidade e sob que mecanismos de controlo. A mudança está a surgir, mas é preciso criar uma estratégia mais eficiente e clara.</p>
<p>Os wearables abriram caminho para uma nova forma de pensar a saúde, mas o verdadeiro desafio está agora em consolidar essa transformação, assegurando que a inovação tecnológica se traduz em melhores decisões, maior eficiência e, acima de tudo, melhores resultados para as pessoas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Ana Rita Silva, Business Development Manager de Medical Devices]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Equidade Salarial na Prática: Princípios para uma Organização Equitativa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/equidade-salarial-na-pratica-principios-para-uma-organizacao-equitativa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:48:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Equidade Salarial]]></category>
		<category><![CDATA[mercer]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Afonso Rosa, Senior Consultant Rewards da Mercer Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Num contexto em que a transparência salarial assume um papel cada vez mais central na agenda das organizações, a equidade salarial deixa de ser apenas um conceito aspiracional para se afirmar como um pilar estrutural da gestão de pessoas. Mais do que responder a exigências legais, as organizações são hoje desafiadas a garantir que as suas estruturas remunerativas são, desde a base, desenhadas de forma equitativa.</p>
<p>Para que tal aconteça, é fundamental atuar de acordo com quatro princípios fundamentais para construir uma organização verdadeiramente equitativa.</p>
<p><strong>I. A equidade salarial não começa na análise – começa no desenho</strong></p>
<p>O primeiro princípio passa, inevitavelmente, pela construção ou revisão da política de remuneração fixa. É neste momento que se definem as regras orientadoras que sustentam as decisões salariais: por que razão ganha uma pessoa mais do que outra? Que fatores devem influenciar essa diferenciação? Qual deve ser o equilíbrio entre equidade interna e competitividade externa?</p>
<p>Uma política remuneratória robusta deve estabelecer bandas salariais claras, com amplitudes adequadas e alinhadas com o mercado, garantindo simultaneamente consistência interna. Mais importante ainda, deve assegurar que todos os colaboradores estão enquadrados, pelo menos, no mínimo das respetivas bandas. Este exercício permite mitigar iniquidades estruturais – muitas vezes acumuladas ao longo do tempo – e criar mecanismos de “<em>checks and balances</em>” que orientem e disciplinem a evolução salarial dentro das organizações.</p>
<p><strong>II. A escolha da metodologia define a qualidade da análise</strong></p>
<p>Contudo, uma política bem desenhada, por si só, não garante equidade ao longo do tempo. É fundamental medir. Neste contexto, a escolha da metodologia de análise de equidade salarial torna-se crítica. A nossa experiência aponta para a utilização de metodologias quantitativas, que devem variar consoante a dimensão da organização. Em organizações de maior dimensão, a utilização de modelos estatísticos de regressão permite identificar, de forma objetiva, em que medida variáveis como função, antiguidade, experiência, desempenho ou movimentos de carreira explicam as diferenças salariais observadas.</p>
<p>Por outro lado, em organizações de menor dimensão, onde a robustez estatística pode ser limitada, é possível recorrer a abordagens alternativas. A metodologia aplicada pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), que permite comparar médias salariais de homens e mulheres em grupos de funções de valor semelhante e extrair uma leitura do <em>gender pay gap</em> ajustado, é a mais indicada nestes casos.</p>
<p><strong>III. Agir de forma consistente e recorrente</strong></p>
<p>Independentemente da metodologia adotada, o mais importante é garantir consistência e recorrência. A equidade salarial não é um exercício pontual – é um processo que deve ser integrado na gestão regular da organização; medir não chega. Como tal, as organizações devem também estruturar processos claros que assegurem que os resultados destas análises são efetivamente revistos e incorporados na tomada de decisão. Isto implica definir um processo de equidade salarial com momentos formais de revisão, responsabilidades claras para os <em>stakeholders</em> e critérios objetivos que orientem a interpretação dos resultados, e que possa ser ativado todos os anos. Sem este processo, existe o risco de cair numa lógica reativa e casuística, que não só compromete a equidade, como pode introduzir novas inconsistências salariais.</p>
<p>Adicionalmente, é fundamental desenvolver mecanismos de mitigação. Sempre que são identificadas disparidades, as organizações devem dispor de um enquadramento que permita agir de forma consistente e fundamentada. Este enquadramento deve, por um lado, assentar em premissas claras de identificação de <em>outliers</em>. Ou seja, colaboradores justificados como exceções remuneratórias devido aos principais <em>drivers</em> de compensação, delineados no desenho da política de remuneração fixa – como desempenho, experiência ou evolução na carreira. Por outro lado, caso não existam justificações aplicáveis ou exceções remuneratórias, as organizações devem conseguir mensurar o investimento necessário à mitigação dos <em>gaps</em> e aplicar estes incrementos salariais num horizonte temporal definido.</p>
<p><strong>IV. A equidade salarial não se constrói apenas com boas intenções</strong></p>
<p>Ao longo dos últimos anos, a Mercer tem vindo a apoiar organizações neste percurso – desde a definição da política remuneratória, passando pela análise regular e culminando em processos de revisão e mitigação. O que observamos de forma consistente é que as organizações que adotam estes princípios não só reduzem riscos, como ganham maior controlo sobre as suas decisões salariais e reforçam a sua proposta de valor. No final, a equidade salarial não se constrói apenas com boas intenções ou análises pontuais. Constrói-se com sistemas, processos e decisões consistentes ao longo do tempo. E é precisamente nessa consistência que reside a sua sustentabilidade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Afonso Rosa, Senior Consultant Rewards da Mercer Portugal]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Consultora de ex-presidente do Infarmed apresenta empresa ligada a condenado do PCC por tráfico a projeto de cannabis medicinal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:46:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Eurico Castro Alves é uma figura com peso institucional no setor da saúde. Além de antigo presidente do Infarmed e ex-governante, foi escolhido pelo atual Governo para coordenar o Plano de Emergência e Transformação na Saúde]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Wise Healthcare Solutions, consultora fundada por Eurico Castro Alves, antigo presidente do Infarmed e ex-secretário de Estado da Saúde, apresentou à Sync Nature, empresa portuguesa de cannabis medicinal, a Wdealer, sociedade controlada pelo empresário brasileiro Cláudio Rocha Júnior, revela o &#8216;Público&#8217;. O empresário viria a ser condenado em Portugal por tráfico de cocaína e já tinha sido identificado pelas autoridades brasileiras como membro do núcleo principal de uma alegada organização dedicada ao tráfico internacional de droga, branqueamento de capitais e remessa ilegal de divisas.</p>
<p>O caso surge no contexto da forte expansão da cannabis medicinal em Portugal, sobretudo entre 2018 e 2023, período em que as pré-licenças, os projetos industriais preparados para autorização do Infarmed e os dossiers técnicos passaram a valer milhões. Nesse mercado, a WiseHS assumiu um papel relevante, prestando apoio regulatório, acompanhamento técnico e estruturação de projetos destinados à obtenção de licenças para cultivo, fabrico, comércio por grosso, importação e exportação.</p>
<p>Eurico Castro Alves é uma figura com peso institucional no setor da saúde. Além de antigo presidente do Infarmed e ex-governante, foi escolhido pelo atual Governo para coordenar o Plano de Emergência e Transformação na Saúde. A sua proximidade com Luís Montenegro, primeiro-ministro com quem passou férias no Brasil em agosto de 2024, acrescenta dimensão política ao caso.</p>
