A Constelação do Atlântico, iniciativa promovida pelo CEiiA e pela Força Aérea Portuguesa, estabeleceu uma parceria estratégica com o Japão para desenvolver novas capacidades de resposta a eventos climáticos extremos e situações de catástrofe, recorrendo a tecnologia espacial.
A iniciativa portuguesa, que conta ainda com os parceiros CTI Aeroespacial, N3O e Geosat, pretende reforçar a capacidade nacional de antecipar, monitorizar e responder a fenómenos como os incêndios florestais, numa altura em que estes voltam a representar um dos maiores desafios para o país.
No âmbito desta colaboração foi assinado um Memorando de Entendimento (MoU) entre a New Space Alliances — plataforma criada na sequência do trabalho desenvolvido pelo CEiiA e pela Força Aérea Portuguesa no âmbito da Constelação do Atlântico e do Atlantic Data Hub — e a SPACETIDE, organização que funciona como um hub neutro para a indústria espacial japonesa.
O acordo estabelece um quadro de cooperação para o desenvolvimento de soluções espaciais direcionadas para a monitorização e gestão de eventos climáticos extremos, prevendo igualmente a criação de um Space Hub no Japão.
Segundo os promotores, a parceria permitirá integrar novas competências, conhecimento e capacidade tecnológica na Constelação do Atlântico, reforçando a utilização de dados de observação da Terra e de plataformas digitais para apoiar a prevenção, a gestão de emergências e a tomada de decisão em áreas como os incêndios, a proteção civil, a segurança e a resiliência dos territórios.
“A assinatura deste MoU representa muito mais do que uma parceria entre duas organizações. É a criação de uma ponte estratégica com o Japão para desenvolver soluções espaciais capazes de dar resposta a desafios globais. Num momento em que os fenómenos climáticos extremos exigem maior capacidade de antecipação e resposta, a cooperação internacional torna-se um fator crítico para transformar tecnologia espacial em impacto económico e social”, afirma Emir Sirage, diretor da área do Espaço do CEiiA, em representação da New Space Alliances.
Também François Poncin, COO da SPACETIDE, destaca o potencial da colaboração entre os dois países. “O Japão e Portugal enfrentam desafios comuns e dispõem de capacidades altamente complementares. Esta parceria permitirá aproximar empresas, investigadores e investidores, acelerar projetos conjuntos e criar novas oportunidades para que a inovação espacial responda às necessidades da sociedade. O futuro Space Hub no Japão será um elemento central desta visão de cooperação”, refere.
O memorando foi formalmente assinado por Masayasu Ichida, CEO da SPACETIDE.














