A Católica Porto Business School reforça o seu posicionamento internacional com a entrada no emba consortium, a subida no ranking do financial times e uma aposta crescente nas competências que definem os líderes de amanhã.
A inteligência artificial redefine produtividade, os critérios ESG reescrevem as regras do financiamento e as escolas de negócios enfrentam um desafio duplo: preparar líderes tecnicamente capazes e humanamente maduros. João Pinto, dean da Católica Porto Business School, defende que estas duas dimensões são inseparáveis – e que é precisamente aí que reside a diferenciação da escola. Com programas redesenhados para responder a transformações estruturais da economia, uma comunidade global de alumni em expansão e uma presença internacional cada vez mais sólida, a Católica Porto Business School afirma-se como referência para executivos que procuram propósito, clareza estratégica e a confiança para decidir bem – sob pressão, com dados imperfeitos e responsabilidade ética.
Como estão a reforçar o desenvolvimento das competências humanas, nomeadamente a liderança, ética, comunicação e colaboração, neste ano lectivo, e que diferenças têm notado na forma como os participantes se envolvem nos programas?
Na Católica Porto Business School, as competências humanas não são um complemento – são estruturais. Liderança, ética, comunicação e colaboração atravessam todos os programas, do MBA às formações executivas e incompany. Trabalhamos com metodologias experienciais, debate estruturado, reflexão integrada no framework de Ethics, Responsibility and Sustainability e projectos aplicados a contextos empresariais reais.
Temos notado uma mudança clara no perfil dos participantes: estão mais exigentes, mais conscientes do impacto das suas decisões e mais atentos à dimensão ética da liderança. Procuram propósito, não apenas progressão de carreira. Hoje, a verdadeira vantagem competitiva não é tecnológica – é humana. E liderança sem ética é apenas gestão de curto prazo.
Além disso, envolvem-se mais nos programas do que no passado. A nossa escola sempre apostou na proximidade Docente-Aluno.
E, felizmente, também a formalidade tradicional dos negócios há muito que desapareceu. Tudo isso faz com que, cada vez mais, os participantes tenham uma voz activa nos inputs que trazem das suas experiências e na análise e debate das temáticas.
O Programa Avançado de Gestão arranca em Abril deste ano, com uma forte componente prática. Que mudanças esperam observar no desempenho dos participantes ao longo da formação?
O Programa Avançado de Gestão resulta de uma reflexão profunda e de um redesenho de programas anteriores, nomeadamente o Programa Intensivo de Gestão. E foi especialmente redesenhado para acelerar a capacidade estratégica de análise e qualidade de decisão.
A forte componente prática coloca os participantes perante desafios empresariais reais, com necessidade de priorização, análise crítica e execução.
Esperamos observar três mudanças concretas: maior clareza estratégica, melhor leitura de contexto e maior consistência na tomada de decisão. O objectivo não é apenas compreender conceitos – é aplicá-los com confiança, rapidez / time-to-market e impacto imediato.
Quais foram os principais critérios na escolha dos temas centrais do programa, como Sustentabilidade/ ESG, Inteligência Artificial e Design Thinking, e como é que estes temas respondem directamente aos desafios actuais do mercado de trabalho?
A escolha foi estratégica e alinhada com transformações estruturais da economia. O Design Thinking reforça a capacidade de inovação. A sustentabilidade e ESG redefinem os critérios de criação de valor e de acesso ao financiamento. A Inteligência Artificial redefine a produtividade e a vantagem competitiva.
Estes temas respondem directamente aos desafios que as empresas enfrentam: pressão regulatória, transformação digital acelerada e necessidade constante de diferenciação. Ignorar ESG e Inteligência Artificial hoje é como ter ignorado a internet há 30 anos. A diferença é que agora o tempo para reagir é muito mais curto.
Que mudanças têm observado na forma como os alunos aplicam competências de Inteligência Artificial em projectos empresariais?
A aplicação tornou-se mais estratégica e menos experimental. Os participantes passaram de uma lógica de curiosidade tecnológica para uma lógica de criação de valor.
Hoje vemos utilização concreta de analytics, automação e IA generativa integradas em processos de decisão, eficiência operacional e análise preditiva. Mais relevante ainda: há maior consciência dos riscos éticos e reputacionais.
Com o aumento da diversidade de nacionalidades e de parcerias internacionais, que desafios e oportunidades surgem para promover a colaboração intercultural, maximizar a aprendizagem e oferecer experiências globais?
A diversidade cultural aumenta a complexidade, mas também multiplica a aprendizagem. Obriga a desenvolver escuta activa, empatia estratégica e capacidade de adaptação.
Os desafios existem – diferenças de comunicação e estilos de liderança – mas são precisamente esses contrastes que elevam o nível do debate e ampliam a visão global dos participantes. Num mercado internacional e global, a competência intercultural deixou de ser vantagem competitiva. É um requisito básico.
