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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Sim, sites podem espiá-lo através do disco do computador: a nova técnica que lê sinais invisíveis enquanto navega</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 13:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante anos, o rastreamento online esteve associado a cookies, histórico de navegação, impressões digitais dos dispositivos, movimentos do rato ou teclas pressionadas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante anos, o rastreamento online esteve associado a cookies, histórico de navegação, impressões digitais dos dispositivos, movimentos do rato ou teclas pressionadas. Agora, investigadores identificaram uma forma ainda mais discreta de espiar utilizadores: medir pequenas variações no tempo de resposta dos discos SSD. A &#8216;Wired&#8217;, num artigo publicado originalmente pela Ars Technica, explica que esta técnica pode permitir a um site perceber que outros sites estão abertos e até que aplicações estão a correr no dispositivo.</p>
<p>A técnica chama-se FROST, sigla de ‘fingerprinting remote using OPFS-based SSD timing’. Em termos simples, funciona como alguém que tenta perceber o que se passa numa casa ouvindo vibrações na parede. O site atacante não vê diretamente os outros separadores nem as aplicações abertas, mas consegue medir pequenas diferenças no tempo que o disco demora a responder a certas operações. A partir dessas diferenças, pode inferir atividade no computador.</p>
<p>O mecanismo explora aquilo que os especialistas chamam ‘canal lateral’. Ou seja, uma fuga indireta de informação. Em vez de roubar dados de forma direta, o atacante observa sinais físicos ou técnicos deixados por outras atividades: o tempo de execução de uma tarefa, o uso de memória, a competição por recursos ou, neste caso, a latência do SSD.</p>
<p>Segundo a &#8216;Wired&#8217;, o FROST pertence a uma categoria de ataques conhecida como ‘canal lateral de contenção’. A ideia é medir como vários processos competem pelo mesmo recurso. Quando diferentes separadores, sites ou aplicações usam o disco ao mesmo tempo, deixam pequenas marcas no tempo de resposta. Isoladamente, essas marcas não dizem muito. Mas, analisadas com modelos de inteligência artificial treinados para reconhecer padrões, podem revelar mais do que seria esperado.</p>
<p><strong>Como é que um site consegue fazer isto?</strong></p>
<p>A parte mais inquietante é que o ataque corre apenas dentro do browser. Não exige que o utilizador instale um programa, descarregue um ficheiro perigoso ou clique em algo suspeito. Basta abrir o site que aloja o código malicioso.</p>
<p>O FROST usa JavaScript e recorre ao OPFS, ou ‘origin private file system’, uma área de armazenamento reservada a cada site dentro do navegador. Esta funcionalidade existe para permitir que aplicações web modernas funcionem melhor, por exemplo editores de imagem, ferramentas de escritório, plataformas de vídeo ou ambientes de desenvolvimento que correm diretamente no browser.</p>
<p>Em princípio, cada OPFS está isolado, como se estivesse dentro de uma caixa separada dos outros sites e do próprio sistema do computador. O problema é que, mesmo sem aceder diretamente a dados externos, o JavaScript consegue medir tempos de leitura e escrita. E esses tempos podem mudar quando o disco está a ser usado por outras atividades.</p>
<p>Os investigadores explicam que o atacante pode fazer leituras aleatórias contínuas de um grande ficheiro OPFS. Quando o utilizador abre outros sites ou aplicações que também usam o SSD, a resposta a essas leituras sofre pequenas variações. Depois, uma rede neural previamente treinada analisa esses rastos e tenta classificar que tipo de atividade está a acontecer no dispositivo.</p>
<p>A comparação mais simples é a de uma fila de supermercado. Mesmo sem ver quem está à frente, é possível perceber que há mais gente na fila se o atendimento começar a demorar mais. O FROST faz algo semelhante, mas com o disco do computador.</p>
<p><strong>O que pode ser descoberto?</strong></p>
<p>Nos testes descritos, os investigadores conseguiram usar estas variações para identificar sites abertos noutros separadores, incluindo noutros browsers, e aplicações abertas no dispositivo. Ou seja, um site podia tentar perceber se o utilizador estava, ao mesmo tempo, a usar outra página ou determinado programa.</p>
<p>Isto não significa que o FROST permita ler passwords, mensagens privadas ou ficheiros pessoais. O risco é diferente: trata-se de uma forma de vigilância indireta, capaz de revelar hábitos, contexto e atividade do utilizador sem autorização clara.</p>
<p>É por isso que a descoberta é relevante. A web moderna transformou os browsers em plataformas muito poderosas. Hoje, já não servem apenas para abrir páginas. Correm aplicações completas, suites de escritório, editores de imagem e vídeo, ferramentas de trabalho e até software técnico. Quanto mais capacidades têm, maior fica também a superfície de ataque.</p>
<p>Como escrevem os autores do estudo, estas funcionalidades criaram novos casos de utilização, mas também aumentaram os riscos. O browser tornou-se uma porta de entrada para tarefas cada vez mais complexas, e isso abre espaço a formas de abuso que antes seriam difíceis de imaginar.</p>
<p><strong>Há motivo para alarme?</strong></p>
<p>Para o utilizador comum, há uma parte tranquilizadora: não há indícios de que o FROST já tenha sido usado em ataques reais. Trata-se, para já, de uma técnica demonstrada em investigação académica, que deverá ser apresentada na conferência DIMVA em julho.</p>
<p>Além disso, o ataque tem limitações importantes. Uma delas é o tamanho do ficheiro OPFS necessário. Para funcionar bem, terá provavelmente de ser muito grande, talvez com um gigabyte ou mais. Isso tornaria ataques em larga escala mais fáceis de detetar por utilizadores ou pelos próprios browsers.</p>
<p>Há ainda outro obstáculo: o ficheiro OPFS usado pelo site atacante precisa de estar guardado no mesmo SSD que as atividades que se pretende observar. Para detetar outros sites abertos, isso não costuma ser um problema, porque o armazenamento do browser tende a ficar no mesmo local. Mas, se uma aplicação estiver a usar outro disco, o FROST pode não conseguir identificá-la.</p>
<p>Os investigadores testaram o ataque completo num Mac com SSD M.2. Em Linux, demonstraram que o princípio de medição da latência do SSD através de JavaScript funciona, mas não executaram o ataque completo. O Windows não foi testado.</p>
<p><strong>O que pode fazer para se proteger?</strong></p>
<p>A recomendação mais simples é também uma das mais esquecidas: fechar separadores que já não estão a ser usados. Quanto menos atividade desnecessária estiver aberta no browser, menor é a quantidade de sinais que podem ser observados por técnicas deste género.</p>
<p>Utilizadores mais experientes podem ainda monitorizar a criação e o tamanho de ficheiros OPFS associados a sites desconhecidos. Mas, para a maioria das pessoas, a solução mais importante terá de vir dos fabricantes de browsers.</p>
<p>Os investigadores sugerem medidas como limitar o tamanho máximo permitido para estes ficheiros OPFS, reduzindo a capacidade de um site criar o tipo de carga necessária para medir a contenção no SSD. Na prática, cabe aos browsers fechar esta janela antes que deixe de ser apenas uma prova de conceito.</p>
<p>A grande lição do FROST é que a privacidade online já não depende apenas de esconder cookies ou apagar histórico. Num mundo em que o browser é quase um sistema operativo dentro do sistema operativo, até o tempo que o disco demora a responder pode transformar-se numa pista.</p>
<p>O utilizador pode não ver nada de estranho no ecrã. Mas, nos bastidores, um site malicioso pode estar a tentar ouvir os pequenos atrasos do computador para perceber o que mais está a acontecer. É uma forma de espionagem silenciosa, técnica e ainda limitada. Mas mostra como a guerra pela privacidade digital continua a encontrar caminhos cada vez mais invisíveis.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772030]]></sapo:autor>
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		<title>EUA pedem investimento europeu em defesa no aniversário de operação na Normandia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 12:50:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário da Defesa dos Estados Unidos aproveitou hoje o aniversário do desembarque na Normandia para pedir aos países da Europa que façam mais pela própria defesa, ao discursar no cemitério militar norte-americano em França.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário da Defesa dos Estados Unidos aproveitou hoje o aniversário do desembarque na Normandia para pedir aos países da Europa que façam mais pela própria defesa, ao discursar no cemitério militar norte-americano em França.</P><br />
<P>&#8220;A paz só é garantida pela força&#8221;, defendeu Pete Hegseth no cemitério militar de Colleville-sur-mer, perante as 9.387 cruzes brancas de soldados norte-americanos mortos em combate durante a batalha da Normandia, em 1944.</P><br />
<P>O secretário da guerra do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha anunciado na sexta-feira que renunciava à cerimónia internacional prevista para hoje para se dedicar à cerimónia norte-americana.</P><br />
<P>Hegseth afirmou que os soldados enterrados na Normandia &#8220;combateram no seio de uma aliança guerreira na qual cada parceiro contribuiu com a medida da sua indústria, da sua coragem e do seu sacrifício&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Nem &#8216;slogans&#8217; vazios, nem cimeiras faustosas, nem comunicados&#8221;, ironizou, referindo que &#8220;cada nação&#8221; aliada que combateu a Alemanha nazi &#8220;sangrou e assumiu a sua parte&#8221; em 1944.</P><br />
<P>&#8220;A América deve mostrar o caminho, e nós fá-lo-emos, mas os nossos aliados têm de estar connosco, ombro a ombro&#8221;, pediu, citado pela agência France-Presse (AFP), num discurso sem referências explícitas às guerras no Irão ou na Ucrânia.</P><br />
<P>Hegseth pareceu também fazer referência a uma ameaça que a imigração representará para a &#8220;civilização ocidental&#8221;, numa analogia com o desembarque organizado há 82 anos.</P><br />
