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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Telegram, fogo posto e espionagem: investigação expõe alegada rede ligada ao Irão a recrutar na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 13:37:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Fingindo ser jovens utilizadores da plataforma a viver em Londres, jornalistas da 'CNN' encontraram contas que operavam à vista de todos e que prometiam pagamentos em troca de tarefas clandestinas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma investigação da &#8216;CNN&#8217; revela como canais no Telegram se apresentam como serviços secretos iranianos e tentam recrutar utilizadores para ações de vigilância, propaganda e potencial violência contra interesses israelitas e locais ligados à comunidade judaica na Europa.</p>
<p>Fingindo ser jovens utilizadores da plataforma a viver em Londres, jornalistas da &#8216;CNN&#8217; encontraram contas que operavam à vista de todos e que prometiam pagamentos em troca de tarefas clandestinas.</p>
<p>Num dos canais, uma publicação escrita em inglês e hebraico anunciava a procura de “agentes bem pagos num ambiente totalmente seguro e profissional, com monitorização e apoio 24 horas por dia, 7 dias por semana”.</p>
<p>Noutra troca de mensagens, a conta “VIPEmployment” afirmou procurar “contratar qualquer pessoa capaz de prejudicar os interesses ou indivíduos israelitas”.</p>
<p><strong>Ataques incendiários contra locais judaicos</strong></p>
<p>A investigação surge num momento de forte preocupação no Reino Unido e noutros países europeus, depois de vários ataques incendiários contra locais ligados à comunidade judaica.</p>
<p>Entre os alvos esteve a Sinagoga Kenton United, no noroeste de Londres, atingida por uma aparente bomba incendiária atirada por uma janela durante a noite.</p>
<p>Dez dias depois do ataque, as marcas das chamas ainda eram visíveis na sala médica da sinagoga: paredes carbonizadas, uma porta parcialmente derretida e um cheiro a fumo ainda persistente.</p>
<p>“É apenas a sala médica. Podemos substituí-la, podemos redecorar”, afirmou o rabino Yehuda Black. “Mas o que poderia ter acontecido — isso que é realmente difícil.”</p>
<p><strong>Grupo obscuro reivindica pelo menos 17 incidentes</strong></p>
<p>Segundo a &#8216;CNN Portugal&#8217;, pelo menos 17 incidentes foram reivindicados por um grupo online obscuro que se autodenomina Harakat Ashab al-Yamin al-Islamia, ou HAYI, traduzido aproximadamente como “O Movimento Islâmico dos Companheiros da Direita”.</p>
<p>O grupo surgiu online em março e afirma ter como alvo interesses “sionistas”.</p>
<p>A investigação encontrou ligações aparentes entre o HAYI e um grupo paramilitar xiita apoiado pelo Irão. Também identificou contas nas redes sociais que parecem procurar recrutar pessoas para vigiar, intimidar ou atacar locais associados à comunidade judaica na Europa.</p>
<p><strong>Dinheiro em troca de tarefas clandestinas</strong></p>
<p>Numa das interações, um utilizador identificado como Sina ofereceu dinheiro para a afixação de cartazes em Londres contra o presidente americano, Donald Trump, e contra a guerra entre os EUA, Israel e o Irão.</p>
<p>Nas mensagens, o contacto chegou a aconselhar que a tarefa fosse feita num local “onde não haja câmaras de segurança”. A &#8216;CNN&#8217; decidiu encerrar as conversas nesse ponto e sublinha que não conseguiu confirmar uma ligação direta entre aquelas contas e o Estado iraniano ou os seus representantes.</p>
<p>Ainda assim, as mensagens mostram como utilizadores das redes sociais à procura de rendimento clandestino podem ser atraídos para ações de propaganda, vigilância ou violência.</p>
<p><strong>Especialistas apontam para estrutura em camadas</strong></p>
<p>Especialistas ouvidos pela &#8216;CNN&#8217; admitem que este tipo de interação possa fazer parte de uma estrutura operacional com vários níveis, dirigida em última instância pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão.</p>
<p>“Temos um modelo potencial em que, no topo, estão o IRGC ou organizações ligadas ao IRGC”, afirmou Roger Macmillan, antigo chefe de segurança da Iran International, meio de comunicação da oposição iraniana sediado em Londres.</p>
<p>“Há outro nível que se encarrega do recrutamento e, depois, há o nível mais baixo — os não qualificados, os rufias contratados”, acrescentou.</p>
<p>A própria Iran International foi alvo de um ataque incendiário em abril, também reivindicado pelo HAYI.</p>
<p><strong>Casos semelhantes em Israel</strong></p>
<p>O canal “VIPEmployment” já tinha surgido noutros processos. Autoridades israelitas alegam que uma conta com o mesmo nome foi usada pelo Irão para recrutar cidadãos israelitas para espiar locais e indivíduos sensíveis em troca de dinheiro.</p>
<p>De acordo com acusações apresentadas em Israel, os suspeitos começaram por receber tarefas aparentemente simples, como escrever slogans contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e filmar-se a queimá-los.</p>
<p>Os procuradores alegam que as missões evoluíram para recolha de informações mais sensíveis, incluindo filmagens no interior de um hospital onde o antigo primeiro-ministro Naftali Bennett estava a ser tratado, bem como imagens da sede do Shin Bet, bases militares e outros locais estratégicos.</p>
<p>Num dos casos, um reservista das Forças de Defesa de Israel terá sido incentivado a assassinar o seu comandante em troca de cerca de 33 mil dólares, cerca de 28 mil euros. A alegada missão não foi aceite.</p>
<p>Segundo uma autoridade israelita citada pela &#8216;CNN&#8217;, pelo menos 60 israelitas foram acusados de espionagem a favor do Irão desde 2023.</p>
<p><strong>Londres investiga “violência como serviço”</strong></p>
<p>No Reino Unido, a polícia continua a investigar os ataques reivindicados pelo HAYI e admite estar a analisar se o Irão tem recorrido a intermediários criminosos.</p>
<p>“Estamos a ponderar se esta tática está a ser utilizada aqui em Londres — recrutar violência como um serviço”, afirmou Vicki Evans, vice-comissária adjunta e coordenadora nacional sénior da polícia antiterrorista da Polícia Metropolitana.</p>
<p>“Muitas vezes, os indivíduos que cometem estes crimes não têm qualquer lealdade à causa e estão a receber dinheiro rápido pelos seus crimes”, acrescentou.</p>
<p>O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que as autoridades estão a investigar se um “Estado estrangeiro” poderá estar por trás de alguns dos incidentes.</p>
<p>“A nossa mensagem ao Irão ou a qualquer outro país que possa procurar fomentar a violência, o ódio ou a divisão na sociedade é que isso não será tolerado”, declarou.</p>
<p><strong>Menores acusados em Londres e Antuérpia</strong></p>
<p>Em Londres, um jovem de 17 anos declarou-se culpado de uma acusação de fogo posto sem perigo de vida no ataque à sinagoga de Kenton.</p>
<p>Em tribunal, afirmou que não sabia que o edifício era uma sinagoga e que não nutria ódio pelo povo judeu.</p>
<p>Na Bélgica, o HAYI reivindicou também um incidente em Antuérpia, onde um carro foi incendiado durante a noite num bairro predominantemente judeu.</p>
<p>A advogada de um dos suspeitos, também de 17 anos, disse à &#8216;CNN&#8217; que o jovem tinha recebido a promessa de dinheiro e que serviu apenas como “carne para canhão”.</p>
<p>Os procuradores belgas afirmaram que os dois suspeitos estavam a ser investigados por fogo posto e participação nas atividades de um grupo terrorista.</p>
<p><strong>Alegadas ligações a milícias xiitas iraquianas</strong></p>
<p>As reivindicações dos ataques surgiram inicialmente em canais das redes sociais que, segundo especialistas, estão ligados a grupos xiitas iraquianos. Dois dias antes de o HAYI reivindicar o primeiro ataque, em Liège, na Bélgica, um desses canais fez uma referência ao nome do grupo, escrevendo: “Ashab al-Yamin, em breve…”</p>
<p>Um administrador de um canal associado a grupos iraquianos apoiados pelo Irão confirmou à &#8216;CNN&#8217; que o seu superior mantinha comunicação direta com o HAYI. Uma fonte próxima do grupo paramilitar iraquiano Kataib Hezbollah afirmou ainda que alguns membros do HAYI são iraquianos e que os dois grupos estão ligados.</p>
<p>O Kataib Hezbollah, tal como outros grupos alinhados com Teerão, opera sob comando direto ou indireto da Guarda Revolucionária iraniana.</p>
<p><strong>“Fachada” para negar envolvimento</strong></p>
<p>Para Phillip Smyth, especialista em milícias xiitas, o HAYI funciona provavelmente como uma fachada para o IRGC.</p>
<p>“Parte do apelo disto reside no facto de não terem de depender de redes ideologicamente leais e centrais que os levariam diretamente até eles”, explicou.</p>
<p>Segundo o analista, este modelo permite ao Irão beneficiar da reivindicação indireta dos ataques, mantendo ao mesmo tempo capacidade de negação. “Isto proporciona uma fachada para o que realmente se passa na Europa, de modo que o Irão pode tanto reivindicar a responsabilidade como, simultaneamente, negá-la”, afirmou.</p>
<p>A embaixada iraniana em Londres rejeitou qualquer ligação aos ataques e classificou as acusações como infundadas, sem “provas credíveis”.</p>
<p><strong>MI5 já tinha alertado para ameaça crescente</strong></p>
<p>Mesmo antes desta vaga recente de incidentes, o MI5 já tinha alertado para uma ameaça crescente por parte do Irão.</p>
<p>A agência de inteligência interna britânica afirmou ter desmantelado mais de 20 planos potencialmente letais apoiados pelo Irão no Reino Unido no ano até outubro de 2025.</p>
<p>“Não há dúvida de que estamos a assistir a um aumento da atividade daqueles que apoiam ou são agentes do IRGC”, afirmou Alicia Kearns, ministra-sombra da Segurança Nacional e Proteção do Partido Conservador.</p>
<p>“Eles vão recrutar quem puderem. Quer se trate de alguém que está aborrecido ou à procura de emprego… ou de um criminoso a tempo inteiro”, acrescentou.</p>
<p><strong>Comunidades judaicas reforçam segurança</strong></p>
<p>Embora muitos dos ataques reivindicados pelo HAYI tenham sido executados de forma amadora e não tenham causado feridos ou danos graves, os especialistas receiam uma escalada.</p>
<p>Na sinagoga de Kenton, o rabino Yehuda Black diz que a comunidade está a reforçar medidas de segurança e a tentar seguir em frente.</p>
<p>A sinagoga instalou um alarme de pânico, câmaras de vigilância e portas reforçadas. Os horários dos serviços religiosos e os detalhes de eventos publicados online passaram também a estar protegidos por palavra-passe.</p>
<p>Black foi destacado num vídeo divulgado pelo HAYI, que o descreveu como “instrumento-chave” do sionismo.</p>
<p>Para o rabino, não há dúvidas sobre a natureza dos ataques. “Isto foi puro antissemitismo”, afirmou. “Isto tem de parar.”</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761192]]></sapo:autor>
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		<title>Casas grandes tomam conta do mercado: T3 e T4 já dominam a oferta em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 13:26:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Imovirtual]]></category>
		<category><![CDATA[mercado imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Dados do 'Imovirtual' mostram que os imóveis T3 e T4 representam atualmente 61,6% da oferta disponível, confirmando a forte predominância destas tipologias no mercado nacional]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado imobiliário em Portugal está cada vez mais concentrado em casas de média e grande dimensão, deixando menos espaço para quem procura uma habitação mais pequena.</p>
<p>Dados do &#8216;Imovirtual&#8217; mostram que os imóveis T3 e T4 representam atualmente 61,6% da oferta disponível, confirmando a forte predominância destas tipologias no mercado nacional.</p>
<p>Os T4 lideram a oferta, com 33,9%, seguidos dos T3, que representam 27,7%.</p>
<p>Já as tipologias mais compactas continuam a ter um peso bastante inferior. Os T2 correspondem a apenas 11,1% da oferta e os T1 ficam nos 3,6%.</p>
<p>No total, T1 e T2 somam apenas 14,7% da oferta nacional, um dado que evidencia a escassez de casas mais pequenas no mercado.</p>
<p><strong>Apartamentos dominam, mas também são cada vez maiores</strong></p>
<p>A análise do &#8216;Imovirtual&#8217; mostra também diferenças claras entre apartamentos e moradias.</p>
<p>Os apartamentos representam 60,4% da oferta disponível, enquanto as moradias correspondem a 39,6%.</p>
<p>Ainda assim, mesmo no segmento dos apartamentos, a oferta continua concentrada em tipologias maiores.</p>
<p>Os T3 representam 36,5% dos apartamentos disponíveis e os T4 chegam aos 32,4%.</p>
<p>Nas moradias, o padrão desloca-se ainda mais para casas de grande dimensão, com destaque para os T5+, que representam 43,6% da oferta, e para os T4, com 36,2%.</p>
<p><strong>Porto e Lisboa concentram quase metade da oferta</strong></p>
<p>A oferta imobiliária continua também fortemente concentrada nos principais centros urbanos.</p>
<p>Porto e Lisboa representam, em conjunto, 45,4% da oferta nacional, quase metade do mercado.</p>
