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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Tue, 02 Jun 2026 13:52:45 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Rússia impõe condição &#8220;dificilmente aceitável&#8221; à Ucrânia para terminar guerra &#8220;em um dia&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 13:52:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Dmitry Peskov]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Posição foi defendida pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em declarações citadas pela 'RIA Novosti' e pelo 'Dan Viet', e passa pela saída das tropas ucranianas de territórios ocupados ou reclamados pela Rússia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia voltou a colocar em cima da mesa uma condição dificilmente aceitável para Kiev: a guerra poderia terminar “em um dia” se Volodymyr Zelensky ordenasse a retirada das forças ucranianas das regiões que Moscovo considera suas. A posição foi defendida pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em declarações citadas pela &#8216;RIA Novosti&#8217; e pelo &#8216;Dan Viet&#8217;, e passa pela saída das tropas ucranianas de territórios ocupados ou reclamados pela Rússia.</p>
<p>“Sobre Zelensky e acabar a guerra no final do ano… A guerra podia acabar no fim do dia”, afirmou Peskov, antes de esclarecer que, para Moscovo, isso implicaria a retirada das forças ucranianas das regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporizhia. Estas quatro regiões foram anexadas pela Rússia na sequência de referendos realizados em 2022, que não foram reconhecidos internacionalmente.</p>
<p><strong>Kremlin exige retirada ucraniana</strong></p>
<p>A condição apresentada por Moscovo não é nova. A Rússia tem insistido que a Ucrânia deve abdicar do controlo dos territórios que o Kremlin afirma ter integrado na Federação Russa. Para Kiev, porém, aceitar essa exigência equivaleria a renunciar a parte do seu território soberano.</p>
<p>“Para alcançar isto, Zelensky precisa de ordenar a retirada das suas Forças Armadas do território das regiões russas”, reiterou Dmitry Peskov, acusando a Ucrânia de arrastar o processo e de recusar negociações de paz “genuínas e sérias”.</p>
<p>O porta-voz do Kremlin defendeu ainda que a retirada das forças ucranianas do Donbass criaria as condições para um fim rápido do conflito. O Donbass, no leste da Ucrânia, inclui as regiões de Donetsk e Lugansk, que continuam a ser um dos principais palcos da guerra.</p>
<p><strong>Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporizhia no centro da disputa</strong></p>
<p>Das quatro regiões anexadas por Moscovo, Lugansk é aquela que está mais claramente sob domínio russo, embora ainda existam pequenas parcelas de território por controlar. Donetsk, por outro lado, continua a ser uma das zonas mais disputadas da linha da frente e está no centro do conflito praticamente desde o início da guerra.</p>
<p>Kherson e Zaporizhia apresentam uma situação diferente. A Rússia só passou a reivindicar formalmente estas regiões depois dos referendos de 2022, ao contrário de Donetsk e Lugansk, que Moscovo apresenta como objetivos desde 2014. Além disso, Kherson e Zaporizhia permanecem praticamente divididas, com ambos os lados a controlarem partes relevantes do território.</p>
<p><strong>Kiev rejeita exigências russas</strong></p>
<p>A Ucrânia tem rejeitado repetidamente estas condições, argumentando que Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporizhia fazem parte integrante do território ucraniano ao abrigo do direito internacional. Para Kiev, a paz só poderá ser alcançada quando a Rússia cessar as operações militares e respeitar a integridade territorial da Ucrânia.</p>
<p>O &#8216;Dan Viet&#8217; recorda que Moscovo já tinha defendido várias vezes a retirada ucraniana do Donbass como condição para o fim do conflito. A nova declaração de Peskov reforça essa linha, mas dificilmente será vista por Kiev como uma proposta de paz aceitável.</p>
<p><strong>Rússia mantém pressão sobre NATO</strong></p>
<p>Além da questão territorial, o Kremlin continua a exigir que a Ucrânia renuncie à adesão à NATO. Moscovo apresenta essa possibilidade como uma das chamadas causas profundas da guerra e insiste que qualquer solução duradoura terá de responder a essa preocupação.</p>
<p>Peskov afirmou que a Rússia continua aberta a negociações de paz, mas sublinhou que, mesmo que a Ucrânia não aceite as condições colocadas por Moscovo, a Rússia continuará a procurar alcançar os objetivos daquilo a que chama “operação militar especial”.</p>
<p>Na prática, a proposta russa mantém o impasse: Moscovo diz querer negociar, mas exige que Kiev abdique de territórios que considera seus. Para a Ucrânia, essa condição não representa uma solução de paz, mas sim a legitimação da ocupação russa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771206]]></sapo:autor>
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		<title>Está com medo de falhar a prestação do crédito? O primeiro passo é falar com o banco, alerta BdP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 13:45:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[banco de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[créditos]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Cliente deve contactar o banco, explicar a situação e pedir uma avaliação da sua capacidade financeira. Só assim a instituição pode perceber se ainda há forma de evitar o incumprimento, alerta órgão regulador]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem tem um crédito pessoal, um crédito automóvel ou um cartão de crédito e começa a sentir dificuldades para pagar não deve esperar pela primeira prestação em atraso. O conselho principal do <a href="https://www.bportugal.pt/multimedia/episodio-249-ficaadica-estas-com-dificuldades-e-tens-medo-de-falhar-prestacao-do-teu?utm_source=press&amp;utm_medium=email" target="_blank" rel="noopener">Banco de Portugal</a> é agir cedo: o cliente deve contactar o banco, explicar a situação e pedir uma avaliação da sua capacidade financeira. Só assim a instituição pode perceber se ainda há forma de evitar o incumprimento.</p>
<p>Depois desse contacto, o banco deve analisar os rendimentos, encargos e restantes responsabilidades financeiras do cliente. Se concluir que existe risco de incumprimento, a instituição tem de avaliar soluções que possam evitar a falha no pagamento das prestações. Quando não for possível resolver o problema de imediato, o banco é obrigado a propor alternativas de pagamento adequadas à situação financeira do cliente.</p>
<p>Se a prestação já estiver em atraso, o problema torna-se mais urgente. Nesses casos, podem ser cobrados juros de mora, comissões e outros encargos, embora dentro dos limites previstos na lei. Ainda assim, a regra é simples: quanto mais tempo passar sem resolver a situação, maior será a dívida. Por isso, é essencial não ignorar o problema e procurar rapidamente uma solução.</p>
<p>Os bancos também têm obrigações quando um cliente entra em incumprimento. A instituição deve contactar o cliente e avaliar a situação. Mas, se já falhou uma ou mais prestações e ainda não foi contactado, não deve ficar à espera: deve falar com o banco por iniciativa própria. Enquanto decorre a avaliação e são analisadas soluções de pagamento adequadas, o cliente fica mais protegido, uma vez que o banco não pode avançar para tribunal para recuperar o valor do crédito.</p>
<p>Essa proteção, porém, depende também do comportamento do cliente. É fundamental responder dentro dos prazos aos pedidos de informação e documentação feitos pelo banco. Se o cliente não colaborar, a instituição pode interromper o processo de avaliação e avançar para tribunal para tentar recuperar o dinheiro em dívida.</p>
<p>Quem tiver dúvidas ou precisar de apoio pode recorrer gratuitamente às entidades que integram a Rede de Apoio ao Cliente Bancário. Estas entidades ajudam a perceber direitos e deveres, explicam os procedimentos e podem acompanhar o cliente na relação com o banco. A mensagem central do podcast do Banco de Portugal é preventiva: quando há dificuldades, falar cedo com o banco pode fazer a diferença entre encontrar uma solução e deixar a dívida crescer.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771201]]></sapo:autor>
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		<title>Contratos temporários entre jovens caem em Portugal e Espanha sem travar emprego, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 13:31:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Dados são analisados no livro “Governing Solidarity in European Labour Markets: Atypical Employment and Minimum Wage Reform in Spain and Portugal”, uma investigação luso-espanhola que compara os resultados das reformas laborais nos dois países]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal e Espanha registaram, entre 2015 e 2025, a maior queda numa década do emprego temporário jovem desde o início da série do Eurostat, em 1995. Em Espanha, a percentagem de jovens trabalhadores dos 15 aos 24 anos com contrato temporário caiu de 70,4% para 44,4%, uma redução de 26 pontos percentuais. Em Portugal, baixou de 67,6% para 49,8%, menos 17,8 pontos percentuais.</p>
<p>Os dados são analisados no livro “Governing Solidarity in European Labour Markets: Atypical Employment and Minimum Wage Reform in Spain and Portugal”, uma investigação luso-espanhola que compara os resultados das reformas laborais nos dois países e que será apresentada no Iscte, em Lisboa, nesta sexta-feira.</p>
<p>A sessão contará com a presença de Yolanda Díaz, vice-presidente do Governo de Espanha e ministra do Trabalho, e de Ana Mendes Godinho, ex-ministra portuguesa do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.</p>
<p><strong>Estabilidade laboral sem destruição de emprego</strong></p>
<p>A investigação, realizada por investigadores do Iscte, da Universidade Nova e da Universidade Autónoma de Barcelona, parte de uma pergunta central: é possível reforçar a regulação do mercado de trabalho, reduzir a precariedade, fortalecer a negociação coletiva e melhorar salários sem destruir emprego nem travar a economia?</p>
<p>Para Paulo Marques, coautor do livro, investigador e docente no Iscte e coordenador do Observatório do Emprego Jovem em Portugal, os resultados apontam para duas conclusões claras.</p>
<p>“É possível reduzir a precariedade jovem sem destruir emprego – e a estabilidade contratual é compatível com ganhos de produtividade e com crescimento económico”, afirma.</p>