<P>&#8220;Infelizmente, hoje, diferentes praias europeias estão a ser tomadas de assalto por diversas ideologias perigosas: nas praias de Espanha, Itália, Grécia e Bulgária, barcos e homens estão a desembarcar&#8221;, criticou.</P><br />
<P>Na presença da homóloga francesa, Catherine Vautrin, Hegseth desafiou os países da Europa a travar a nova &#8220;invasão&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Irão as capitais europeias agir contra esta invasão ou já é demasiado tarde?&#8221;, disse Hegseth, antes de concluir com uma citação bíblica.</P><br />
<P>Donald Trump tem ameaçado diminuir a presença militar norte-americana na Europa, nomeadamente no âmbito da NATO, e exigido um maior investimento dos aliados europeus em defesa.</P><br />
<P>O desembarque na Normandia, em 06 de junho de 1944, é a maior operação anfíbia da história.</P><br />
<P>Uma armada de 6.939 navios e 132.700 britânicos, canadianos, norte-americanos, belgas, noruegueses ou polacos tomaram de assalto 80 quilómetros de praias normandas.</P><br />
<P>A operação contribuiu de forma decisiva para a vitória sobre a Alemanha nazi, que ficou encurralada pela União Soviética a leste.</P><br />
<P>Do lado francês, as comemorações decorrem em Ouistreham, com a cerimónia dedicada aos fuzileiros navais.</P><br />
<P>A cerimónia internacional conta com a presença do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, e do ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773026]]></sapo:autor>
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		<title>O segundo fantasma que desapareceu do relógio: porque já não vemos 23:59:60 há quase dez anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 12:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[relógios atómicos]]></category>
		<category><![CDATA[segundo]]></category>
		<category><![CDATA[terra]]></category>
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					<description><![CDATA[Houve uma noite, a 31 de dezembro de 2016, em que os relógios digitais chegaram a marcar uma hora que parece errada: 23:59:60. Desde então, esse segundo extra nunca mais voltou a aparecer]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Houve uma noite, a 31 de dezembro de 2016, em que os relógios digitais chegaram a marcar uma hora que parece errada: 23:59:60. Desde então, esse segundo extra nunca mais voltou a aparecer. E, segundo explica o &#8216;IFL Science&#8217;, também não será acrescentado em junho, ficando a próxima possibilidade para o final de 2026.</p>
<p>A explicação começa numa ideia que parece simples, mas não é: quanto tempo demora a Terra a rodar sobre o seu próprio eixo? A resposta intuitiva é 24 horas. Está aproximadamente certa, mas é demasiado imprecisa para um mundo dependente de satélites, GPS, comunicações globais, redes elétricas, mercados financeiros e sistemas digitais sincronizados ao milésimo de segundo.</p>
<p>É aqui que entram os relógios atómicos. O tempo oficial moderno é medido com uma precisão muito superior à rotação irregular da Terra. Nos Estados Unidos, por exemplo, o NIST UTC é calculado a partir da média de 16 relógios atómicos, usando a radiação associada ao átomo de césio-133. Sem essa precisão, o GPS deixaria de funcionar corretamente, as transações financeiras perderiam sincronização e até os carimbos temporais dos emails deixariam de ter a mesma fiabilidade.</p>
<p>O problema é que a Terra não é um relógio perfeito. Em termos gerais, a rotação do planeta tem vindo a abrandar, em grande parte devido à influência da Lua, que se afasta lentamente da Terra. Para manter o tempo civil alinhado com a rotação real do planeta, os cientistas introduziram, ao longo das décadas, o chamado segundo intercalar, acrescentando ocasionalmente um segundo ao ano.</p>
<p><strong>O dia em que o relógio chegou aos 60 segundos</strong></p>
<p>Quando isso acontece, o minuto final do dia não termina em 23:59:59. Passa por 23:59:60 antes de chegar à meia-noite. É uma correção minúscula, mas importante para manter o tempo dos relógios alinhado com o movimento real da Terra.</p>
<p>Durante muito tempo, esta correção foi necessária, em média, a cada ano e meio. Mas a Terra começou a comportar-se de forma menos previsível. Apesar de a tendência de longo prazo ser de desaceleração, a rotação do planeta acelerou nos últimos anos.</p>
<p>Desde o início dos registos com relógios atómicos, na década de 1960, a Terra vinha, em média, a abrandar. Porém, essa tendência inverteu-se em 2020, ano em que o recorde do dia mais curto foi quebrado 28 vezes. Por isso, em vez de acrescentar segundos, chegou mesmo a discutir-se a possibilidade oposta: retirar um segundo ao tempo oficial, criando um segundo intercalar negativo.</p>
<p>Essa medida, porém, ainda não foi considerada necessária. Para já, a conclusão do &#8216;International Earth Rotation and Reference Systems Service&#8217; é mais discreta: não será preciso acrescentar qualquer segundo em junho.</p>
<p><strong>A Terra mexe-se, e o tempo também</strong></p>
<p>A rotação da Terra não muda apenas por causa da Lua. Qualquer grande redistribuição de massa pode ter efeitos, mesmo que minúsculos, na duração do dia.</p>
<p>O &#8216;IFL Science&#8217; recorda, por exemplo, o sismo de magnitude 9.0 que atingiu o Japão em 2011. O terramoto deslocou massas de terra e acelerou a rotação do planeta em cerca de 1,8 microssegundos. A própria massa terrestre japonesa terá sido deslocada em até 4 metros.</p>
<p>Outro exemplo frequentemente citado é a Barragem das Três Gargantas, na China. A estrutura é tão grande e consegue reter tanta água que pode aumentar a duração do dia terrestre em cerca de 0,06 microssegundos. São valores impercetíveis para a vida diária, mas relevantes para medições científicas extremamente precisas.</p>
<p>A razão exata para a aceleração recente da rotação da Terra ainda não é totalmente clara. Entre as hipóteses apontadas estão alterações na distribuição da massa do planeta, incluindo o degelo de glaciares e o armazenamento de água em reservatórios do hemisfério norte.</p>
<p><strong>O planeta não segue o nosso relógio</strong></p>
<p>A história do segundo intercalar é uma boa lembrança de que o tempo que usamos todos os dias é uma construção técnica para domesticar um planeta em movimento. A Terra roda, abranda, acelera ligeiramente e reage à redistribuição de massas na sua superfície.</p>
<p>Durante centenas de milhares de anos, a humanidade viveu sem precisar desta precisão. Hoje, porém, a navegação aérea, os satélites, o GPS, as redes elétricas, as comunicações digitais e os mercados financeiros dependem de uma coordenação temporal quase perfeita.</p>
<p>Por isso, aquele estranho 23:59:60 não é um erro de relógio nem uma curiosidade sem importância. É o sinal visível de uma negociação permanente entre dois tempos diferentes: o tempo impecável dos átomos e o tempo imperfeito da Terra.</p>
<p>Se não houver alteração no final de 2026, ficará assinalada uma década completa sem segundos intercalares. O relógio continuará a saltar de 23:59:59 para 00:00:00, como se nada se passasse. Mas, por baixo dessa normalidade, o planeta continuará a lembrar que nunca prometeu rodar exatamente ao ritmo que inventámos para ele.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772020]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Governo rejeita acusação de tentar condicionar greve dos trabalhadores dos registos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 11:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério da Justiça rejeitou hoje qualquer instrumentalização política do Instituto dos Registos e Notariado (IRN), depois de o maior sindicato dos registos ter acusado a tutela de tentar condicionar os trabalhadores antes da greve.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Ministério da Justiça rejeitou hoje qualquer instrumentalização política do Instituto dos Registos e Notariado (IRN), depois de o maior sindicato dos registos ter acusado a tutela de tentar condicionar os trabalhadores antes da greve.</P><br />
<P>&#8220;O Governo rejeita a caracterização de que o IRN tenha sido utilizado como instrumento político&#8221;, afirma o Ministério da Justiça numa resposta enviada à Lusa.</P><br />
<P>Em causa estão declarações do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado (STRN), que acusou o Governo de usar o IRN &#8220;como instrumento político para tentar travar a mobilização dos trabalhadores, recorrendo a uma comunicação divulgada em momento estratégico e sem diálogo com os profissionais que representa&#8221;.</P><br />
<P>O &#8220;flash informativo&#8221;, divulgado na quarta-feira, nas vésperas do plenário de trabalhadores realizado na sexta-feira, dizia respeito a um acordo celebrado há quatro meses com seis dos oito sindicatos representativos dos trabalhadores do setor.</P><br />
<P>O STRN, que ficou de fora do acordo, considerou o ato &#8220;uma tentativa de interferir na mobilização e de mascarar a falta de soluções para os problemas estruturais do setor&#8221;.</P><br />
<P>Na resposta à Lusa, o Ministério da Justiça sublinha que &#8220;o IRN informou os trabalhadores sobre um acordo que os abrange&#8221; e que &#8220;o diploma que o concretiza está a ser ultimado&#8221;.</P><br />
<P>O acordo, assinado em 02 de março com seis sindicatos, prevê aumentos salariais com efeitos a 01 de julho de 2025.</P><br />
<P>Questionado sobre o impacto do plenário nacional de sexta-feira, que o sindicato diz ter paralisado serviços a 100% nos Açores e provocado &#8220;perturbações significativas&#8221; pelo país, o Governo afirma que o IRN não dispõe de dados consolidados.</P><br />
<P>Para a próxima semana, o STRN convocou uma greve de 08 a 13 de junho.</P><br />
<P>No pré-aviso da greve, já entregue ao Governo, o STRN faz 11 reivindicações, que incluem &#8220;um recrutamento-choque do número de conservadores de registos e de oficiais de registos que se encontram em falta&#8221; e o cumprimento da recomendação da Provedoria da Justiça para eliminação de assimetrias salariais.</P><br />
<P>A crise de recursos humanos é, para o STRN, grave, com 279 conservadores de registos e 2.731 oficiais de registos em falta &#8211; o equivalente a 38% e 55%, respetivamente, do efetivo necessário.</P><br />