<p>O Porto lidera, com 25,4% da oferta disponível, seguido de Lisboa, com 20%.</p>
<p>Setúbal, com 10,4%, e Faro, com 9,6%, surgem depois como os mercados secundários mais relevantes.</p>
<p><strong>Lisboa, Madeira e Faro continuam no topo dos preços</strong></p>
<p>Ao nível dos preços, os valores médios mais elevados continuam concentrados em Lisboa, Ilha da Madeira e Faro.</p>
<p>Lisboa apresenta o preço médio mais elevado, com 621.000 euros.</p>
<p>Segue-se a Ilha da Madeira, com 590.000 euros, e Faro, com 575.000 euros.</p>
<p>Entre os mercados mais acessíveis destacam-se Viseu, com um preço médio de 190.000 euros, e Santarém, onde o valor médio se fixa nos 280.000 euros.</p>
<p><strong>Quanto custa comprar casa por tipologia?</strong></p>
<p>A diferença de preços por tipologia é clara e progressiva.</p>
<p>Um T1 apresenta um preço médio de 219.000 euros.</p>
<p>Um T2 sobe para 275.000 euros.</p>
<p>Um T3 atinge os 336.000 euros.</p>
<p>Um T4 chega aos 435.000 euros.</p>
<p>Já um T5+ fixa-se nos 650.000 euros.</p>
<p><strong>“O desafio não está apenas no preço”</strong></p>
<p>“A oferta disponível mostra um mercado muito concentrado em casas de média e grande dimensão. Esta realidade reduz a diversidade de opções e torna mais difícil encontrar produto adequado para quem procura uma primeira habitação, vive sozinho ou precisa de soluções mais compactas. O desafio não está apenas no preço, mas também no tipo de casa que existe no mercado”, afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.</p>
<p>Os dados apontam para uma transformação estrutural na composição da oferta imobiliária em Portugal.</p>
<p>Mais do que uma questão de preços, o mercado está cada vez mais concentrado em tipologias maiores, reduzindo a disponibilidade de soluções mais compactas e potencialmente mais acessíveis.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761181]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Interferência eletrónica no Estreito de Ormuz baralha navegação marítima: há navios a ‘circular’ a 185 km/h</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 13:20:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[ormuz]]></category>
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					<description><![CDATA[Os sistemas de localização de dezenas de navios no Golfo Pérsico começaram a apresentar dados considerados impossíveis ou incoerentes, numa altura em que aumentam as tensões militares no Estreito de Ormuz após novos ataques do Irão contra países vizinhos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os sistemas de localização de dezenas de navios no Golfo Pérsico começaram a apresentar dados considerados impossíveis ou incoerentes, numa altura em que aumentam as tensões militares no Estreito de Ormuz após novos ataques do Irão contra países vizinhos. A anomalia está a levantar preocupações sobre uma intensificação das operações de guerra eletrónica numa das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás.</p>
<p>Os dados de rastreamento marítimo mostravam cerca de 120 embarcações aparentemente concentradas numa área situada em terra firme, a aproximadamente uma hora de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Ao mesmo tempo, esses navios indicavam velocidades próximas dos 50 nós, sem qualquer alteração real de posição. Outro grupo mais pequeno, com cerca de uma dúzia de embarcações, aparecia perto da fronteira terrestre entre Omã e os Emirados Árabes Unidos, alegadamente a navegar a mais de 100 nós, velocidades incompatíveis com o tráfego marítimo normal.</p>
<p>Especialistas apontam que estas leituras anómalas são um forte indício de interferência deliberada nos sinais de geolocalização dos navios, prática conhecida como “signal jamming”. O fenómeno surgiu poucos dias depois de os Emirados Árabes Unidos terem confirmado a ativação dos seus sistemas de defesa aérea para intercetar mísseis e drones lançados por Teerão, naquele que foi o primeiro ataque iraniano contra o país em quase um mês.</p>
<p>Mark Douglas, analista da Starboard Maritime Intelligence, explicou à Bloomberg que a intensificação da guerra eletrónica deverá estar diretamente relacionada com a deterioração da situação militar na região. Segundo afirmou, é provável que os Emirados Árabes Unidos e outros países do Golfo tenham ativado sistemas eletrónicos de defesa após os ataques recentes do Irão.</p>
<p>“O transporte marítimo, e particularmente os dados AIS, acabaram apanhados no fogo cruzado”, afirmou o especialista, numa referência ao Sistema de Identificação Automática, tecnologia usada pelos navios para transmitir em tempo real a sua posição através de sinais rádio.</p>
<p><strong>Estreito de Ormuz continua praticamente paralisado</strong><br />
Apesar de os atuais níveis de interferência não serem considerados tão severos como os registados no início do conflito, os novos agrupamentos de embarcações em locais improváveis sugerem uma nova subida da atividade de bloqueio eletrónico, depois de um período de relativa diminuição dessas perturbações.</p>
<p>A situação está a dificultar significativamente a monitorização do tráfego marítimo no Golfo e no Estreito de Ormuz, passagem considerada estratégica para os fluxos energéticos globais. Aproximadamente um quinto do petróleo mundial transportado por via marítima atravessa esta zona, o que faz com que qualquer perturbação tenha impacto direto nos mercados internacionais da energia.</p>
<p>Perante o agravamento do risco, vários comandantes de navios começaram também a recorrer a medidas preventivas, como desligar os transponders das embarcações para evitar serem identificados por forças hostis. Dados de rastreamento mostram linhas retas abruptas nos percursos de alguns navios, um sinal normalmente associado à desativação temporária dos sistemas de transmissão.</p>
<p>A tensão aumentou ainda mais depois de um navio de carga ter sido alvo de um ataque na região durante o domingo. O incidente contribuiu para manter praticamente interrompido o tráfego através do Estreito de Ormuz esta segunda-feira.</p>
<p>A travessia de petroleiros continua extremamente reduzida, embora duas embarcações tenham conseguido efetuar a passagem rumo ao Golfo de Omã. Uma delas, o “Agios Fanourios I”, é um grande petroleiro carregado com crude iraquiano e tinha como destino indicado o Vietname.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761142]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Colisão na Ponte 25 de Abril faz um ferido e condiciona trânsito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:56:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma colisão envolvendo três viaturas no sentido Sul-Norte da Ponte 25 de Abril, em Lisboa, deixou esta segunda-feira uma mulher de 60 anos ferida. 
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma colisão envolvendo três viaturas no sentido Sul-Norte da Ponte 25 de Abril, em Lisboa, deixou esta segunda-feira uma mulher de 60 anos ferida. </p>
<p>De acordo com o Correio da Manhã, o acidente ocorreu pouco antes da saída para o Marquês de Pombal, mobilizando de imediato os serviços de emergência.</p>
<p>O alerta foi dado às 12h10, tendo no local estado presentes os Bombeiros de Almada, os Sapadores de Lisboa e a PSP, que coordenaram o socorro à vítima e a gestão do trânsito. A mulher ferida foi transportada para o Hospital Francisco Xavier, em Lisboa, para receber tratamento médico adequado.</p>
<p>O trânsito permanece fortemente condicionado na Ponte 25 de Abril, com filas e circulação lenta no sentido Sul-Norte. As autoridades mantêm a intervenção no local, garantindo a segurança rodoviária enquanto decorrem os trabalhos de remoção das viaturas envolvidas.</p>
<p>Os meios mobilizados mantêm-se a assegurar o socorro, o controlo da circulação e a prevenção de novos acidentes na área afetada. Até ao momento, não foram divulgadas informações sobre a causa da colisão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761154]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>SNS falha prazos legais em milhares de consultas e cirurgias: cardiologia continua a liderar atrasos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:45:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Serviço Nacional de Saúde (SNS) voltou a registar tempos de espera acima dos limites legais em milhares de consultas e cirurgias durante o segundo semestre de 2025.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Serviço Nacional de Saúde (SNS) voltou a registar tempos de espera acima dos limites legais em milhares de consultas e cirurgias durante o segundo semestre de 2025. Os dados mais recentes divulgados pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) revelam um cenário de incumprimento generalizado dos Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMRG), com a cardiologia a destacar-se como a especialidade mais crítica.</p>
<p>Segundo o relatório da ERS, mais de metade das primeiras consultas hospitalares realizadas nos hospitais públicos ultrapassaram os prazos legalmente estabelecidos. No final de dezembro de 2025, mais de um milhão de utentes aguardavam por uma primeira consulta de especialidade, sendo que uma parte significativa já tinha excedido o tempo máximo previsto por lei.</p>
<p><strong>Mais de metade das primeiras consultas excederam os prazos legais</strong><br />
A monitorização da ERS relativa ao segundo semestre de 2025 mostra que os hospitais públicos realizaram cerca de 383 mil primeiras consultas de especialidade hospitalar, excluindo cardiologia e oncologia. Apesar de representar um aumento de 1,4% face ao mesmo período de 2024, os atrasos continuam a afetar uma larga fatia dos utentes.</p>
<p>De acordo com os dados do regulador, 51,4% destas consultas ocorreram depois do prazo máximo garantido. Ainda assim, a ERS assinala uma ligeira melhoria de 1,7 pontos percentuais em comparação com o ano anterior.</p>
<p>No entanto, o número total de pessoas em espera aumentou significativamente. No final de 2025, havia 1.056.223 utentes à espera de uma primeira consulta hospitalar, o que representa uma subida de 17% face a 2024. Destes, 43,7% aguardavam para além do limite legal.</p>
<p><strong>Cardiologia mantém-se como a área mais crítica</strong><br />
A situação mais grave continua a verificar-se na cardiologia, onde os atrasos atingem níveis particularmente elevados.</p>
<p>Durante o segundo semestre de 2025, os hospitais públicos realizaram 23.838 primeiras consultas de cardiologia. Contudo, 86,4% destas consultas ultrapassaram os TMRG.</p>
<p>No final do ano passado, estavam em lista de espera 28.234 utentes para consulta de cardiologia, sendo que 74,9% já aguardavam há mais tempo do que o legalmente permitido.</p>
<p>Os dados da ERS revelam ainda um agravamento nas cirurgias cardíacas. Foram realizadas 4.508 intervenções cirúrgicas nesta área, menos 4,9% do que em 2024. Além disso, quase um terço dos doentes — 32,8% — foi operado depois do prazo máximo garantido.</p>
<p>A lista de espera para cirurgia cardíaca também aumentou de forma expressiva. Em dezembro de 2025, estavam inscritos 2.703 utentes, mais 39,5% do que no ano anterior. Destes, 58,6% encontravam-se já em incumprimento dos prazos legais.</p>
<p><strong>Oncologia também regista incumprimentos elevados</strong><br />
Os atrasos afetaram igualmente a área oncológica. Segundo a ERS, foram realizadas 20.977 primeiras consultas relacionadas com suspeita ou confirmação de doença oncológica, o que corresponde a um aumento de 2,8% face ao período homólogo.</p>
<p>Apesar do reforço da atividade, 57,5% das consultas ultrapassaram os tempos máximos garantidos.</p>
<p>No final do semestre, havia 8.874 utentes à espera de consulta oncológica, sendo que 65,5% já tinham excedido o prazo legal.</p>
<p>Também nas cirurgias oncológicas os números revelam dificuldades. Os hospitais realizaram 34.771 cirurgias programadas nesta área, menos 3% do que em 2024. Ainda assim, 20,4% dos doentes aguardaram acima do limite legalmente definido.</p>
<p>A lista de espera para cirurgia oncológica atingia os 8.215 utentes no final do ano, um aumento de 9% face ao ano anterior. Entre estes, 21,2% estavam fora do prazo previsto.</p>
<p><strong>Cirurgias programadas diminuíram</strong><br />
No conjunto das cirurgias programadas realizadas nos hospitais públicos — excluindo oncologia e cardiologia — registou-se uma ligeira quebra da atividade.</p>
<p>Segundo o relatório da ERS, foram efetuadas 283.878 cirurgias, menos 0,7% do que no período homólogo de 2024.</p>
<p>Apesar disso, 13,2% dos utentes foram operados depois de ultrapassarem o tempo máximo garantido.</p>
<p>No final de dezembro de 2025, existiam 189.444 pessoas inscritas para cirurgia, sendo que 16,3% aguardavam para além do prazo legal.</p>
<p><strong>Hospitais protocolados apresentam melhores resultados</strong><br />
A ERS sublinha que os prestadores protocolados registaram níveis de incumprimento bastante inferiores aos verificados no SNS.</p>
<p>Nas cirurgias programadas não oncológicas nem cardíacas realizadas por estes prestadores, foram efetuadas 9.963 intervenções, com uma taxa de incumprimento dos TMRG de apenas 2,6%.</p>