<p>Segundo o investigador, a redução da temporalidade laboral jovem ocorreu nos dois países, embora com maior intensidade em Espanha. A experiência espanhola mostra, defende, que limitar o uso excessivo de contratos temporários pode ser compatível com criação de emprego e melhor desempenho económico.</p>
<p><strong>Espanha reduziu mais e mais depressa</strong></p>
<p>A comparação entre os dois países mostra diferenças no ritmo e na intensidade das reformas. Em Portugal, a reforma laboral de 2019 resultou de um acordo em Concertação Social e teve um alcance considerado relevante, mas moderado. Em Espanha, a reforma de 2021 também passou por um acordo entre Governo, sindicatos e confederações patronais, mas limitou de forma mais forte o recurso à contratação temporária.</p>
<p>“Espanha reduziu mais e mais depressa, sobretudo após a sua reforma laboral de 2021”, afirma Paulo Marques.</p>
<p>O investigador sublinha que a diferença não está numa oposição simples entre Concertação Social e Parlamento, uma vez que ambas as reformas passaram por processos de negociação social. O fator decisivo terá sido o alcance das medidas e o equilíbrio político que as sustentou.</p>
<p>Em Portugal, a reforma de 2019 foi aprovada pelo PS e viabilizada pela abstenção do PSD e do CDS, enquanto Bloco de Esquerda e PCP votaram contra por defenderem mudanças mais profundas. Em Espanha, a reforma foi impulsionada pelo Governo do PSOE com partidos de esquerda e assumiu uma orientação mais ambiciosa na estabilização dos vínculos laborais.</p>
<p><strong>Produtividade e formação beneficiam de vínculos mais estáveis</strong></p>
<p>A investigação cruza-se com um estudo recente da Comissão Europeia sobre o Plano de Recuperação e Resiliência de Espanha, publicado em maio, que identifica efeitos positivos da reforma laboral espanhola na redução dos contratos a prazo e nos ganhos de produtividade.</p>
<p>Segundo esse estudo, a maior estabilidade contratual favorece o investimento em formação, a retenção de conhecimento interno e a redução de custos associados à substituição e recrutamento de trabalhadores.</p>
<p>“A experiência espanhola contraria a ideia de que mais proteção laboral conduz necessariamente à destruição de emprego ou ao bloqueio da economia”, afirma Paulo Marques. “Pelo contrário, mostra que reduzir a precariedade é compatível com mais emprego, maior estabilidade laboral e ganhos de produtividade.”</p>
<p><strong>Lições para o Pacote Laboral em Portugal</strong></p>
<p>A apresentação do livro acontece num momento em que Portugal discute o novo Pacote Laboral, aprovado em Conselho de Ministros a 14 de maio e enviado à Assembleia da República.</p>
<p>Para Paulo Marques, a comparação ibérica deve ser tida em conta pelos atores políticos portugueses. O investigador considera que levar uma reforma laboral ao Parlamento não determina, por si só, o seu alcance. O resultado depende do sentido político das medidas, da maioria que as aprova e de saber se as alterações reforçam ou fragilizam os direitos dos trabalhadores.</p>
<p>A investigação analisou quatro áreas principais: regras de contratação e negociação coletiva, salário mínimo, regulação do transporte de passageiros por plataformas digitais e regularização do emprego precário na Administração Pública.</p>
<p>O trabalho combina entrevistas a atores políticos, sindicais e patronais, debates parlamentares, cobertura mediática e documentos oficiais.</p>
<p><strong>Apresentação decorre no Iscte</strong></p>
<p>O livro “Governing Solidarity in European Labour Markets: Atypical Employment and Minimum Wage Reform in Spain and Portugal” será apresentado esta sexta-feira, entre as 11h00 e as 13h00, no edifício Iscte – Conhecimento e Inovação, em Lisboa.</p>
<p>A obra é publicada em inglês pela editora britânica Routledge e pretende contribuir para o debate sobre reformas laborais, precariedade jovem, negociação coletiva e salário mínimo em Portugal e Espanha.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771130]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Google quer libertar milhões de mosquitos em plano insólito para travar doenças mortais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 13:30:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Google está a desenvolver uma estratégia pouco convencional para combater algumas das doenças mais mortais do planeta: libertar milhões de mosquitos no ambiente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Google está a desenvolver uma estratégia pouco convencional para combater algumas das doenças mais mortais do planeta: libertar milhões de mosquitos no ambiente. A iniciativa faz parte do projeto Debug, uma plataforma criada para reduzir drasticamente as populações de mosquitos responsáveis pela transmissão de doenças como a dengue, a malária, a febre-amarela, o vírus Zika e a chikungunya.</p>
<p>Longe de representar uma invasão adicional destes insetos, o objetivo passa precisamente pelo contrário. A empresa tecnológica pretende utilizar mosquitos machos estéreis para provocar um colapso gradual das populações selvagens responsáveis pela propagação de doenças, numa abordagem que os investigadores descrevem como uma substituição dos chamados &#8220;maus mosquitos&#8221; por &#8220;bons mosquitos&#8221;.</p>
<p>A proposta já foi submetida às autoridades norte-americanas e prevê a libertação de até 64 milhões de mosquitos durante um período de dois anos nos estados da Califórnia e da Flórida.</p>
<p><strong>Mosquitos continuam a ser os animais mais mortíferos do planeta</strong><br />
Apesar da sua reduzida dimensão, os mosquitos permanecem entre as maiores ameaças à saúde pública mundial. Estima-se que sejam responsáveis por entre 700 mil e um milhão de mortes humanas por ano em todo o mundo.</p>
<p>A situação preocupa ainda mais os especialistas devido às alterações climáticas e ao aumento da mobilidade global. O aumento das temperaturas, a expansão dos períodos quentes e a alteração dos padrões de precipitação estão a criar condições favoráveis para a proliferação destes insetos em regiões onde anteriormente não conseguiam sobreviver.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a deslocação de pessoas e mercadorias facilita a introdução de novas espécies em territórios onde nunca tinham sido observadas.</p>
<p><strong>Como funciona o projeto Debug da Google</strong><br />
A estratégia desenvolvida pela Google assenta num princípio relativamente simples: impedir que determinadas espécies de mosquitos consigam reproduzir-se.</p>
<p>Segundo a empresa, os insetos que serão libertados são exclusivamente machos e transportam uma bactéria natural chamada Wolbachia.</p>
<p>A presença desta bactéria torna impossível a produção de descendência viável quando estes machos acasalam com fêmeas selvagens.</p>
<p>A Google explica no portal do projeto que está a tentar &#8220;parar os maus mosquitos criando e libertando bons mosquitos&#8221;.</p>
<p>Quando uma fêmea selvagem acasala com um destes machos, os ovos produzidos não eclodem. Consequentemente, a população diminui gradualmente geração após geração.</p>
<p>O objetivo é reduzir drasticamente o número de mosquitos capazes de transmitir doenças sem recorrer a pesticidas ou produtos químicos agressivos para o ambiente.</p>
<p><strong>Porque apenas os machos são libertados</strong><br />
Uma das questões mais frequentes sobre este tipo de programas prende-se com o risco de aumentar o número de picadas.</p>
<p>Contudo, apenas os mosquitos fêmea se alimentam de sangue humano ou animal. São elas que necessitam dessa proteína para o desenvolvimento dos ovos e, durante esse processo, podem transmitir vírus e outros agentes patogénicos.</p>
<p>Os machos, por outro lado, não picam pessoas nem transmitem doenças.</p>
<p>Por esse motivo, o programa prevê a criação de milhões de insetos, a separação rigorosa entre machos e fêmeas e a libertação apenas dos exemplares masculinos.</p>
<p><strong>Tecnologia e inteligência artificial ao serviço do controlo biológico</strong><br />
O projeto não se limita à produção de mosquitos estéreis.</p>
<p>A Google afirma que está igualmente a desenvolver software especializado e sistemas de monitorização destinados a determinar quantos insetos devem ser libertados, em que locais e em que momento.</p>
<p>Segundo a empresa, libertar o número correto de mosquitos nos locais adequados é fundamental para garantir a eficácia da estratégia.</p>
<p>A utilização de ferramentas digitais permitirá acompanhar a evolução das populações selvagens e ajustar as libertações de acordo com os resultados obtidos.</p>
<p><strong>O alvo principal: o mosquito Aedes aegypti</strong><br />
Existem mais de três mil espécies de mosquitos em todo o mundo, mas nem todas representam o mesmo risco para a saúde pública.</p>
<p>Entre as espécies mais preocupantes encontra-se o Aedes aegypti.</p>
<p>Cerca de 40% da população mundial vive em zonas onde existe risco de contrair doenças transmitidas por este mosquito.</p>
<p>Trata-se do principal vetor da dengue, do vírus Zika, da febre-amarela e da chikungunya, doenças responsáveis por dezenas de milhares de mortes todos os anos.</p>
<p>A redução da população desta espécie é considerada uma das formas mais eficazes de diminuir a propagação destas infeções.</p>
<p><strong>Método evita pesticidas e modificação genética</strong><br />
Um dos aspetos mais destacados pelos investigadores é o facto de a técnica baseada na bactéria Wolbachia não recorrer a modificações genéticas.</p>
<p>Ao contrário de algumas abordagens experimentais que alteram o ADN dos insetos, esta solução utiliza um microrganismo que já ocorre naturalmente em diversas espécies.</p>
<p>Além disso, o método não utiliza pesticidas nem inseticidas químicos, reduzindo os riscos de impactos negativos nos ecossistemas locais.</p>
<p>Segundo os responsáveis pelo projeto, a abordagem é considerada segura tanto para os seres humanos como para o ambiente.</p>
<p><strong>Europa já testou estratégias semelhantes</strong><br />
A utilização de mosquitos estéreis não é uma novidade absoluta.</p>
<p>Vários países já realizaram programas-piloto recorrendo à chamada Técnica do Inseto Estéril (SIT), uma metodologia que visa controlar populações de insetos através da libertação de machos incapazes de produzir descendência.</p>
<p>Um dos exemplos mais recentes ocorreu em Chipre.</p>
<p>Em 2023, as autoridades cipriotas libertaram semanalmente cerca de 100 mil mosquitos machos estéreis durante mais de 20 semanas consecutivas.</p>
