O caos está instalado nos centros de saúde portugueses, onde consultas e tratamentos estão a ser adiados devido à falta de materiais básicos, como luvas lâmpadas, impressoras e tinteiros, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM).
Segundo a mesma publicação, que cita sindicatos de médicos, são vários os centros de saúde do país que denunciam esta situação, sobretudo no Centro, lamentando que isto esteja a prejudicar o normal funcionamento dos serviços.
“As denúncias chegam de vários centros de saúde do Centro. As luvas, que têm de ser usadas todos os dias, chegam em quantidade insuficiente para as necessidades e com tamanhos desajustados”, refere ao ‘CM’ Noel Carrilho, do Sindicato dos Médicos da Zona Centro.
O responsável acrescenta ainda que “o material tem por isso de ser racionado e com prejuízo para os doentes, uma vez que há tratamentos/procedimentos que ficam para trás, desde consultas ao domicílio até o colocar ou retirar de implantes”.
O mesmo denuncia Jorge Roque da Cunha, do Sindicato Independente dos Médicos. “Ainda ontem [terça-feira] enviámos um ofício à Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo a dar conta das condições de trabalho dos médicos e da falta de investimento em equipamento”, sublinhou.
“Apesar da aposta no digital, a verdade é que são centenas as queixas que chegam todas as semana de faltas de toners, impressoras e incompatibilidades várias que, para além de fazerem perder centenas de horas assistenciais, aumentam a frustração e a fúria dos profissionais”, lê-se no documento a que o jornal teve acesso.
Esta situação é confirmada pela ARS Centro, em comunicado: “Reconhece-se que têm vindo a existir constrangimentos, no respeitante à disponibilização de luvas descartáveis, ainda que primariamente da responsabilidade da(s) empresa(s) fornecedora(s)”.