<p>Já nos chamados hospitais de destino — através da utilização de nota de transferência ou vale cirurgia — foram realizadas 13.312 cirurgias programadas, mais 4,5% do que em 2024. Ainda assim, 26,8% destas operações ultrapassaram os tempos máximos garantidos.</p>
<p>No relatório divulgado esta segunda-feira, a Entidade Reguladora da Saúde reconhece também que continuam a existir problemas na recolha de informação relativa aos cuidados de saúde primários.</p>
<p>Segundo o regulador, “mantém-se a dificuldade de obtenção de dados que permitam a aferição do incumprimento dos TMRG para os cuidados de saúde analisados, para todas as Unidades Locais de Saúde”.</p>
<p>A divulgação destes números surge numa altura em que o desempenho do SNS continua sob forte pressão, com críticas crescentes relacionadas com listas de espera, atrasos no acesso a consultas e cirurgias e dificuldades de resposta em várias especialidades hospitalares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761152]]></sapo:autor>
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		<title>Pacote Laboral: Tudo a postos para protesto dia 3 de junho. CGTP já entregou o pré-aviso de greve</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pacote-laboral-tudo-a-postos-para-protesto-dia-3-de-junho-cgtp-ja-entregou-o-pre-aviso-de-greve/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:31:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A CGTP entregou ao início da tarde desta segunda-feira o pré-aviso da greve geral marcada para 3 de Junho, formalizando assim a paralisação nacional convocada contra a reforma da legislação laboral proposta pelo Governo. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A CGTP entregou ao início da tarde desta segunda-feira o pré-aviso da greve geral marcada para 3 de junho, formalizando assim a paralisação nacional convocada contra a reforma da legislação laboral proposta pelo Governo. A entrega do documento foi feita no Ministério do Trabalho, em Lisboa, por uma delegação da Comissão Executiva da Intersindical liderada pelo secretário-geral da central sindical, Tiago Oliveira.</p>
<p>A greve geral surge após o fim das negociações em sede de Concertação Social, encerradas na passada quinta-feira sem entendimento entre o Executivo e os parceiros sociais relativamente ao chamado pacote “Trabalho XXI”, o projeto de revisão profunda do Código do Trabalho apresentado pelo Governo liderado por Luís Montenegro.</p>
<p>O principal foco da CGTP é precisamente a rejeição total da reforma laboral, que a central sindical considera um ataque aos direitos dos trabalhadores. O lema escolhido para a paralisação nacional é “Derrotar o pacote laboral”, frase que já aparece nos materiais e cartazes divulgados pela Intersindical nos últimos dias.</p>
<p><strong>Pré-aviso formaliza paralisação nacional</strong><br />
A entrega do pré-aviso representa um passo decisivo na concretização da greve geral, que deverá abranger vários sectores da administração pública e da atividade privada.</p>
<p>A delegação sindical deslocou-se ao Ministério do Trabalho durante a tarde desta segunda-feira para formalizar o processo legal necessário à realização da paralisação.</p>
<p>A CGTP tinha anunciado a greve ainda antes do fim oficial das negociações com o Governo, argumentando que o processo estava comprometido desde o início devido à orientação do Executivo relativamente às alterações laborais.</p>
<p><strong>Governo quer alterar mais de 100 artigos do Código do Trabalho</strong><br />
O anteprojeto de revisão da legislação laboral foi apresentado pelo Governo a 24 de Julho de 2025 sob a designação “Trabalho XXI”.</p>
<p>Na altura, o Executivo descreveu o documento como uma revisão “profunda” do Código do Trabalho, prevendo mais de uma centena de alterações à legislação laboral em vigor.</p>
<p>Desde a apresentação inicial da proposta, tanto a CGTP como a UGT manifestaram oposição às mudanças previstas, considerando que colocavam em causa direitos fundamentais dos trabalhadores.</p>
<p>A contestação sindical levou inclusivamente à realização de uma greve geral conjunta das duas centrais sindicais em 11 de Dezembro de 2025.</p>
<p><strong>CGTP acusa Governo de excluir a central sindical</strong><br />
Nos últimos meses, as negociações decorreram num clima de forte tensão entre a CGTP e o Executivo.</p>
<p>O Governo optou por realizar reuniões com a UGT e com as quatro confederações patronais no Ministério do Trabalho, deixando a CGTP fora desses encontros.</p>
<p>O argumento apresentado pelo Executivo foi o de que a central sindical se colocou “à margem” das negociações ao exigir desde o início a retirada integral da proposta.</p>
<p>A CGTP respondeu acusando o Governo de adotar uma postura “profundamente antidemocrática” e mesmo “anticonstitucional”, criticando a realização de “reuniões paralelas” fora das sessões plenárias da Concertação Social.</p>
<p><strong>Executivo mantém intenção de avançar com reforma laboral</strong><br />
Apesar da ausência de acordo, o Governo mantém a intenção de avançar com a revisão da legislação laboral.</p>
<p>No final do processo negocial, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, afirmou que o Executivo irá apresentar no Parlamento uma proposta de lei baseada no anteprojeto inicial, incorporando apenas os contributos considerados úteis recolhidos durante o processo de Concertação Social.</p>
<p>A governante manifestou também disponibilidade para negociar o diploma com os partidos parlamentares, incluindo PS e Chega.</p>
<p>Em entrevista à SIC Notícias, Palma Ramalho referiu que pretende procurar entendimentos políticos para viabilizar a reforma laboral no Parlamento.</p>
<p>Contudo, a ministra considerou “insustentável” a exigência do Chega de reduzir a idade da reforma como condição para apoiar o pacote legislativo.</p>
<p>O posicionamento do partido liderado por André Ventura poderá complicar as negociações parlamentares em torno da reforma do mercado de trabalho.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761139]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Brand as a Business Driver: o papel da marca na criação de valor e vantagem competitiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:23:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[marca]]></category>
		<category><![CDATA[valor]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Carla Fonseca, Senior Global Marketing &#038; Business Executive]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Carla Fonseca, Senior Global Marketing &amp; Business Executive</strong></em></p>
<p>O crescimento sustentado de uma marca exige um equilíbrio inteligente entre construção de valor a longo prazo e geração de resultados imediatos. Neste contexto, torna-se essencial compreender o papel complementar que diferentes abordagens de marketing desempenham na estratégia global de uma organização.</p>
<p>O branding é, por natureza, uma alavanca estratégica associada à criatividade, à emoção e à construção de notoriedade e autoridade. Atua na perceção de valor da marca, na diferenciação face à concorrência e na criação de relações duradouras com os clientes. Embora o seu impacto no negócio seja profundo e estruturante, nem sempre se reflete de forma imediata nas métricas financeiras da empresa. Em paralelo, o marketing de performance tem vindo a ganhar protagonismo, impulsionado pela sua forte orientação a dados e pela capacidade de gerar resultados mensuráveis e otimização contínua. Esta natureza mais tangível e quantificável torna-o particularmente relevante em contextos onde a eficiência e o retorno a curto prazo do investimento são fatores críticos de decisão.</p>
<p>Esta dinâmica pode criar um desequilíbrio estrutural: maior foco na captura de resultados de curto prazo, em detrimento da construção de valor que sustenta o crescimento futuro, uma abordagem que pode revelar-se arriscada e potencialmente penalizadora, na medida em que privilegia o que é mais facilmente mensurável, mas não necessariamente o que é mais determinante para assegurar crescimento sustentável e a consolidação de vantagens competitivas duradouras.</p>
<p>A marca não é apenas um ativo emocional. É um ativo económico e, mais do que isso, um dos principais motores de crescimento sustentável de uma empresa. De acordo com a McKinsey, empresas com marcas fortes conseguem gerar até 40% mais crescimento de receita do que os seus concorrentes, precisamente porque beneficiam de maior confiança, maior lealdade e menor sensibilidade ao preço.</p>
<p>Quando uma marca é sólida, o impacto estende-se a toda a cadeia de valor. O custo de aquisição de cliente diminui, as taxas de conversão aumentam, o ciclo de decisão encurta e a retenção melhora de forma consistente. Paralelamente, a capacidade de expansão, seja para novos mercados, categorias ou segmentos, torna-se significativamente mais eficiente. Este efeito não é imediato, mas é cumulativo e é precisamente essa acumulação que transforma marca em valor tangível.</p>
<p>Esta relação não é apenas conceptual, é comprovada. O relatório BrandZ Global Top 100 da Kantar demonstra que as marcas mais valiosas do mundo superam consistentemente o desempenho do mercado acionista global. Em 2024, o valor total das 100 marcas mais valiosas cresceu 20%, ultrapassando os 8,3 biliões de dólares, um indicador claro de que a marca não é apenas perceção: é um ativo com impacto direto na valorização empresarial.</p>
<p>Ainda assim, muitas organizações continuam a privilegiar aquilo que é imediatamente mensurável, comprometendo o investimento em construção de marca em nome de resultados rápidos. Esta abordagem cria uma dependência estrutural: quanto menor o investimento em branding, maior a necessidade de intensificar a ativação de performance para sustentar os mesmos resultados, com uma eficiência que tende, inevitavelmente, a degradar-se ao longo do tempo.</p>
<p>É neste contexto que o trabalho de Binet &amp; Field assume particular relevância. A análise de décadas de campanhas globais demonstra que as estratégias mais eficazes equilibram curto e longo prazo,  combinando cerca de 60% de investimento em construção de marca e 40% em performance, uma alocação crítica para sustentar crescimento e maximizar rentabilidade. Este equilíbrio não é arbitrário, é uma alavanca de negócio que permite gerar resultados no presente sem comprometer a sua capacidade de crescimento futuro.</p>
<p>Porque a performance, por si só, não constrói marca. Mas a marca amplifica toda a performance.</p>
<p>Num momento de crescente fragmentação de canais, saturação de mensagens e maior exigência por parte dos clientes, o papel da marca torna-se ainda mais crítico. Segundo o Edelman Trust Barometer, 81% dos consumidores afirmam precisar de confiar numa marca para considerar a comprar de um produto ou serviço. Esta confiança não se constrói com ações isoladas, mas com consistência ao longo do tempo. E é essa consistência que reduz fricção, acelera decisões e sustenta relações duradouras.</p>
<p>Neste cenário, o marketing afirma-se como uma função estrutural do negócio, diretamente responsável por contribuir para o seu crescimento e sustentar vantagens competitivas. Para além de executar campanhas ou gerar procura, deve assegurar que cada ponto de contacto reforça um posicionamento claro, distintivo, consistente e relevante. É nesta coerência, transversal a todas as áreas da organização, que sustenta a diferenciação, aumenta a eficiência e suporta o crescimento de longo prazo.</p>
<p>Ao mesmo tempo, exige-se maior maturidade na forma como se mede o impacto. Nem tudo o que sustenta crescimento é imediatamente visível, mas tudo o que é consistente e estratégico deixa sinais claros ao longo do tempo: aumento da preferência, maior retenção, redução do esforço comercial e maior capacidade de justificar preço.</p>
<p>A questão não reside em escolher se devemos investir em marca ou em performance, mas em garantir a sua integração. É essa articulação que sustenta a vantagem competitiva, sendo a marca a base que assegura a eficácia contínua da performance.</p>
<p>As empresas que compreendem isto deixam de ver o branding como um custo e passam a tratá-lo como aquilo que realmente é: um verdadeiro ativo estratégico com impacto direto no negócio, na valorização e na sustentabilidade do crescimento.</p>
<p>Porque o crescimento sustentável não se traduz apenas em volume de vendas, mas na capacidade de uma marca ser escolhida de forma consistente, com menor fricção e maior confiança ao longo do tempo. Afinal, a confiança afirma-se hoje como um dos principais drivers de decisão já que mais de 80% dos consumidores afirmam que precisam de confiar numa marca para considerar a compra.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Carla Fonseca, Senior Global Marketing &amp; Business Executive]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Vídeo: Portugal precisa de “ambição coletiva” para competir globalmente, defende Pedro Brito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:15:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[30ª Conferência]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Brito]]></category>
