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	<title>Barómetro &#8211; Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>XLVII Barómetro: Vasco Antunes Pereira, Grupo Lusíadas saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 09:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Vasco Antunes Pereira, Presidente do conselho de administração e CEO, Grupo Lusíadas saúde]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A análise de Vasco Antunes Pereira, Presidente do conselho de administração e CEO, Grupo Lusíadas saúde</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados deste 47.º Barómetro da Executive Digest revelam um tecido empresarial resiliente, embora assente num maior nível de exigência operacional e cada vez mais pressionado por um contexto externo incerto. Apesar de 56% das empresas reportarem um desempenho alinhado com as expectativas no arranque do ano, a percentagem ainda significativa de organizações abaixo do esperado (33%) confirma um ambiente económico exigente, onde a previsibilidade é cada vez mais limitada. As prioridades estratégicas reflectem esta realidade: a eficiência e a expansão afirmam-se como vectores críticos, acompanhados por um investimento contínuo na digitalização. Mais do que expandir, as empresas são hoje chamadas a crescer com maior disciplina, num contexto de menor margem de erro, determinante para a sua competitividade no curto e no médio prazo. No sector da saúde, estes desafios assumem uma natureza particularmente estrutural. A pressão sobre os custos, a necessidade de investimento contínuo e a escassez de recursos não são conjunturais e exigem uma resposta integrada. Neste contexto, a eficiência, a inovação e uma maior articulação entre o público e o privado continuam determinantes para garantir quer o acesso, quer a sustentabilidade do sistema. É igualmente evidente que as empresas esperam mais do enquadramento público. A simplificação administrativa e a redução da carga fiscal surgem como as principais prioridades, num momento em que o peso do Estado continua a ser percepcionado como um factor de constrangimento à actividade económica. O contexto geopolítico reforça esta pressão. A maioria dos inquiridos antecipa impactos moderados, sobretudo ao nível dos custos de energia e da logística, o que exige maior capacidade de adaptação e uma abordagem mais proactiva à gestão do risco.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 241) da Executive Digest, no âmbito da XLVII edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_750763]]></sapo:autor>
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		<title>XLVII Barómetro: Nelson Pires, JABA RECORDATI</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 09:10:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Nelson Pires, General Manager, JABA RECORDATI]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A análise de Nelson Pires, General Manager, JABA RECORDATI</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados do 47.º Barómetro da Executive Digest são inequívocos: a desburocratização (56%) é a prioridade absoluta para os gestores e decisores portugueses. Este dado não é apenas uma estatística; é um sintoma de um país onde a máquina pública, em vez de lubrificar as engrenagens da economia, funciona frequentemente como um travão à inovação e ao investimento. Dados recentes do INE (2024/2025) confirmam esta percepção das empresas: o indicador global de custos de contexto atingiu 3,14 pontos (numa escala de 1 a 5), o valor mais elevado da última década. Na opinião das empresas, agravado pela carga administrativa, licenciamentos e burocracia assim como pela morosidade judicial. A reforma do Estado não pode continuar a ser um conceito abstracto ou uma promessa eleitoral cíclica. Quando 36% dos inquiridos apontam a redução do IRS e 33% o Crescimento Económico como pilares urgentes, a mensagem é clara: “o Estado precisa de sair da frente”. A asfixia fiscal sobre a classe média e as empresas, combinada com uma Justiça lenta (28%) e processos administrativos labirínticos, cria um ecossistema hostil à competitividade. É também sintomático que a Habitação (33%) surja no topo das preocupações. O mercado reconhece que o custo de vida é hoje um entrave à mobilidade e à dignidade social. Em suma, o país não pede apenas menos impostos; pede um Estado mais ágil, digital e, acima de tudo, eficiente. Portugal não pode continuar a discutir o acessório enquanto a estrutura da sua administração pública impede o essencial: um crescimento robusto que retenha talento e gere prosperidade real. A reforma é, hoje, uma questão de sobrevivência económica.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 241) da Executive Digest, no âmbito da XLVII edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_750750]]></sapo:autor>
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		<title>XLVII Barómetro: Carla Marques, Intelcia Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 09:38:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Carla Marques, CEO, Intelcia Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A análise de Carla Marques, CEO, Intelcia Portugal</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os dados mostram empresas conscientes da pressão que o actual contexto económico e geopolítico está a gerar, mas ainda pouco consequentes na forma como lhe respondem. Se, por um lado, 78% antecipam impactos relevantes, nomeadamente ao nível dos custos de energia e logística, por outro, a maioria mantém ou até reforça o investimento. Isto revela ambição, mas também evidencia que a transformação estrutural continua, em muitos casos, por concretizar. Quando analisamos as prioridades das organizações, a eficiência operacional surge em primeiro lugar, mas apenas uma minoria coloca a digitalização e a inteligência artificial no centro da estratégia, e menos ainda a encara como uma reforma estrutural. Há aqui um desalinhamento claro entre o que se reconhece como necessário e aquilo que efectivamente se está a fazer. Ao mesmo tempo, persiste um foco significativo em factores externos, como a carga fiscal ou a desburocratização. São temas relevantes, mas não podem servir de justificação para adiar mudanças internas que são hoje inadiáveis. O verdadeiro desafio está dentro das organizações. Está na capacidade de repensar modelos operacionais, integrar tecnologia, reforçar competências e ganhar agilidade. Num contexto como o actual, não basta reagir à pressão, é essencial transformá-la em capacidade de adaptação, diferenciação e crescimento sustentável.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 241) da Executive Digest, no âmbito da XLVII edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_750742]]></sapo:autor>