<p><strong>O mercado das pré-licenças</strong></p>
<p>A documentação analisada pelo &#8216;Público&#8217; indica que a WiseHS não atuava apenas como consultora técnica. A empresa coordenava projetos industriais completos, estruturava investimentos, articulava fornecedores, acompanhava licenciamentos e preparava unidades segundo regras de Boas Práticas de Fabrico, podendo cobrar até 6,5 milhões de euros por estes serviços, de acordo com fontes contactadas pelo jornal.</p>
<p>A Sync Nature, criada em 2021 para desenvolver uma unidade de produção de cannabis medicinal em Oliveira do Bairro, contratou a WiseHS para assegurar o licenciamento e o acompanhamento técnico do projeto. Apesar dos investimentos feitos, a unidade nunca entrou em produção comercial e acabou por ser colocada no mercado.</p>
<p>Nesse processo, a WiseHS terá atuado como intermediária na procura de investidores, apresentando potenciais compradores e ficando com direito a comissões caso os negócios fossem concretizados. Entre os interessados apresentados à Sync Nature surgiu a Wdealer – Serviços de Importação e Exportação, sociedade sediada no Porto e detida por Cláudio Rocha Júnior.</p>
<p><strong>Negócio falhado e insolvência</strong></p>
<p>A Wdealer acabaria por entrar num processo de insolvência em Portugal. Declarada insolvente em julho de 2025, no Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia, a empresa passou a ser disputada por credores com reclamações milionárias, incluindo a sociedade panamiana Trade 2000 Inc. e os promotores da Sync Nature.</p>
<p>A tentativa de aquisição da Sync Nature pela Wdealer foi feita através de um contrato-promessa de cessão de quotas. O acordo previa uma cláusula penal de incumprimento no valor de 12,5 milhões de euros e o contrato definitivo deveria ter sido celebrado até 27 de janeiro de 2023. O negócio nunca se concretizou.</p>
<p>A documentação do processo mostra que as negociações entre a Wdealer e a Sync Nature estavam em curso antes de janeiro de 2023, vários meses antes da condenação de Cláudio Rocha Júnior pelo Tribunal de Matosinhos. Nessa altura, porém, o empresário já tinha sido identificado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal do Brasil na Operação Descobrimento, investigação ligada a tráfico internacional de cocaína, branqueamento de capitais e remessa ilegal de divisas.</p>
<p><strong>Empresário ligado a várias investigações</strong></p>
<p>Apesar de ter apenas um trabalhador registado, a Wdealer declarou em 2021 um volume de negócios superior a 3,4 milhões de euros, quase totalmente proveniente de exportações. Nos dois anos seguintes, a atividade declarada caiu para zero euros de vendas, mas as contas de 2023 mostravam mais de 3,1 milhões de euros em caixa e depósitos bancários, ao mesmo tempo que a empresa acumulava quase 960 mil euros em dívidas ao Estado e a outras entidades públicas.</p>
<p>Cláudio Rocha Júnior foi identificado perante o tribunal português como “empregado de balcão” no processo em que viria a ser condenado por tráfico de droga. Antes de se instalar em Portugal, controlava no Brasil uma empresa com a mesma designação, resultante da antiga Bilmaker 600, sociedade referida em investigações relacionadas com a Operação Lava Jato.</p>
<p>Já no Porto, a Wdealer surgiria em investigações do Ministério Público português relacionadas com suspeitas de branqueamento de capitais. Um relatório do Departamento Central de Investigação e Ação Penal descreve a empresa como o principal centro de movimentação financeira do empresário brasileiro, com transferências nacionais e internacionais de elevado valor, depósitos em numerário e operações cuja justificação económica nem sempre terá sido demonstrada.</p>
<p><strong>A investigação brasileira</strong></p>
<p>A dimensão internacional do caso surge na Operação Descobrimento. Em abril de 2022, o Ministério Público Federal brasileiro acusou Cláudio Rocha Júnior de integrar o chamado “primeiro escalão” de uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de cocaína, branqueamento de capitais e remessa ilegal de divisas.</p>
<p>A investigação teve origem na apreensão de centenas de quilos de cocaína escondidos na fuselagem de um jacto executivo da OMNI &#8211; Aviação e Tecnologia, em Salvador da Bahia, quando a aeronave se preparava para regressar a Portugal.</p>
<p>De acordo com a acusação brasileira, Rocha Júnior seria um dos responsáveis pela articulação entre fornecedores da droga, operadores do transporte aéreo e destinatários europeus da cocaína. As autoridades brasileiras colocaram-no no mesmo núcleo de figuras como Rowles Magalhães, Nilton Borgato, Nelma Kodama e Marcelo Mendonça de Lemos, apontado pela Polícia Federal como membro do alto escalão do Primeiro Comando da Capital.</p>
<p>Em Portugal, Cláudio Rocha Júnior foi condenado em julho de 2023 pelo Tribunal de Matosinhos a cinco anos de prisão por tráfico de droga, num processo distinto, relacionado com uma investigação da Polícia Judiciária a uma rede de distribuição de cocaína. Nesse processo, foi absolvido do crime de branqueamento de capitais, tal como a Wdealer.</p>
<p><strong>WiseHS admite falha na verificação</strong></p>
<p>Na sequência dos contactos mediados pela empresa de Eurico Castro Alves, a Wdealer avançou para a negociação da aquisição da Sync Nature. O &#8216;Público&#8217; escreve que Castro Alves admitiu que a WiseHS errou ao não realizar diligências formais de due diligence empresarial, reputacional ou de prevenção de branqueamento de capitais relativamente à Wdealer ou a Cláudio Rocha Júnior antes de apresentar a empresa aos promotores do projeto de cannabis medicinal.</p>
<p>O antigo secretário de Estado nega, no entanto, qualquer participação consciente em ilegalidades ou benefício pessoal, atribuindo muitas das suas ações a generosidade e amizade.</p>
<p>O caso expõe a zona cinzenta criada pela corrida à cannabis medicinal em Portugal, num mercado em que o valor estava muitas vezes menos na produção efetiva e mais no acesso ao licenciamento, na preparação técnica dos projetos e na possibilidade de os vender a investidores internacionais. Também levanta dúvidas sobre os mecanismos de verificação usados por intermediários privados em operações de vários milhões de euros num sector sujeito a regras exigentes de licenciamento, compliance e prevenção de branqueamento de capitais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773177]]></sapo:autor>
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		<title>Oceano sob pressão: ONU apresenta esta segunda-feira relatório global com contributo português</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:45:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nações Unidas]]></category>
		<category><![CDATA[oceanos]]></category>
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					<description><![CDATA[Relatório foi aprovado por mais de 190 países no âmbito da Assembleia Geral da ONU e resulta de um processo iniciado em 2002 para reforçar a ligação entre conhecimento científico e decisão política sobre o ambiente marinho]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As Nações Unidas lançam esta segunda-feira, em Nova Iorque, o 3º Relatório Global sobre a Avaliação do Estado do Oceano, numa cerimónia que coincide com o Dia Mundial dos Oceanos. O documento, conhecido internacionalmente como WOA III, é apresentado como a mais recente avaliação integrada do estado do oceano mundial e inclui dimensões ambientais, sociais e económicas.</p>
<p>O relatório foi aprovado por mais de 190 países no âmbito da Assembleia Geral da ONU e resulta de um processo iniciado em 2002 para reforçar a ligação entre conhecimento científico e decisão política sobre o ambiente marinho. A avaliação junta informação sobre governança, pressões humanas, sustentabilidade dos recursos marinhos, alterações em curso no oceano e importância dos dados científicos para orientar políticas públicas.</p>
<p><strong>Um retrato global do oceano e das pressões humanas</strong></p>
<p>O WOA III procura olhar para o oceano não apenas como espaço natural, mas como sistema essencial para o clima, a alimentação, a economia, a saúde e o bem-estar das populações. A ONU sublinha que o relatório reflete o trabalho de quase 600 especialistas de 86 países e constitui a única avaliação global integrada sobre o estado do oceano, incluindo os seus aspetos socioeconómicos.</p>