		<category><![CDATA[XXX Conferência Executive Digest]]></category>
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					<description><![CDATA[Na XXX Conferência Executive Digest, Pedro Brito, Associate Dean e CEO da Nova SBE Executive Education, deixou um diagnóstico crítico sobre a economia portuguesa e a forma como empresas, instituições e sociedade encaram o crescimento, defendendo que falta ao país uma verdadeira “ambição coletiva”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na XXX Conferência Executive Digest, Pedro Brito, Associate Dean e CEO da Nova SBE Executive Education, deixou um diagnóstico crítico sobre a economia portuguesa e a forma como empresas, instituições e sociedade encaram o crescimento, defendendo que falta ao país uma verdadeira “ambição coletiva”.</p>
<p>Sob o tema “Do potencial à escala: Quando a ambição se torna coletiva”, Pedro Brito defendeu que Portugal continua a pensar em pequeno, o que limita o seu desempenho económico e a capacidade de competir internacionalmente.</p>
<p>“Portugal tem um nível de ambição relativamente reduzido, sobretudo porque muitos de nós pensam sempre em pequenino, o benchmark é sempre o bairro, não o que pode ser em pleno potencial”, afirmou.</p>
<p>Reveja a intervenção:</p>
<p><iframe title="08 Orador de Encerramento" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/xDEzEpLGbiA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A XXX Conferência Executive Digest decorreu no dia 15 de Abril, na Culturgest, sob o tema “Os caminhos para um Portugal Extraordinário”, e conta com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, Delta Q, Fidelidade, MC Sonae, Nova SBE, Randstad, Recordati, Steelcase, Tabaqueira/Philip Morris, Unilever, CTT, Lusíadas Saúde, Vodafone, Galp, e ainda com a parceria da Neurónio Criativo, Sapo, SENO. A Sociedade Ponto Verde foi o Parceiro de Sustentabilidade do evento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761117]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Vacina, Simpsons ou Macron: As mentiras e desinformação que circulam sobre o hantavírus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:14:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O surto de hantavírus associado ao navio de cruzeiro MV Hondius desencadeou uma vaga de desinformação nas redes sociais, com a circulação de conteúdos falsos, vídeos manipulados e alegações sem fundamento sobre vacinas, encerramento de escolas e até previsões apocalípticas feitas pela série “Os Simpsons”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O surto de hantavírus associado ao navio de cruzeiro MV Hondius desencadeou uma vaga de desinformação nas redes sociais, com a circulação de conteúdos falsos, vídeos manipulados e alegações sem fundamento sobre vacinas, encerramento de escolas e até previsões apocalípticas feitas pela série “Os Simpsons”.</p>
<p>Desde que os primeiros casos começaram a ser divulgados publicamente durante a primeira semana de maio, multiplicaram-se publicações enganosas relacionadas com o vírus Andes, a variante de hantavírus associada ao actual surto.</p>
<p>O navio MV Hondius partiu da Argentina a 1 de abril de 2026 e transportava cerca de 150 pessoas entre passageiros e tripulantes. O cruzeiro ficou associado a vários casos positivos, suspeitos e também a mortes relacionadas com o vírus.</p>
<p>Com o aumento da atenção mediática em torno do caso, começaram igualmente a surgir informações falsas sobre alegadas vacinas, medidas sanitárias e teorias da conspiração.</p>
<p><strong>Pfizer nega existência de vacina contra hantavírus</strong><br />
Uma das alegações falsas mais partilhadas nas redes sociais afirma que a farmacêutica Pfizer teria desenvolvido uma vacina contra o hantavírus ou obtido resultados “promissores” no combate à doença.</p>
<p>No entanto, até 8 de Maio de 2026, não existia qualquer vacina apresentada pela empresa para prevenir ou reduzir o risco de infeção por hantavírus.</p>
<p>Segundo esclarecimentos atribuídos à Pfizer Europa, as informações que circulam online são “incorretas”.</p>
<p>A própria plataforma pública da farmacêutica, onde são apresentados os medicamentos e vacinas atualmente em desenvolvimento, não inclui qualquer programa relacionado com o hantavírus.</p>
<p>Entre os dez programas de vacinas em desenvolvimento divulgados pela empresa, nenhum se destina à prevenção desta infeção viral.</p>
<p><strong>CureVac não possui patente de vacina</strong><br />
Outro rumor amplamente difundido garante que a empresa CureVac teria adquirido a patente de uma vacina contra o hantavírus.</p>
<p>Essa informação também é falsa.</p>
<p>Atualmente não existe qualquer vacina aprovada contra hantavírus nem na Europa nem nos Estados Unidos.</p>
<p>Relatórios divulgados em Maio de 2026 pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde de Espanha referem que continuam a não existir tratamentos específicos ou vacinas aprovadas para combater infeções por hantavírus.</p>
<p>Além disso, a empresa CureVac deixou de operar com esse nome após ter sido adquirida pela BioNTech em dezembro de 2025.</p>
<p><strong>Vídeo antigo de Macron foi reutilizado fora de contexto</strong><br />
Outra publicação enganosa afirmava que o Presidente francês, Emmanuel Macron, teria anunciado o encerramento das escolas devido à propagação do hantavírus.</p>
<p>As imagens partilhadas nas redes sociais são reais, mas estão totalmente fora de contexto.</p>
<p>O vídeo corresponde, na verdade, a um discurso feito por Macron a 12 de março de 2020, durante a pandemia de covid-19, e não tem qualquer relação com o actual surto de hantavírus.</p>
<p>As publicações reutilizaram imagens antigas para criar a falsa ideia de que França estaria a adotar medidas de emergência relacionadas com a nova situação sanitária.</p>
<p><strong>“Os Simpsons” não previram o surto</strong><br />
Também se tornou viral uma alegação segundo a qual a série de animação “Os Simpsons” teria previsto o actual surto de hantavírus.</p>
<p>As imagens utilizadas pertencem a um episódio da 23.ª temporada intitulado “A Totally Fun Thing That Bart Will Never Do Again”.</p>
<p>Nesse episódio, Bart reproduz no sistema de um cruzeiro uma cena de um filme fictício onde é mencionado um “vírus Pandora” e uma “quarentena mundial”.</p>
<p>Em nenhum momento o episódio menciona hantavírus ou faz qualquer referência ao actual surto.</p>
<p>Apesar disso, vários utilizadores nas redes sociais passaram a apresentar o episódio como uma suposta “previsão” da série, alimentando teorias conspirativas já frequentes sempre que surgem crises sanitárias internacionais.</p>
<p><strong>O que é o vírus Andes</strong><br />
O vírus Andes é uma variante de hantavírus associada sobretudo à América do Sul.</p>
<p>Os hantavírus podem provocar doenças graves, incluindo síndromes respiratórias potencialmente fatais.</p>
<p>A transmissão está frequentemente associada ao contacto com roedores infetados ou com partículas contaminadas presentes no ambiente.</p>
<p>As autoridades sanitárias continuam a acompanhar a situação relacionada com o surto detetado no cruzeiro MV Hondius, enquanto especialistas alertam para o risco da propagação de desinformação em paralelo com a crise sanitária.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761109]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Comprar casa nunca foi tão caro, e perceber porquê é essencial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:09:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Opinião de Beatriz Rubio, CEO da RE/MAX Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Beatriz Rubio, CEO da RE/MAX Portugal</strong></em></p>
<p>O mercado imobiliário português atravessa um dos períodos mais exigentes das últimas décadas. Entre 2015 e 2025, o preço da habitação em Portugal aumentou cerca de 180%. Em apenas dez anos, comprar casa tornou-se quase três vezes mais caro.</p>
<p>Este crescimento não resulta de um único fator. É o resultado de uma combinação clara entre aumento da procura, escassez de oferta e uma transformação profunda na forma como se constrói habitação.</p>
<p>Hoje existe, acima de tudo, uma pressão estrutural sobre o mercado. Faltam casas. E quando a oferta não acompanha a procura, os preços inevitavelmente sobem.</p>
<p>Portugal ocupa atualmente o segundo lugar na lista dos países da União Europeia com maior aumento dos preços da habitação na última década. Este dado ajuda a perceber a dimensão do fenómeno e explica porque o tema da habitação passou a ser uma das principais preocupações económicas e sociais do país.</p>
<p>Mas é importante compreender também outro lado desta realidade: a construção atual não é comparável à de há dez ou quinze anos.</p>
<p>Os edifícios construídos antes de 2015 obedeciam a regras muito diferentes das que existem hoje. Na última década, a regulamentação europeia introduziu exigências muito mais rigorosas em matéria de sustentabilidade, eficiência energética, isolamento térmico e acústico, qualidade dos materiais e impacto ambiental.</p>
<p>Na prática, isto significa que as casas construídas hoje são tecnicamente melhores e oferecem uma qualidade de vida superior. O problema é que essa evolução também tornou o processo de construção mais caro.</p>
<p>A este fator juntam-se outros dois desafios críticos: a falta de mão de obra qualificada no setor e o aumento significativo do custo dos materiais. Construir uma casa hoje custa substancialmente mais do que custava há uma década.</p>
<p>Perante este cenário, a única forma estrutural de aliviar a pressão sobre os preços passa por aumentar a oferta habitacional. E para isso existem duas condições fundamentais: mais construção e processos de licenciamento mais rápidos.</p>
<p>Sem acelerar a aprovação de projetos e sem criar condições para que novos empreendimentos avancem com previsibilidade, será difícil equilibrar o mercado.</p>
<p>Uma das medidas que pode contribuir para aliviar os custos de produção é a redução do IVA da construção de 23% para 6%. Trata-se de uma decisão que pode ter impacto real no preço final das casas, desde que aplicada de forma eficaz e com reflexo direto no consumidor.</p>
<p>Ainda assim, é importante ser realista: enquanto a oferta continuar insuficiente face à procura, a tendência de subida de preços dificilmente se inverterá no curto prazo.</p>
<p>Num mercado com estas características, o foco deve estar também na acessibilidade. O objetivo não deve ser vender menos casas a preços cada vez mais altos, mas sim aumentar o acesso à habitação. Um mercado saudável é aquele que permite que mais famílias consigam encontrar uma solução habitacional adequada.</p>
<p>A habitação é, antes de tudo, uma necessidade essencial. E responder a este desafio exige visão estratégica, colaboração entre setor público e privado e decisões estruturais que permitam aumentar a oferta e devolver equilíbrio ao mercado. Porque só com mais casas será possível tornar a habitação novamente acessível para mais portugueses.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Beatriz Rubio, CEO da RE/MAX Portugal]]></sapo:autor>
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		<title>Do ‘fim do mundo’ ao centro do alerta sanitário: cidade argentina nega ligação ao surto de hantavírus no cruzeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:08:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Cruzeiro neerlandês, atualmente fundeado em Tenerife, nas Canárias, iniciou a viagem a 1 de abril precisamente em Ushuaia, na província argentina da Terra do Fogo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A cidade argentina de Ushuaia, conhecida como ‘o fim do mundo’ e ponto de partida de muitas viagens para a Antártida, está no centro de uma especulação internacional que preocupa autoridades e empresários locais: a possibilidade de o surto de hantavírus no navio de cruzeiro &#8216;MV Hondius&#8217; ter tido origem na região.</p>
<p>O cruzeiro neerlandês, atualmente fundeado em Tenerife, nas Canárias, iniciou a viagem a 1 de abril precisamente em Ushuaia, na província argentina da Terra do Fogo.</p>
<p>A bordo seguiam 114 passageiros e 61 tripulantes de 22 países.</p>
<p>Ainda não se sabe com precisão onde o vírus entrou no navio nem quem terá sido o primeiro infetado.</p>
<p>Essa incerteza alimentou várias teorias, incluindo a hipótese de um passageiro ter sido infetado numa lixeira nos arredores de Ushuaia, visitada por turistas para observação de aves e onde a presença de resíduos atrai ratos e outros roedores.</p>
<p>Mas as autoridades locais rejeitam que a província seja a origem provável do surto.</p>
<p><strong>“Nunca tivemos casos de hantavírus”</strong></p>
<p>Juan Facundo Petrina, diretor-geral de Epidemiologia e Saúde Ambiental da Terra do Fogo, insiste que não há registo histórico de casos de hantavírus na província.</p>
<p>“Na Terra do Fogo não temos registo de casos de hantavírus na nossa história”, afirmou à &#8216;BBC&#8217;.</p>