<P>A propósito do recrutamento, na resposta à Lusa, o Ministério da Justiça sublinha a contratação de 165 novos conservadores e de 605 novos oficiais de registos, em 2024 e 2025, que já iniciaram ou vão iniciar funções ainda este ano.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773025]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Irão: Kuwait e Bahrein denunciam &#8220;escalada perigosa&#8221; após sofrerem novos ataques</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/irao-kuwait-e-bahrein-denunciam-escalada-perigosa-apos-sofrerem-novos-ataques/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 11:47:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Irão atacou hoje alvos no Kuwait e no Bahrein em resposta a ataques norte-americanos, apesar do cessar-fogo, prejudicando ainda mais as negociações que marcam passo, nomeadamente devido à questão dos bens iranianos congelados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Irão atacou hoje alvos no Kuwait e no Bahrein em resposta a ataques norte-americanos, apesar do cessar-fogo, prejudicando ainda mais as negociações que marcam passo, nomeadamente devido à questão dos bens iranianos congelados.</P><br />
<P>Desde a trégua de 08 de abril que as hostilidades tinham quase cessado entre os Estados Unidos e o Irão, mas foram retomadas recentemente, em particular em torno do estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica para os hidrocarbonetos controlada por Teerão.</P><br />
<P>O Kuwait e o Bahrein, que já tinham sido atacados no início da semana, condenaram as novas &#8220;agressões flagrantes&#8221; do Irão, classificando-as como &#8220;uma escalada perigosa&#8221; e uma ameaça à &#8220;vida dos cidadãos e dos residentes&#8221;.</P><br />
<P>Tais ataques &#8220;constituem uma violação flagrante da soberania do Estado&#8221;, acrescentou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Kuwait num comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).</P><br />
<P>Os Guardas da Revolução iranianos anunciaram ter disparado mísseis balísticos em direção à base aérea de Ali Al-Salem, no Kuwait, onde estão estacionadas aeronaves dos Estados Unidos, e ao quartel-general da Quinta Frota norte-americana, no Bahrein.</P><br />
<P>&#8220;Fomos acordados por explosões ensurdecedoras. As deflagrações foram extremamente ruidosas. Os meus filhos estavam aterrorizados e eu não conseguia acalmá-los&#8221;, testemunhou uma egípcia que reside no Kuwait à AFP.</P><br />
<P>De acordo com o Comando Central militar norte-americano (Centcom), de um total de sete mísseis, &#8220;seis foram intercetados e um sétimo não atingiu o alvo previsto&#8221;.</P><br />
<P>As forças norte-americanas tinham atacado previamente locais de radares de vigilância costeira iranianos na cidade de Goruk e na ilha de Qeshm &#8220;a fim de se defenderem de novos ataques&#8221;, acrescentou o Centcom.</P><br />
<P>O exército relatou ainda que drones iranianos foram &#8220;lançados em direção ao estreito de Ormuz&#8221; e representavam uma &#8220;ameaça imediata para o tráfego marítimo regional&#8221;.</P><br />
<P>Na frente diplomática, as negociações entre as duas partes não registaram avanços nos últimos dias.</P><br />
<P>O conselheiro militar do líder supremo iraniano Mohsen Rezaei falou mesmo de um impasse negocial durante uma entrevista à cadeia de televisão norte-americana CNN.</P><br />
<P>Rezaei sugeriu ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que saia do impasse com o desbloqueio de 24 mil milhões de dólares (20,8 mil milhões de euros, ao câmbio atual) de fundos iranianos congelados devido às sanções norte-americanas.</P><br />
<P>&#8220;Se deseja chegar a um acordo com o Irão, estes 24 mil milhões de dólares constituem um teste de confiança (&#8230;) que os Estados Unidos devem superar para que o caminho se abra&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>&#8220;É o nosso próprio dinheiro, não é o dos Estados Unidos&#8221;, acrescentou Rezaei.</P><br />
<P>As negociações visam pôr fim à guerra desencadeada pela ofensiva que os Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irão em 28 de fevereiro.</P><br />
<P>   O Irão reagiu com ataques contra países da região, incluindo o Kuwait e o Bahrein, e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa habitualmente cerca de um quinto dos hidrocarbonetos do mercado mundial.</P><br />
<P>  A guerra causou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, país que foi arrastado para o conflito pelos ataques do grupo libanês Hezbollah contra Israel em apoio de Teerão.</P><br />
<P>   O conflito provocou também aumentos nos preços do petróleo com repercussões a nível global, fazendo recear uma recessão económica e a degradação das condições de vida das populações de países com menos recursos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773024]]></sapo:autor>
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		<title>José Luís Carneiro critica Governo por não fazer da saúde social uma prioridade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 11:45:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário-geral do Partido Socialista (PS) criticou hoje o Governo por não &#8220;garantir uma resposta de retaguarda&#8221; social na saúde, para que idosos não vivam anos em hospitais, pedindo que &#8220;assuma a responsabilidade&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Aqui, é preciso que o Estado assuma a responsabilidade de liderar o processo, neste caso a Segurança Social, o Ministério da Segurança Social [junto com o Trabalho e Solidariedade] com o Ministério da Saúde, para garantir uma resposta de retaguarda, negociando com as instituições particulares de solidariedade social, com as misericórdias, e financiando essa responsabilidade&#8221;, declarou José Luís Carneiro.</P><br />
<P>O líder socialista falava aos jornalistas à margem de uma visita ao Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, em Penafiel, no distrito do Porto, onde reuniu com a administração e colocou o foco na &#8220;falta de resposta familiar e social&#8221; para idosos hospitalizados, que chegam a passar &#8220;um ano, dois anos, três anos&#8221; internados.</P><br />
<P>Questionado sobre o papel do Governo nesta matéria, considerou que se o tema &#8220;fosse uma prioridade, estaria a ser resolvida&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Aquilo que eu vejo é que, até agora, nestes dois anos, não vi que fosse prioridade do Governo. Pelo contrário&#8221;, atirou.</P><br />
<P>Sem querer referir-se quer ao tema da Prestação Social Única quer à adesão à greve geral de quarta-feira, preferindo &#8220;valorizar&#8221; o trabalho feito em Unidades Locais de Saúde pelo país, Carneiro diz que não &#8220;critica por criticar&#8221;, antes &#8220;critica, mas sabe aquilo que quer fazer de diferente para garantir resultados diferentes&#8221;, não querendo opor-se à política do Governo de Luís Montenegro, antes mostrar &#8220;uma alternativa&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Eu quero afirmar uma alternativa. O que estou a afirmar é uma alternativa política para a saúde que passa pela valorização dos cuidados primários de saúde, que passa pela valorização das unidades locais de saúde, que passa pela criação e desenvolvimento dos centros de responsabilidade integrada, que passa pelo reforço da autonomia administrativa financeira e de capacidade de execução dos concelhos de administração, (&#8230;) e também uma melhor articulação entre a Segurança Social e a Saúde&#8221;, defendeu.</P><br />
<P>Em Penafiel, ouviu do Conselho de Administração avisos quanto à ocupação de &#8220;cerca de 60 camas por dia de pessoas que ficam no hospital porque não têm retaguarda familiar ou social&#8221;, lembrando um projeto socialista, chumbado no Parlamento, para dar resposta a essa lacuna, além de defender maior autonomia aos administradores deste tipo de hospitais.</P><br />
<P>Por outro lado, num centro hospitalar que hoje responde a meio milhão de pessoas, pediu &#8220;atenção&#8221; ao Governo para o investimento previsto de 200 milhões de euros naquela unidade, onde &#8220;faltam cerca de 150 enfermeiros para responder às necessidades&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O pior que pode acontecer a um responsável político é não assumir as suas responsabilidades e querer atirar com as suas responsabilidades para outros&#8221;, lamentou, quando questionado sobre as críticas da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, ao socialista Fernando Araújo, que elogiou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773023]]></sapo:autor>
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		<title>Papa/Espanha: Felipe VI elogia &#8220;claridade e firmeza&#8221; com abusos sexuais na Igreja</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 11:45:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Rei de Espanha elogiou hoje a "claridade e firmeza" do Papa em relação aos abusos sexuais no seio da Igreja Católica espanhola.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Rei de Espanha elogiou hoje a &#8220;claridade e firmeza&#8221; do Papa em relação aos abusos sexuais no seio da Igreja Católica espanhola.</P><br />
<P>Felipe VI falava no Palácio Real de Madrid, numa cerimónia de boas-vindas a Leão XIV, que hoje iniciou uma visita a Espanha de sete dias.</P><br />
<P>O chefe de Estado espanhol sublinhou e agradeceu o compromisso e &#8220;o enorme trabalho social&#8221; de religiosos e fiéis nas paróquias do país que disse não poder &#8220;ter maior contraste&#8221; com &#8220;a dor causada pelos casos de abuso, que nem são nem pode ser representativos da imensa comunidade eclesiástica&#8221;.</P><br />
<P>Felipe VI reconheceu, porém, que houve da parte do Papa, Leão XIV, &#8220;claridade e firmeza&#8221; em relação aos abusos na Igreja Católica em Espanha, o que considerou essencial para a reparação das vitimas, fiéis e sociedade no seu conjunto.</P><br />
<P>O Governo espanhol e o Vaticano assinaram em janeiro deste ano um acordo que estabeleceu um sistema misto de compensação para vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica em Espanha.</P><br />
<P>Apesar de inicialmente rejeitado pela Conferência Episcopal Espanhola (CEE), o acordo foi alcançado entre as duas parte e na sequência de uma proposta da Provedoria de Justiça espanhola.</P><br />
<P>O Papa disse hoje que os abusos sexuais &#8220;são uma chaga ainda aberta&#8221; e que vai continuar a trabalhar pessoalmente, assim como toda a Igreja, neste problema.</P><br />