<p>A avaliação aborda temas como alterações físicas e químicas no oceano, perda de biodiversidade, poluição, alterações climáticas, governação oceânica e relação entre ecossistemas marinhos e bem-estar humano. Segundo o MARE, esta edição incorpora também, de forma sistemática, dimensões transversais como equidade, conhecimento de comunidades locais e caminhos para a utilização sustentável dos recursos marinhos.</p>
<p>O relatório inclui ainda a abordagem ‘One Health’, que liga a saúde do oceano à saúde humana e ao bem-estar. Esta leitura cruza áreas como igualdade de género, equidade, participação das comunidades locais e impactos da pandemia de COVID-19, mostrando que a degradação dos ecossistemas marinhos não é apenas um problema ambiental, mas também social e económico.</p>
<p><strong>Ciência portuguesa no processo da ONU</strong></p>
<p>A elaboração do relatório contou com a participação de 580 peritos de 86 países, organizados em equipas interdisciplinares. Entre os contributos portugueses destaca-se Maria João Bebianno, professora catedrática jubilada, que integra o grupo de peritos responsável por este processo desde 2016.</p>
<p>Participaram ainda investigadores de várias instituições nacionais, incluindo o IPMA e as universidades do Algarve, dos Açores, de Aveiro, de Évora, de Lisboa e Nova de Lisboa, além do WAVEC. O MARE destaca a participação de investigadores portugueses no relatório como exemplo do contributo nacional para conhecimento científico com relevância internacional e impacto em políticas públicas.</p>
<p>A cerimónia oficial, promovida pelo secretário-geral das Nações Unidas, deverá incluir também a apresentação de uma plataforma digital com dados e informação do relatório. O objetivo é tornar mais acessível a base científica que pode apoiar decisões sobre conservação, gestão sustentável e proteção do oceano.</p>
<p><strong>Um relatório para transformar ciência em decisão</strong></p>
<p>Mais do que um diagnóstico técnico, o WOA III pretende servir de instrumento para governos, organizações internacionais, investigadores e decisores. A lógica é simples: conhecer melhor o estado do oceano para responder de forma mais eficaz às pressões que ameaçam os ecossistemas marinhos.</p>
<p>A publicação chega num momento em que o oceano está no centro de várias urgências globais: alterações climáticas, subida da temperatura da água, perda de biodiversidade, poluição, pressão sobre pescas e necessidade de conciliar economia azul com conservação.</p>
<p>Ao reunir ciência, governança, dados digitais e dimensões sociais, o relatório da ONU coloca uma ideia no centro do debate: proteger o oceano deixou de ser apenas uma questão ambiental. É também uma condição para a saúde, a segurança alimentar, a economia e o futuro das comunidades costeiras.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772543]]></sapo:autor>
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		<title>Julgamento de Luigi Mangione começa esta segunda-feira em Nova Iorque com seleção do júri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:30:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Luigi Mangione]]></category>
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					<description><![CDATA[Mangione, de 26 anos, é oriundo de uma família rica e influente de Baltimore e já tinha sido formalmente acusado pelo homicídio de Brian Thompson, ocorrido em Manhattan]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O julgamento de Luigi Mangione, acusado de matar Brian Thompson, presidente executivo da UnitedHealthcare, começa esta segunda-feira em Nova Iorque com a seleção do júri. O caso, que envolve a morte do líder da maior seguradora de saúde dos Estados Unidos, deverá ser acompanhado com particular atenção pela dimensão pública da vítima e pela gravidade das acusações.</p>
<p>Mangione, de 26 anos, é oriundo de uma família rica e influente de Baltimore e já tinha sido formalmente acusado pelo homicídio de Brian Thompson, ocorrido em Manhattan. O processo ganhou, entretanto, uma dimensão ainda mais pesada depois de um grande júri de cidadãos o ter indiciado pelos mesmos factos com a agravante de “ato de terrorismo”.</p>
<p>O crime ocorreu em dezembro de 2024 e levou a uma operação policial que se estendeu para lá de Nova Iorque. Depois da morte do CEO da UnitedHealthcare, o suspeito conseguiu fugir da cidade e permaneceu em paradeiro desconhecido durante vários dias.</p>
<p>Cinco dias depois, Mangione foi reconhecido e detido num restaurante em Altoona, no estado da Pensilvânia. A detenção encerrou a fuga, mas abriu um processo judicial de grande exposição mediática, agora formalmente em julgamento.</p>
<p>A primeira fase será dedicada à escolha dos jurados que vão acompanhar o caso. Só depois começará a discussão da acusação em tribunal, num julgamento em que estarão em causa não apenas as circunstâncias da morte de Brian Thompson, mas também a qualificação dos factos como ato de terrorismo.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768756]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>A arte de saber sair</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:18:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[CTT]]></category>
		<category><![CDATA[João Bento]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Miguel Salema Garção, Comissão Executiva da Verlingue Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo da minha vida profissional tive a oportunidade de trabalhar com diferentes líderes. Alguns marcaram-me pela visão, outros pela capacidade de execução e outros ainda pela forma como geriam pessoas e organizações. Poucos, porém, me ensinaram uma lição tão relevante como aquela que João Bento deixou nos últimos meses da sua liderança nos CTT: a arte de saber sair.</p>
<p>Parece um tema simples. Não é.</p>
<p>Nas escolas de gestão ensina-se a liderar equipas, a definir estratégias, a gerir recursos e a apresentar resultados. Fala-se muito de como chegar ao topo. Fala-se muito menos de como abandonar esse mesmo topo quando chega o momento.</p>
<p>É por isso que acredito que os meses que antecederam a saída de João Bento da liderança dos CTT deveriam ser estudados como um caso de comunicação e liderança empresarial.</p>
<p>Quem acompanhou o seu percurso sabe que nunca foi um gestor particularmente dado aos holofotes. Engenheiro e cientista de formação, construiu uma reputação baseada na competência, no rigor e nos resultados. Durante anos, preferiu deixar que o trabalho falasse por si.</p>
<p>No entanto, nos momentos que antecederam a sua saída, observou-se algo diferente. Houve uma presença pública mais visível. Foram comunicados resultados, reforçadas mensagens estratégicas, anunciadas parcerias internacionais e transmitida uma visão clara sobre o futuro da empresa.</p>
<p>Não vi nisso uma mudança de personalidade. Vi um líder a preparar a organização para o dia seguinte.</p>
<p>Nas empresas cotadas, as transições de liderança são frequentemente momentos de incerteza. Os mercados observam. Os investidores questionam. Os colaboradores procuram sinais. Os parceiros avaliam a estabilidade do futuro.</p>
<p>João Bento percebeu isso e preparou a sua saída com a mesma seriedade com que liderou a empresa.</p>
<p>Fê-lo, além disso, abrindo caminho para uma nova liderança que considero extremamente qualificada. Faço aqui uma declaração transparente: nutro uma profunda admiração profissional por Guy Pacheco. Sempre reconheci nele uma enorme competência, uma capacidade de trabalho invulgar e um conhecimento profundo do negócio. Estou convicto de que reúne todas as condições para liderar os CTT numa nova etapa de crescimento e transformação.</p>
<p>Talvez por isso esta sucessão me pareça particularmente bem conseguida. Porque não foi construída sobre ruturas, mas sobre continuidade, confiança e preparação.</p>
<p>Há líderes que deixam um vazio quando partem. Há outros que deixam uma organização preparada para continuar a crescer. A diferença entre uns e outros mede-se muitas vezes pela forma como encaram a sucessão.</p>
<p>Na minha perspetiva, João Bento pertence claramente ao segundo grupo.</p>
<p>E há ainda um aspeto que merece referência. Nos momentos públicos mais recentes foi possível observar um lado mais pessoal, marcado pelo orgulho na família, pelo reconhecimento dos que o acompanharam e pela gratidão demonstrada a quem contribuiu para o seu percurso.</p>