<p>O responsável sublinha que, desde 1996, ano em que a doença passou a integrar o sistema nacional de vigilância obrigatória na Argentina, nunca foi notificado um único caso na região.</p>
<p>Petrina considera improvável que a infeção tenha ocorrido em Ushuaia.</p>
<p>Segundo o responsável, a zona endémica do hantavírus fica mais de 1500 quilómetros a norte, noutras áreas da Patagónia.</p>
<p>Além disso, a província não teria a subespécie de rato-de-cauda-longa associada à transmissão da doença, nem as mesmas condições climáticas de humidade e temperatura existentes no norte da Patagónia.</p>
<p>Há ainda outro argumento: a Terra do Fogo é uma ilha.</p>
<p>Para os roedores chegarem à região, teriam de atravessar o Estreito de Magalhães.</p>
<p><strong>Governo argentino envia equipa de especialistas</strong></p>
<p>Apesar da posição das autoridades locais, o Governo argentino decidiu enviar uma equipa de especialistas à Terra do Fogo para investigar se há vestígios de hantavírus ou se o rato transmissor chegou à região.</p>
<p>A equipa deverá trabalhar com biólogos locais e capturar roedores na lixeira apontada como possível fonte de infeção, para testar a presença do vírus.</p>
<p>Dois dias após o anúncio, porém, a equipa ainda não tinha chegado ao local, segundo a &#8216;BBC&#8217;.</p>
<p>Na visita feita pela estação britânica à lixeira, havia aves a sobrevoar os resíduos, mas nenhum sinal de investigação ativa.</p>
<p>O epidemiologista Eduardo López, chefe do Departamento de Medicina e Doenças Infecciosas do Hospital Infantil Ricardo Gutiérrez, em Buenos Aires, defende que o caso exige mais estudo.</p>
<p>A razão, explica, é que os ecossistemas estão a mudar e espécies de roedores associadas à transmissão da doença já foram identificadas em zonas onde antes não eram esperadas.</p>
<p><strong>Turismo teme danos na imagem de Ushuaia</strong></p>
<p>A urgência da investigação não é apenas sanitária.</p>
<p>Também é económica.</p>
<p>A Terra do Fogo é a província mais jovem e menos povoada da Argentina, e o turismo é uma das principais fontes de rendimento local, a par da exploração de hidrocarbonetos e da pesca.</p>
<p>Ushuaia é um ponto estratégico para cruzeiros.</p>
<p>Segundo Juan Manuel Pavlov, do Instituto Fueguino de Turismo, mais de 95% dos navios que seguem para a Antártida partem do porto da cidade.</p>
<p>Com mais de 500 escalas por ano, a indústria dos cruzeiros é considerada fundamental para a economia provincial.</p>
<p>Até agora, apesar do aumento de pedidos de informação por parte de operadores internacionais, não houve cancelamentos oficiais de cruzeiros.</p>
<p>A época de cruzeiros terminou em meados de abril, pelo que o verdadeiro impacto poderá só ser conhecido nos próximos meses.</p>
<p><strong>Cidade tenta transmitir normalidade</strong></p>
<p>No porto de Ushuaia, a vida turística parece continuar sem grandes alterações.</p>
<p>Visitantes caminham junto à água e fazem excursões mais curtas pela região, incluindo passeios pelo Canal de Beagle e visitas a locais associados ao famoso farol do ‘fim do mundo’.</p>
<p>Operadores turísticos dizem que os visitantes perguntam se há casos na província, mas que a ausência de infeções confirmadas ajuda a transmitir tranquilidade.</p>
<p>“A ausência de casos aqui é muito tranquilizadora”, afirmou Adonis Carvajal, funcionário de uma operadora turística.</p>
<p>Segundo o trabalhador, a estirpe do vírus pode até ter origem no sul, mas isso não significa que tenha surgido em Ushuaia.</p>
<p><strong>Origem do surto continua por esclarecer</strong></p>
<p>As autoridades sanitárias ainda tentam reconstruir a origem da infeção.</p>
<p>A principal hipótese é que um dos elementos do casal neerlandês que morreu após contrair o vírus possa ter sido o chamado ‘paciente zero’.</p>
<p>Os investigadores tentam reconstituir o percurso do casal pela Argentina, Chile e Uruguai antes do embarque no &#8216;MV Hondius&#8217;, usando sobretudo registos de entrada e saída nas fronteiras.</p>
<p>As autoridades chilenas e uruguaias afastam a hipótese de infeção nos seus países, tendo em conta o período de incubação estimado pela Organização Mundial da Saúde, entre uma e oito semanas.</p>
<p>Petrina admite que a infeção poderá ter ocorrido na Argentina, mas considera mais provável que tenha acontecido duas a quatro semanas antes do cruzeiro, numa região montanhosa da Patagónia, talvez nas províncias de Chubut, Neuquén ou Río Negro.</p>
<p>O Ministério da Saúde argentino, por sua vez, mantém uma posição prudente.</p>
<p>Não exclui, para já, a hipótese de a infeção ter ocorrido na Terra do Fogo, mas lembra que nunca foi notificado qualquer caso de hantavírus na província desde que a doença passou a ser de declaração obrigatória.</p>
<p><strong>Evacuação em Tenerife pode trazer novas pistas</strong></p>
<p>A retirada dos passageiros e tripulantes do &#8216;MV Hondius&#8217; em Tenerife poderá ajudar a clarificar a origem do surto.</p>
<p>Mas, por enquanto, continuam por responder várias perguntas essenciais: onde ocorreu a primeira infeção, quem levou o vírus para bordo e se a origem está, de facto, na Argentina ou noutro ponto do percurso feito pelos passageiros antes do embarque.</p>
<p>Para Ushuaia, o desafio é duplo: afastar suspeitas sanitárias que considera infundadas e proteger a imagem de uma cidade cuja economia depende fortemente do turismo internacional e dos cruzeiros para a Antártida.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761104]]></sapo:autor>
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		<title>Estreito de Ormuz: Cada semana de bloqueio agrava inflação e travão económico, alerta analista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:06:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A tensão geopolítica no Estreito de Ormuz está a lançar uma sombra significativa sobre a economia mundial, com efeitos já visíveis nas previsões de crescimento e nas expectativas para a política monetária.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A tensão geopolítica no Estreito de Ormuz está a lançar uma sombra significativa sobre a economia mundial, com efeitos já visíveis nas previsões de crescimento e nas expectativas para a política monetária, segundo uma análise de Thomas Hempell, responsável de Macro e Market Research da Generali Investments.</p>
<p>O cenário de “choque estagflacionista” provocado pela possibilidade de encerramento da passagem estratégica levou a equipa de investigação a rever em baixa o crescimento global para 2026 em 0,3 pontos percentuais. As economias mais expostas à importação de energia, como a Área do Euro, surgem como as mais penalizadas.</p>
<p>Apesar do agravamento do risco geopolítico, a análise aponta para uma probabilidade ainda elevada de uma solução negociada já em maio, o que poderia limitar o impacto económico global. Nesse cenário, o choque seria consideravelmente mais suave do que o registado em 2022 após a invasão da Ucrânia pela Rússia, sustentado por um momento económico pré-crise mais sólido e por um mercado de trabalho menos pressionado.</p>
<p>Ainda assim, o risco de uma interrupção prolongada permanece elevado. Segundo a nota, quanto mais longa for a disrupção, maior será o impacto negativo no crescimento e mais persistente será a pressão inflacionista, alimentada por preços energéticos elevados e potenciais constrangimentos de oferta.</p>
<p>Nos mercados financeiros, a leitura atual de duas a três subidas de juros por parte do Banco Central Europeu (BCE) é considerada excessiva. A expectativa da Thomas Hempell aponta antes para apenas uma subida “de seguro” em junho. Já as yields da dívida alemã deverão manter-se estáveis, sustentadas por prémios de risco mais elevados, o que favorece uma posição neutra em duração.</p>
<p>No mercado cambial, o euro/dólar (EUR/USD) poderá beneficiar de uma eventual reabertura do Estreito, embora a sua correlação com o petróleo tenha perdido força desde o cessar-fogo de abril.</p>
<p>Apesar da volatilidade, a liquidez global robusta e o crescimento sólido dos resultados empresariais continuam a sustentar a recuperação em “V” dos mercados acionistas. Ainda assim, a incerteza geopolítica levou a equipa a reduzir ligeiramente a exposição a ações para um peso neutro, privilegiando uma postura moderadamente pró-risco através da sobreponderação do crédito face à dívida soberana.</p>
<p>No Reino Unido, o contexto político também marcou a análise. O Partido Trabalhista, atualmente no governo, sofreu perdas significativas nas eleições locais. O primeiro-ministro Keir Starmer procurou acalmar os mercados ao reafirmar que o executivo não irá “abandonar” a disciplina orçamental, reduzindo receios de uma expansão fiscal mais agressiva. Esta posição ajudou a sustentar a libra e a dívida britânica, embora a pressão política sobre Starmer tenha aumentado nos últimos dias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761105]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>“Aproveitam-se da fragilidade”: famílias processam TikTok em França após casos de suicídio, anorexia e depressão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:01:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
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		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[TikTok]]></category>
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					<description><![CDATA[Processo é liderado pela advogada Laure Boutron-Marmion, que representa as famílias e acusa a plataforma de ter abusado da fragilidade dos menores]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dezasseis famílias vão apresentar esta segunda-feira uma queixa coletiva ao Ministério Público de Paris contra o TikTok, acusando a rede social de responsabilidade em casos de suicídio e distúrbios comportamentais sofridos por adolescentes.</p>
<p>Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, o processo é liderado pela advogada Laure Boutron-Marmion, que representa as famílias e acusa a plataforma de ter abusado da fragilidade dos menores.</p>
<p>Em causa está, segundo a advogada, a exploração da vulnerabilidade de adolescentes expostos a conteúdos potencialmente nocivos através da rede social.</p>
<p><strong>Cinco casos de suicídio e onze adolescentes com perturbações</strong></p>
<p>A queixa reúne o caso de cinco famílias de raparigas que cometeram suicídio.</p>
<p>Inclui ainda outras onze famílias, relativas a dez raparigas e um rapaz que sofrem de anorexia, depressão ou tendências suicidas.</p>
<p>A advogada sustenta que a plataforma deve ser responsabilizada por conteúdos e mecanismos de recomendação que, segundo as famílias, agravaram situações de fragilidade psicológica.</p>
<p><strong>“Aproveitam-se da sua fragilidade”</strong></p>
<p>Christelle, mãe de uma das adolescentes afetadas por anorexia, contou à rádio &#8216;France Info&#8217; que se sentiu “sobrecarregada” ao descobrir os conteúdos a que a filha tinha sido exposta.</p>
<p>A adolescente instalou o TikTok no telemóvel aos 12 anos.</p>
<p>A mãe, que é também professora, diz desconhecer as “imagens mórbidas” e outros conteúdos que a filha via na aplicação.</p>
<p>Segundo Christelle, existe no TikTok “uma vontade de causar danos que leva os nossos adolescentes a cometerem atos prejudiciais a si mesmos”.</p>
<p>A mãe acusa ainda a rede social de explorar a vulnerabilidade da filha, atualmente com 15 anos.</p>
<p>“Há uma crueldade em capturar a sua atenção e gerar lucros. Eles claramente aproveitam-se da sua fragilidade”, afirmou.</p>
<p><strong>Procuradoria de Paris já investigava a plataforma</strong></p>
<p>A Procuradoria de Paris já tinha aberto, em outubro de 2025, uma investigação ao TikTok.</p>
<p>O objetivo era apurar se a plataforma poderia ser considerada promotora do suicídio entre jovens, devido a alguns conteúdos publicados e difundidos na aplicação.</p>
<p>A nova queixa coletiva vem aumentar a pressão judicial e política sobre a rede social, num momento em que cresce o debate sobre os efeitos das plataformas digitais na saúde mental dos menores.</p>
<p><strong>França discute proibição para menores de 15 anos</strong></p>
<p>Além da via judicial, a advogada Laure Boutron-Marmion defende que os políticos avancem com legislação mais dura sobre o acesso de adolescentes às redes sociais.</p>
<p>O Parlamento francês está a analisar um projeto de lei que prevê a proibição do uso de redes sociais por menores de 15 anos.</p>
<p>A medida ainda aguarda também luz verde das autoridades europeias.</p>
<p>O caso reforça uma discussão cada vez mais ampla na Europa: até onde deve ir a responsabilidade das plataformas quando os seus algoritmos expõem menores a conteúdos relacionados com automutilação, suicídio, distúrbios alimentares ou sofrimento psicológico.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761086]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>UGT apela à valorização da Concertação Social e condena ataques sem respeito pela diferença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:54:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A UGT apelou hoje à valorização da Concertação Social, condenando o que diz serem ataques sem respeito pelas diferenças e afirmando que o fórum que reúne Governo e parceiros sociais não se esgota na negociação da lei laboral.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A UGT apelou hoje à valorização da Concertação Social, condenando o que diz serem ataques sem respeito pelas diferenças e afirmando que o fórum que reúne Governo e parceiros sociais não se esgota na negociação da lei laboral.</P><br />