<p>A iniciativa surgiu após a confirmação da presença do mosquito Aedes aegypti na ilha em 2022, um desenvolvimento que gerou preocupações sobre a eventual expansão da espécie para outras regiões europeias.</p>
<p>Na altura, o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica, Rafael Mariano Grossi, alertou que a presença das espécies invasoras representava um desafio significativo para Chipre e poderia ter consequências sérias para toda a Europa caso não fossem erradicadas.</p>
<p>Nesse programa, os insetos foram esterilizados através de radiação, uma técnica já utilizada no combate a diversas pragas agrícolas.</p>
<p>Experiências semelhantes foram também realizadas em China em 2017 e em Cuba em 2020.</p>
<p><strong>Europa enfrenta expansão sem precedentes dos mosquitos</strong><br />
O interesse crescente nestas tecnologias surge numa altura em que a Europa está a assistir ao aumento da presença de mosquitos capazes de transmitir doenças tropicais.</p>
<p>O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças tem alertado para épocas de transmissão mais longas e intensas em vários países europeus.</p>
<p>Segundo a agência, as alterações climáticas estão a favorecer a expansão geográfica de várias espécies.</p>
<p>Entre elas destaca-se o Aedes albopictus, capaz de transmitir dengue, chikungunya e Zika.</p>
<p>Também o Aedes aegypti continua sob vigilância devido à sua capacidade de propagar febre-amarela, enquanto o Culex pipiens permanece associado ao vírus do Nilo Ocidental.</p>
<p><strong>Número de regiões afetadas dispara em apenas uma década</strong><br />
Os dados mais recentes mostram uma expansão muito rápida do mosquito-tigre asiático na Europa.</p>
<p>Há dez anos, esta espécie estava estabelecida em 114 regiões europeias.</p>
<p>Atualmente, já se encontra instalada em 369 regiões distribuídas por 16 países europeus.</p>
<p>Paralelamente, casos do vírus do Nilo Ocidental têm sido identificados em novas áreas do continente, incluindo as províncias italianas de Latina e Frosinone e o distrito romeno de Sălaj.</p>
<p>Segundo a especialista do ECDC Céline Gossner, à medida que o panorama das doenças transmitidas por mosquitos evolui, um número crescente de europeus ficará exposto a estes riscos no futuro.</p>
<p>A responsável sublinhou que a prevenção se torna cada vez mais importante, tanto através de medidas coordenadas de saúde pública como da proteção individual das populações.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771172]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Candidato ao TC indicado pelo Chega afasta prisão perpétua da &#8220;cultura jurídica portuguesa&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 13:26:58 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Tribunal Constitucional]]></category>
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					<description><![CDATA[O candidato ao Tribunal Constitucional indicado pelo Chega manifestou-se hoje contra a pena de morte, afirmou que a prisão perpétua "não faz parte da cultura jurídica portuguesa" e considerou que a revisão constitucional não é prioritária.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O candidato ao Tribunal Constitucional indicado pelo Chega manifestou-se hoje contra a pena de morte, afirmou que a prisão perpétua &#8220;não faz parte da cultura jurídica portuguesa&#8221; e considerou que a revisão constitucional não é prioritária.</P><br />
<P>O juiz desembargador Luís Brites Lameiras foi hoje ouvido, juntamente com os outros três candidatos a juízes do Tribunal Constitucional indicados numa lista conjunta por PSD, Chega e PS, na Comissão de Assuntos Constitucionais, como determina a Constituição e o Regimento da Assembleia da República.</P><br />
<P>Nessa audição, em resposta às várias bancadas, Brites Lameiras disse ainda que preferia não se pronunciar sobre os recentes acórdãos do TC que chumbaram, por unanimidade, a criação de uma pena acessória de perda de nacionalidade para quem a tenha obtido e cometer certo tipo de crimes, mas acabou a manifestar a sua concordância, pelo menos com a primeira decisão.</P><br />
<P>&#8220;O Tribunal Constitucional fez a sua jurisprudência. Um candidato ao TC vir aqui dizer que está de acordo ou que discorda, não acho que fique bem&#8221;, disse.</P><br />
<P>No entanto, o juiz desembargador acabou por acrescentar que subscreveria o primeiro acórdão que chumbou esta norma proposta por PSD, Chega e IL e teria de pensar melhor sobre o segundo, elaborado já depois destes partidos terem alterado algumas das normas e diminuído o número de crimes que resultariam nessa pena acessória.</P><br />
<P>Já quanto à revisão constitucional (no dia em que PSD e Chega acordaram um processo para o próximo ano), disse que, do seu ponto de vista, não é prioritária, mas apontou duas questões que devem fazer parte de uma eventual mudança da lei fundamental. </P><br />
<P>&#8220;Por exemplo, relativamente à questão dos metadados ou à questão das problemáticas associadas aos tempos pandémicos&#8221;, disse, referindo-se precisamente às duas questões no centro do acordo de PS e PSD no último processo (tentado mas não concluído) de revisão constitucional.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771152]]></sapo:autor>
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		<title>CAP acusa Governo de quebra de confiança e afasta-se do plano de restauro da natureza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 13:24:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) adiantou hoje que estará propositadamente ausente da apresentação do Plano Nacional de Restauro da Natureza, acusando o Governo de quebra de confiança por não discutir as medidas na comissão de acompanhamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) adiantou hoje que estará propositadamente ausente da apresentação do Plano Nacional de Restauro da Natureza, acusando o Governo de quebra de confiança por não discutir as medidas na comissão de acompanhamento.</P><br />
<P>&#8220;A CAP entende que a decisão do Governo de avançar com a apresentação pública do Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN) sem que as medidas nele contidas tenham sido previamente discutidas e apreciadas pela Comissão de Acompanhamento criada para esse efeito é incompreensível e institucionalmente grave&#8221;, defendeu, em comunicado. </P><br />
<P>Para a CAP, esta atitude representa uma &#8220;quebra de confiança difícil de compreender&#8221; para além de lançar uma &#8220;sombra desnecessária&#8221; sobre todo o processo. </P><br />
<P>A confederação liderada por Álvaro Mendonça e Moura sublinhou ainda que, ao agir desta forma, o Governo alimenta um clima de suspeição junto dos agricultores, produtores florestais e da sociedade em geral. </P><br />
<P>Conforme referiu, o processo deve regressar a uma discussão aprofundada das medidas na comissão de acompanhamento, para além da abertura da consulta pública. </P><br />
<P>Só depois deverá ser aprovado para a submissão à Comissão Europeia. </P><br />
<P>&#8220;Caso seja necessário prolongar os prazos inicialmente previstos, o Governo deve informar Bruxelas (como tantas vezes faz em tantos outros processos) de que as discussões nacionais ainda decorrem, garantindo assim a legitimidade e robustez do documento final&#8221;, ressalvou. </P><br />
<P>A CAP insta o Governo a adiar a apresentação do plano e a convocar uma reunião extraordinária da comissão de acompanhamento, da qual a confederação faz parte. </P><br />
<P>Portugal vai investir até 2030 uma média de 500 milhões de euros por ano em restauro da natureza, tendo identificado necessidades de restauro em todos os setores, para os quais são propostas mais de 400 medidas.</P><br />
<P>Os números fazem parte do PNRN, que é hoje apresentado pelo Governo e que prevê intervenções para restaurar ecossistemas terrestres, marinhos, fluviais, urbanos, agrícolas e florestais. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771154]]></sapo:autor>
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		<title>Chega vota contra autorização legislativa para criar Prestação Social Única</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 13:23:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Prestação Social Única]]></category>
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					<description><![CDATA[O Chega vai votar contra a autorização legislativa pedida pelo Governo para legislar por decreto sobre a criação da Prestação Social Única, anunciou o líder do partido, defendendo uma "discussão aprofundada" no parlamento sobre este tema.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Chega vai votar contra a autorização legislativa pedida pelo Governo para legislar por decreto sobre a criação da Prestação Social Única, anunciou o líder do partido, defendendo uma &#8220;discussão aprofundada&#8221; no parlamento sobre este tema.</P><br />
<P>&#8220;Vamos votar conta por este motivo, porque esta lei permite que quem vem para Portugal receba subsídios sem nunca ter descontado, e isso é errado&#8221;, afirmou André Ventura, em declarações aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa.</P><br />
<P>André Ventura considerou que a proposta do Governo &#8220;tem ideias&#8221; que o partido pode &#8220;vir a trabalhar e acompanhar&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Mas também tem coisas como a possibilidade de quem nunca cá descontou receber prestações sociais, como o caso de imigrantes chegarem a Portugal e não terem que ter nenhum período mínimo de descontos para terem prestações sociais. Nós somos estruturalmente contra isso&#8221;, criticou.</P><br />
<P>O líder do Chega considerou que &#8220;quem vem para Portugal tem que ter um período mínimo de descontos antes de receber qualquer prestação social, porque nunca contribuiu para o país onde está a receber prestações sociais&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Isto, aliás, já está a ser feito noutros países, e portanto não vamos permitir que o processo passe sem que haja uma discussão aprofundada na especialidade sobre isto&#8221;, indicou.</P><br />
<P>Na sexta-feira, o presidente do Chega tinha saudado que o Governo preveja na nova Prestação Social Única (PSU) que &#8220;quem recebe subsídios deve trabalhar&#8221;, dizendo ser uma ideia do seu partido, mas defendeu que deve ir mais longe.</P><br />
<P>Na altura, Ventura foi questionado se o partido iria votar a favor do pedido de autorização legislativa do executivo PSD/CDS-PP, e respondeu que &#8220;há condições para trabalhar&#8221;.</P><br />