<p>Num tempo em que tantas vezes se celebra o sucesso individual, essa capacidade de agradecer talvez diga tanto sobre uma pessoa quanto os resultados que alcançou.</p>
<p>Os números ficam nos relatórios. Os cargos passam. As empresas seguem o seu caminho.</p>
<p>Mas a forma como um líder encerra um ciclo permanece como parte do seu legado.</p>
<p>E, por isso, continuo a acreditar que saber sair é uma das mais raras e valiosas competências de liderança. João Bento deu-nos, nos últimos meses, uma demonstração particularmente interessante dessa arte.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Miguel Salema Garção, Comissão Executiva da Verlingue Portugal]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Pensões, Complemento Solidário para Idosos (entre outros…) chegam hoje: já viu o calendário dos pagamentos da Segurança Social?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pensoes-complemento-solidario-para-idosos-entre-outros-chegam-hoje-ja-viu-o-calendario-dos-pagamentos-da-seguranca-social-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:15:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[segurança social]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o objetivo de prestar um melhor serviço ao cidadão, a Segurança Social tem uma data fixa mensal para o pagamento dos subsídios sociais e familiares]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já são conhecidas as datas de pagamento dos subsídios sociais e das pensões para o mês de junho de 2026.</p>
<p>Com o objetivo de prestar um melhor serviço ao cidadão, a Segurança Social tem uma data fixa mensal para o pagamento dos subsídios sociais e familiares.</p>
<p>Assim, é possível um melhor planeamento e uma salvaguarda para os beneficiários, na medida em que sabem exatamente o dia em que recebem o subsídio. Veja o calendário:</p>
<p>Hoje</p>
<p>Pensões<br />
Complemento Solidário para Idosos<br />
Reembolso de Despesas de Funeral<br />
Prestação Social para a Inclusão</p>
<p>16 JUN</p>
<p>Prestações familiares<br />
1º pagamento desemprego / doença / parentalidade / ação social</p>
<p>19 JUN</p>
<p>Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores</p>
<p>23 JUN</p>
<p>Fundo de Garantia Salarial<br />
Rendimento Social de Inserção</p>
<p>26 JUN</p>
<p>2º pagamento desemprego / doença / parentalidade / ação social<br />
Subsídio de Apoio ao Cuidador Informal</p>
<p><strong>O que é este complemento?</strong></p>
<p>O Complemento Solidário para Idosos é um apoio social pago em dinheiro a pessoas idosas com baixos rendimentos. Destina-se a pensionistas ou pessoas em idade avançada que vivem com poucos recursos e serve para complementar os rendimentos mensais, ajudando a suportar despesas essenciais como alimentação, medicamentos, habitação, energia ou cuidados de saúde.</p>
<p>Este apoio não é automático: tem de ser pedido à Segurança Social e depende da avaliação dos rendimentos do beneficiário e, em certas situações, dos rendimentos dos filhos. O objetivo é garantir que os idosos com menos recursos conseguem aproximar-se de um rendimento mínimo definido pelo Estado, reduzindo situações de pobreza e isolamento económico.</p>
<p>Na prática, o Complemento Solidário para Idosos funciona como uma prestação adicional à pensão ou a outros rendimentos existentes. O valor atribuído varia de pessoa para pessoa, porque depende da diferença entre os rendimentos do idoso e o limite anual definido para acesso ao apoio.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772839]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Consulta pública do projeto do TGV no Porto e Gaia arranca hoje</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/consulta-publica-do-projeto-do-tgv-no-porto-e-gaia-arranca-hoje/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Gaia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[TGV]]></category>
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					<description><![CDATA[Em causa estão os subtroços 4 e 5 do troço Porto — Oiã (Oliveira do Bairro, Aveiro) da linha de alta velocidade Porto — Lisboa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inserção da linha de alta velocidade no Porto e em Gaia, incluindo uma nova ponte rodoferroviária sobre o Douro e estação em Santo Ovídio, estará em consulta pública a partir desta segunda-feira e até 29 de junho.</p>
<p>De acordo com um edital da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE) estará em consulta pública “durante 15 dias úteis, de 8 [segunda-feira] a 29 de junho de 2026, no portal Participa”.</p>
<p>Em causa estão os subtroços 4 e 5 do troço Porto — Oiã (Oliveira do Bairro, Aveiro) da linha de alta velocidade Porto — Lisboa, cujo projeto de execução não foi aprovado pela APA em dezembro devido à pretensão da concessionária de deslocalizar a estação de Gaia para Vilar do Paraíso e à de fazer duas pontes separadas sobre o rio Douro em vez de uma rodoferroviária, como sempre esteve planeado.</p>
<p>Em 31 de março, o vice-presidente da Infraestruturas de Portugal (IP) Carlos Fernandes manifestou-se satisfeito por Santo Ovídio regressar como solução definitiva para a estação de alta velocidade de Gaia, admitindo um “incidente” com a concessionária AVAN Norte (Mota-Engil, Serena, Teixeira Duarte, Casais, Alves Ribeiro, Conduril e Gabriel Couto), que a queria deslocalizar para Vilar do Paraíso.</p>
<p>Em 7 de abril, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, disse no parlamento que “não vai haver atraso” nas obras do primeiro troço da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, previstas arrancar este ano e terminar em 2030.</p>
<p>O ministro recordou ainda que, caso não seja cumprido o prazo de 2030, haverá penalizações para o concessionário AVAN Norte, “desde logo a perda imediata dos pagamentos por disponibilidade a que seria obrigado o contrato, nomeadamente 100 milhões de euros/ano que são perdidos por atraso, por indisponibilidade da infraestrutura”.</p>
<p>Em dezembro, a APA chumbou as alterações que o consórcio AVAN Norte queria fazer à linha de alta velocidade e, além das questões relacionadas com a ponte sobre o Douro ou a estação de Gaia, também negou as pretensões do consórcio de construir menos traçado em túnel e, do que restaria dele sob Vila Nova de Gaia, a uma cota mais alta do que inicialmente previsto, algo que levaria a mais demolições à superfície (136 demolições previstas em Gaia e no Porto, das quais 109 habitações e 27 empresas).</p>
<p>Para a APA, caso a estação de Gaia ficasse em Vilar do Paraíso, ficaria “numa zona periférica” sem “intermodalidade com outros meios de transporte público”.</p>
<p>“Importa recordar que o desenvolvimento da Estação de Gaia na zona de Santo Ovídio, integrada no respetivo Plano de Pormenor e com articulação assegurada à linha de metro, foi considerado, aquando da avaliação do Estudo Prévio, como um aspeto particularmente relevante com impactes socioeconómicos positivos e significativos ao possibilitar a criação de um novo e importante fator de centralidade, com o inerente estímulo para a qualificação do espaço urbano onde se insere”, sublinhou então a agência.</p>
<p>Já quanto à construção de duas pontes sobre o Douro em vez de uma rodoferroviária, a APA também assinala que esse foi “outro elemento estruturante do projeto e que sofreu alterações significativas no Projeto de Execução face ao preconizado no Estudo Prévio”.</p>
<p>A Câmara do Porto também apontou, já em abril, relativamente à inserção no Porto e estação de Campanhã, que a AVAN Norte “apresentou uma solução alternativa à que tinha sido submetida a concurso”, que “não correspondia ao projeto anteriormente avaliado e validado pelo município”.</p>
<p>A estação de Gaia em Santo Ovídio e a ponte rodoferroviária estavam previstas desde setembro de 2022, quando o projeto da linha de alta velocidade foi apresentado, em setembro de 2022, mas em abril de 2025 o consórcio apresentou, unilateralmente, uma proposta alternativa contrária ao Estudo Prévio, que acabou chumbada pela APA, o que levou agora o consórcio a regressar ao projeto original.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772358]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Kaja Kallas pede negociações de paz após escalada de violência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 06:59:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, apelou hoje para a realização de negociações de paz, após uma série de ataques nas últimas horas entre o Irão e Israel.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, apelou hoje para a realização de negociações de paz, após uma série de ataques nas últimas horas entre o Irão e Israel.</P><br />
