A tão desejada vacina contra o novo coronavírus pode precisar de ser administrada a cada 12 meses, alerta a gigante farmacêutica AstraZeneca, esta quinta-feira, frisando a imprevisibilidade que caracteriza a Covid-19.
A empresa britânica, uma das farmacêuticas que está a trabalhar numa potencial vacina contra o novo coronavírus, deu ainda nota de que os testes em estágio avançado estão em curso no Reino Unido, Brasil e África do Sul e em breve também começarão nos Estados Unidos.
Estes testes visam verificar como o sistema imunológico responde à vacina. No início deste mês, a sua vacina, que está ser desenvolvida pela Universidade de Oxford, produziu uma resposta imunológica “promissora” em testes a humanos em estágio inicial.
“O que sabemos é que a maioria das empresas está apontar para duas injeções na vacinação inicial e, em seguida, pressupomos nós, com base no que sabemos sobre a tecnologia que usamos com o SARS 1, a imunidade poderá durar 12 meses, talvez 18 meses”, afirmou Pascal Soriot, CEO da AstraZeneca, disse à “CNBC – Squawk Box Europe”.
“Mas a verdade é que não não temos certezas, este vírus é muito imprevisível”, reforçou o responsável.
A empresa fez acordos para distribuir sua potencial vacina Covid-19 em diferentes partes do mundo. Em junho, por exemplo, chegou a um acordo com a Aliança Europeia de Vacinas Inclusivas, apoiada pela Alemanha, França, Itália e Holanda, para fornecer até 400 milhões de doses. O seu objetivo é produzir 2 mil milhões no total, incluindo 400 milhões de doses para os EUA e Reino Unido e mil milhões para países de baixos e médios rendimentos.
“Criámos cadeias de fornecimento independentes”, detalhou Soriot, reafirmando o compromisso de fornecer o seu trabalho em todo o mundo. “Se funcionar, poderemos começar a fornecer a vacina entre outubro e novembro e o nosso objetivo é fornecer a todos os países ao mesmo tempo”, rematou.