<P>&#8220;Sublinho o facto de que eu pessoalmente trabalhei sempre para instituir comissões, para fazer regras e continuarei a fazê-lo, também toda a Igreja, porque é uma chaga ainda aberta&#8221;, disse Leão XIV, citado por jornalistas que viajaram hoje com o Papa no avião que o levou de Roma a Madrid.</P><br />
<P>O Papa respondeu assim a questões sobre os abusos sexuais no seio da Igreja Católica em Espanha e confirmou que se vai encontrar com vítimas durante a viagem de sete dias que iniciou hoje ao país.</P><br />
<P>Leão XIV aterrou no aeroporto Adolfo Suárez/Barajas, de Madrid, pouco antes das 10:15 locais (09:15 em Lisboa) e foi recebido, ao descer do avião, pelos Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, e pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, assim como por outras autoridades políticas e da Igreja Católica.</P><br />
<P>Além de Madrid, a visita do Papa a Espanha inclui passagens por Barcelona e pelas Canárias, onde Leão XIV vai concretizar o desejo do antecessor Francisco de ir a estas ilhas, que que lidam diariamente com a chegada de migrantes em embarcações precárias oriundas de África, conhecidas como &#8216;pateras&#8217; ou &#8216;cayucos&#8217;.</P><br />
<P>No discurso hoje de boas-vindas ao Papa, o Rei de Espanha fez também a defesa do direito internacional como instrumento de paz, da &#8220;dignidade da pessoa, dos direitos humanos e dos valores democráticos&#8221;.</P><br />
<P>Neste contexto, considerou que a voz do Papa é uma fonte de inspiração.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773022]]></sapo:autor>
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		<title>ONU alerta para &#8220;milhares de pessoas&#8221; expostas a &#8220;grave perigo&#8221; no Sudão do Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 11:20:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) alertou hoje para as "milhares de pessoas" expostas a "um grave perigo" no leste do Sudão do Sul devido à "insegurança e ao aumento das deslocações de população".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) alertou hoje para as &#8220;milhares de pessoas&#8221; expostas a &#8220;um grave perigo&#8221; no leste do Sudão do Sul devido à &#8220;insegurança e ao aumento das deslocações de população&#8221;.</P><br />
<P>Em comunicado, a Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que meses de combates e insegurança &#8220;forçaram centenas de milhares de pessoas a abandonar as suas casas, desencadeando uma das mais graves crises de deslocamento relacionadas com conflitos dos últimos anos&#8221;.</P><br />
<P>O ACNUR refere que, desde de dezembro, só no condado de Akobo há cerca de 140 mil, num total de mais de 300 mil pessoas deslocadas em todo o estado de Jonglei e nos estados vizinhos.</P><br />
<P>No texto, o ACNUR lembra que já fugiram para a Etiópia, país vizinho do Sudão do Sul, mais de 100 mil pessoas e que esta crise &#8220;acarreta graves consequências humanas e sociais&#8221; para as comunidades afetadas. </P><br />
<P>&#8220;As crianças traumatizadas pelo conflito e outras foram separadas das suas famílias&#8221;, declarou, a partir de Juba, o representante do ACNUR no Sudão do Sul, Matthew Brook, durante uma conferência de imprensa das Nações Unidas em Genebra, citado no texto. </P><br />
<P>Além da deslocação de população e dos efeitos do conflito nas crianças, a ONU refere ainda numerosos testemunhos que relatam casos de violência sexual sobre mulheres. </P><br />
<P>Nas últimas semanas, milhares de pessoas regressaram às suas casas, mas persistem os problemas de segurança e enormes necessidades humanitárias, segundo testemunharam no terreno as equipas do ACNUR.</P><br />
<P>&#8220;Muitas famílias regressam a casa apenas para descobrir que as suas habitações foram destruídas ou saqueadas, obrigando-as a viver amontoadas em edifícios inacabados e abrigos improvisados feitos de paus e lonas de plástico&#8221;, acrescentou Brook.</P><br />
<P>Segundo a ONU, muitas pessoas esgotaram os seus recursos após repetidas deslocações entre o Sudão do Sul e a Etiópia em busca de segurança: &#8220;Para alguns, o regresso a Akobo não significa que existam condições ideais para voltar, mas reflete simplesmente a escassez de alternativas disponíveis&#8221;, salientou o responsável do ACNUR.</P><br />
<P>A ONU lembra que cerca de 2,4 milhões de refugiados sul-sudaneses continuam acolhidos na região, enquanto quase dois milhões de pessoas permanecem deslocadas internamente.</P><br />
<P>O país enfrenta também as consequências da guerra em curso no vizinho Sudão, com mais de 1,3 milhões de pessoas a atravessarem a fronteira desde abril de 2023, incluindo repatriados, refugiados e requerentes de asilo.</P><br />
<P>Este afluxo coloca uma pressão adicional sobre a capacidade de resposta humanitária, com a ONU a alertar que o financiamento continua muito aquém das necessidades.</P><br />
<P>Dos 286 milhões de dólares solicitados pelo ACNUR, apenas 25% foram financiados até ao momento. </P><br />
<P>&#8220;Sem ajuda imediata, milhares de famílias que fugiram da violência arriscam enfrentar a estação das chuvas sem abrigo seguro, sem serviços básicos e sem a proteção necessária para sobreviver&#8221;, alerta o ACNUR.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773021]]></sapo:autor>
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		<title>Papa/Espanha: Leão XIV aplaude multilateralismo e pede à Europa para ver &#8220;complexidade&#8221; como bênção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 11:20:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Papa apelou hoje à Europa para abandonar discursos polarizadores com "simplificações estéreis" e a reconhecer "a complexidade" como uma bênção, num discurso em Madrid em que agradeceu a Espanha "a fidelidade ao direito internacional e ao multilateralismo".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Papa apelou hoje à Europa para abandonar discursos polarizadores com &#8220;simplificações estéreis&#8221; e a reconhecer &#8220;a complexidade&#8221; como uma bênção, num discurso em Madrid em que agradeceu a Espanha &#8220;a fidelidade ao direito internacional e ao multilateralismo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Expresso o meu agradecimento ao vosso país pela fidelidade ao direito internacional e ao multilateralismo, que se traduz num compromisso ativo com a paz e a solidariedade entre os povos&#8221;, disse Leão XIV, em castelhano, no primeiro discurso da visita de sete dias a Espanha, que começou hoje.</P><br />
<P>O Papa, que falava no Palácio Real de Madrid e se dirigia às máximas autoridades espanholas, referiu-se várias vezes à polarização que existe hoje em Espanha e no mundo e pediu para ser também cultivado &#8220;o diálogo e a amizade social&#8221;, &#8220;a serem harmonizadas as reivindicações de autonomia e de unidade&#8221; e &#8220;ser impulsionado o processo de união europeia, não em oposição a outras potências, mas como um dom para toda a família humana&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Convido todos, por amor à verdade, a abandonar as narrativas divisórias e polarizadoras da vossa realidade social e da história, para passar das simplificações estéreis à apreciação fecunda da complexidade. Vejo aqui uma vocação específica da Europa, de que Espanha é protagonista original e fundamental. É o presente que o Velho Continente pode fazer ao mundo se quer permanecer jovem, porque jovem é quem sente que tem um futuro e uma missão que ainda interpelam&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Sem nunca referir em concreto a imigração, o Papa pediu por diversas vezes mais educação e diálogo, assim como novos discursos, para &#8220;apreciar e estudar a complexidade, aprender a não negá-la e a vivê-la como uma bênção, fugir das abordagens identitárias que parecem esclarecer tudo, mas que povoam o mundo de fantasmas e inimigos&#8221;.</P><br />
<P>O Papa referiu-se também às novas tecnologias, que &#8220;se transformaram num contexto artificial&#8221; onde os &#8220;preconceitos se exacerbam, o pensamento crítico se enfraquece, os interesses prepotentes semeiam pulsões de morte&#8221;.</P><br />
<P>Mas &#8220;o bem pode resistir e ser comunicado&#8221;, defendeu o Papa, que pediu mais investimentos ao poderes públicos em educação, sublinhando a ilusão frequente de se considerar que a segurança &#8220;vem das armas e dos muros&#8221;, quando &#8220;amadurece melhor&#8221; se resultar da aprendizagem de &#8220;avançar ao lado do outro, de crescer em conjunto, de braço dado&#8221;.</P><br />
<P>A este propósito, Leão XIV lembrou a história da Península Ibérica e a presença do Islão ao longo de séculos, num momento que &#8220;constituiu uma realidade política, cultural e religiosa de longa duração&#8221; em que &#8220;não houve só confronto, mas se tentou criar um espaço de contacto, conversação e diálogo sobre o sentido da verdade entre cristãos, muçulmanos e judeus&#8221;, com cidades como Córdoba ou Toledo a serem &#8220;lugares de mediação entre línguas, religiões e saberes&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Hoje, a tentação de ganhar popularidade avivando o fogo das polarizações parece crescer, em vez de diminuir; a dignidade humana não deixa de ser violada. Por isso, precisamos de cultura, interioridade, uma educação livre e de qualidade, precisamos de transcendência&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>O Papa defendeu também que &#8220;a mensagem de paz&#8221; é hoje &#8220;para alguns&#8221; ingénua ou provocadora, o que atribuiu a &#8220;ideologias pré-fabricadas, que não se abrem à verdade&#8221;, insistindo por diversas vezes na necessidade de mais educação e diálogo.</P><br />
<P>Leão XIV iniciou hoje em Madrid uma viagem de sete dias a Espanha com uma agenda que inclui um discurso inédito no parlamento nacional e tem a imigração no centro das atenções.</P><br />
