Centros de saúde não atendem o telefone. Ordem fala de menos 3 milhões de consultas, ministério conta apenas menos 1 milhão

Ministério da Saúde diz que houve menos um milhão de consultas nos centros de saúde, mas Ordem fala do triplo.

Revista de Imprensa

Os centros de saúde não estão a conseguir atender todos os telefonemas que chegam às centrais: “Nesta fase pandémica, há uma sobrecarga da central, há muitos telefonemas, há que insistir”, foi o conselho do Centro de Saúde de Oeiras ao ‘Público’.

Rui Nogueira, presidente da Associação Nacional de Medicina Geral e Familiar confirma que “neste momento não temos recursos nem condições para dar respostas a todas as solicitações”.

Estas falhas de comunicação parecem refletir-se nos números das autoridades de saúde, escreve o ‘Público’ esta sexta-feira.

Na semana passada, Marta Temido revelou que houve menos cerca de 1,1 milhões de consultas nos cuidados de saúde primários entre março e maio.

A Ordem dos Médicos (OM), contudo, contabilizou um número muito superior: menos três milhões de consultas.

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A explicação para uma diferença tão significativa é simples: o Ministério da Saúde agrega tudo, as consultas não presenciais e as feitas pelo telefone, enquanto a OM só leva em conta a quebra das consultas presenciais.

Abril passado foi o mês com o número mais baixo de consultas, tanto presenciais como não presenciais, desde 2017.

Segundo o mesmo jornal, a situação está a melhorar: em junho já se notou uma inversão da tendência e em grande parte dos centros de saúde a atividade normal foi retomada. Há locais, porém, onde as dificuldades de acesso subsistem e estão a levar ao desespero de doentes e familiares.

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“Apesar de ser um país pequeno, Portugal tem assimetrias regionais gigantes. Infelizmente há locais em que se continua a ter salas de espera vazias e ruas cheias. Mas está-se a fazer todas as consultas de grupo de risco ou vulneráveis, diabéticos, grávidas, hipertensos. Todos os outros casos serão mais espaçados numa retoma gradual”, explica o presidente da associação nacional das Unidades de Saúde Familiares (USF-AN), Diogo Urjais.

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