<P>A posição da central sindical, assumida num comunicado emitido hoje, surge um dia depois de o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter afirmado, a propósito da reforma laboral, que o país precisa de &#8220;sindicalistas com arrojo&#8221;.</P><br />
<P>A UGT diz esperar que o capital acumulado pela Concertação Social ao longo das últimas décadas &#8220;não seja desperdiçado ou fragilizado com ataques que apenas revelam a não aceitação da legítima diferença&#8221;.</P><br />
<P>No comunicado, a UGT não faz qualquer referência explícita às palavras de Montenegro, que na véspera, enquanto presidente do PSD no encerramento da 15.ª Universidade Europa, em Porto de Mós, Leiria, criticou os &#8220;sindicatos do século XX&#8221; e considerou que o país não precisa &#8220;de estruturas que funcionam com os enquadramentos do século XX, para serem competitivos no século XXI&#8221;,</P><br />
<P>O texto da UGT começa, no entanto, por referir que &#8220;a UGT tem assistido às declarações públicas de responsáveis políticos e parceiros sociais nos últimos dias&#8221; na sequência do fim das negociações das alterações à legislação laboral em sede de Concertação Social, na semana passada.</P><br />
<P>&#8220;A UGT deve recordar que a Concertação Social, enquanto espaço de construção de consensos e compromissos, é fundada na diferença de quem representa interesses diversos, ainda que não necessariamente divergentes&#8221;, escreve a central liderada por Mário Mourão.</P><br />
<P>&#8220;A Concertação Social existe há décadas e tem sabido viver com e sem acordos em múltiplos processos negociais, mantendo um capital de confiança e de respeito institucional que permitiu sempre continuar a trabalhar em prol dos trabalhadores, das empresas e do país&#8221;, nota.</P><br />
<P>A central promete continuar a desempenhar um papel no diálogo na Concertação Social, recordando &#8220;que o trabalho da Concertação Social não se esgota na legislação laboral&#8221; e apelando a que todos continuem &#8220;sentados à mesa com o objetivo de encontrar soluções para os problemas reais do país&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;É isso que se espera da Concertação Social. É esse o papel que a UGT continuará a desempenhar&#8221;, garante.</P><br />
<P>As negociações sobre a reforma das leis do trabalho terminaram na passada quinta-feira, 07 de maio, sem um entendimento entre o Governo e os parceiros sociais, com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, a acusar a UGT de ter sido intransigente e de não ter cedido &#8220;em nenhum ponto&#8221; e com a central sindical liderada por Mário Mourão a acusar o executivo de ter minado a confiança nas negociações com um &#8220;constante avanço e recuo&#8221; nas suas propostas.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761093]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Caixa Geral de Depósitos investe na educação e atribui prémios a 600 jovens estudantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:39:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Caixa Geral de Depósitos]]></category>
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		<category><![CDATA[prémios]]></category>
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					<description><![CDATA[A Caixa Geral de Depósitos vai distinguir 600 estudantes com melhor desempenho académico no acesso ao ensino superior, no âmbito da 8.ª edição dos Prémios Caixa Mais Mundo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Caixa Geral de Depósitos vai distinguir 600 estudantes com melhor desempenho académico no acesso ao ensino superior, no âmbito da 8.ª edição dos Prémios Caixa Mais Mundo.</p>
<p>A cerimónia de entrega dos prémios decorre hoje, no Auditório Emílio Rui Vilar, na Culturgest, em Lisboa, reunindo estudantes, representantes de instituições de ensino superior e várias personalidades da vida académica, cultural e empresarial.</p>
<p>Criados no ano letivo 2018/2019, os Prémios Caixa Mais Mundo afirmaram-se como uma das principais iniciativas da Caixa no apoio à educação, através da atribuição de prémios e bolsas de estudo destinadas a reconhecer o desempenho académico de estudantes que concluíram o ensino secundário e incentivam a continuidade dos estudos no ensino superior.</p>
<p>Ao longo das oito edições, a Caixa Geral de Depósitos já apoiou 2.610 estudantes, num investimento global superior a três milhões de euros, contribuindo para a promoção da igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior e para a valorização do talento jovem em Portugal.</p>
<p>Na edição de 2025/2026, a instituição mantém o montante global de apoio, bem como os critérios de elegibilidade das edições anteriores, assegurando também a renovação das bolsas de estudo atribuídas a estudantes distinguidos em anos anteriores, nos termos definidos no respetivo regulamento.</p>
<p>Esta edição contempla 150 prémios por mérito académico, no valor de 1.000 euros, atribuídos a estudantes de licenciaturas ou Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), bem como 360 bolsas de estudo para estudantes carenciados, no valor de 1.500 euros. Estas bolsas são distribuídas por alunos do primeiro ano e por bolseiros de edições anteriores.</p>
<p>Estão ainda previstos 50 prémios por mérito, também no valor de 1.000 euros, para estudantes oriundos de cursos profissionais que prosseguiram os estudos no ensino superior, assim como 40 prémios destinados a estudantes de países de língua oficial portuguesa que concluíram o ensino secundário em Portugal e frequentam o ensino superior.</p>
<p>Os prémios abrangem estudantes de instituições de ensino superior públicas e privadas de todo o país com protocolo com a Caixa, refletindo a abrangência nacional da iniciativa e a diversidade do sistema de ensino superior.</p>
<p>Associada a esta iniciativa está também um conjunto de personalidades de reconhecido mérito, cujos contributos se destacam nas áreas socioeconómica, cultural, política e científica, reforçando a dimensão simbólica e inspiradora do programa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761088]]></sapo:autor>
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		<title>Marco Rubio ganha terreno para 2028: será ele o sucessor de Trump no Partido Republicano?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:34:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Marco Rubio]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Marco Rubio, atual secretário de Estado, surge cada vez mais como um possível rival de peso para JD Vance, o vice-presidente que até agora parecia ocupar a posição natural de herdeiro político de Trump]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A corrida presidencial americana de 2028 ainda está distante, mas a sucessão de Donald Trump já começou a mexer com o Partido Republicano. E Marco Rubio, atual secretário de Estado, surge cada vez mais como um possível rival de peso para JD Vance, o vice-presidente que até agora parecia ocupar a posição natural de herdeiro político de Trump.</p>
<p>O nome de Rubio ganhou força depois de uma aparição na sala de imprensa da Casa Branca, a 5 de maio último, quando substituiu a secretária de imprensa Karoline Leavitt. A prestação alimentou rumores em Washington e levou a imprensa americana a falar numa espécie de “Marcomentum”, expressão usada para descrever o novo entusiasmo em torno do antigo senador da Florida. Segundo o &#8216;Washington Post&#8217;, Rubio e a Casa Branca tentaram afastar publicamente as conversas sobre 2028, mas a especulação intensificou-se após essa intervenção.</p>
<p><strong>A resposta que soou a campanha</strong></p>
<p>Durante a conferência de imprensa, Rubio foi questionado sobre se tinha esperança nos Estados Unidos. A resposta, descrita pelo &#8216;ABC&#8217; como um mini-discurso com tom de comício, juntou temas clássicos da retórica presidencial americana: esperança, liberdade, prosperidade, patriotismo, mérito e excecionalismo nacional.</p>
<p>“Que continuemos a ser o lugar onde qualquer pessoa, de qualquer lugar, possa alcançar qualquer coisa”, afirmou Rubio, defendendo uma América onde ninguém é limitado “pelas circunstâncias do nascimento, pela cor da pele ou pela etnia”.</p>
<p>A intervenção circulou rapidamente nos meios políticos e nas redes sociais. No dia seguinte, o próprio Rubio partilhou um vídeo com o áudio da resposta, acompanhado por imagens patrióticas das Forças Armadas, famílias americanas, Ronald Reagan, Donald Trump e dele próprio.</p>
<p>Para muitos observadores, o resultado parecia menos uma simples comunicação institucional e mais o embrião de um anúncio de campanha.</p>
<p><strong>Rubio soma funções e ganha visibilidade</strong></p>
<p>Rubio tornou-se uma das figuras mais úteis do novo Governo Trump. Além de secretário de Estado, tem assumido funções de elevado perfil em áreas de segurança nacional e política externa, acumulando responsabilidades que se tornaram tema de comentários e memes em Washington.</p>
<p>A sua capacidade de circular entre diferentes papéis reforçou a perceção de que é um dos membros mais politicamente hábeis do gabinete. Ao mesmo tempo, manteve uma relação sólida com a base MAGA, apesar de o seu percurso ser mais convencional, moderado e intervencionista do que o de muitos apoiantes mais duros de Trump.</p>
<p>A evolução é politicamente significativa. Em 2016, Trump ridicularizava-o nas primárias republicanas com a alcunha “Pequeno Marco”. Agora, Rubio surge como uma das figuras que melhor se adaptou ao universo trumpista.</p>
<p><strong>Vance continua na frente, mas já sente concorrência</strong></p>
<p>JD Vance continua a ser visto como o sucessor natural de Trump. O vice-presidente tem ligações fortes ao movimento MAGA, aproximou-se de figuras influentes da direita americana e consolidou uma imagem de convertido ao trumpismo.</p>
<p>Mas Rubio está a crescer no momento em que Vance enfrenta dificuldades. O vice-presidente ficou associado às negociações com o Irão para tentar travar a guerra, uma missão politicamente delicada e impopular em alguns setores da base republicana.</p>
<p>A diferença também surge nas sondagens. Uma sondagem &#8216;Washington Post/ABC News&#8217; citada pelo &#8216;ABC&#8217; dá a Vance uma aprovação de 35% e a Rubio de 33%, valores próximos. Mas Vance tem uma taxa de desaprovação mais elevada: 48%, contra 40% de Rubio.</p>
<p>Noutra sondagem, da &#8216;Reuters/Ipsos&#8217;, Rubio enfrenta ainda um problema de notoriedade: 19% dos inquiridos dizem não saber quem é, contra 9% no caso de Vance.</p>
<p><strong>Mercados de apostas mostram subida de Rubio</strong></p>
<p>Nos mercados de previsão, porém, o avanço de Rubio tem sido expressivo.</p>
<p>Segundo projeções da Kalshi citadas pelo &#8216;ABC&#8217;, no verão passado apenas 4% dos apostadores acreditavam numa vitória de Rubio em 2028, contra 29% para Vance.</p>
<p>Desde o final de fevereiro, as probabilidades inverteram-se: Rubio passou para 21%, enquanto Vance caiu para 17%.</p>
<p>Estes mercados não substituem sondagens nem campanhas reais, mas ajudam a medir o sentimento político de determinados círculos. E, nesse campo, Rubio parece ter deixado de ser apenas uma hipótese remota.</p>
<p><strong>O risco de voar perto de Trump</strong></p>
<p>Trump ainda não escolheu sucessor. Segundo o &#8216;ABC&#8217;, o presidente tem perguntado a amigos e convidados quem deveria herdar o seu lugar político: Rubio ou Vance.</p>
<p>Publicamente, limitou-se a dizer que os dois “formariam uma equipa imbatível” numa corrida à Casa Branca.</p>
<p>O problema de Rubio pode estar precisamente no seu sucesso. Quanto mais visível se torna, mais se aproxima do centro gravitacional do Partido Republicano: Donald Trump.</p>
<p>E, no universo trumpista, voar demasiado alto pode ser perigoso. Como Ícaro, Rubio pode ganhar altitude, mas também arrisca ver as asas derreterem se parecer demasiado ambicioso perante o homem que continua a ser o verdadeiro sol do Partido Republicano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761068]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Documentos revelam &#8220;faculdade secreta&#8221; em Moscovo que transforma estudantes em espiões e hackers ao serviço de Putin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:31:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma investigação internacional revelou a existência de um departamento clandestino instalado numa das universidades técnicas mais prestigiadas da Rússia, dedicado à formação de futuros espiões, especialistas em ciberataques e operacionais de guerra de informação ligados à inteligência militar russa.