<P>Além de Madrid, a visita do Papa a Espanha inclui passagens por Barcelona e pelas Canárias, onde Leão XIV vai concretizar o desejo do antecessor Francisco de ir a estas ilhas, que lidam diariamente com a chegada de migrantes em embarcações precárias oriundas de África, conhecidas como &#8216;pateras&#8217; ou &#8216;cayucos&#8217;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773020]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>O pior cenário climático saiu das projeções. Mas isso não é a boa notícia que parece</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 11:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[alterações climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Andrew King]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[terra]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante anos, uma das imagens mais assustadoras usadas para falar do futuro climático era a de um mundo que continuava a apostar sem travões nos combustíveis fósseis, sem cortes relevantes nas emissões e com um aquecimento global a rondar os 4,5 °C até 2100]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante anos, uma das imagens mais assustadoras usadas para falar do futuro climático era a de um mundo que continuava a apostar sem travões nos combustíveis fósseis, sem cortes relevantes nas emissões e com um aquecimento global a rondar os 4,5 °C até 2100. Esse cenário extremo deixou agora de fazer parte das novas projeções climáticas internacionais. Mas a leitura não é tão simples como alguns gostariam.</p>
<p>Num texto publicado no &#8216;The Conversation&#8217;, Andrew King, especialista em ciência climática na Universidade de Melbourne, explica que a retirada do cenário de emissões mais elevadas, conhecido como RCP8.5 e, mais tarde, SSP5-8.5, não significa que os modelos climáticos tenham falhado ou que o aquecimento global tenha sido exagerado. Significa antes que o mundo, apesar de tudo, já evitou o pior futuro que chegou a ser considerado plausível.</p>
<p>Esse cenário previa uma expansão contínua do uso de combustíveis fósseis, sem esforço sério para cortar emissões. Até ao final do século, os níveis de dióxido de carbono quase triplicariam, chegando a 1.135 partes por milhão, e a temperatura média global subiria cerca de 4,5 °C face ao período pré-industrial.</p>
<p>A retirada desse caminho das novas projeções provocou reações políticas, incluindo de Donald Trump, que a apresentou como sinal de fragilidade da ciência climática. Para Andrew King, essa interpretação é errada. O cenário mais extremo saiu porque a realidade mudou: a expansão da energia solar, da energia eólica, dos carros elétricos e das baterias travou parte do crescimento das emissões.</p>
<p><strong>O futuro pior ficou menos provável. O melhor também escapou</strong></p>
<p>A boa notícia é que a humanidade já não parece caminhar para o pior cenário climático que durante anos serviu de referência extrema. A má notícia é que também já perdeu a hipótese mais otimista das projeções anteriores.</p>
<p>As novas simulações deixam de fora o cenário de emissões mais baixas da ronda anterior, que apontava para uma ação climática muito forte e cortes rápidos nas emissões, permitindo que o aquecimento global atingisse um pico próximo de 1,5 °C. Como as emissões globais ainda não começaram a descer, esse caminho deixou de ser considerado plausível.</p>
<p>O cenário mais otimista agora disponível aponta para um pico de aquecimento em torno de 1,9 °C. Ou seja, o mundo já deverá ultrapassar os 1,5 °C, embora a esperança continue a ser que esse excesso seja temporário e que, mais tarde, parte do dióxido de carbono seja removido da atmosfera.</p>
<p>É aqui que a história se torna menos confortável. Retirar o pior cenário mostra progresso, mas retirar o melhor mostra atraso. O mundo já fez o suficiente para evitar uma catástrofe ainda maior, mas não o suficiente para garantir uma transição climática segura.</p>
<p><strong>O que são afinal estes cenários?</strong></p>
<p>As projeções climáticas não são previsões fechadas, como se o futuro já estivesse escrito. São caminhos possíveis, construídos por cientistas para perceber como o clima pode evoluir consoante as decisões políticas, tecnológicas e económicas tomadas nas próximas décadas.</p>
<p>Os investigadores desenham diferentes trajetórias para as emissões de gases com efeito de estufa, tendo em conta o que já aconteceu e o que pode acontecer com a energia, os transportes, a indústria, a política climática e a tecnologia. Depois, vários grupos científicos em todo o mundo simulam esses cenários através de modelos climáticos, produzindo dados globais, regionais e locais.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Conversation&#8217;, estes cenários não são apresentados como uma lista ordenada do mais provável para o menos provável. São futuros plausíveis, mais ou menos otimistas, que ajudam governos, cidades, empresas e investigadores a preparar-se para impactos como subida do nível do mar, ondas de calor, secas, cheias ou alterações nos padrões de chuva.</p>
<p>A diferença entre os cenários continua a ser enorme. Até 2100, a distância entre o futuro mais otimista e o mais pessimista aproxima-se dos 2 °C. Essa margem mostra que uma parte importante do futuro climático ainda depende das decisões tomadas agora.</p>
<p><strong>O cenário extremo que alimentou polémicas</strong></p>
<p>O antigo RCP8.5 tornou-se conhecido por representar um mundo em que a utilização de combustíveis fósseis crescia fortemente durante o século XXI. O número 8.5 refere-se ao chamado forçamento radiativo, ou seja, a quantidade adicional de calor retida por metro quadrado até 2100.</p>
<p>Durante anos, este cenário foi usado como referência para estudar impactos climáticos graves. Mas a sua plausibilidade foi sendo debatida entre cientistas, precisamente porque implicava uma expansão muito acentuada do carvão, do petróleo e do gás, num momento em que as renováveis e outras tecnologias limpas começaram a ganhar escala.</p>
<p>Nas novas projeções, nenhum cenário é tão pessimista como o RCP8.5 ou o SSP5-8.5. O pior caminho agora considerado aponta para um aquecimento em torno dos 3,5 °C até 2100. Continua a ser um resultado muito grave, com consequências profundas para ecossistemas, cidades, agricultura, saúde pública e zonas costeiras. Mas já não é o extremo de 4,5 °C.</p>
<p>É por isso que Andrew King insiste que a retirada do cenário não deve ser usada para desvalorizar a ciência climática. Pelo contrário: mostra que as projeções são atualizadas quando a realidade muda.</p>
<p><strong>O mundo está no meio: melhor do que o pior, longe do suficiente</strong></p>
<p>A trajetória atual das emissões coloca o planeta algures entre os extremos. O mundo está abaixo do antigo caminho de emissões elevadas, mas continua muito acima do cenário mais otimista.</p>
<p>Com as políticas atualmente em vigor e as ações já assumidas pelos países, o aquecimento global deverá rondar os 2,6 °C até 2100. Esse valor fica longe do pior cenário retirado das projeções, mas continua muito acima das metas climáticas internacionais e seria suficiente para agravar muitos dos impactos já sentidos hoje.</p>
<p>A temperatura média global está já cerca de 1,4 °C acima do período pré-industrial. Muitos efeitos das alterações climáticas tornaram-se evidentes neste patamar: ondas de calor mais intensas, incêndios mais extremos, alterações nos regimes de chuva e maior pressão sobre comunidades vulneráveis.</p>
<p>A questão, por isso, não é se a ação climática fez diferença. Fez. A questão é se fez diferença suficiente. A resposta, pelos novos cenários, é não.</p>
<p><strong>Porque é que os cenários mudam?</strong></p>
<p>As projeções climáticas são atualizadas porque o mundo também muda. A energia solar avançou muito mais depressa do que muitos antecipavam. Os carros elétricos e as baterias ganharam escala. Ao mesmo tempo, novas fontes fósseis, como as associadas ao fracking, abriram reservas adicionais de petróleo e gás.</p>
<p>A política também muda. Governos podem acelerar ou travar metas climáticas, subsidiar combustíveis fósseis, expandir renováveis, regular transportes ou adiar decisões. Cada mudança altera a plausibilidade de determinados caminhos.</p>
<p>Além disso, os modelos climáticos estão sempre a melhorar. Quanto mais detalhados forem, melhor conseguem projetar impactos específicos, como subida do nível do mar, fenómenos extremos ou alterações regionais na temperatura e na precipitação.</p>
<p>É por isso que os cientistas continuam a refazer cenários. Não porque “não sabem” o que estão a fazer, mas porque a realidade que estão a modelar está em permanente transformação.</p>
<p><strong>A notícia boa que não chega</strong></p>
<p>A retirada do pior cenário climático é uma notícia positiva, mas não deve servir de desculpa para abrandar. Mostra que a ação climática, mesmo imperfeita e insuficiente, já teve efeitos concretos. O mundo não está hoje no caminho mais sombrio que chegou a ser considerado.</p>
<p>Mas também mostra que o tempo perdido tem consequências. O cenário mais favorável desapareceu porque as emissões não caíram depressa o suficiente. A janela para limitar o aquecimento a 1,5 °C sem ultrapassagem está praticamente fechada.</p>
<p>A conclusão de Andrew King é clara: sim, há progresso. Mas o trabalho está longe de estar feito. Os próximos cinco anos podem empurrar o planeta para futuros climáticos muito diferentes, melhores ou piores, consoante a velocidade com que o mundo reduza emissões.</p>
<p>O pior futuro pode ter sido evitado. Mas o futuro que resta ainda depende do que for feito agora.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772010]]></sapo:autor>
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		<title>Ministro das Finanças nomeado vice-presidente do Conselho de Governadores do BERD</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 10:58:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro das Finanças, Miranda Sarmento, foi nomeado vice-presidente do Conselho de Governadores do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) e Lisboa foi escolhida como cidade anfitriã para a reunião da instituição em 2029.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro das Finanças, Miranda Sarmento, foi nomeado vice-presidente do Conselho de Governadores do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) e Lisboa foi escolhida como cidade anfitriã para a reunião da instituição em 2029.</P><br />
<P>&#8220;Na sequência da Reunião Anual do Conselho de Governadores do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), que decorre em Riga, o Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, na qualidade de governador de Portugal no BERD, foi designado vice-presidente do Conselho de Governadores, o órgão máximo de decisão do banco&#8221;, anunciou, em comunicado, o executivo. </P><br />
<P>Lisboa também foi escolhida como cidade anfitriã da reunião anual do BERD, em 2029.</P><br />