<P>&#8220;Durante a noite, voltámos a assistir a uma escalada. Creio que a região não precisa de uma escalada, mas sim que as partes se sentem à mesa de negociações e cheguem a um acordo&#8221;, declarou a ex-primeira-ministra da Estónia à imprensa, à chegada a uma reunião informal de ministros da Defesa da UE.</P><br />
<P>Nas últimas horas, Irão e Israel envolveram-se num fogo cruzado que começou domingo com o ataque iraniano a território israelita, em represália pelo bombardeamento israelita a Beirute horas antes. </P><br />
<P>Israel anunciou ataques a zonas do oeste e centro do Irão, que por sua vez lançou uma vaga de mísseis na noite de domingo e outra hoje de manhã contra território israelita, sem causar feridos.</P><br />
<P>Em paralelo, os rebeldes Huthis do Iémen dispararam um míssil contra Israel, que foi intercetado, e hoje Israel atacou uma fábrica petroquímica no sudoeste do Irão.</P><br />
<P>Kallas referiu que os ministros europeus irão abordar também a liberdade de navegação, e nesse contexto afirmou que o Irão e os Estados Unidos têm de chegar a um acordo para a abertura do estratégico estreito de Ormuz. </P><br />
<P>&#8220;Tem de haver uma solução diplomática, e têm de se sentar à mesa porque, no fim de contas, têm de chegar a acordo sobre isto&#8221;, enfatizou.</P><br />
<P>A responsável sublinhou que a UE está disposta a &#8220;ajudar na fase posterior ao cessar-fogo, bem como na escolta dos navios&#8221;, mas deixou claro que &#8220;o primeiro passo é, sem dúvida, o cessar-fogo&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Estamos em contacto com ambas as partes para lhes transmitir claramente que o cessar-fogo tem uma grande importância&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Kallas pediu, em primeiro lugar, para &#8220;parar esta guerra imediatamente, abrir o estreito de Ormuz e depois aproveitar o tempo para debates mais prolongados, quando se tratar de temas mais difíceis como o nuclear, mas também outras questões críticas que estão em cima da mesa&#8221;.</P><br />
<P>A chefe da diplomacia comunitária indicou que na reunião desta segunda-feira, que por ser informal não pode servir para a tomada de decisões, os ministros europeus discutirão a contribuição que podem dar.</P><br />
<P>A UE já tem uma operação naval na região, a Aspides, mas apenas com mandato para operar no mar Vermelho, sendo que a extensão a Ormuz exigiria unanimidade dos 27.</P><br />
<P>Kallas referiu ainda o quadro legal já aprovado pela UE para sancionar quem obstrua a liberdade de navegação, e apontou que &#8220;hoje será a primeira vez em que se aplicam sanções ao Irão&#8221; nesse contexto.</P><br />
<P>No capítulo da segurança marítima, os ministros irão também discutir a chamada &#8220;frota fantasma&#8221; que ajuda a Rússia a fazer com que o seu petróleo escape às sanções internacionais. </P><br />
<P>Sobre esse tema, Kallas recordou a operação naval Irini, que a UE lançou ao largo da Líbia e que &#8220;mudou as regras de envolvimento&#8221; ao começar a poder abordar embarcações.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773173]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Teerão confirma ataque israelita contra complexo petrolífero iraniano no Golfo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 06:52:13 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Autoridades regionais iranianas confirmaram hoje um ataque do exército israelita contra o complexo petroquímico de Mahshahr, que causou "danos parciais", informaram os meios de comunicação oficiais do Irão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Autoridades regionais iranianas confirmaram hoje um ataque do exército israelita contra o complexo petroquímico de Mahshahr, que causou &#8220;danos parciais&#8221;, informaram os meios de comunicação oficiais do Irão.</P><br />
<P>&#8220;Há alguns minutos, a empresa petroquímica Karoon, em Mahshahr, foi alvo de um ataque aéreo e atingida por projéteis disparados pelo inimigo sionista, o que danificou parte das instalações&#8221;, declarou o vice-governador regional da localidade atingida, no sudoeste do Irão, citado pela agência iraniana Fars, que não identificou a fonte.</P><br />
<P>A confirmação do ataque foi conhecida pouco depois do exército israelita noticiar ter atingido &#8220;vários alvos&#8221; naquela zona económica especial petroquímica próxima do Golfo.</P><br />
<P>O Irão anunciou em contrapartida ter atacado duas importantes bases aéreas israelitas, Nevatim e Tol Nof, num contexto de ataques recíprocos de magnitude sem precedentes desde a entrada em vigor de um frágil cessar-fogo há dois meses.</P><br />
<P>&#8220;A operação foi levada a cabo em resposta ao ataque com mísseis perpetrado pelo regime sionista (&#8230;) contra vários locais de radar situados em três locais diferentes&#8221; no Irão, indicou através de um comunicado a Guarda da Revolução Islâmica.</P><br />
<P>Também o exército israelita identificou o lançamento de uma vaga de mísseis do Irão contra o seu território e garantiu estar &#8220;a operar para intercetar a ameaça&#8221;, acrescentando que foram enviados alertas de precaução para os telemóveis das áreas possivelmente afetadas. Jornalistas da agência France-Presse (AFP) confirmaram duas explosões em Jerusalém. </P><br />
<P>As forças israelitas anunciaram ainda o lançamento pelos Huthis de um míssil a partir do Iémen contra Israel, que foi intercetado.</P><br />
<P>O fogo cruzado entre o Irão e Israel recomeçou na noite deste domingo com o ataque iraniano contra o território israelita, em retaliação ao bombardeamento de Israel a Beirute horas antes.</P><br />
<P>O Irão lançou na noite de domingo um total de onze mísseis contra Israel, na sequência do ataque israelita contra dois apartamentos nos subúrbios meridionais de Beirute, conhecidos como Dahye, onde, pelo menos, duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas este domingo. Israel assegurou que se tratou de uma operação contra um quartel do grupo xiita Hezbollah.</P><br />
<P>O Irão já tinha antecipado que, se os ataques de Israel contra o Líbano continuassem, retaliaria, considerando que o cessar-fogo alcançado com os Estados Unidos em 08 de abril inclui a nação árabe.</P><br />
<P>O Exército israelita afirmou ter intercetado todos os mísseis lançados pelo Irão. </P><br />
<P>O fogo cruzado ao 100.º dia do início da guerra ameaça ainda mais os esforços para alcançar um cessar-fogo permanente e aumentam a possibilidade de um regresso a combates intensos, complicando os esforços de mediação para pôr fim ao conflito iniciado com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773172]]></sapo:autor>
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		<title>Mundial 2026 arranca esta semana: calendário de Portugal, favoritos e o que esperar da Seleção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 06:45:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Pela primeira vez, a prova terá 48 equipas, 104 jogos e três países anfitriões: Estados Unidos, México e Canadá]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Mundial-2026 arranca esta semana e inaugura uma nova dimensão para a maior competição de seleções do futebol. Pela primeira vez, a prova terá 48 equipas, 104 jogos e três países anfitriões: Estados Unidos, México e Canadá. O jogo inaugural será entre México e África do Sul, no Estádio Azteca, e a final está marcada para 19 de julho. A FIFA apresenta esta edição como a maior de sempre, com 104 partidas no novo formato competitivo.</p>
<p>Portugal entra em campo apenas na semana seguinte, mas já conhece o caminho na fase de grupos. A Seleção Nacional ficou integrada no Grupo K, ao lado de RD Congo, Uzbequistão e Colômbia, num grupo em que parte como favorita, mas em que o último jogo, frente aos colombianos, pode ser decisivo para definir o primeiro lugar. De acordo com o calendário publicado pela Federação Portuguesa de Futebol, Portugal fará os dois primeiros jogos em Houston e fechará a fase de grupos em Miami.</p>