<P>   &#8220;Mas vamos ter de ir mais longe. Em Portugal todos têm condições para, se quiserem, trabalharem, nós temos de valorizar quem trabalha, não podemos criar uma cultura das pessoas viverem de subsídios&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>  O Governo aprovou esta sexta-feira em Conselho de Ministros uma revisão das prestações sociais não contributivas, criando uma Prestação Social Única que consolidará 13 apoios.</P><br />
<P>   Esta segunda-feira, entrou no parlamento um pedido de autorização legislativa para que possa legislar por decreto-lei sobre a criação da Prestação Social Única.</P><br />
<P>   O executivo pede ainda a atribuição de processo de urgência a esta proposta, argumentando que &#8220;os compromissos assumidos no âmbito do PRR justificam o recurso ao processo de urgência e a concentração das três votações na mesma sessão plenária&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771155]]></sapo:autor>
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		<title>Bitcoin cai 2,78% para menos de 70.000 dólares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 13:22:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bitcoin caiu hoje 2,78% e cotava-se abaixo de 70.000 dólares, afetada pelo aumento das tensões no Médio Oriente, pelas fortes vendas de ETF (Exchange-Traded Fund) vinculados à criptomoeda e pelo desinvestimento da Strategy.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bitcoin caiu hoje 2,78% e cotava-se abaixo de 70.000 dólares, afetada pelo aumento das tensões no Médio Oriente, pelas fortes vendas de ETF (Exchange-Traded Fund) vinculados à criptomoeda e pelo desinvestimento da Strategy.     </P><br />
<P>Segundo dados da Bloomberg recolhidos pela Lusa, às 13:10 em Lisboa, a criptomoeda mais conhecida do mercado caia 2,78%, para 69.372 dólares, pela primeira vez abaixo de 70.000 dólares desde 08 de abril.</P><br />
<P>No entanto, pouco antes, a bitcoin chegou a cair mais, para um mínimo de 69.227,56 dólares.</P><br />
<P>Os especialistas explicam que a queda da bitcoin responde a vários fatores, incluindo a venda deste ativo por parte da Strategy, o maior detentor institucional da criptomoeda, que na segunda-feira realizou o primeiro desinvestimento desde 2022.</P><br />
<P>Analistas da XTB citados pela Efe indicam que, embora o valor da transação, de aproximadamente 2,5 milhões de dólares, não seja relevante considerando que a companhia ainda acumula cerca de 60.000 milhões de dólares investidos na criptomoeda, é significativa num contexto mais amplo, &#8220;que é a mudança do sentimento do mercado e da narrativa em relação às criptomoedas&#8221;.</P><br />
<P>Da mesma forma, os analistas da eToro afirmam que a bitcoin também é afetada pelas saídas que registaram os ETF vinculados a esta criptomoeda.</P><br />
<P>Estes ETF acumulam onze jornadas consecutivas de saídas líquidas, com aproximadamente 3.500 milhões de dólares retirados durante este período.</P><br />
<P>Os mesmos analistas indicam que &#8220;a zona de 69.000 a 70.000 dólares continua a ser o nível chave que os compradores tentam defender. Enquanto se mantiver, a consolidação continua a ser o cenário mais provável. No entanto, uma queda decisiva abaixo de 65.000 dólares poderia aumentar o risco de vendas forçadas por parte dos tesoureiros corporativos que acumularam bitcoin a preços mais altos.</P><br />
<P>Por fim, a criptomoeda está a ser afetada pela falta de avanços nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão, que prejudica os ativos de risco. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771169]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Oficiais das Forças Armadas acusam Governo de manter militares em &#8220;asfixia crónica&#8221; no que toca a negociação coletiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 13:21:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) lamentou hoje que o Governo dialogue com as forças de segurança para negociar remunerações mas não com as associações militares, acusando-o de uma "asfixia crónica" nesta matéria.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) lamentou hoje que o Governo dialogue com as forças de segurança para negociar remunerações mas não com as associações militares, acusando-o de uma &#8220;asfixia crónica&#8221; nesta matéria.</P><br />
<P>Em comunicado, a AOFA refere que apesar de apoiar &#8220;sem reservas&#8221; a valorização dos profissionais das forças de segurança, lamenta que o processo de negociação coletiva não seja possível também no caso das Forças Armadas.</P><br />
<P>&#8220;O Ministério da Administração Interna negoceia, e bem, os suplementos de riscos e as remunerações com os militares da Guarda Nacional Republicana e os profissionais da Polícia de Segurança Pública. Contudo, o Governo esquece reiteradamente e deliberadamente que os militares dos três Ramos das Forças Armadas partilham exatamente do mesmo regime jurídico de restrição de direitos, de sujeição a tribunais militares, de dedicação exclusiva e de disponibilidade permanente (24 horas por dia, 365 dias por ano). Discriminar quem serve na Defesa Nacional é um insulto à coesão das instituições do Estado e aos Militares das Forças Armadas em particular&#8221;, salientam.</P><br />
<P>A AOFA realça ainda que as Forças Armadas &#8220;enfrentam uma crise de atratividade e, de permanência dos efetivos sem precedentes&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Enquanto o Governo assegura sem exceção a todos os setores de soberania os princípios de um diálogo social salutar, mantém os militares das Forças Armadas numa asfixia crónica, relativamente aos direitos fundamentais de representação e negociação coletiva que competem às Associações Profissionais de Militares (APM), e consequentemente em matérias de natureza estatutária e remuneratória como se evidencia&#8221;, criticam.</P><br />
<P>No comunicado, a AOFA diz recusar que os militares &#8220;continuem a ser o parente pobre das forças de soberania do Estado Português&#8221; e insistem que as associações socioprofissionais deveriam ter direito de negociação coletiva.</P><br />
<P>A AOFA, bem como a Associação de Praças (AP), expressaram também hoje a sua solidariedade com a greve geral de trabalhadores convocada para esta quarta-feira, apesar de os militares estarem proibidos de fazer qualquer greve devido à especificidade da condição militar.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771170]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mau tempo: Fundação Jerónimo Martins vai gastar 20 M€ em instituições e habitações de Leiria, Ourém e Marinha Grande</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 13:20:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Fundação Jerónimo Martins vai gastar 20 milhões de euros na recuperação de instituições e habitações de Leiria, Marinha Grande e Ourém, concelhos gravemente afetados pela depressão Kristin, em 28 de janeiro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Fundação Jerónimo Martins vai gastar 20 milhões de euros na recuperação de instituições e habitações de Leiria, Marinha Grande e Ourém, concelhos gravemente afetados pela depressão Kristin, em 28 de janeiro.</P><br />
<P>&#8220;Estimamos que as intervenções abrangidas por este programa sejam de 20 milhões de euros, montante totalmente disponibilizado neste projeto filantrópico de grande escala e, provavelmente, sem precedentes na memória coletiva&#8221;, afirmou hoje o diretor executivo da Fundação, Miguel Herdade.</P><br />
<P>No Centro Social Paroquial de Regueira de Pontes (Leiria), com prejuízos na ordem dos 500 mil euros devido ao mau tempo e uma das instituições a beneficiar deste programa, Miguel Herdade referiu que as primeiras obras no âmbito desta iniciativa arrancam na segunda-feira, uma em cada um dos três concelhos.</P><br />
<P>&#8220;Este é um projeto de uma complexidade enorme, equipamentos que vão ter obras curtas e outros de grande complexidade, que poderão estender-se por mais de um ano&#8221;, declarou este responsável, garantindo que o objetivo é &#8220;celeridade dentro da segurança, qualidade técnica e conforto&#8221; que se quer dar aos beneficiários.</P><br />
<P>Segundo Miguel Herdade, logo após a depressão Kristin, a Fundação foi para o terreno e notou que muitos trabalhadores do Grupo Jerónimo Martins (dono das lojas Pingo e Recheio) precisavam de apoio.</P><br />
<P>&#8220;Nos primeiros sete dias depois da tempestade, a Fundação fez chegar mais de três milhões de euros a cerca de 250 colaboradores do grupo que estavam a precisar de apoio imediato&#8221;, realçou, além de ter sido disponibilizado um milhão de euros à Estrutura de Missão para a Recuperação da Região Centro.</P><br />
<P>O programa hoje anunciado é o &#8220;alargamento deste trabalho&#8221;, observou.</P><br />
<P>&#8220;Nós conhecíamos o terreno e conhecíamos as enormes dificuldades que as pessoas passavam. E, por conhecermos a dimensão extrema dos estragos e as dificuldades muito complexas e de grande vulnerabilidade que eram sentidas, decidimos então alargar este apoio às comunidades&#8221;, justificou o diretor executivo.</P><br />
<P>Em abril e maio, em estreita colaboração com os municípios de Leiria, Marinha Grande e Ourém, e com a Estrutura de Missão, foi feito &#8220;um levantamento social muito profundo, técnico e rigoroso&#8221;, tendo sido visitadas 35 freguesias e mais de 140 instituições privadas, além da consulta a diversas entidades, como a Cáritas ou a Fundação Gulbenkian.</P><br />
<P>Feito o levantamento, a Fundação está &#8220;disponível para a reconstrução de creches, lares, equipamentos para pessoas com deficiência, habitações de famílias&#8221; que tenham sido sinalizadas e validadas, &#8220;e bombeiros e forças de segurança no que necessitem&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Foi estabelecida como prioridade inicial as creches e lares&#8221;, afirmou Miguel Herdade, frisando que &#8220;a prioridade e validação é feita em estreita articulação&#8221; com as autarquias e Estrutura de Missão.</P><br />
<P> Este responsável explicou que o &#8220;programa envolve mais de 100 instituições e equipamentos&#8221; e &#8220;existem também mais de 140 habitações de famílias que foram sinalizadas a precisar de obras de construção e para as quais a Fundação está disposta a apoiar&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;No total, estimamos que este programa abranja mais de 12 mil pessoas&#8221;, adiantou, observando que várias equipas vão estar dedicadas a este trabalho.</P><br />