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma investigação internacional revelou a existência de um departamento clandestino instalado numa das universidades técnicas mais prestigiadas da Rússia, dedicado à formação de futuros espiões, especialistas em ciberataques e operacionais de guerra de informação ligados à inteligência militar russa.</p>
<p>No centro da investigação está a Universidade Técnica Estatal Bauman de Moscovo, considerada uma das instituições académicas mais reputadas do país na área da engenharia e da informática. Segundo documentos internos obtidos por um consórcio internacional de órgãos de comunicação social, a universidade alberga uma estrutura secreta conhecida como “Departamento n.º 4”, onde estudantes são preparados para integrar unidades do GRU, os serviços de inteligência militar russos.</p>
<p>A investigação baseia-se em cerca de dois mil documentos internos analisados por um consórcio que inclui meios como Le Monde, Der Spiegel, The Guardian, The Insider, Delfi Estonia, VSquare e FRONTSTORY.PL.</p>
<p><strong>Universidade histórica terá papel central na guerra digital russa</strong><br />
Fundada em 1830, a Universidade Bauman é há décadas um símbolo do ensino técnico russo. A instituição apresenta como princípios fundamentais “coragem, vontade, trabalho e perseverança” e conta atualmente com mais de 30 mil estudantes.</p>
<p>A sua faculdade de informática é considerada uma das mais avançadas da Rússia e muitos dos seus diplomados acabam recrutados pelas maiores empresas tecnológicas do país.</p>
<p>No entanto, segundo a investigação, uma parte da atividade da universidade decorre longe da exposição pública. O chamado “Departamento 4” estaria especificamente orientado para a preparação de oficiais ligados à espionagem militar e às operações de cibersegurança ofensiva.</p>
<p>Os documentos detalham a estrutura interna do departamento e os programas de formação ministrados aos estudantes selecionados.</p>
<p><strong>Formação inclui espionagem, ataques informáticos e guerra de informação</strong><br />
Os alunos do departamento seguem diferentes percursos especializados, entre os quais “Proteção das tecnologias de informação”, “Serviço especial de inteligência” e “Desenvolvimento e defesa contra influência informacional e técnica”.</p>
<p>Segundo os documentos analisados, os estudantes recebem formação avançada em ciberataques, infiltração de redes, exploração de vulnerabilidades informáticas, técnicas de vigilância e operações de propaganda.</p>
<p>Entre os conteúdos lecionados encontram-se matérias relacionadas com ataques remotos a sistemas informáticos, desenvolvimento de malware, utilização de ferramentas de intrusão digital e ataques de negação de serviço distribuído, conhecidos como DDoS.</p>
<p>Os programas incluem igualmente módulos práticos de “testes de penetração”, onde os estudantes têm de invadir servidores de teste para concluir determinadas disciplinas.</p>
<p>Um dos cursos, intitulado “Contrariar a inteligência técnica”, ocupa 144 horas letivas distribuídas por dois semestres e aborda praticamente todo o conjunto de ferramentas utilizadas por hackers modernos.</p>
<p>Os estudantes aprendem desde ataques básicos de palavras-passe até técnicas mais sofisticadas envolvendo trojans e exploração de falhas em sistemas protegidos.</p>
<p><strong>Ferramentas utilizadas em ataques reais</strong><br />
A investigação refere que os estudantes aprendem a utilizar software como o Metasploit, ferramenta frequentemente associada a operações de exploração de vulnerabilidades e que já foi identificada em recentes ciberataques contra infraestruturas ucranianas.</p>
<p>Os programas académicos incluem ainda conteúdos relacionados com campanhas de manipulação e propaganda online.</p>
<p>Um dos documentos descreve exercícios destinados à criação de vídeos para redes sociais “através da manipulação”, com o objetivo de apoiar ou desacreditar determinados temas da atualidade.</p>
<p>O curso promete ensinar técnicas de “guerra de informação”.</p>
<p><strong>Ligação direta ao GRU e aos grupos FancyBear e Sandworm</strong><br />
Os documentos revelam também ligações diretas entre o departamento universitário e algumas das mais conhecidas unidades de hackers associadas ao GRU.</p>
<p>Os estudantes realizam estágios em diferentes divisões da inteligência militar russa ou em empresas estatais estratégicas, incluindo a Granit, especializada na recuperação de sistemas de defesa aérea.</p>
<p>Vários alunos acabaram integrados na Unidade 26165 do GRU, mais conhecida internacionalmente pelos nomes “FancyBear” ou “APT28”.</p>
<p>Este grupo foi acusado de múltiplos ataques informáticos internacionais, incluindo o ataque à estação televisiva francesa TV5 Monde em 2015, utilizado para difundir propaganda jihadista.</p>
<p>O grupo foi igualmente associado à intrusão nos emails da campanha presidencial de Emmanuel Macron em 2017 e, mais recentemente, a ataques dirigidos a instituições ligadas à organização dos Jogos Olímpicos de Paris 2024.</p>
<p>Os documentos indicam ainda que, só em 2024, pelo menos 15 estudantes com classificações elevadas foram recrutados diretamente para estruturas da inteligência militar russa.</p>
<p>Alguns acabaram colocados na Unidade 74455, conhecida como “Sandworm” ou “Voodoo Bear”.</p>
<p><strong>Grupo Sandworm é acusado de ataques à Ucrânia e à Polónia</strong><br />
O grupo Sandworm é apontado pelas autoridades ocidentais como responsável por algumas das mais agressivas operações cibernéticas atribuídas à Rússia.</p>
<p>Entre os ataques associados ao grupo encontram-se as operações contra a rede elétrica da Ucrânia em 2015, bem como ações de desestabilização ligadas às eleições presidenciais norte-americanas de 2016.</p>
<p>Mais recentemente, a unidade terá estado ligada a ciberataques contra infraestruturas polacas em Dezembro de 2025.</p>
<p>Segundo os documentos analisados, nem todos os estudantes conseguem concluir o programa. Alguns foram expulsos ou reprovaram por não demonstrarem competências suficientes.</p>
<p>Uma das avaliações internas critica um aluno por revelar “compreensão insuficiente sobre como executar um ataque remoto a redes”.</p>
<p><strong>Oficiais do GRU ensinam diretamente os estudantes</strong><br />
A investigação identifica como principal responsável pelo programa o tenente-coronel Kirill Stupakov, professor universitário e oficial de inteligência do GRU.</p>
<p>Segundo o seu currículo, Stupakov liderou durante três anos a Unidade 45807 do GRU, até Julho de 2025.</p>
<p>O responsável terá recrutado para o corpo docente vários hackers experientes ligados às operações militares russas.</p>
<p>As aulas incluem conteúdos relacionados com escutas clandestinas, vigilância eletrónica e espionagem física.</p>
<p>Uma apresentação utilizada nas aulas mostra métodos para interceção de comunicações telefónicas, utilização de microfones direcionais e vigilância de edifícios à distância.</p>
<p>Outra sessão aborda técnicas de filmagem encoberta, incluindo dispositivos disfarçados em detetores de fumo equipados com microcâmaras.</p>
<p>Os estudantes aprendem ainda a detetar equipamentos de escuta escondidos, utilizando dispositivos russos especializados como o ST-031 P, conhecido pelo nome “Piranha”.</p>
<p><strong>Rússia estuda capacidades da CIA, NSA e exército alemão</strong><br />
Os documentos revelam também que os alunos estudam detalhadamente o funcionamento das agências de inteligência ocidentais.</p>
<p>Os programas incluem análises sobre a CIA, FBI e NSA norte-americanas, bem como sobre o equipamento e estrutura operacional do exército dos Estados Unidos.</p>
<p>O exército alemão surge igualmente como um dos principais focos de estudo.</p>
<p>Os estudantes recebem formação sobre a organização das unidades de combate da Bundeswehr e sobre os sistemas de proteção de informação utilizados na Alemanha.</p>
<p>Segundo os documentos, os instrutores têm como missão ensinar aos futuros operacionais russos os pontos fortes e vulnerabilidades dos serviços secretos e forças armadas estrangeiras.</p>
<p><strong>Guerra com drones também faz parte da formação</strong><br />
A preparação dos estudantes inclui ainda conteúdos relacionados com o futuro da guerra tecnológica, especialmente a utilização de drones.</p>
<p>Uma das apresentações analisadas enumera diferentes tipos de veículos aéreos não tripulados e explica a sua utilização em cenários militares modernos.</p>
<p>A guerra na Ucrânia é apontada como exemplo da transformação radical do campo de batalha através da utilização massiva de drones.</p>
<p><strong>Países europeus reforçam alertas sobre ataques russos</strong><br />
As revelações surgem numa altura em que vários países europeus denunciam um aumento da atividade cibernética atribuída à Rússia.</p>
<p>A 15 de Abril de 2026, o ministro sueco da Defesa Civil, Carl-Oskar Bohlin, acusou Moscovo de realizar regularmente “ciberataques destrutivos” contra instituições da União Europeia.</p>
<p>Na Alemanha, as autoridades atribuíram recentes tentativas de intrusão na aplicação de mensagens encriptadas Signal a operacionais ligados ao regime de Vladimir Putin.</p>
<p>Também a Polónia alertou para um aumento recorde de incidentes de cibersegurança em 2025.</p>
<p>Num relatório governamental recente, o vice-primeiro-ministro polaco, Krzysztof Gawkowski, afirmou que “a guerra digital que outros Estados travam contra a Polónia torna-se cada vez mais evidente nos dados”.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761054]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Médio Oriente: Rangel pede sanções da UE a &#8220;ministros radicais&#8221; de Israel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro dos Negócios Estrangeiros português pediu hoje que a União Europeia (UE) imponha sanções a dois "ministros radicais" de Israel, considerando que isso enviaria um "sinal forte", apesar de reconhecer que dificilmente esta medida será aprovada.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro dos Negócios Estrangeiros português pediu hoje que a União Europeia (UE) imponha sanções a dois &#8220;ministros radicais&#8221; de Israel, considerando que isso enviaria um &#8220;sinal forte&#8221;, apesar de reconhecer que dificilmente esta medida será aprovada. </P><br />
<P>Em declarações aos jornalistas à margem de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, em Bruxelas, Paulo Rangel frisou que o Governo português &#8220;sempre defendeu que houvesse mais sanções aos colonos&#8221; na Cisjordânia, o que deverá ser hoje aprovado pelos chefes da diplomacia europeus.</P><br />
<P>&#8220;Também somos a favor &#8212; temos pena, achamos que isso não vai ser possível &#8212; que os dois ministros radicais fossem sancionados e que houvesse medidas comerciais mais fortes&#8221;, afirmou Rangel, numa alusão aos ministros da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, e das Finanças, Bezalel Smotrich, da ala ultranacionalista do executivo israelita e que já foram sancionados por países como o Reino Unido ou a Austrália.</P><br />
<P>O ministro dos Negócios Estrangeiros frisou que, nos últimos meses, &#8220;houve desenvolvimentos muito negativos, quando Israel aprovou dezenas de novos colonatos&#8221;, considerando isso grave, e pedindo que a UE &#8220;não deixe passar esta oportunidade&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Acho que nós não devíamos sair deste Conselho Europeu &#8212; essa discussão ainda vai ter lugar depois das minhas palavras &#8212; sem que houvesse um sinal forte de que a situação, seja na Cisjordânia, seja em Gaza, seja até no Líbano, se deteriorou muito e que os sinais que o exército israelita tem dado não são nada positivos&#8221;, referiu.</P><br />
<P>Paulo Rangel destacou, contudo, que, caso os dois ministros israelitas não sejam incluídos no pacote de sanções que vier a ser aprovado hoje, a UE já enviará um &#8220;sinal positivo&#8221; se adotar medidas restritivas contra colonos violentos e se, eventualmente, decida restringir as trocas comerciais com colonatos na Cisjordânia.</P><br />
<P>&#8220;Achamos que deveria ter sido dado um sinal mais forte, mas, se for dado este: novas sanções a colonos violentos e restrição do comércio ou suspensão do comércio com produtos que tenham essa origem, acho que seriam um sinal positivo e Portugal estará na linha da frente a apoiar essas sanções&#8221;, referiu, acrescentando que &#8220;ainda há hipótese&#8221; de os governantes aprovarem essa restrição de trocas comerciais.</P><br />