<p>O novo formato aumenta a margem de erro, mas também torna mais importante a posição final no grupo. Passam à fase a eliminar os dois primeiros classificados de cada grupo e os oito melhores terceiros, criando uma nova ronda de 32 avos de final antes dos oitavos. Para Portugal, vencer o Grupo K pode significar um cruzamento teoricamente mais favorável, enquanto o segundo lugar atira a Seleção para um duelo com o segundo classificado do Grupo L.</p>
<p><strong>Calendário de Portugal no Mundial 2026</strong></p>
<p>Portugal estreia-se frente à RD Congo, em Houston, às 18h00, hora de Portugal continental. O segundo jogo será contra o Uzbequistão, também em Houston, novamente às 18h00. A fase de grupos termina frente à Colômbia, em Miami, às 00h30, já na madrugada portuguesa. O calendário de A Bola confirma os três jogos da Seleção no Grupo K, com horários de Portugal continental.</p>
<p>17 de junho<br />
Portugal &#8211; RD Congo, em Houston, às 18h00</p>
<p>23 de junho<br />
Portugal &#8211; Uzbequistão, em Houston, às 18h00</p>
<p>28 de junho<br />
Colômbia &#8211; Portugal, em Miami, às 00h30</p>
<p>O sorteio deixou Portugal com dois adversários menos habituados aos grandes palcos mundiais e uma Colômbia que surge como o principal teste competitivo do grupo. A RD Congo regressa ao Mundial décadas depois da presença em 1974, ainda como Zaire, enquanto o Uzbequistão se estreia na competição. A Colômbia, por outro lado, tem mais experiência internacional e chegou aos quartos de final em 2014.</p>
<p><strong>Portugal favorito no grupo, mas com teste colombiano no fim</strong></p>
<p>No plano desportivo, Portugal parte com obrigação de passar a fase de grupos e com argumentos para discutir o primeiro lugar. A Seleção tem maior profundidade individual do que os três adversários, uma geração habituada às grandes competições e um calendário que permite alguma estabilidade logística, com dois jogos consecutivos em Houston antes da deslocação a Miami.</p>
<p>A RD Congo deverá ser o primeiro teste de concentração. É uma seleção fisicamente forte, com vários jogadores habituados ao futebol europeu, e chega ao torneio com a motivação de um regresso histórico. O Uzbequistão será, em teoria, o adversário mais acessível, mas a estreia num Mundial pode torná-lo uma equipa sem pressão e difícil de desmontar.</p>
<p>A Colômbia deverá ser o jogo mais exigente. Mesmo sem o estatuto de favorita ao título, é uma seleção competitiva, tecnicamente forte e com tradição recente em fases finais. Para Portugal, esse terceiro jogo pode decidir se a equipa segue em primeiro lugar ou se entra na fase a eliminar por um caminho mais complicado.</p>
<p><strong>França e Espanha à frente nas previsões</strong></p>
<p>Segundo as probabilidades da Solverde.pt, França e Espanha surgem como as principais favoritas ao título, ambas com 18% de probabilidade de vencer o Mundial. A Inglaterra aparece em terceiro lugar, com 14%, seguida de Argentina e Brasil, ambas com 11%.</p>
<p>Portugal surge como sexto favorito à conquista do troféu, também com 11% de probabilidade, mas com odd ligeiramente superior à de Argentina e Brasil. Entre as seleções europeias, a equipa portuguesa apresenta a quarta maior probabilidade de chegar à final, com 20%, ficando apenas atrás de Espanha, França e Inglaterra.</p>
<p>Na fase de grupos, a Seleção Nacional é apontada como clara favorita a liderar o Grupo K, com cerca de 69% de probabilidade de terminar no primeiro lugar. Portugal é também favorito destacado nos dois primeiros jogos: 82% de probabilidade de vencer a RD Congo e 83% frente ao Uzbequistão, segundo os dados da Solverde.pt.</p>
<p><strong>Bruno Fernandes é o português mais cotado para melhor jogador</strong></p>
<p>Na corrida à Bola de Ouro do torneio, Harry Kane surge como principal favorito, com 13% de probabilidade, à frente de nomes como Lamine Yamal e Lionel Messi. Entre os portugueses, Bruno Fernandes é o jogador com maior probabilidade de vencer o prémio, com 5%.</p>
<p>O dado confirma o peso do médio na expectativa em torno da Seleção. Num torneio longo, com viagens, calor, jogos em horários exigentes e novo formato competitivo, Portugal precisará mais do que nunca de capacidade de gestão, experiência e eficácia nos momentos decisivos.</p>
<p>A fase de grupos parece acessível no papel. Mas o Mundial 2026, maior, mais longo e mais aberto do que qualquer edição anterior, começa esta semana com uma certeza: para Portugal, o primeiro objetivo é evitar sobressaltos no Grupo K. O segundo será provar que o estatuto de candidato não fica apenas nas probabilidades.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772571]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Bolsa de Tóquio encerra com Nikkei a cair 3,85%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 06:43:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Tóquio fechou hoje em baixa, com o principal índice, o Nikkei, a perder 3,85% para 64.024,6 pontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Tóquio fechou hoje em baixa, com o principal índice, o Nikkei, a perder 3,85% para 64.024,6 pontos.</P><br />
<P>O segundo indicador, o Topix, fechou também a cair 2,45% para 3.852,38 pontos.</P><br />
<P>O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773171]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Recém-licenciados chineses veem português essencial no Direito de Macau</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/recem-licenciados-chineses-veem-portugues-essencial-no-direito-de-macau/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 06:39:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Recém-licenciados dos cursos de Direito em português e em chinês da Universidade de Macau (UM) indicaram à Lusa acreditarem que o português vai continuar a ser uma ferramenta essencial na prática jurídica do território.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Recém-licenciados dos cursos de Direito em português e em chinês da Universidade de Macau (UM) indicaram à Lusa acreditarem que o português vai continuar a ser uma ferramenta essencial na prática jurídica do território.</P><br />
<P>A universidade oferece a única licenciatura em Direito Chinês-Português do mundo, um curso que prepara juristas para o sistema jurídico de Macau, de tradição romano-germânica e matriz portuguesa.</P><br />
<P>A UM realizou a 30 de maio a cerimónia de graduação que conferiu diplomas a mais de 1.700 licenciados, com 30 alunos licenciados no curso de direito bilingue, e dois no curso administrado somente em português.</P><br />
<P>Tam Sio Pang confessou à Lusa que não tinha interesse na língua portuguesa antes da universidade, com o curso bilingue a ser uma &#8220;escolha estratégica&#8221; para o futuro profissional.</P><br />
<P>&#8220;Continuo a considerar que a língua portuguesa desempenha um papel importante em certas áreas, sobretudo no Direito. É previsível que no futuro haja mais chineses a trabalhar em Macau e é preciso preparar-se, aprender algo que muitos chineses não sabem, o que considero ser a principal razão pela qual escolhi o [curso] bilingue&#8221;, destacou. </P><br />
<P>O estudante chinês de Macau considera que aprender português o ajudou consideravelmente no estudo de Direito local, por existirem &#8220;poucas referências jurídicas escritas em chinês&#8221;.</P><br />
<P>Ao mesmo tempo, apesar de admitir uma certa redução no seu uso na cidade, mostra-se &#8220;positivo&#8221; quanto ao futuro da língua portuguesa em Macau.</P><br />
<P>&#8220;De acordo com a política do Governo chinês, Macau é a cidade de ligação aos países lusófonos. Não acredito que um bom governante abandonasse a característica mais icónica que a cidade tem em comparação com outras cidades chinesas&#8221;, apontou.</P><br />
<P>A Lei Básica de Macau, a mini-constituição do território, estabelece que &#8220;o português é igualmente uma língua oficial&#8221;, e que decretos lei consagram que &#8220;o chinês e o português têm igual dignidade&#8221;.</P><br />
<P>Após a transição de soberania em 1999, Macau manteve o próprio quadro legal, com a legislação local construída a partir de códigos e leis da República Portuguesa, incluindo o Código Civil, Código Penal e Código Comercial.</P><br />