<P>Na sessão, o presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, referiu que este é o primeiro PTRR &#8220;filantropo e privado do país&#8221;, numa alusão ao programa do Governo Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, elogiou a &#8220;capacidade financeira e de rapidez em resolver o problema imediato das pessoas&#8221; e desejou que esta &#8220;constitua uma boa prática&#8221; para outras fundações.</P><br />
<P>Já o presidente do Município da Marinha Grande, Paulo Vicente, destacou a &#8220;dimensão humana&#8221; dos técnicos da Fundação, reconhecendo ser obrigação da autarquia colaborar com aquela que está &#8220;a minorar o sofrimento&#8221; das populações.</P><br />
<P>Por seu turno, o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, admitiu que o &#8220;único fator positivo&#8221; da tragédia de 28 de janeiro foi a solidariedade e união da população do concelho, mas também de autarquias, instituições e cidadãos anónimos de todo o país, agradecendo a ajuda da Fundação.</P><br />
<P>O coordenador da Estrutura de Missão, Paulo Fernandes, declarou que &#8220;as instituições não valem por si, mas na medida em que servem pessoas, comunidades&#8221;, valorizando o que designou de um dos &#8220;maiores programas de sempre da filantropia&#8221;.</P><br />
<P>A Fundação Jerónimo Martins, criada em setembro de 2024 para mitigar vulnerabilidades na educação, saúde, proteção social e emergência, atribuiu o ano passado 10 milhões de euros.</P><br />
<P>A sua presidente, Marta Lopes Maia, acrescentou que se trata de uma &#8220;parceria inédita&#8221; entre sociedade civil, iniciativa privada e poder público, e disse acreditar que &#8220;vai mudar a vida e transformar a vida de muitas das pessoas que continuam a ter muitas dificuldades nesta região&#8221;.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Ricardo Salgado condenado a 13 anos de prisão em cumulo jurídico, mas não irá cumprir pena devido à doença de Alzheimer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 13:13:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal Central Criminal de Lisboa condenou esta terça-feira o antigo banqueiro Ricardo Salgado a uma pena única de 13 anos de prisão, resultante do cúmulo jurídico das condenações que já lhe haviam sido aplicadas em diferentes processos judiciais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal Central Criminal de Lisboa condenou esta terça-feira o antigo banqueiro Ricardo Salgado a uma pena única de 13 anos de prisão, resultante do cúmulo jurídico das condenações que já lhe haviam sido aplicadas em diferentes processos judiciais. No entanto, a pena não será executada, uma vez que o tribunal concluiu que o ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES) sofre de doença de Alzheimer em estado que lhe retira capacidade para compreender o significado da punição que lhe foi aplicada.</p>
<p>A decisão foi proferida pela juíza Ana Paula Rosa, que determinou a unificação das penas anteriormente impostas ao antigo banqueiro nos processos relacionados com o caso EDP e com a Operação Marquês.</p>
<p>Apesar da condenação a uma pena de prisão de longa duração, Ricardo Salgado não será encarcerado porque o tribunal considerou provado que o seu estado clínico impede a compreensão plena da condenação e das finalidades associadas ao cumprimento da pena.</p>
<p>De recordar que a pena agora fixada resulta da conjugação de duas condenações já anteriormente decididas pelos tribunais.</p>
<p>No âmbito do processo relacionado com a EDP, Ricardo Salgado foi condenado a seis anos e três meses de prisão efetiva. Nesse caso, a justiça concluiu que o antigo banqueiro participou na corrupção do ex-ministro Manuel Pinho, com o objetivo de favorecer interesses do Grupo Espírito Santo (GES) em decisões ligadas aos sectores energético e urbanístico.</p>
<p>Já na Operação Marquês, Ricardo Salgado foi condenado a oito anos de prisão efetiva pelo crime de abuso de confiança. O tribunal entendeu que o antigo presidente do BES desviou cerca de 10,7 milhões de euros do grupo financeiro que liderava em 2011.</p>
<p>Estas condenações tinham sido conhecidas, respetivamente, em 2024 e 2022, sendo agora agregadas numa única pena através do mecanismo jurídico do cúmulo jurídico.</p>
<p><strong>Perícia concluiu que Salgado não compreende a condenação</strong><br />
Um dos elementos centrais da decisão judicial foi uma perícia psiquiátrica forense solicitada pelo tribunal para avaliar se Ricardo Salgado reunia condições para cumprir uma eventual pena de prisão.</p>
<p>O relatório, elaborado por especialistas do Instituto Nacional de Medicina Legal e datado de 11 de Maio, concluiu que o ex-banqueiro é incapaz de compreender o alcance da condenação que lhe foi aplicada.</p>
<p>Segundo os peritos, Ricardo Salgado não consegue &#8220;compreender o significado da pena&#8221; nem &#8220;integrar a verdadeira noção estrutural e axiológica do processo, nomeadamente a relação entre os factos e a pena, o motivo pela qual ela lhe é aplicada, a duração da mesma e a finalidade da sua execução&#8221;.</p>
<p>O documento refere ainda que, embora possa demonstrar uma percepção muito genérica da existência de um processo judicial, essa compreensão resulta apenas da repetição mecânica de informação transmitida durante o contexto pericial.</p>
<p>Os especialistas concluíram que o antigo banqueiro sofre de uma situação de &#8220;demência moderada&#8221;, compatível com a evolução da doença de Alzheimer.</p>
<p>A perícia afastou igualmente a hipótese de uma simulação global deliberada do quadro clínico, embora tenha assinalado a existência de uma &#8220;postura defensiva&#8221; relativamente ao processo judicial.</p>
<p>A equipa de defesa de Ricardo Salgado, composta pelos advogados Francisco Proença de Carvalho e Adriano Squilacce, sustentou perante o tribunal que a execução da pena deveria ser suspensa devido à anomalia psíquica provocada pela doença neurodegenerativa diagnosticada ao antigo banqueiro.</p>
<p>Os advogados defenderam que a deterioração cognitiva tornava impossível a concretização dos objectivos associados à punição criminal, uma vez que o arguido já não possui capacidade para compreender a censura jurídica dos actos pelos quais foi condenado.</p>
<p>A posição da defesa acabou por ser acolhida pelo tribunal, que concluiu não existir utilidade penal efectiva na execução da pena de prisão.</p>
<p><strong>Tribunal segue entendimento já adoptado noutros casos</strong><br />
A decisão surge numa altura em que os tribunais portugueses têm vindo a analisar casos relacionados com condenados afectados por doenças neurológicas graves.</p>
<p>O tema foi recentemente discutido num processo apreciado pelo Tribunal da Relação de Évora, envolvendo um homem octogenário que ficou com demência após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).</p>
<p>Nesse acórdão, citado no contexto da discussão jurídica em torno do caso de Ricardo Salgado, os juízes consideraram que, perante uma pessoa que não tem consciência da existência do processo, desconhece que foi julgada e condenada e não compreende as razões da condenação, a pena deixa de cumprir qualquer finalidade legítima.</p>
<p>A Relação de Évora anulou então uma condenação aplicada em primeira instância, entendimento que motivou posteriormente recurso para o Supremo Tribunal de Justiça, destinado a esclarecer até que ponto uma pessoa que desenvolve demência após a prática de um crime pode continuar a ser julgada ou punida.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771159]]></sapo:autor>
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		<title>Fórum de Shangri-La destaca desafios e divergências na Ásia-Pacífico</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/forum-de-shangri-la-destaca-desafios-e-divergencias-na-asia-pacifico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 12:58:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Branded Content]]></category>
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					<description><![CDATA[China defende cooperação e estabilidade internacional durante fórum em Singapura, enquanto posições do Japão e das Filipinas geram debate entre os participantes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="s5"><em><strong>Conteúdo Patrocinado por Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China</strong></em></p>
<p>O 23.º Diálogo de Shangri-La, realizado recentemente em Singapura, ficou marcado pelo contraste entre diferentes visões sobre segurança regional e governança global. Ao longo dos três dias de trabalhos, a China apresentou as suas perspetivas sobre os desafios atuais à segurança internacional, defendendo a paz, a cooperação e o reforço dos mecanismos de governação global. Em contrapartida, as posições assumidas pelo Japão e pelas Filipinas em matérias de segurança regional suscitaram críticas e debate entre os participantes.</p>
<p class="s5">Num contexto internacional caracterizado por profundas transformações geopolíticas, o fórum decorreu num momento de crescente atenção às questões de segurança na região Ásia-Pacífico. Antes da abertura do encontro, Japão e Filipinas anunciaram o início de negociações para um acordo de proteção de informações militares, reforçando a cooperação bilateral nesta área.</p>
<p class="s5">Durante o diálogo, o ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, apresentou uma nova versão do conceito de “Indo-Pacífico livre e aberto”, iniciativa que, segundo a perspetiva chinesa, reflete uma intenção de ultrapassar o princípio da defesa estritamente defensiva e poderá ter impacto no equilíbrio da segurança regional e na ordem internacional estabelecida no pós-guerra.</p>
<p class="s5">Também a intervenção do ministro da Defesa das Filipinas gerou controvérsia. O responsável voltou a abordar a arbitragem relacionada com a questão do Mar do Sul da China e alertou para as tensões existentes na região. Em resposta, a China contestou as posições filipinas, argumentando que existem contradições entre o discurso e as ações adotadas por Manila relativamente a este dossiê.</p>
<p class="s5">Ao longo do encontro, a delegação chinesa reiterou a sua visão sobre a promoção da paz e da segurança internacional, defendendo o diálogo, a cooperação e o fortalecimento dos mecanismos multilaterais. Segundo o texto divulgado, esta posição tem sido igualmente reafirmada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, em encontros recentes com líderes de diversos países.</p>
