O primeiro-ministro afirmou que a saída do ministro das Finanças, Mário Centeno, no Verão «apenas se dizia». «Tal como não estava garantido que fosse, continua a não estar», continuou António Costa, em entrevista à rádio “Observador”, nesta terça-feira.
«Se e quando houver alteração no Governo serei eu a decidir e a comunicar», vincou o chefe do Governo, acrescentando que «aquilo em que devemos concentrar toda a nossa atenção é em continuar a fazer o nosso melhor para estancar esta pandemia e para retomar a normalidade».
Mais à frente, Costa afirmou que não existe nenhum cargo político que não seja «a prazo». Mas que «não vale a pena especular sobre o futuro dos ministros ou sobre o meu próprio futuro».
Por outro lado, e numa altura em que Portugal se vê confrontado com uma conjuntura de congelamento da economia, o Governo continua sem dizer nada sobre quem será o substituto de Carlos Costa, que lidera o Banco de Portugal há uma década. «Devemos respeitar o mandato do actual governador até ao final», defendeu o primeiro-ministro, sublinhando que os contactos serão realizados «no seu devido tempo».
Carlos Costa, recorde-se, iniciou o primeiro mandato (de cinco anos) a 7 de Junho de 2010 e o segundo mandato a 10 de Julho de 2015.
*Notícia actualizada às 10:18