<P>Esta reunião costuma juntar líderes políticos, decisores económicos, investidores e representantes institucionais. </P><br />
<P>Segundo o Ministério das Finanças, a realização deste evento em Portugal representa &#8220;uma oportunidade para reforçar&#8221; a projeção internacional do país, em áreas como o investimento, financiamento e cooperação económica. </P><br />
<P>O BERD opera em 38 economias na Europa central, oriental e sudoeste, Estados Bálticos, Cáucaso, Ásia Central, em regiões do Mediterrâneo Meridional e Oriental e em alguns países da África Subsariana.</P><br />
<P>Portugal é membro fundador do BERD. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773018]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Israel admite ter matado três militares libaneses por engano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 10:41:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Israel admitiu ter matado hoje "dois oficiais e um soldado" libaneses por engano no sul do Líbano, num ataque que teria como alvo o grupo xiita pró-iraniano Hezbollah.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Israel admitiu ter matado hoje &#8220;dois oficiais e um soldado&#8221; libaneses por engano no sul do Líbano, num ataque que teria como alvo o grupo xiita pró-iraniano Hezbollah.</P><br />
<P>O exército israelita disse num comunicado que visou um veículo que fora detetado a movimentar-se &#8220;de forma suspeita&#8221; nas imediações da localidade de Tebnit.</P><br />
<P>Os militares de Israel descreveram o local como uma &#8220;zona de combate ativa&#8221; previamente evacuada e onde, de acordo com a sua versão, existiam indícios de atividade do grupo xiita libanês apoiado pelo Irão.</P><br />
<P>Afirmaram que o ataque ocorreu após a identificação do veículo e perante a &#8220;ameaça concreta&#8221; de fogo contra as tropas israelitas destacadas na zona.</P><br />
<P>A operação dirigia-se &#8220;contra o Hezbollah e não contra o exército libanês&#8221;, declarou a força israelita no comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.</P><br />
<P>Acrescentou que o incidente estava a ser investigado e que seriam &#8220;extraídas as lições pertinentes&#8221;.</P><br />
<P>O comando do exército do Líbano também divulgou um comunicado a denunciar que &#8220;uma agressão israelita bárbara&#8221; resultou no &#8220;martírio de dois oficiais, com as patentes de brigadeiro-general e capitão, e de um soldado&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A continuação da agressão israelita brutal, deliberada e repetida contra o Líbano, o seu povo e o exército apenas reforça a nossa resolução, fé e determinação&#8221;, afirmou no comunicado divulgado pela agência de notícias estatal NNA.</P><br />
<P>O comando libanês acusou Israel de, com os ataques, tentar &#8220;frustrar todos os esforços para alcançar uma solução que permita a restauração da estabilidade, um cessar-fogo abrangente e a retirada israelita dos territórios libaneses ocupados&#8221;.</P><br />
<P>Os ataques israelitas não cessaram ao longo da noite e da manhã de hoje no sul libanês, onde se registaram bombardeamentos em quase todos os distritos, como Nabatieh, Sídon, Tiro, Jezzine, Marjayoun e Bint Jbeil.</P><br />
<P>O exército libanês não participa na atual guerra entre Israel e o Hezbollah, embora tenha sido alvo de diversos ataques desde o início do conflito, há já três meses.</P><br />
<P>As forças armadas libanesas são consideradas a espinha dorsal de qualquer futura solução negociada para a situação atual, uma vez que ficariam encarregadas de implementar um potencial desarmamento do Hezbollah e de o substituir nas zonas que controla.</P><br />
<P>O Líbano e Israel concordaram na quarta-feira com um cessar-fogo condicionado ao fim dos ataques do Hezbollah, que já rejeitou a proposta e voltou a apelar às autoridades libanesas para abandonarem as negociações.</P><br />
<P>O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no início de março, ao atacar Israel para vingar a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, no início da ofensiva israelo-americanas contra o Irão.</P><br />
<P>Os ataques israelitas contra o Líbano provocaram mais de 3.560 mortos desde então, de acordo com o mais recente balanço das autoridades.</P><br />
<P>Do lado israelita, 27 soldados e um trabalhador civil contratado morreram no Líbano, segundo dados oficiais citados pela agência de notícias France-Presse (AFP).</P><br />
<P>Teerão exige que qualquer acordo com Washington para terminar a guerra inclua o fim das hostilidades na frente libanesa, com a retirada das forças israelitas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773014]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Petróleo poderá atingir 96 dólares por barril com reabertura de Ormuz &#8211; Rosneft</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 10:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O preço do petróleo poderá atingir até 96 dólares (cerca de 83 euros) por barril até ao final do ano, se o estreito de Ormuz for reaberto agora, defendeu o responsável pela maior petrolífera russa Rosneft, Igor Sechin.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O preço do petróleo poderá atingir até 96 dólares (cerca de 83 euros) por barril até ao final do ano, se o estreito de Ormuz for reaberto agora, defendeu o responsável pela maior petrolífera russa Rosneft, Igor Sechin.</P><br />
<P>&#8220;Se as restrições forem levantadas agora, é possível que, até ao final do ano, o preço médio por barril ronde os 95 a 96 dólares&#8221;, afirmou Sechin, no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo. </P><br />
<P>Igor Sechin explicou que são precisos, pelo menos, seis meses para que o &#8220;ritmo positivo&#8221; seja restabelecido.  </P><br />
<P>Um ano depois, o preço deverá rondar os 80-85 dólares (69-73 euros), antecipou. </P><br />
<P>Por outro lado, avisou que os sete milhões de barris de crude russo destinados à exportação forem sancionados devido à guerra na Ucrânia, o preço poderá chegar aos 250 dólares (cerca de 216 euros).</P><br />
<P>Na sexta-feira, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), uma referência nos EUA, recuou 2,69% ficando acima dos 90 dólares (quase 78 euros) por barril. </P><br />
<P>Já Brent, referência na Europa, baixou mais de 2% para 93 dólares (80,28 euros) por barril. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773013]]></sapo:autor>
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		<title>10 Junho: Presidente da República convida Grão-Duques do Luxemburgo a visitar Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 10:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente da República convidou hoje os Grão-Duques do Luxemburgo a visitarem Portugal e salientou o papel da comunidade lusa no país, considerando-a "uma parte indissociável da própria identidade do Luxemburgo".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Sara Madeira (texto) e Tiago Petinga (fotos), enviados da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Luxemburgo, 06 jun 2026 (Lusa) &#8212; O Presidente da República convidou hoje os Grão-Duques do Luxemburgo a visitarem Portugal e salientou o papel da comunidade lusa no país, considerando-a &#8220;uma parte indissociável da própria identidade do Luxemburgo&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Neste contexto, a escolha do Luxemburgo para as celebrações oficiais do primeiro Dia Nacional do meu mandato foi evidente. Aqui reside uma das comunidades mais importantes e mais dinâmicas da nossa diáspora&#8221;, afirmou António José Seguro, no discurso que proferiu no almoço com os Grão-Duques, distribuído à comunicação social.</P><br />
<P>No dia em que visita oficialmente o Luxemburgo, o chefe de Estado português agradeceu ao Grão-Duque o empenho cívico nas relações bilaterais entre os dois países.</P><br />
<P>&#8220;Hoje, a comunidade portuguesa já não é apenas uma comunidade de imigrantes; constitui uma parte indissociável da própria identidade do Luxemburgo&#8221;, frisou, classificando-a como &#8220;uma ponte entre os dois países&#8221;.</P><br />
<P>Seguro disse que, tal como acontece com os seus compatriotas, também ele se sente em casa desde sexta-feira, quando chegou ao país, numa deslocação que se estende até domingo e marca o arranque das comemorações do Dia de Portugal.</P><br />
<P>&#8220;Tenho a certeza de que o mesmo acontece quando Vossas Altezas estão em Portugal e espero ter o prazer de as receber em breve. Será para nós uma enorme honra e um grande prazer&#8221;, convidou.</P><br />
<P>Tanto Seguro como o Grão-Duque salientaram os 135 anos de relações diplomáticas entre os dois países.</P><br />
<P>&#8220;As excelentes relações entre os nossos dois países assentam em valores comuns, numa visão partilhada da Europa e numa estreita cooperação no seio das instituições europeias e internacionais&#8221;, disse o Presidente da República.</P><br />
<P>No almoço, o Grão-Duque do Luxemburgo destacou que Seguro tenha escolhido o país para &#8220;uma das suas primeiras visitas ao estrangeiro desde a sua eleição para a Presidência da República Portuguesa&#8221; (depois de Espanha e Itália).</P><br />
<P>&#8220;No Luxemburgo, esta celebração assume um sentido profundo, dado o lugar essencial que a comunidade portuguesa ocupa na vida do nosso país. Pelo seu trabalho, empenho e riqueza cultural, contribui há gerações para o dinamismo e a diversidade da nossa sociedade&#8221;, elogiou, apontando a língua portuguesa como &#8220;uma das mais faladas&#8221; no país, incluindo até no Palácio Ducal.</P><br />
<P>Destacando que os portugueses representam 13% da população do Luxemburgo (se contados os que têm apenas nacionalidade portuguesa), o Grão-Duque sublinhou &#8220;um movimento mais recente, mas igualmente significativo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O dos luxemburgueses que escolhem Portugal como país de residência. São atualmente mais de 1.500, aos quais se juntam todos os anos várias centenas de estudantes. Este fenómeno testemunha uma relação verdadeiramente recíproca, assente tanto na atratividade do seu país como numa confiança mútua&#8221;, disse.</P><br />
<P>O Grão-Duque realçou que ele próprio descende de uma Princesa portuguesa e apontou o &#8220;rápido desenvolvimento das empresas tecnológicas&#8221; nos dois países.</P><br />