<P>Em termos oficiais o sistema vigente está em vigor até 2049, mas advogados defenderam recentemente à Lusa que a posição oficial do Governo de Macau sobre a língua portuguesa contrasta com a &#8220;erosão silenciosa&#8221; desta enquanto idioma oficial na região.</P><br />
<P>Juliana Tavares, uma estudante luso-descendente, cuja língua materna é o cantonês, decidiu apostar na internacionalização completando o curso de direito em português da UM.</P><br />
<P>&#8220;Escolhi estudar Direito em português porque não falava uma única palavra de português antes da universidade e queria mergulhar num ambiente de língua portuguesa para poder aprender&#8221;, explicou. </P><br />
<P>Em setembro deste ano vai iniciar um mestrado no Porto em Direito Internacional e Europeu, mas mantém planos de regressar temporariamente a Macau.</P><br />
<P>&#8220;Pretendo trabalhar em Macau durante algum tempo depois disso para passar no exame [equivalente ao] da Ordem dos Advogados,&#8221; apontou. </P><br />
<P>Para Juliana, o português continua a ser relevante, e &#8220;apesar cada vez menos utilizado&#8221;, continua a ser a língua oficial e assim permanecerá até 2049. </P><br />
<P>&#8220;Macau está a tentar afirmar-se como uma plataforma intermediária entre a China e os países de língua portuguesa, e penso que também aí existem oportunidades.&#8221;</P><br />
<P>Por sua vez, Cheang Pak In sublinhou à Lusa ter escolhido o curso bilingue por sempre ter tido interesse &#8220;em ciências humanas e de línguas&#8221;</P><br />
<P>&#8220;Dentro das escolhas disponíveis, o direito bilingue pareceu-me a opção mais adequada&#8221;, disse. </P><br />
<P>O recém-licenciado pretende continuar a estudar em Macau para compreender melhor as diferenças entre as jurisprudência local e a portuguesa. </P><br />
<P>&#8220;Acho que é melhor saber ambas as perspetivas, se estudasse em Portugal só iria saber a perspetiva de Portugal&#8221;, apontou </P><br />
<P>Já no plano profissional, está decidido a continuar a trabalhar em Macau, e que &#8220;não vale a pena ir a Portugal e arriscar perder oportunidades&#8221; que existem no território.</P><br />
<P>&#8220;A sociedade precisa de juristas que saibam chinês e português. Dizer isto pode parecer um clichê, mas é verdade&#8221;, descreveu.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773170]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Acordo com o Irão pode chegar esta semana? Trump acredita em solução para reabrir estreito de Ormuz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 06:30:23 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Escalada no Líbano tornou-se o principal risco para as negociações entre Washington e Teerão]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump acredita que um acordo com o Irão poderá ser alcançado esta semana, permitindo prolongar o cessar-fogo e reabrir o estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio mundial de petróleo. Em entrevista telefónica à &#8216;ABC News&#8217;, o presidente americano disse que as negociações estão a “correr bem”, apesar de reconhecer um “pequeno percalço”.</p>
<p>O obstáculo referido por Trump foi a decisão de Teerão de suspender as conversações com Washington, que têm decorrido através de mensagens trocadas por intermediários. A suspensão foi anunciada depois da intensificação da ofensiva israelita no Líbano contra o Hezbollah, milícia pró-iraniana.</p>
<p>O presidente americano garantiu, porém, que conseguiu “dar a volta ao assunto muito rapidamente”. Segundo explicou, falou com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e com representantes do Hezbollah, pedindo que “parassem com os tiros”. Trump afirmou que, depois desses contactos, “ambos deixaram de disparar uns contra os outros”.</p>
<p><strong>Ormuz no centro das negociações</strong></p>
<p>O acordo em discussão pretende prolongar as tréguas e permitir a reabertura do estreito de Ormuz, um dos pontos mais sensíveis do comércio energético global. A passagem é estratégica para o transporte de petróleo e a sua interrupção tem impacto direto nos mercados internacionais.</p>
<p>Trump disse à &#8216;ABC News&#8217; que a finalização do memorando de entendimento poderá acontecer “em algum momento” desta semana, embora tenha admitido que ainda faltam acertar “mais alguns pontos”.</p>
<p>O presidente americano voltou também a defender que um acordo de paz com o Irão “poderá ser melhor do que uma vitória militar”. Ainda assim, reconheceu que não se trata de um processo simples, devido à “tremenda hostilidade” envolvida e ao peso regional do Irão.</p>
<p><strong>Líbano ameaça negociações com Teerão</strong></p>
<p>A escalada no Líbano tornou-se o principal risco para as negociações entre Washington e Teerão. Israel intensificou a ofensiva contra o Hezbollah, aliado do Irão, colocando sob pressão o cessar-fogo em vigor desde abril.</p>
<p>De acordo com a agência &#8216;Tasnim&#8217;, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, o Irão interrompeu as conversações em resposta aos ataques israelitas. A decisão ameaça o processo diplomático que, há semanas, envolve a troca de versões preliminares para um acordo que ponha fim à guerra iniciada em fevereiro e desbloqueie o estreito de Ormuz.</p>
<p>Trump afirmou na sua rede social &#8216;Truth Social&#8217; que Netanyahu aceitou não enviar tropas para Beirute e que o Hezbollah aceitou cessar os disparos de projéteis contra território israelita. “Veremos quanto tempo isto dura. Espero que dure para sempre”, afirmou.</p>
<p>A nova ronda de conversações de paz com o Governo libanês, prevista para esta semana em Washington, decorre assim sob forte incerteza. O Hezbollah rejeita esse processo, mas qualquer agravamento no Líbano pode comprometer também o entendimento mais amplo que os Estados Unidos tentam fechar com o Irão.</p>
<p>Para Trump, o calendário continua em aberto, mas a mensagem é clara: a Casa Branca quer transformar o cessar-fogo e a reabertura de Ormuz num acordo ainda esta semana.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772567]]></sapo:autor>
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		<title>Pesca e aquacultura estagnou em Moçambique no primeiro trimestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 06:18:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A produção de pesca e aquacultura em Moçambique praticamente estagnou no primeiro trimestre, com 108.992 toneladas, apenas 20% da meta definida para este ano, segundo dados oficiais da execução orçamental.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A produção de pesca e aquacultura em Moçambique praticamente estagnou no primeiro trimestre, com 108.992 toneladas, apenas 20% da meta definida para este ano, segundo dados oficiais da execução orçamental.</P><br />
<P>De acordo com os dados Governo, a produção cresceu apenas cerca de 1%, face ao primeiro trimestre de 2025, que foi então de 107.901 toneladas entre pesca e aquacultura, sendo que a meta definida para este ano passa por chegar a 548.533 toneladas, até dezembro.</P><br />
<P>O subsetor da pesca industrial e semi-industrial registou no primeiro trimestre uma produção de 2.093 toneladas de pescado diverso, apenas 8% da meta para todo o ano e um recuo de 36% em termos homólogos. No documento governamental é referido que este &#8220;baixo desempenho da produção&#8221; deveu-se ao &#8220;não licenciamento e operacionalidade da totalidade da frota da kapenta, frota nacional do atum e parte da frota de crustáceos de profundidade&#8221;.</P><br />
<P>Além disso, a produção de lagosta recuou 65%, de 35 para 12 toneladas, enquanto a de camarão cresceu 12%, de 345 para 386 toneladas, enquanto o peixe em geral aumentou 136% neste período, de 334 para 790 toneladas.</P><br />
<P>O subsetor da pesca artesanal registou até março uma produção de 105.204 toneladas de pescado diverso, 21% da meta para todo o ano e um crescimento na ordem de 2% comparativamente à produção registada em igual período de 2025. </P><br />
<P>Já a atividade aquícola, desenvolvida a nível industrial e de pequena escala, prevê uma produção, este ano, de 10.643 toneladas, tendo realizado apenas 16% dessa meta nos primeiros três meses, com 1.694 toneladas, ainda assim um crescimento de 19% face a 2025.</P><br />
<P>As restrições impostas em mercados internacionais travaram as exportações pesqueiras de Moçambique em 2025, que recuaram 18% face ao ano anterior, para 8.005 toneladas, segundo dados do Governo moçambicano noticiados anteriormente pela Lusa.</P><br />