<p class="s5">A China destacou ainda as iniciativas globais que tem vindo a promover nos últimos anos, incluindo propostas relacionadas com o desenvolvimento, a segurança e a cooperação internacional, apresentando-as como contributos para a estabilidade regional e mundial.</p>
<p class="s5">De acordo com a análise apresentada no âmbito do fórum, a evolução dos debates no Diálogo de Shangri-La deste ano refletiu diferentes abordagens sobre os desafios da segurança internacional e evidenciou o papel crescente da região Ásia-Pacífico na discussão das principais questões estratégicas globais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771162]]></sapo:autor>
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		<title>PSP de Lisboa detém mais de 200 taxistas em cinco meses por cobrança ilegal de tarifas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 12:58:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve, nos primeiros cinco meses de 2026, mais de duas centenas de motoristas de táxi em Lisboa por alegadamente cobrarem valores superiores aos legalmente permitidos aos passageiros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve, nos primeiros cinco meses de 2026, mais de duas centenas de motoristas de táxi em Lisboa por alegadamente cobrarem valores superiores aos legalmente permitidos aos passageiros. Os dados revelam um crescimento muito significativo deste tipo de infrações quando comparados com o período homólogo do ano passado.</p>
<p>Segundo informações divulgadas pelas autoridades, entre 1 de janeiro e 31 de maio deste ano foram detidos 214 taxistas pelo crime de especulação, uma infração que consiste na cobrança de preços acima dos montantes definidos pela legislação em vigor. O número representa um aumento de 132% relativamente aos primeiros cinco meses de 2025, período em que tinham sido registadas 92 detenções pelo mesmo motivo.</p>
<p><strong>Operação da PSP detetou centenas de infrações</strong><br />
As detenções foram realizadas pela Divisão de Trânsito do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, no âmbito das ações de fiscalização dirigidas ao setor do transporte público de passageiros em táxi.</p>
<p>De acordo com a polícia, os motoristas agora detidos recorriam à manipulação dos taxímetros para aumentar artificialmente o valor das viagens, permitindo-lhes cobrar quantias superiores às legalmente estabelecidas e obter aquilo que a PSP classifica como um &#8220;lucro ilegítimo&#8221;.</p>
<p>As autoridades explicam que este tipo de prática lesa diretamente os consumidores, que acabam por pagar valores indevidos sem terem conhecimento de que o equipamento de medição da tarifa foi alterado ou utilizado de forma irregular.</p>
<p><strong>Taxímetro ativado antes da entrada do passageiro</strong><br />
Entre os vários casos identificados pelas autoridades encontra-se uma ocorrência registada na madrugada de 14 de março.</p>
<p>Segundo a PSP, pelas 4h00, um motorista de táxi de 45 anos circulava na Avenida Infante D. Henrique, em Lisboa, com a tarifa 3 já acionada, apesar de não transportar qualquer passageiro.</p>
<p>Na prática, o valor acumulado no taxímetro antes do início da viagem seria posteriormente cobrado ao cliente seguinte, aumentando artificialmente o custo final do percurso.</p>
<p>As autoridades referem ainda que este motorista já tinha sido detido anteriormente várias vezes pelo mesmo tipo de crime, demonstrando a reincidência de alguns dos infratores identificados durante as operações de fiscalização.</p>
<p><strong>Aumento expressivo face ao ano anterior</strong><br />
Os números agora divulgados mostram uma forte subida das infrações detetadas pelas autoridades. Enquanto entre janeiro e maio de 2025 foram registadas 92 detenções por especulação no setor do táxi, no mesmo período de 2026 o número mais do que duplicou, atingindo os 214 casos.</p>
<p>Este aumento pode refletir simultaneamente uma maior atividade fiscalizadora por parte da PSP e a persistência de práticas fraudulentas que continuam a ser identificadas no setor.</p>
<p>A PSP destaca que, além dos processos criminais, começam a ser aplicadas com maior frequência sanções acessórias destinadas a desencorajar este tipo de comportamento.</p>
<p>Entre essas medidas encontra-se a apreensão do Certificado de Motorista de Táxi (CMT), documento indispensável para o exercício da atividade profissional.</p>
<p>Segundo a polícia, a aplicação destas sanções complementares tem vindo a assumir um papel importante na tentativa de reduzir os casos de especulação e aumentar o efeito dissuasor das ações de fiscalização.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771160]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia e Moldávia vão iniciar negociações formais de adesão à União Europeia já este mês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 12:35:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Ucrânia e a Moldávia poderão dar um dos passos mais importantes no seu percurso rumo à integração europeia já nas próximas semanas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ucrânia e a Moldávia poderão dar um dos passos mais importantes no seu percurso rumo à integração europeia já nas próximas semanas, depois de surgirem sinais de que a Hungria está disposta a abandonar a oposição que, durante anos, bloqueou o avanço do processo de adesão de Kiev à União Europeia.</p>
<p>De acordo com informações avançadas por fontes diplomáticas europeias ao jornal Politico, Budapeste terá sinalizado nos bastidores uma maior abertura para permitir que os dois países iniciem formalmente as negociações de adesão ao bloco comunitário. Caso esse entendimento se confirme, a abertura do primeiro “cluster” negocial, uma etapa formal e essencial no processo de integração europeia, poderá ocorrer durante uma conferência intergovernamental agendada para 15 de junho, no Luxemburgo.</p>
<p>A decisão assume especial relevância porque a Ucrânia e a Moldávia apresentaram os respetivos pedidos de adesão à União Europeia em simultâneo. Por esse motivo, o progresso da candidatura moldava está diretamente ligado ao avanço da candidatura ucraniana, significando que qualquer bloqueio a Kiev impede igualmente o desenvolvimento do processo de Chisinau.</p>
<p><strong>Mudança de posição em Budapeste</strong><br />
Segundo diplomatas europeus citados pela imprensa internacional, a alteração da postura húngara surge após uma reunião realizada esta segunda-feira entre especialistas ucranianos e húngaros dedicada à situação da minoria húngara residente em território ucraniano.</p>
<p>A questão dos direitos dessa comunidade tem sido, nos últimos anos, um dos principais argumentos utilizados por Budapeste para travar o avanço das negociações europeias da Ucrânia.</p>
<p>As mesmas fontes indicam que a nova liderança húngara terá transmitido sinais privados de disponibilidade para levantar o veto que vinha sendo mantido desde o tempo do antigo primeiro-ministro, Viktor Orbán.</p>
<p>Contudo, um responsável húngaro citado pelas mesmas fontes procurou moderar as expectativas, afirmando que ainda não existe qualquer decisão definitiva.</p>
<p>Segundo esse responsável, &#8220;não foi tomada qualquer decisão&#8221; e as negociações continuam em curso. &#8220;As negociações estão em andamento. Não foi alcançado qualquer acordo&#8221;, declarou.</p>
<p><strong>Direitos das minorias continuam no centro das negociações</strong><br />
Durante os contactos entre representantes dos dois países, a Ucrânia terá apresentado garantias sobre a forma como pretende responder à maioria das preocupações incluídas num plano de 11 pontos originalmente elaborado durante o governo de Orbán.</p>
<p>De acordo com uma das fontes diplomáticas, nem todas as exigências de Budapeste poderão ser concretizadas de imediato. Ainda assim, a aprovação húngara não dependerá necessariamente da adoção imediata de nova legislação por parte de Kiev.</p>
<p>Esta evolução é vista em Bruxelas como um potencial desbloqueio de um dos obstáculos políticos mais significativos ao alargamento da União Europeia para leste.</p>
<p><strong>Papel do novo governo húngaro</strong><br />
As negociações terão ganho novo impulso depois de o atual primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, se ter deslocado a Bruxelas para reuniões com altos responsáveis europeus.</p>
<p>Segundo fontes diplomáticas, um dos temas abordados nesses contactos foi a situação dos cerca de 16,4 mil milhões de euros de fundos europeus congelados destinados à Hungria.</p>
<p>Os mesmos diplomatas consideram que o diálogo entre Budapeste e as instituições europeias poderá ter contribuído para criar condições mais favoráveis ao desbloqueio da candidatura ucraniana.</p>
<p><strong>Decisão poderá ser fechada nos próximos dias</strong><br />
Antes da conferência intergovernamental marcada para 15 de junho, os embaixadores dos Estados-membros da União Europeia deverão concluir a sua posição sobre a abertura do primeiro cluster negocial.</p>
<p>Para tal, a Ucrânia deverá apresentar ainda esta semana os seus planos de reformas internas, bem como medidas destinadas a responder às preocupações relacionadas com os direitos das minorias nacionais.</p>
<p>Se o consenso for alcançado, os 27 Estados-membros poderão aprovar formalmente a abertura das negociações tanto para a Ucrânia como para a Moldávia durante a reunião do Luxemburgo.</p>
<p><strong>Processo continua dependente da unanimidade</strong><br />
Apesar do aparente progresso, o caminho para a adesão plena continua a ser longo e politicamente complexo.</p>
<p>As regras da União Europeia exigem unanimidade entre todos os Estados-membros para cada uma das fases do processo de adesão. Isso significa que qualquer país pode bloquear a abertura de novos capítulos negociais ou impedir avanços posteriores, mesmo depois do arranque formal das negociações.</p>