<P>&#8220;Faço votos de que os próximos anos vejam as nossas relações reforçarem-se ainda mais, em benefício dos nossos dois países e da Europa que construímos dia após dia&#8221;, desejou.</P><br />
<P>Esta é também a primeira visita oficial que o Grão-Duque recebe desde que assumiu o trono em outubro de 2025 e vai juntar-se, no domingo, ao encontro do Presidente da República e do primeiro-ministro, Luís Montenegro, com a comunidade portuguesa.</P><br />
<P>Antes do almoço, o programa da visita oficial começou com a cerimónia de boas-vindas no Palácio Ducal ao Presidente da República e a sua mulher, Margarida Maldonado Freitas, com honras militares.</P><br />
<P>Este será o primeiro Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas assinalado no Luxemburgo e também o primeiro que Seguro e Montenegro celebram juntos.</P><br />
<P>As comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas prosseguirão depois em território nacional na ilha Terceira (Açores) nos dias 09 e 10 de junho.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773010]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>E se os fantasmas começarem no cérebro? A explicação científica para as experiências paranormais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 10:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[fantasmas]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[Ver um fantasma pode parecer uma experiência impossível de explicar. Mas há investigadores que defendem que, em muitos casos, o cérebro pode estar apenas a tentar dar sentido a sinais ambíguos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ver um fantasma pode parecer uma experiência impossível de explicar. Mas há investigadores que defendem que, em muitos casos, o cérebro pode estar apenas a tentar dar sentido a sinais ambíguos. Num artigo divulgado pelo &#8216;Daily Mail&#8217;, a professora Melissa Maffeo, da Wake Forest University, nos Estados Unidos, aponta três fatores que podem tornar algumas pessoas mais propensas a experiências paranormais: o ambiente, pequenos desencontros neurológicos e certos traços de personalidade.</p>
<p>A questão está longe de ser marginal. Os dados citados pelo tabloide britânico indicam que cerca de um terço das pessoas em Inglaterra acredita em fantasmas. Para a especialista, isso não significa necessariamente que haja algo sobrenatural em jogo. Significa, antes, que o cérebro humano pode interpretar de forma extraordinária estímulos que têm uma origem perfeitamente comum.</p>
<p>“Talvez uma tempestade perfeita de fatores do dia a dia possa convergir e desencadear a sensação de uma experiência paranormal”, escreveu Melissa Maffeo. A ideia central é simples: quando uma pessoa já acredita em fantasmas e se encontra perante uma sensação estranha, o cérebro pode preencher as lacunas com a explicação que lhe parece mais familiar.</p>
<p>O primeiro fator está no ambiente. Programas de caça-fantasmas costumam usar aparelhos para medir campos eletromagnéticos, zonas invisíveis de energia criadas por partículas eletricamente carregadas. Estudos realizados em locais associados a relatos de assombrações, como as caves de Edimburgo ou o Hampton Court Palace, em Inglaterra, encontraram variações maiores desses campos em áreas com histórico de fenómenos inexplicados.</p>
<p>A professora admite que algumas pessoas podem estar a sentir essas alterações ambientais e a atribuí-las a uma presença sobrenatural. A pergunta, diz, é saber se foi “o fantasma” que causou a alteração eletromagnética ou se foi essa alteração que ajudou a criar a sensação de fantasma.</p>
<p>Ainda assim, a relação não está provada. Um grupo de investigadores chegou a criar uma “sala assombrada”, variando diferentes frequências de campos eletromagnéticos, para perceber se os participantes sentiam algo invulgar. Houve relatos de tonturas, sensação de separação do corpo e perceção de uma presença, mas essas experiências não corresponderam de forma clara às alterações ambientais feitas pelos investigadores.</p>
<p><strong>Quando o cérebro acorda antes do corpo</strong></p>
<p>A segunda explicação passa pelo cérebro. Melissa Maffeo destaca o papel da junção temporoparietal, uma zona cerebral envolvida na sensação de que habitamos o nosso próprio corpo. Quando esta perceção falha ou se baralha, podem surgir sensações estranhas, incluindo a impressão de estar fora do corpo ou de haver outra presença por perto.</p>
<p>Um dos exemplos mais conhecidos é a paralisia do sono. Durante a fase REM, em que ocorrem muitos dos sonhos mais vívidos, o cérebro bloqueia os movimentos dos músculos para impedir que a pessoa “represente” fisicamente aquilo que está a sonhar. É um mecanismo de proteção. Mas há quem acorde durante essa fase e perceba que não se consegue mexer.</p>
<p>Nesses momentos, a pessoa pode continuar a ter imagens, sons ou sensações vindas do sonho, ao mesmo tempo que já está parcialmente consciente. A mistura pode ser assustadora. Como falta informação sensorial coerente, o medo ajuda a transformar fragmentos do sonho em algo que parece real. É por isso que muitas pessoas descrevem uma sombra, uma figura no quarto ou uma presença junto à cama.</p>
<p>Aqui, o fantasma pode ser menos uma aparição e mais um erro de sincronização: o cérebro já acordou, mas o corpo ainda está preso ao estado de sono.</p>
<p><strong>Acreditar pode fazer a diferença</strong></p>
<p>O terceiro fator está na personalidade e nas crenças. Segundo a especialista, há investigação que sugere que pessoas com determinados traços são mais propensas a acreditar no paranormal. Entre eles estão a tendência para sentir presenças, ter pensamentos mais distorcidos ou adotar crenças mágicas, um conjunto de características frequentemente associado à chamada esquizotipia.</p>
<p>Isto não significa, por si só, doença mental. Significa que algumas pessoas podem estar mais predispostas a interpretar acontecimentos ambíguos como sinais de algo sobrenatural. Quando essa predisposição se cruza com uma sensação física estranha, uma noite mal dormida ou um ambiente carregado de estímulos, a experiência pode parecer muito convincente.</p>
<p>A própria Melissa Maffeo resume esta ideia com uma imagem eficaz: a crença no paranormal pode ser a “cola” que junta os vários fatores e transforma uma sensação invulgar na perceção de um fantasma. A crença, sozinha, pode não bastar. Mas combinada com estímulos ambientais, falhas neurológicas ou certos traços psicológicos, pode tornar a experiência muito real para quem a vive.</p>
<p><strong>As casas antigas também ajudam à história</strong></p>
<p>O &#8216;Daily Mail&#8217; recorda ainda outro estudo, publicado este ano, que apontou para uma explicação curiosa para algumas sensações em edifícios antigos: o infrassom. Trata-se de som de frequência muito baixa, que os humanos normalmente não conseguem ouvir, mas que pode ser produzido por canalizações envelhecidas, sistemas de ventilação ou estruturas antigas.</p>
<p>Investigadores da MacEwan University, no Canadá, defenderam que uma breve exposição a infrassons pode alterar o humor e aumentar os níveis de cortisol, a hormona associada ao stress. Numa casa supostamente assombrada, essa agitação sem causa visível pode facilmente ser interpretada como uma presença sobrenatural.</p>
<p>O professor Rodney Schmaltz, um dos autores do estudo, dá o exemplo de alguém que entra num edifício antigo, se sente inquieto e não vê nem ouve nada de invulgar. Se já lhe disseram que o local é assombrado, essa sensação pode ser atribuída a um fantasma. Na prática, pode tratar-se apenas de vibrações de baixa frequência vindas de canos ou sistemas de ventilação.</p>
<p>É aqui que a ciência torna a história mais interessante, não menos. Em vez de se limitar a dizer que os fantasmas não existem, tenta perceber porque é que tantas pessoas têm experiências que lhes parecem reais. E a resposta pode estar na forma como o cérebro junta ambiente, medo, memória, sono e crença.</p>
<p>No fim, a pergunta talvez não seja apenas “viu um fantasma?”. Talvez seja também: estava num lugar estranho, acreditava no paranormal, dormiu mal ou sentiu algo que o corpo não conseguiu explicar? Para a ciência, é nessa combinação que muitas assombrações podem começar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772004]]></sapo:autor>
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		<title>Accenture rejeita irregularidades após condenação a multa pela Concorrência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 09:52:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A consultora Accenture rejeitou "categoricamente quaisquer alegações de irregularidade", após o anúncio pela Autoridade da Concorrência (AdC) de uma multa à empresa e às operadoras Meo, NOS e Vodafone.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A consultora Accenture rejeitou &#8220;categoricamente quaisquer alegações de irregularidade&#8221;, após o anúncio pela Autoridade da Concorrência (AdC) de uma multa à empresa e às operadoras Meo, NOS e Vodafone.</P><br />
<P>&#8220;A Accenture rejeita categoricamente quaisquer alegações de irregularidade e mantém-se convicta de que a sua atuação foi apropriada e em conformidade com a lei&#8221;, indicou fonte oficial, em reposta à Lusa.</P><br />
<P>&#8220;A empresa irá analisar a decisão e ponderar as opções disponíveis de recurso&#8221;, adiantou.</P><br />
<P>A AdC aplicou coimas de 13,35 milhões de euros à Meo, NOS, Vodafone e Accenture, por &#8220;acordo anticoncorrencial nos serviços de televisão por subscrição e na publicidade nas gravações televisivas&#8221;.</P><br />
<P>Em comunicado, a Concorrência explica que o &#8220;acordo levou a uma abordagem concertada por parte dos três maiores operadores de telecomunicações a operar no mercado nacional, em conjunto com uma empresa consultora, tendo determinado que os clientes ficassem, em geral, sem possibilidade efetiva de mudança de operador perante a degradação simultânea e concertada do serviço de televisão por subscrição, ainda que insatisfeitos com a introdução de publicidade no serviço de gravações&#8221;.</P><br />
<P>Sem identificar o nome das visadas, a decisão é referente à nota de ilicitude de dezembro de 2021, quando a AdC acusou as operadoras Meo, NOS e Vodafone e a consultora Accenture de restringirem a concorrência &#8220;ao combinarem entre si a inserção de 30 segundos de publicidade&#8221; para o acesso a gravações automáticas de televisão.</P><br />