<P>Quanto à suspensão do acordo de associação com Israel, Paulo Rangel referiu que Portugal apoia essa medida, mas salientou que, &#8220;infelizmente&#8221;, nem a sua suspensão total nem parcial serão aprovadas nesta reunião.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761073]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Os países da Europa onde se paga mais IRS — e quanto pesa ter filhos em Portugal</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/os-paises-da-europa-onde-se-paga-mais-irs-e-quanto-pesa-ter-filhos-em-portugal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:23:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os impostos sobre o rendimento variam significativamente entre os países europeus e fatores como o salário, o estado civil ou o número de filhos podem alterar bastante o valor pago ao Estado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="84" data-end="434">Os impostos sobre o rendimento variam significativamente entre os países europeus e fatores como o salário, o estado civil ou o número de filhos podem alterar bastante o valor pago ao Estado. De acordo com a Euronews, as diferenças tornam-se particularmente evidentes quando se compara um trabalhador solteiro sem filhos com famílias com dependentes.</p>
<p data-start="436" data-end="619">Os dados fazem parte do relatório <em data-start="470" data-end="489">Taxing Wages 2026</em> da OCDE e analisam apenas o imposto sobre o rendimento das pessoas singulares, sem incluir contribuições para a Segurança Social.</p>
<p data-section-id="108706u" data-start="621" data-end="679"><strong>Dinamarca lidera nos impostos para solteiros sem filhos</strong></p>
<p data-start="681" data-end="921">Segundo a Euronews, entre os 27 países europeus analisados — 22 deles membros da União Europeia — a taxa de imposto sobre o rendimento para uma pessoa solteira sem filhos e com salário médio varia entre 6,6% na Polónia e 35,3% na Dinamarca.</p>
<p data-start="923" data-end="1030">A média dos países da UE situa-se nos 17,2%, enquanto a média da OCDE é ligeiramente mais baixa, nos 15,5%.</p>
<p data-start="1032" data-end="1215">A Dinamarca é o único país europeu acima dos 30%. Logo atrás surgem a Islândia, com 27,1%, e a Bélgica, com 25,6%. Também acima dos 20% aparecem Estónia, Finlândia, Irlanda e Noruega.</p>
<p data-start="1217" data-end="1395">Entre as maiores economias europeias, Itália apresenta uma taxa de 19,1%, enquanto a Alemanha coincide com a média europeia nos 17,2%. Espanha e França ficam ligeiramente abaixo.</p>
<p data-start="1397" data-end="1585">Portugal surge alinhado com a média europeia: um trabalhador solteiro sem filhos e com salário médio entrega cerca de 17,2% do rendimento em IRS, segundo os dados analisados pela Euronews.</p>
<p data-start="1587" data-end="1671">No extremo oposto da tabela estão a Polónia e a Chéquia, com taxas inferiores a 10%.</p>
<p data-section-id="1h9cunl" data-start="1673" data-end="1722"><strong>Casais com filhos: há países com taxas negativas</strong></p>
<p data-start="1724" data-end="1955">A situação muda significativamente quando entram crianças na equação fiscal. Segundo a Euronews, um casal com apenas um salário e dois filhos paga, na maioria dos casos, bastante menos imposto do que uma pessoa solteira sem filhos.</p>
<p data-start="1957" data-end="2157">Neste cenário, as taxas variam entre -6,5% na Eslováquia e 31,8% na Dinamarca. Uma taxa negativa significa que o agregado familiar recebe mais em benefícios fiscais do que aquilo que paga em impostos.</p>
<p data-start="2159" data-end="2304">A Alemanha aproxima-se desse cenário, com apenas 0,7% de imposto. Também Polónia, Chéquia, Portugal e Eslovénia apresentam taxas inferiores a 5%.</p>
<p data-start="2306" data-end="2498">Em Portugal, um casal com apenas um rendimento e dois filhos paga cerca de 4,5% de imposto sobre o rendimento, uma diferença significativa face aos 17,2% pagos por um solteiro sem dependentes.</p>
<p data-start="2500" data-end="2620">Mesmo assim, países como Estónia, Finlândia, Islândia e Noruega continuam acima dos 20%, mesmo para famílias com filhos.</p>
<p data-section-id="1foqgd9" data-start="2622" data-end="2672"><strong>Casais com dois salários continuam a pagar mais</strong></p>
<p data-start="2674" data-end="2831">No caso de um casal com dois filhos em que ambos os adultos recebem o salário médio, os valores aproximam-se novamente dos pagos por trabalhadores solteiros.</p>
<p data-start="2833" data-end="2972">A média da União Europeia situa-se nos 15,5%, enquanto a da OCDE é de 14,3%. As taxas variam entre 4,7% na Eslováquia e 35,3% na Dinamarca.</p>
<p data-start="2974" data-end="3179">O economista Alex Mengden, citado pela Euronews, explica que os sistemas fiscais progressivos fazem com que casais com dois salários acabem por pagar mais imposto do que agregados com apenas um rendimento.</p>
<p data-section-id="1il4hf7" data-start="3181" data-end="3235"><strong>Porque é que os impostos variam tanto entre países?</strong></p>
<p data-start="3237" data-end="3434">As diferenças fiscais não se explicam apenas pelas taxas de IRS. Segundo Edoardo Magalini, analista da OCDE e coautor do relatório, cada país adota uma estratégia diferente para arrecadar receitas.</p>
<p data-start="3436" data-end="3560">Alguns dependem mais do IVA ou dos impostos sobre empresas e capital, enquanto outros concentram a carga fiscal no trabalho.</p>
<p data-start="3562" data-end="3894">Além disso, as contribuições para a Segurança Social têm um peso importante. A Dinamarca, por exemplo, apresenta uma das maiores taxas de imposto sobre rendimento, mas os trabalhadores pagam contribuições sociais muito reduzidas. Já França surge abaixo da média europeia no IRS, mas compensa com contribuições sociais mais elevadas.</p>
<p data-section-id="v6ixa" data-start="3896" data-end="3947"><strong>Onde os filhos fazem mais diferença nos impostos</strong></p>
<p data-start="3949" data-end="4106">A diferença entre pagar impostos sendo solteiro sem filhos ou fazer parte de um casal com dois filhos é particularmente expressiva em alguns países europeus.</p>
<p data-start="4108" data-end="4214">A Eslováquia lidera essa diferença com 17,4 pontos percentuais, seguida da Alemanha, Luxemburgo e Bélgica.</p>
<p data-start="4216" data-end="4399">Por outro lado, em países como Estónia, Noruega, Lituânia, Reino Unido, Países Baixos, Suécia e Turquia, praticamente não existe diferença fiscal entre quem tem filhos e quem não tem.</p>
<p data-start="4401" data-end="4644" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Ainda assim, os especialistas alertam que isso não significa necessariamente menos apoio às famílias. Em vários destes países, os benefícios podem surgir através de serviços públicos, apoios diretos ou outros mecanismos fora do sistema fiscal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760728]]></sapo:autor>
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		<title>Europa tem um dos maiores depósitos de terras raras do mundo, mas exploração pode nunca avançar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:22:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Terras raras, um grupo de 17 elementos minerais, são essenciais para a produção de microchips, baterias para carros elétricos, tecnologias de energia limpa e armamento]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Enterrado sob um vulcão adormecido há cerca de 580 milhões de anos, no sul da Noruega, está o maior depósito de terras raras conhecido na Europa e um dos maiores do mundo. Mas a sua exploração está longe de estar garantida.</p>
<p>A empresa mineira Rare Earth Norway revelou no mês passado que o depósito de Fensfeltet contém cerca de 15,9 milhões de toneladas de minerais de terras raras, um valor aproximadamente 80% superior ao estimado há dois anos, noticia o &#8216;El Confidencial&#8217;.</p>
<p>A descoberta é estratégica para a Europa. As terras raras, um grupo de 17 elementos minerais, são essenciais para a produção de microchips, baterias para carros elétricos, tecnologias de energia limpa e armamento.</p>
<p>Pela sua importância industrial e geopolítica, estes minerais têm sido descritos como o ‘novo petróleo’.</p>
<p><strong>Europa quer reduzir dependência da China</strong></p>
<p>O depósito de Fensfeltet já foi classificado como tendo “importância estratégica” pelos países da União Europeia.</p>
<p>A razão é clara: a Europa continua perigosamente dependente da China para o abastecimento destes minerais. Atualmente, Pequim controla cerca de 98% do fornecimento de elementos de terras raras à indústria europeia.</p>
<p>Apesar de já terem sido identificados depósitos relevantes no norte da Suécia, na Gronelândia e agora na Noruega, não existe ainda qualquer mina de terras raras em funcionamento na Europa.</p>
<p>Para Alf Reistad, diretor da Rare Earth Norway, o depósito norueguês poderia mudar parte desta equação.</p>
<p>Segundo o responsável, Fensfeltet tem potencial para suprir cerca de 30% das necessidades de terras raras da União Europeia.</p>
<p><strong>“Chega de conversa”</strong></p>
<p>A empresa queria colocar a mina em funcionamento até 2030, mas o projeto está condicionado por obstáculos ambientais, financeiros e administrativos.</p>
<p>A partir da cidade mineira de Ulefoss, Alf Reistad deixou ao El &#8216;Confidencial&#8217; um apelo direto: “Chega de conversa, vamos agir para que a extração de terras raras possa começar.”</p>
<p>Ainda assim, o próprio responsável reconhece que o caminho será longo. “É um processo longo; o tempo médio na Europa para colocar uma nova mina em funcionamento após a sua descoberta é de cerca de 20 anos”, afirmou.</p>
<p>Reistad espera que a mina possa arrancar dentro de cinco ou seis anos, mas deixa um aviso: se as autoridades norueguesas, a Comissão Europeia e os Estados-membros da UE não tomarem medidas, os recursos podem nunca vir a ser explorados.</p>
<p><strong>Ambientalistas alertam para impacto na biodiversidade</strong></p>
<p>O plano da Rare Earth Norway passa por criar uma mina subterrânea. Os minerais extraídos seriam transportados por um longo túnel até uma zona de processamento próxima, enquanto os resíduos seriam devolvidos à mina para evitar o afundamento do solo.</p>
<p>A localização do projeto, porém, já gerou forte contestação.</p>
<p>Relatórios ambientais apontam para impactos significativos na vegetação e na vida selvagem da zona, onde foram registadas 78 espécies protegidas, incluindo plantas, borboletas, anfíbios, fungos e líquenes.</p>
<p>Várias organizações ambientais pediram a intervenção do Governo norueguês. Argumentam que as autoridades municipais, responsáveis pela licença, têm recursos limitados para avaliar os danos potenciais e interesse financeiro na exploração da mina no território.</p>
<p>A Rare Earth Norway admite que existem desafios relevantes para a biodiversidade, mas defende que a decisão tem de pesar também as necessidades estratégicas da Europa.</p>
<p>“Precisamos de avaliar o que é mais importante: a extração de matérias-primas essenciais para toda a Europa ou o impacto disso no ambiente?”, questiona Alf Reistad.</p>
<p><strong>Risco financeiro também trava projeto</strong></p>
<p>Além do desafio ambiental, há um obstáculo económico.</p>
<p>A China, que domina o setor, apoia a sua própria indústria e pode baixar os preços dos minerais para afastar concorrentes. Reistad descreve esta prática como dumping e alerta que as regras normais de mercado não funcionam quando o principal concorrente é Pequim.</p>
<p>Os Estados Unidos já estão a responder com investimento público. Donald Trump aprovou recentemente 1,74 mil milhões de euros para apoiar duas empresas americanas especializadas na extração e processamento de terras raras, além de garantir preços mínimos durante os primeiros dez anos de operação.</p>
<p>Para Reistad, a União Europeia terá de fazer o mesmo se quiser tornar viável o depósito norueguês.</p>
<p>O responsável defende apoio financeiro europeu, incluindo garantias de preços mínimos, para reduzir o risco da operação e evitar que a Europa continue dependente da China ou dos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Noruega pondera entrada do Estado</strong></p>
<p>Uma das hipóteses em cima da mesa passa pela criação de uma empresa estatal norueguesa que possa tornar-se coproprietária do projeto.</p>
<p>A ideia foi bem recebida pelo Governo de Oslo, mas ainda não há decisão final. “Para nós, trata-se de o Estado assumir parte do risco financeiro envolvido neste projeto, onde as regras normais do mercado não se aplicam porque o nosso concorrente é a China”, afirma Reistad.</p>
<p>O responsável insiste que o tempo é decisivo. Se a Europa não avançar rapidamente com soluções próprias, continuará a comprar minerais estratégicos ao exterior.</p>
<p>“Se não agirmos na Europa, a solução será comprar minerais estrangeiros; por isso, a rapidez é crucial”, alerta.</p>
<p>O caso norueguês resume o dilema europeu: há recursos, há necessidade industrial e há urgência geopolítica. Mas, entre licenças, ambiente e financiamento, o maior depósito de terras raras da Europa pode continuar enterrado.</p>
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