Cavalaria elétrica na Ucrânia: e-bikes têm sido usadas com sucesso pelo exército ucraniano

Motocicletas entraram no campo de batalha pela primeira vez na I Guerra Mundial e provaram seu valor por serem baratas, rápidas e capazes de serem usadas em terrenos lamacentos onde os veículos militares mais pesados ​​afundavam

Francisco Laranjeira

As tropas ucranianas estão a inaugurar uma nova era de táticas nos campos de batalha através de poderosas bicicletas elétricas projetadas localmente.

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Daniel Tonkopi, cofundador da Delfast, uma empresa ucraniana-americana que fabricou o veículo, confirmou, na rede social ‘Facebook’, a 16 de maio último, que as e-bikes da empresa estão a ser usadas pelos militares ucranianos. Tonkopi afirmou que os combatentes usaram as bicicletas movidas a bateria para pelo menos um ataque a veículos blindados russos, no qual três bicicletas regressaram “com buracos” de um combate “muito quente”.

As motocicletas entraram no campo de batalha pela primeira vez na I Guerra Mundial e provaram seu valor por serem baratas, rápidas e capazes de serem usadas em terrenos lamacentos onde os veículos militares mais pesados ​​afundavam. Atualmente, vários exércitos, incluindo os Estados Unidos, pesquisam ativamente o potencial das bicicletas elétricas na guerra.

A principal vantagem das e-bikes é a sua discrição. Para equipas de forças especiais, que muitas vezes são lançadas em território inimigo e precisam de se posicionar, a nova tecnologia oferece uma maneira de cobrir silenciosamente grandes distâncias e, em seguida, fugir de situações das quais as equipas antes teriam de atirar para sair. As bicicletas elétricas não emitem cheiro, podem esperar prontas em completo silêncio pelas operações de “atirar e fugir” e podem passar por caminhos florestais onde a maioria dos veículos não consegue seguir.

As e-bikes Eleek têm um alcance máximo de 150 quilómetros, pesam 70 quilos e levam cerca de 5 horas para recarregar. O longo tempo de recarga e o alto custo ainda são as principais desvantagens das e-bikes em relação às suas ancestrais movidas a gasolina.

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Um vídeo recente mostrou um combatente da Legião Georgiana, que atualmente está a lutar ao lado das forças ucranianas, a acelerar ao longo de uma estrada. Para o comandante, em declarações aos jornalistas, as suas unidades de franco-atiradores agora a operar no leste da Ucrânia “têm de ir e sair rápido” na dinâmica de combate que se desenrola atualmente no Donbass. “Então, precisamos de bicicletas elétricas”, explicou.

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