<P>No relatório da execução orçamental de 2025, do Governo, é explicado que esta quebra &#8220;deveu-se a restrições da entrada da lagosta viva no mercado asiático&#8221;, em concreto na China, bem como a &#8220;problemas de colocação do camarão, peixe e cefalópodes nos mercados tradicionais&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Bem como efeitos das mudanças climáticas que levaram ao baixo caudal das águas do Rio Zambeze, e consequentemente, a baixa produção da kapenta&#8221;, uma pequena sardinha de água doce, refere o documento.</P><br />
<P>Acrescenta que o valor total de exportação alcançado em 2025 ascendeu a 46,5 milhões de dólares (40,5 milhões de euros), menos 20% face a 2024.</P><br />
<P>Só a exportação de camarão rendeu a Moçambique no ano passado 16,3 milhões de dólares (14,2 milhões de euros), menos 17% num ano, equivalente a 1.631 toneladas, enquanto a lagosta recuou 19%, garantindo 2,5 milhões de dólares (2,2 milhões de euros), de 160 toneladas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773169]]></sapo:autor>
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		<title>Depois de Trump e Putin: Xi Jinping desloca-se hoje à Coreia do Norte em visita oficial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 06:15:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Coreia do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Xi Jinping]]></category>
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					<description><![CDATA[Deslocação ocorre poucas semanas depois de Xi ter recebido, separadamente, em Pequim, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Rússia, Vladimir Putin.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente chinês, Xi Jinping, vai visitar a Coreia do Norte a partir desta segunda-feira, naquela que será a primeira deslocação ao país vizinho em quase sete anos, anunciaram na passada sexta-feira os dois países.</p>
<p>Xi estará na Coreia do Norte até terça-feira, segundo breves comunicados divulgados pelos órgãos de comunicação estatais dos dois países. A última visita do líder chinês a Pyongyang ocorreu em junho de 2019.</p>
<p>O anúncio surge um dia depois de a Coreia do Norte ter revelado uma nova instalação destinada à produção de materiais para bombas nucleares.</p>
<p>Especialistas consideram que a divulgação da unidade sugere que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, pretende reforçar o estatuto do país como potência nuclear, antes da visita de Xi.</p>
<p>A deslocação ocorre poucas semanas depois de Xi ter recebido, separadamente, em Pequim, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Rússia, Vladimir Putin.</p>
<p>Nos últimos anos, Kim deu prioridade ao aprofundamento das relações com a Rússia, enviando tropas e armamento convencional para apoiar a invasão lançada por Moscovo na Ucrânia.<br />
Pub</p>
<p>No entanto, o líder norte-coreano também tem procurado reforçar os laços com a China, principal parceiro comercial e maior fornecedor de ajuda económica da Coreia do Norte.</p>
<p>Xi e Kim encontraram-se em Pequim, em setembro, e comprometeram-se a reforçar a cooperação bilateral e o apoio mútuo. Kim deslocou-se então à capital chinesa para assistir a um desfile militar, ao lado de outros líderes estrangeiros, incluindo Putin.</p>
<p>As Forças Armadas da Coreia do Sul avaliaram a nova instalação nuclear como uma unidade de enriquecimento de urânio.</p>
<p>Durante uma visita ao local, Kim anunciou planos para reforçar as capacidades nucleares do país &#8220;a um ritmo exponencial&#8221;. </p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772274]]></sapo:autor>
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		<title>Moçambique espera abordar novo programa de assistência com missão do FMI</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 06:14:28 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo moçambicano confirmou que prevê abordar um eventual programa de assistência durante a visita da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que arranca hoje, em Maputo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo moçambicano confirmou que prevê abordar um eventual programa de assistência durante a visita da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que arranca hoje, em Maputo.</P><br />
<P>&#8220;A visita insere-se no quadro do relacionamento entre o Estado moçambicano e aquela instituição financeira internacional e centrar-se-á na avaliação conjunta de medidas de consolidação fiscal, na identificação de caminhos para reduzir os desequilíbrios macroeconómicos, com vista a um potencial Programa de Facilidade de Crédito&#8221;, refere um comunicado do Ministério das Finanças.</P><br />
<P>A missão, que decorre até 12 de junho, é chefiada por Pablo López Murphy e, segundo o Ministério das Finanças, &#8220;prevê manter encontros com diferentes setores do Governo&#8221;.</P><br />
<P>Fonte oficial do FMI já tinha confirmado à Lusa, em 29 de maio, a realização de uma missão de balanço a Moçambique, neste período, para discutir a &#8220;melhor forma&#8221; de apoiar o país, visita que acontece numa altura em que o Governo moçambicano assume estar a negociar um novo programa de apoio.</P><br />
<P>&#8220;O objetivo da visita é fazer um balanço dos recentes desenvolvimentos económicos e discutir a melhor forma de o FMI apoiar Moçambique no futuro&#8221;, acrescentou a fonte. A visita anterior de uma missão do FMI a Moçambique aconteceu em dezembro, mas no âmbito dos contactos regulares.</P><br />
<P>O Ministério das Finanças moçambicano confirmou anteriormente que fez uma &#8220;amortização integral e antecipada&#8221; de 698.587.604 dólares (630 milhões de euros) junto do FMI, em 23 de março, liquidando financiamentos contraídos no âmbito do Fundo para a Redução da Pobreza e o Crescimento (PRGT).</P><br />
<P>O pagamento foi feito com recurso às Reservas Internacionais Líquidas (RIL), decisão que a ministra das Finanças, Carla Loveira, assumiu, este mês, demonstrar &#8220;capacidade de gestão prudente&#8221; dos compromissos, provando aos mercados que Moçambique pretende &#8220;restaurar a confiança&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Ao liquidar esta obrigação antes do prazo, o Estado moçambicano demonstra capacidade de gestão prudente dos seus compromissos externos, reforçando a sua reputação como parceiro credível no sistema financeiro internacional&#8221;, afirmou Carla Loveira, no parlamento, ao responder a perguntas dos deputados.</P><br />
<P>&#8220;Esta decisão envia uma mensagem clara aos mercados: Moçambique honra os seus compromissos e está empenhado em restaurar a confiança, num contexto global cada vez mais exigente em matéria de transparência e sustentabilidade da dívida&#8221;, acrescentou, sublinhando tratar-se de uma ação que &#8220;produz efeitos concretos sobre a perceção de risco do país&#8221;.</P><br />
<P>Loveira insistiu que a &#8220;redução da exposição ao FMI é interpretada como um sinal de fortalecimento da posição externa e de maior autonomia na condução da política económica&#8221;, o que &#8220;tende a melhorar o perfil de risco soberano&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Este reforço de credibilidade pode traduzir-se, no médio prazo, em melhores condições de financiamento externo, maior apetência dos investidores e reabertura gradual do acesso aos mercados internacionais de capitais&#8221;, disse Carla Loveira.</P><br />
<P>Na mais recente avaliação ao país, divulgada em fevereiro, o FMI não antecipou decisões sobre o novo apoio a Moçambique, que o Governo está a tentar fechar há um ano.</P><br />
<P>No documento, refere-se que ao abrigo do último programa ECF (Facilidade de Crédito Alargado), o FMI tinha aprovado em 2022 um financiamento a rondar 468 milhões de dólares (398,5 milhões de euros) para Moçambique. Contudo, esse programa foi suspenso em abril de 2025, quando tinham sido desembolsados cerca de 343 milhões de dólares (292 milhões de euros), em quatro tranches.</P><br />
<P>O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, disse em junho passado que previa ainda em 2025 assinar um novo programa de apoio com o FMI, expectativas reforçadas nos meses seguintes e de novo já no início de 2026.</P></p>
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