<p>A abertura do primeiro cluster representaria, ainda assim, um marco político de enorme importância para Kiev e Chisinau, simbolizando o início efetivo das negociações técnicas que poderão, no futuro, conduzir à integração dos dois países na União Europeia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771140]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Economia mundial perde 25,4 biliões de euros por ano devido a desperdício de recursos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/economia-mundial-perde-254-bilioes-de-euros-por-ano-devido-a-desperdicio-de-recursos-estudo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 12:33:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A economia mundial perde anualmente 25,4 biliões de euros devido ao uso ineficiente de recursos e a práticas de economia linear, o equivalente a 31% do Produto Interno Bruto (PIB) global, segundo um relatório divulgado hoje pela Deloitte.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A economia mundial perde anualmente 25,4 biliões de euros devido ao uso ineficiente de recursos e a práticas de economia linear, o equivalente a 31% do Produto Interno Bruto (PIB) global, segundo um relatório divulgado hoje pela Deloitte.</p>
<p>De acordo com o &#8220;Circularity Gap Report 2026: The Value Gap&#8221;, por cada três euros de valor criado no mundo, cerca de um euro perde-se devido à má gestão de materiais, desperdício energético, degradação prematura de ativos e desperdício alimentar.</p>
<p>O estudo estima que quase metade das perdas globais de valor, cerca de 10 biliões de euros, resulta do descarte precoce de produtos e materiais que não são reutilizados nem reciclados, apontando como exemplos a &#8216;fast fashion&#8217; e a obsolescência programada de eletrodomésticos.</p>
<p>A segunda maior fonte de perdas corresponde à energia, num total de 8,7 biliões de euros, sobretudo devido à dissipação de calor durante a combustão de combustíveis fósseis e ao isolamento inadequado de edifícios.</p>
<p>Segundo o relatório, cerca de 5,2 biliões de euros são ainda perdidos devido à degradação acelerada de edifícios, maquinaria e infraestruturas causada por subutilização, manutenção deficiente e obsolescência.</p>
<p>As perdas associadas a ineficiências na produção de bens ascendem a 904 mil milhões de euros, enquanto o desperdício alimentar representa cerca de 651 mil milhões de euros.</p>
<p>Citado no comunicado, o &#8216;partner&#8217; da Deloitte Gonçalo Quintino defende que &#8220;o modelo económico atual leva a um enorme grau de desperdício, causando perda de recursos e de valor, assente em ciclos curtos de utilização e numa dependência intensiva de novos recursos&#8221;.</p>
<p>Segundo o responsável, a adoção de princípios de economia circular permitirá &#8220;reter esse valor, aumentando a eficiência, a competitividade e a resiliência das organizações&#8221;.</p>
<p>O relatório recomenda uma ação coordenada entre empresas, decisores políticos e financiadores para alterar a forma como o valor é medido e contabilizado, defendendo incentivos a modelos de negócio circulares e a integração dos custos ambientais e sociais nos preços de produtos e serviços.</p>
<p>A edição mais recente do &#8220;Circularity Gap Report&#8221; indica ainda que a taxa global de circularidade se situa em 6,9%, significando que 93,1% dos materiais utilizados na economia continuam a provir de fontes virgens.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771139]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Quase metade das empresas de eventos realiza 75% da atividade em Lisboa e Porto</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/quase-metade-das-empresas-de-eventos-realiza-75-da-atividade-em-lisboa-e-porto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 12:29:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Quase metade das empresas portuguesas do setor dos eventos realiza 75% da sua atividade em Lisboa e no Porto, segundo um estudo desenvolvido pela ISAG -- European Business School e pelo CICET-FCVC.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quase metade das empresas portuguesas do setor dos eventos realiza 75% da sua atividade em Lisboa e no Porto, segundo um estudo desenvolvido pela ISAG &#8212; European Business School e pelo CICET-FCVC.</p>
<p>A análise &#8220;Economia dos Eventos em Portugal&#8221; revelou que &#8220;46,2% das empresas realizam mais de 75% dos seus eventos em Lisboa ou Porto&#8221;.</p>
<p>Por sua vez, só 4,3% dos inquiridos indicaram organizar a maioria dos eventos fora destas duas cidades. Como principal alternativa surge Braga.</p>
<p>O estudo apontou ainda como principais desafios estruturais que podem vir a influenciar a competitividade do setor a fraca adoção de tecnologias inovadoras e forte dependência dos principais centros urbanos.</p>
<p>No total, as empresas organizam, em média, 92,9 eventos por ano.</p>
<p>A sua faturação anual estimada oscila entre 464 mil e 2,7 milhões de euros por empresa.</p>
<p>Para a realização deste estudo foi considerada uma amostra com mais de 230 respostas válidas de empresas do setor.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771138]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ébola: Número de casos suspeitos passa de 906 para 116 na RDCongo e Uganda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 12:29:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[A Organização Mundial da Saúde (OMS) reduziu hoje o número de casos suspeitos de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) e no Uganda, que passou de 906 para 116, para um total de 330 casos confirmados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) reduziu hoje o número de casos suspeitos de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) e no Uganda, que passou de 906 para 116, para um total de 330 casos confirmados.</p>
<p>Muitos doentes &#8220;foram descartados após verificação e sofrem de outras doenças ou apresentaram apenas um episódio de febre sem outros sintomas&#8221;, declarou a porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, precisando que, até à data, seis pessoas tinham sido curadas e 49 mortes confirmadas.</p>
<p>Lindmeier declarou que os casos suspeitos incluíam &#8220;qualquer pessoa identificada pelo sistema de vigilância ou que se apresentasse num estabelecimento de saúde com sintomas que pudessem sugerir o Ébola&#8221;.</p>
<p>Assim, os casos suspeitos passam de 906 (número publicado a 29 de maio) para 116. Ao mesmo tempo, outros doentes tiveram resultados positivos nos testes, o que levou a uma revisão em alta do número de casos confirmados nos dois países, de 134 para 330.</p>
<p>Por seu lado, o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC), a agência sanitária da União Africana (UA), registou na sexta-feira 1.139 casos suspeitos e 246 mortes prováveis pelo vírus, enquanto a OMS já não faz referência a essas mortes.</p>
<p>A OMS emitiu um alerta sanitário internacional, e o diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, deslocou-se no sábado a Ituri, na RDCongo, o epicentro da epidemia.</p>
<p>A atual epidemia da doença do vírus Ébola, uma febre hemorrágica extremamente contagiosa, foi declarada em 15 de maio no nordeste da RDCongo.</p>
<p>O Uganda, país vizinho da RDCongo e do Quénia, que confirmou 11 infeções, incluindo uma fatal, é o único outro país para onde o vírus se propagou até ao momento.</p>
<p>O vírus do Ébola, detetado pela primeira vez em 1976, junto ao rio com o mesmo nome, na RDCongo, é transmitido através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.</p>
<p>Não existe vacina nem tratamento específico para esta nova estirpe do vírus, mas o Africa CDC prometeu uma vacina até ao final do ano e a OMS está a trabalhar em ensaios clínicos.</p>
<p>O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo, segundo a OMS.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771137]]></sapo:autor>
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		<title>Reino Unido prepara &#8216;lista negra&#8217; para passageiros problemáticos e quer proibi-los de voar em todas as companhias aéreas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 12:26:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo do Reino Unido está a analisar a criação de uma lista negra nacional de passageiros que poderá impedir viajantes considerados problemáticos de embarcar em voos de qualquer companhia aérea. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo do Reino Unido está a analisar a criação de uma lista negra nacional de passageiros que poderá impedir viajantes considerados problemáticos de embarcar em voos de qualquer companhia aérea. A medida, atualmente em discussão com o setor da aviação, surge numa altura em que as transportadoras alertam para um aumento dos incidentes relacionados com comportamentos abusivos, violência e consumo excessivo de álcool, especialmente durante os períodos de maior procura turística.</p>
<p>A proposta representa uma mudança significativa na forma como as companhias aéreas lidam com passageiros indisciplinados. Atualmente, quando um viajante é sancionado por uma transportadora, essa proibição aplica-se apenas à empresa em causa. Na prática, um passageiro impedido de voar numa companhia pode simplesmente reservar um bilhete noutra e continuar a viajar.</p>
<p>O novo modelo em estudo pretende acabar com essa possibilidade, criando um sistema nacional que permita identificar e bloquear passageiros envolvidos em incidentes graves, independentemente da companhia aérea escolhida.</p>
<p><strong>Lista negra nacional está a ser discutida com a indústria da aviação</strong><br />
Segundo os planos em análise, passageiros envolvidos em situações como embriaguez extrema, agressões verbais à tripulação, comportamentos violentos a bordo ou outras ocorrências consideradas graves poderão ser incluídos numa base de dados nacional.</p>
<p>A inclusão nessa lista teria consequências muito mais abrangentes do que as atuais sanções aplicadas pelas companhias. Em vez de ficarem impedidos de voar apenas numa determinada transportadora, os infratores poderiam perder o acesso a praticamente todo o mercado aéreo britânico.</p>
<p>As autoridades britânicas deverão reunir-se ainda este mês com representantes da indústria da aviação para aprofundar as discussões sobre a proposta e avaliar os mecanismos necessários para a sua implementação.</p>
<p>De acordo com o modelo que está a ser estudado, a gestão da base de dados seria partilhada entre o Governo e as companhias aéreas.</p>
<p><strong>Aumento de incidentes preocupa companhias aéreas</strong><br />
A iniciativa surge num contexto de crescente preocupação por parte das transportadoras.</p>
<p>As companhias aéreas têm reportado um aumento dos comportamentos disruptivos durante os períodos de férias, particularmente em voos com forte componente turística.</p>
<p>Segundo o setor, os atuais mecanismos disciplinares não são suficientemente eficazes para impedir que passageiros reincidentes continuem a causar problemas.</p>
