Marta Temido garantiu que Portugal está preparado para enfrentar um cenário semelhante ao italiano, o país mais afectado pelo coronavírus na Europa. “Neste momento, estamos numa fase que se designa de contenção alargada: estamos preparados para um cenário igual ao que está a acontecer em Itália. O que, de acordo com uma previsão de risco normal, é provável que aconteça”, afirmou a ministra da Saúde, em entrevista à SIC Notícias.
“Aliás, o Centro Europeu para o Controlo de Doenças diz exatamente isso, que os países europeus se devem preparar para um contexto semelhante àquele que a Itália está a viver neste momento”, sublinhou Marta Temido.
Concretamente, isto significa que “passámos da fase em que temos ainda os hospitais de primeira linha e, sobretudo, o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, como laboratório de referência a realizar a totalidade das análises, para uma fase em que temos mais hospitais do que os primeiros três, temos já 10 hospitais preparados para entrar, se for necessário, em modo de acolhimento de doentes, e temos mais capacidade laboratorial para responder àquilo que neste momento é a situação que já temos: um maior número de casos a surgir de hora a hora, para serem validados”.
Encerramento de escolas e fronteiras são “medidas extremas”, diz ministra da Saúde
Ainda durante a entrevista, a ministra da Saúde
classificou de “medidas extremas” o encerramento de escolas e fronteiras como forma de conter a propagação do coronavírus. Portugal só irá adoptar este tipo de medidas “se se justificar”, explicou.
“São sempre medidas extremas, qualquer uma dessas duas medidas, sobretudo o encerramento de fronteiras. De que fronteiras falamos? Aéreas, marítimas, terrestres? Em relação a [encerramento de] escolas, a França já fez isso, porque houve meninos em algumas comunidades onde foram identificados casos. Foi uma medida tomada provisoriamente durante algum tempo. Se se justificar [pode ser adoptado]”, concluiu.