E oportunidades são imensas: Portugal é um país pequeno. Pelo que, uma business school portuguesa – nomeadamente uma escola “Triple Crown” como é a Católica Porto Business School – com mais parcerias e visibilidade internacionais, atrai profissionais, executivos, alunos e mesmo docentes que, provavelmente, de outra forma, não nos conheceriam.
A Semana Internacional na ESADE Business School tem vindo a marcar o vosso MBA Executivo. Que impacto esta actividade tem no desenvolvimento das competências de liderança e de inovação dos participantes?
A Semana Internacional na ESADE Business School expõe os participantes a novas perspectivas estratégicas e redes globais. Estas experiências reforçam a confiança, a agilidade e a capacidade de actuar fora da zona de conforto.
Liderança desenvolve-se sob pressão real, não apenas em reflexão académica.
A Católica Porto Business School tornou-se a única escola de negócios portuguesa a integrar o EMBA Consortium, uma rede global de MBA executivos. Que oportunidades esta integração traz para os participantes em termos de networking, experiências colaborativas e internacionalização da formação?
A integração no EMBA Consortium representa um passo estratégico para a internacionalização da nossa formação executiva. E para o MBA Executivo proporcionará ainda maior mobilidade académica – são mais de 15 business schools internacionais -, contacto com múltiplos contextos empresariais e acesso a uma rede global de líderes.
Para os participantes, significa expansão real de networking qualificado. E um networking global sólido é hoje um activo estratégico tão relevante quanto qualquer competência técnica.
A Católica Porto Business School foi a escola portuguesa que mais subiu no ranking da Financial Times de European Business Schools. Que factores contribuíram para esta subida e que impacto isso tem na reputação e visibilidade internacional da escola?
A subida no Financial Times European Business Schools Ranking resulta da nossa consistência estratégica: qualidade do corpo docente, impacto na progressão salarial dos alumni, internacionalização e forte ligação às empresas. É também fruto de questões específicas ligadas à força dos nossos programas, nomeadamente do Mestrado em Gestão e do Mestrado em Finanças.
Os rankings não são um fim em si mesmos, mas são indicadores de relevância e visibilidade internacional. E, claro, constroem uma reputação internacional duradoura.
O Alumni Abroad: Sharing Experiences reuniu antigos alunos com trajectórias profissionais no estrangeiro. Como é que estes eventos fortalecem a ligação entre a escola, os alunos actuais e os alumni?
Este encontro já é um clássico na nossa Business School e consolida uma comunidade profissional global: os nossos alumnis, de todo o mundo, vêm à Católica Porto Business School e estão com os actuais alunos e também docentes e até parceiros empresariais.
Além disso, permitem partilha de experiências concretas de internacionalização, criam oportunidades de mentoria entre alunos e alumni e reforçam o sentimento de pertença. Temos muito orgulho da nossa comunidade global de alumni e sabemos que esta é bastante importante para “estender” a nossa presença aos países e mercados em que actuam.
De que forma os programas da Católica Porto Business School têm ajudado os graduados a criar impacto nas suas organizações ou sectores, e que exemplos concretos poderiam ilustrar esta ligação entre formação e resultados profissionais?
No MBA Executivo, observamos impacto em progressões de carreira, liderança de projectos de transformação digital, reestruturações estratégicas e iniciativas de internacionalização. Estes programas são desenhados para aplicação imediata. Muitos participantes implementam projectos desenvolvidos em sala nas suas próprias organizações, com resultados mensuráveis.
Outros exemplos? Nos rankings do Financial Times, o nosso Mestrado em Finanças é o 3ª melhor do mundo em termos de progressão de carreira; e o nosso mestrado em gestão alcançou o 5º lugar no mundo, com uma valorização salarial média de 75% após a conclusão do programa – o melhor resultado entre as escolas portuguesas.
Que competências e experiências consideram que os participantes mais valorizam ao concluir os programas da Católica Porto Business School, e como esperam que estas os preparem para liderar mudanças e enfrentar desafios no futuro próximo?
Os participantes valorizam três dimensões centrais: clareza estratégica, confiança na decisão e capacidade de liderar em contexto de incerteza. Também nos diferenciam na vertente de proximidade aos alunos / participantes. De facto, a Católica Porto Business School aposta sempre numa visão humanista, em que o contacto próximo e directo é muito importante nas dinâmicas de aprendizagem e networking.
O futuro será marcado por volatilidade tecnológica, pressão regulatória e transformação organizacional acelerada. Preparar líderes para esse cenário obriga a mais do que conhecimento técnico – exige discernimento, resiliência e responsabilidade. No futuro, não vai vencer quem souber mais. Vai vencer quem souber decidir melhor – sob pressão, com dados imperfeitos e responsabilidade ética.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “MBA, Pós-graduações & Formações de Executivos”, publicado na edição de Março (n.º 240) da Executive Digest.