<P>De acordo com a informação divulgada hoje, &#8220;a decisão da AdC resulta na aplicação de coimas no valor total de 13.351.000 euros às quatro empresas, uma das quais recorreu ao procedimento de transação, abdicando de litigar a imputação factual e procedendo ao pagamento voluntário da coima&#8221;.</P><br />
<P>A abertura do processo teve origem em informação divulgada em agosto de 2020 pela comunicação social, que mencionava a implementação de uma iniciativa conjunta e coordenada entre os três maiores operadores de televisão por subscrição, contando com o suporte tecnológico e operacional de uma empresa consultora, explica a entidade liderada por Nuno Cunha Rodrigues.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773005]]></sapo:autor>
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		<title>OPEP+ avalia este domingo ajustamentos à produção de petróleo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 09:30:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A OPEP+, que integra 21 países produtores de petróleo, vai avaliar este domingo eventuais ajustamentos aos níveis de produção a curto e médio prazo, com o mercado afetado pelo bloqueio do estreito de Ormuz.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A OPEP+, que integra 21 países produtores de petróleo, vai avaliar este domingo eventuais ajustamentos aos níveis de produção a curto e médio prazo, com o mercado afetado pelo bloqueio do estreito de Ormuz.</P><br />
<P>O grupo, liderado pela Arábia Saudita e pela Rússia, tem vindo a aumentar gradualmente a produção desde há um ano. </P><br />
<P>No mês passado, deu &#8216;luz verde&#8217; a um aumento de 188.000 barris por dia, o primeiro ajuste adotado após a saída dos Emirados Árabes Unidos da organização. </P><br />
<P>Contudo, em 2023, tinha sido adotado um corte voluntário de 1,65 milhões de barris por dia para controlar os preços do crude.</P><br />
<P>Segundo a agência espanhola EFE, os ministros com a pasta do petróleo da Venezuela, Irão e da Líbia também se vão juntar à reunião da OPEP+, mas estão isentos do compromisso de limitar a produção.</P><br />
<P>O bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, e a consequente guerra comercial entre os EUA e o Irão têm afetado o preço do crude. </P><br />
<P>Ainda assim, na sexta-feira, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), uma referência nos EUA, recuou 2,69% ficando acima dos 90 dólares (quase 78 euros) por barril. </P><br />
<P>Já o Brent, referência na Europa, baixou mais de 2% para 93 dólares (80,28 euros) por barril. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773003]]></sapo:autor>
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		<title>Para/Espanha: Leão XIV diz que abusos na Igreja são &#8220;chaga ainda aberta&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 09:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Papa disse hoje que os abusos sexuais "são uma chaga ainda aberta" e que vai continuar a trabalhar pessoalmente, assim como toda a Igreja, neste problema.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Papa disse hoje que os abusos sexuais &#8220;são uma chaga ainda aberta&#8221; e que vai continuar a trabalhar pessoalmente, assim como toda a Igreja, neste problema.</P><br />
<P>&#8220;Sublinho o facto de que eu pessoalmente trabalhei sempre para instituir comissões, para fazer regras e continuarei a fazê-lo, também toda a Igreja, porque é uma chaga ainda aberta&#8221;, disse Leão XIV, citado por jornalistas que viajaram hoje com o Papa no avião que o levou de Roma a Madrid.</P><br />
<P>O Papa respondeu assim a questões sobre os abusos sexuais no seio da Igreja Católica em Espanha e confirmou que se vai encontrar com vítimas durante a viagem de sete dias que iniciou hoje ao país.</P><br />
<P>Leão XIV aterrou no aeroporto Adolfo Suárez/Barajas, de Madrid, pouco antes das 10:15 locais (09:15 em Lisboa) e foi recebido, ao descer do avião, pelos Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, e pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, assim como por outras autoridades políticas e da Igreja Católica.</P><br />
<P>Além de Madrid, a visita do Papa a Espanha inclui passagens por Barcelona e pelas Canárias, onde Leão XIV vai concretizar o desejo do antecessor Francisco de ir a estas ilhas, que que lidam diariamente com a chegada de migrantes em embarcações precárias oriundas de África, conhecidas como &#8216;pateras&#8217; ou &#8216;cayucos&#8217;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773002]]></sapo:autor>
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		<title>O leilão online que correu demasiado bem: paga 20 euros por uma torre de computador e o que encontra lá dentro era precioso&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 09:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Computador]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Leilão]]></category>
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					<description><![CDATA[Comprar online pode ser uma lotaria, sobretudo quando a compra é feita fora dos sites oficiais ou em leilões de produtos usados]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Comprar online pode ser uma lotaria, sobretudo quando a compra é feita fora dos sites oficiais ou em leilões de produtos usados. Normalmente, o risco está do lado do comprador: o produto pode chegar danificado, incompleto ou muito diferente do anunciado. Mas há exceções em que o erro joga a favor de quem compra.</p>
<p>Foi o que aconteceu com um utilizador do Reddit, cuja história foi destacada pelo &#8216;El Economista&#8217;. O homem procurava apenas uma torre de computador simples e barata para começar um projeto de montagem de PC. Acabou por comprar, num leilão online, aquilo que parecia ser uma caixa antiga por 23,5 dólares, cerca de 20 euros.</p>
<p>Quando a encomenda chegou, percebeu logo que havia algo estranho. O pacote pesava muito mais do que seria normal para uma simples caixa vazia de computador. Ao abrir a embalagem, a surpresa foi a melhor possível: em vez de uma torre usada sem componentes, encontrou um computador completo e com hardware de alto desempenho.</p>
<p>A imagem partilhada pelo comprador mostrava uma motherboard TRX40 AORUS Pro WiFi, um processador AMD Ryzen Threadripper 3960X de 24 núcleos, 256 GB de RAM e uma placa gráfica NVIDIA GeForce RTX 3080 Ti. Só alguns destes componentes podem valer mais de 1.000 dólares, cerca de 850 euros, o que transforma a compra numa verdadeira descoberta tecnológica por uma fração mínima do valor real.</p>
<p>De acordo com o &#8216;El Economista&#8217;, o segredo esteve no próprio anúncio. As imagens eram pouco esclarecedoras e mostravam apenas a caixa dentro de outra caixa de cartão, além de uma fotografia de catálogo. Nada indicava que, no interior, estivesse escondido um computador completo e muito mais valioso do que o preço sugeria.</p>
<p>A história tornou-se rapidamente num daqueles casos que alimentam a esperança de qualquer comprador em leilões online: a possibilidade improvável de pagar por sucata e receber um tesouro. Na maior parte das vezes, comprar usado exige cautela, verificação e alguma desconfiança. Mas, desta vez, a falta de detalhe no anúncio acabou por transformar uma compra de 20 euros numa das melhores pechinchas que um entusiasta de informática poderia imaginar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772013]]></sapo:autor>
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		<title>Papa/Espanha: Leão XIV chega a Madrid para visita de sete dias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 08:50:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Papa chegou hoje a Madrid para uma visita de uma semana a Espanha que o levará também a Barcelona e às ilhas Canárias e que tem a imigração no centro da agenda.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Papa chegou hoje a Madrid para uma visita de uma semana a Espanha que o levará também a Barcelona e às ilhas Canárias e que tem a imigração no centro da agenda.</P><br />
<P>Leão XIV aterrou no aeroporto Adolfo Suárez/Barajas, de Madrid, pouco antes das 10:15 locais (09:15 em Lisboa) e foi recebido, ao descer do avião, pelos Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, e pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, assim como por outras autoridades políticas e da Igreja Católica no país.</P><br />
<P>O Papa e as autoridades seguiram depois em direção ao Palácio Real de Madrid, onde Leão XIV será recebido numa cerimónia com honras de Estado.</P><br />
<P>Durante a tarde, visitará um centro da Caritas que trabalha com pessoas em situação de sem-abrigo e, à noite, fará uma vigília com jovens no centro de Madrid em que são esperadas centenas de milhares de pessoas.</P><br />
<P>Esta é a primeira visita de um Papa a Espanha em 15 anos e esta &#8220;viagem apostólica&#8221; tem uma carga política inédita, que inclui um discurso no parlamento nacional, na segunda-feira, e dois dias dedicados à imigração e ao fenómeno das &#8216;pateras&#8217;, em 11 de 12 de junho, durante a deslocação às ilhas Canárias.</P><br />
<P>A agenda da visita tem, além da dimensão puramente religiosa, uma componente institucional e de Estado, com encontros e eventos oficiais com a Família Real e o Governo, assim como uma dimensão social (focada no acolhimento e integração de imigrantes, de pessoas em situação de sem-abrigo e presos) e outra dimensão cultural, centrada em Barcelona e na obra de Antoni Gaudí, o arquiteto da Sagrada Família, que é desde este ano o templo católico mais alto do mundo.</P><br />
<P>Nas Canárias, Leão XIV vai concretizar o desejo do antecessor Francisco de ir a estas ilhas, que que lidam diariamente com a chegada de migrantes em embarcações precárias oriundas de África, conhecidas como &#8216;pateras&#8217; ou &#8216;cayucos&#8217;.</P><br />
<P>Em 2025, dados oficiais indicaram terem chegado 17.788 pessoas em &#8216;pateras&#8217; às Canárias, depois dos recordes de 2023 e 2024, quando foram 39.910 e 46.843, respetivamente. Outras 3.100 morreram no mar no ano passado, de acordo com a organização não-governamental (ONG) Caminando Fronteras, que classifica a &#8220;rota das Canárias&#8221; a rota de imigração mais mortal do mundo.</P></p>
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