<p>As empresas defendem que muitos viajantes que acumulam incidentes acabam por contornar facilmente as proibições impostas por uma companhia específica, recorrendo a outras transportadoras.</p>
<p>O objetivo da nova medida é precisamente impedir que esses passageiros continuem a representar um risco para a segurança dos voos, das tripulações e dos restantes viajantes.</p>
<p><strong>Debate sobre álcool nos aeroportos volta ao centro da discussão</strong><br />
A proposta surge também poucos dias depois de ter regressado ao debate público a questão do consumo de álcool nos aeroportos.</p>
<p>Ao contrário do que acontece em muitos estabelecimentos comerciais, os aeroportos funcionam numa lógica internacional em que não existem horários específicos para a venda de bebidas alcoólicas.</p>
<p>Na prática, os passageiros podem adquirir bebidas alcoólicas logo nas primeiras horas da manhã, independentemente da hora local.</p>
<p>Este tema ganhou nova relevância no mês passado, quando o diretor-executivo da companhia aérea de baixo custo Ryanair, Michael O&#8217;Leary, defendeu a necessidade de restringir essa prática.</p>
<p>O responsável afirmou que praticamente um voo por dia da transportadora mais movimentada da Europa acaba por sofrer desvios devido a comportamentos inadequados dos passageiros.</p>
<p>As declarações reacenderam a discussão sobre a relação entre o consumo excessivo de álcool antes do embarque e os incidentes registados durante os voos.</p>
<p><strong>Governo considera comportamento antissocial inaceitável</strong><br />
Uma fonte governamental citada pela BBC defendeu que os passageiros devem continuar a poder consumir bebidas nos aeroportos, mas sublinhou que comportamentos antissociais dentro das aeronaves não podem ser tolerados.</p>
<p>Segundo a mesma fonte, &#8220;toda a gente deve poder desfrutar de uma cerveja no aeroporto, mas o comportamento antissocial nos voos é totalmente inaceitável&#8221;.</p>
<p>A mesma declaração acrescenta que este tipo de conduta &#8220;ameaça a segurança dos passageiros e das tripulações e perturba férias pelas quais as pessoas trabalharam arduamente&#8221;.</p>
<p>Estas preocupações refletem a crescente pressão sobre os governos e sobre a indústria da aviação para reforçar as medidas de prevenção e punição dos comportamentos considerados perigosos.</p>
<p><strong>Proteção de dados poderá ser um dos maiores obstáculos</strong><br />
Apesar do apoio que a proposta tem vindo a recolher junto das companhias aéreas, a sua implementação levanta desafios jurídicos significativos.</p>
<p>Um dos principais obstáculos está relacionado com as regras de proteção de dados.</p>
<p>A legislação atualmente em vigor, incluindo as normas associadas ao Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), limita a partilha de informações pessoais entre empresas.</p>
<p>É precisamente por essa razão que um passageiro sancionado por uma companhia aérea pode continuar a reservar voos noutras transportadoras.</p>
<p>Qualquer sistema nacional de partilha de informação terá, por isso, de encontrar uma solução legal compatível com as exigências de privacidade e proteção de dados.</p>
<p>Especialistas consideram que esta poderá ser uma das etapas mais complexas de todo o processo.</p>
<p><strong>Setor da aviação apoia endurecimento das regras</strong><br />
A proposta recebeu uma reação positiva da associação Airlines UK, entidade que representa as principais companhias aéreas que operam no Reino Unido.</p>
<p>A organização manifestou disponibilidade para colaborar com o Governo no desenvolvimento do projeto e considera que a criação de uma lista nacional poderá constituir um passo importante no reforço da segurança aérea.</p>
<p>Um porta-voz da associação afirmou que &#8220;medidas adicionais para os casos mais graves de perturbação, incluindo a criação de uma lista nacional de proibição, representam um importante passo seguinte&#8221;.</p>
<p>A mesma fonte acrescentou que o objetivo passa por garantir que uma minoria muito reduzida de passageiros não consiga comprometer a experiência de viagem da esmagadora maioria dos utilizadores do transporte aéreo.</p>
<p><strong>Medida poderá transformar a forma como as companhias lidam com passageiros indisciplinados</strong><br />
Caso avance, a iniciativa poderá representar uma das maiores mudanças na gestão disciplinar da aviação comercial britânica das últimas décadas.</p>
<p>A criação de uma lista negra nacional significaria que passageiros envolvidos em incidentes graves deixariam de enfrentar apenas sanções pontuais impostas por companhias individuais, passando a correr o risco de uma exclusão praticamente total do sistema aéreo comercial.</p>
<p>Num momento em que o setor enfrenta um aumento das ocorrências relacionadas com violência, abusos à tripulação e consumo excessivo de álcool, as companhias defendem que é necessária uma resposta mais robusta para proteger passageiros e trabalhadores.</p>
<p>As próximas reuniões entre o Governo britânico e a indústria da aviação deverão determinar se a proposta avança para uma fase legislativa ou regulamentar, podendo abrir caminho a um novo modelo de controlo dos comportamentos considerados inaceitáveis nos céus do Reino Unido.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771133]]></sapo:autor>
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		<title>Chega propõe reforma aos 40 anos de descontos ou 65 de idade e teto máximo de 4.500 euros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 12:08:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[reforma]]></category>
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					<description><![CDATA[O Chega vai propor no Parlamento que um trabalhador possa reformar-se quando atingir 40 de descontos ou 65 anos de idade e quer colocar um teto máximo para as pensões mais altas de 4.500 euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Chega vai propor no Parlamento que um trabalhador possa reformar-se quando atingir 40 de descontos ou 65 anos de idade e quer colocar um teto máximo para as pensões mais altas de 4.500 euros.</P><br />
<P>O anúncio foi feito pelo líder do Chega em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa.</P><br />
<P>André Ventura disse que o partido quer &#8220;garantir que quem tenha 40 anos de descontos possa reformar-se, independentemente da idade&#8221;, e descer a idade da reforma para os 65 anos, como tem vindo a defender nas últimas semanas.</P><br />
<P>O Chega vai propor também que as &#8220;reformas milionárias sejam limitadas a 4.500 euros mensais&#8221; e que na administração pública ninguém receba um salário superior ao do primeiro-ministro.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771121]]></sapo:autor>
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		<title>Uber revela os objetos mais estranhos esquecidos nos carros — e há uma perna protética na lista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 12:06:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[França]]></category>
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					<description><![CDATA[Há quem se esqueça das chaves, do telemóvel ou da carteira. Mas há passageiros em França que conseguem ir mais longe]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há quem se esqueça das chaves, do telemóvel ou da carteira. Mas há passageiros que conseguem ir mais longe. Em França, a lista anual da Uber sobre os objetos mais insólitos deixados nos seus veículos inclui, este ano, uma perna protética, um cão, duas churrasqueiras, leite materno, um guião de cinema e até 15 teclados de computador, revela o &#8216;L’Automobile Magazine&#8217;.</p>
<p>A empresa de transporte por aplicação divulga este ranking há dez anos e a edição de 2026 voltou a mostrar que os esquecimentos nos bancos traseiros e nas bagageiras dos carros podem ir muito além dos objetos habituais. A Uber sublinha, ainda assim, que todos os itens da lista foram devolvidos aos respetivos donos.</p>
<p><strong>Uma perna protética no topo da lista</strong></p>
<p>O primeiro lugar do ranking ficou para uma perna protética, o objeto mais inesperado entre os pertences encontrados em carros da Uber em França entre 2025 e 2026.</p>
<p>Mas a lista não fica por aqui. Entre os objetos recuperados estão também uma caixa de laxantes, uma nota de 100 dólares com a imagem de Donald Trump, um cão, um peluche Labubu roxo, duas churrasqueiras, um pinheiro, um guião de filme, uma almofada com edredão, um cheque de 1.500 euros, uma guitarra, leite materno, um livro de autógrafos de personagens de desenhos animados, 15 teclados de computador e uma consola Xbox.</p>
<p>Além dos esquecimentos mais comuns, como smartphones, malas, chaves, carteiras, óculos ou passaportes, estes casos mostram a dimensão mais improvável das viagens feitas por passageiros distraídos.</p>
<p><strong>Fins de semana e festivais são dias de risco</strong></p>
<p>O &#8216;L’Automobile Magazine&#8217; destaca também que há dias mais propícios a esquecimentos. As noites de fim de semana, sobretudo as sextas-feiras, são aquelas em que os passageiros franceses mais deixam objetos para trás.</p>
<p>Entre os dias com maior número de pertences esquecidos surgem duas datas particularmente reveladoras: 1 de janeiro, dia em que a distração dispensa grandes explicações, e 20 de julho de 2025, o último dia do festival Lollapalooza Paris. A edição de 2026 do festival, entretanto, foi cancelada.</p>
<p>A relação entre grandes eventos, viagens noturnas e objetos perdidos parece evidente. Depois de festivais, festas ou noites mais longas, a probabilidade de sair do carro sem confirmar bancos e bagageira aumenta.</p>
<p><strong>Grenoble lidera entre as cidades mais distraídas</strong></p>
<p>No ranking das cidades francesas com maior proporção de passageiros distraídos, Grenoble voltou a ocupar o primeiro lugar. Angers surge em segundo, ultrapassando Rennes, enquanto Amiens, Toulon e Clermont-Ferrand completam os cinco primeiros lugares.</p>
<p>A lista inclui ainda Nantes, Tours, Annecy, Montpellier, Rouen, Lyon, Lille, Toulouse, Nice e Marselha. Em relação a anos anteriores, Paris, Bordéus e Reims saíram do top 15, enquanto Marselha, Clermont-Ferrand e Annecy entraram.</p>
<p>O ranking é francês, mas a lição é universal: antes de fechar a porta de um Uber, vale a pena olhar uma última vez para o banco, para o chão e para a bagageira. Sobretudo se a viagem envolver objetos difíceis de explicar ao motorista no dia seguinte.</p>
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