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		<title>XLVII Barómetro: Luís Lopes, Vodafone Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 10:35:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Luís Lopes, CEO, Vodafone Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A análise de Luís Lopes, CEO, Vodafone Portugal</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Perante a incerta evolução dos conflitos no Médio Oriente, não surpreende que a maioria dos empresários (78%) se manifeste, neste barómetro, muito preocupada com o seu impacto. Quase todos (92%) prevêem manter ou aumentar o investimento face a 2025, também pela necessidade de resposta aos aumentos dos custos que já antevêem, sobretudo os mais ligados ao preço do petróleo (energia, transportes e matérias-primas). Esperado, mas não menos preocupante, é também o impacto destas subidas de preços nos bens de consumo alimentares, aumentando ainda mais a pressão financeira sobre as famílias. Reconfirmada a percepção de uma presença excessiva do Estado na economia, e com os empresários a insistirem na desburocratização e redução da carga fiscal como áreas prioritárias, note-se que a mediática reforma laboral não está no top 5 das que são consideradas mais urgentes. Ainda assim, dois terços consideram a proposta do Governo positiva para a competitividade da sua empresa. Sublinho ainda que mais de um quinto dos respondentes vê a digitalização e implementação de IA como principal aposta nos restantes três trimestres de 2026, opção que pode ajudar a realizar as duas maiores prioridades apontadas pelas empresas: a eficiência operacional e a expansão de mercado/crescimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 241) da Executive Digest, no âmbito da XLVII edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_750735]]></sapo:autor>
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		<title>XLVII Barómetro: Raul Neto, Randstad Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 09:24:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Raul Neto, CEO, Randstad Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A análise de Raul Neto, CEO, Randstad Portugal</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados do 47.º Barómetro refletem o estado de instabilidade e incerteza geopolítica em que vivemos. E 78% dos gestores das organizações manifestam-se preocupados, ainda que capazes de gerir a realidade atual. E se 56% das empresas teve um crescimento alinhado com as expectativas, não é despiciente que 33% das empresas ficaram abaixo das metas no primeiro trimestre. Por outro lado, a expectativa de incremento de custos, com 72% a esperar aumentos entre os 5% e os 20%, motiva a opção de 61% em não aumentar o nível de investimentos, e de 39% elegerem a eficiência operacional e a redução de custos como a sua prioridade estratégica. Contudo, há um aspecto que considero relevante e até preocupante. A “retenção de talento” teve 0% de respostas como prioridade estratégica para o resto do ano, e apenas 8% a consideram uma reforma urgente para o país. Isto significa que legitimamente há factores exógenos que requerem ações imediatas de curto prazo, mas corremos o risco de asfixiar o motor da economia real a médio e longo prazo. Como referi recentemente, a verdadeira liderança exige gerir tensões permanentes: procurar a eficiência máxima, mas principalmente manter a relevância do talento no centro das decisões. É um sinal animador que 67% dos líderes encarem a nova legislação laboral como um passo positivo para a competitividade. Mas a lei, por si só, não motiva nem retém equipas. Precisamos, sem dúvida, de um Estado que priorize a desburocratização (56%), mas as empresas não podem abdicar do seu papel essencial. A verdadeira eficiência só se alcança com líderes capazes de aliar o rigor financeiro à valorização humana. Sem talento, qualquer redução de custos será apenas uma vitória a curto prazo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 241) da Executive Digest, no âmbito da XLVII edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_750730]]></sapo:autor>
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		<title>XLVII Barómetro: Teresa Brantuas, Allianz Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 09:32:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Teresa Brantuas, CEO, Allianz Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A análise de Teresa Brantuas, CEO, Allianz Portugal</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As prioridades estratégicas identificadas para os restantes trimestres de 2026 reflectem uma mudança clara da agenda. A eficiência operacional e a redução de custos surgem como a principal prioridade, sinalizando que o foco das organizações está agora na protecção de margens e na sustentabilidade do desempenho num contexto mais exigente. A expansão de mercado e o crescimento económico mantêm‑se como eixos relevantes, mas de forma mais selectiva e pragmática, subordinados à capacidade de execução e ao retorno do capital investido. A ambição não desaparece, mas é calibrada por uma leitura mais realista do contexto macroeconómico e o geopolítico. A digitalização e a implementação de Inteligência Artificial assumem um papel estruturante enquanto alavancas de produtividade e eficiência, deixando o plano conceptual e passando a parte integrante da estratégia a curto prazo. O foco desloca‑se para a aplicação prática e para impactos mensuráveis no desempenho operacional. Em contraste, temas como sustentabilidade e retenção de talento surgem com menor peso directo na hierarquia imediata de prioridades, não por perda de relevância estratégica, mas porque são cada vez mais entendidos como dimensões transversais, integradas nas decisões de eficiência, crescimento e transformação tecnológica. O sucesso em 2026 dependerá menos de novas estratégias e mais da capacidade e rapidez na adaptação e resiliência das organizações.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 241) da Executive Digest, no âmbito da XLVII edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_750718]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>XLVII Barómetro: Luís Ribeiro, Novobanco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:20:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Luís Ribeiro, administrador do Novobanco]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A análise de Luís Ribeiro, administrador do Novobanco</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados deste último Barómetro abordam, pela primeira vez, os impactos das cheias/tempestades e da guerra no Médio Oriente. É verdade que estes choques apanharam a economia portuguesa num momento relativamente favorável, exibindo excedentes nas contas externas e públicas, crescimento acima da média europeia e condições de financiamento favoráveis (com avaliações mais positivas das agências de rating). Mas é inegável que eles contribuem para uma deterioração do outlook, trazendo novos desafios para as empresas e famílias. Os sinais de menor crescimento e maior inflação começam já a ser visíveis. O Banco de Portugal reviu em baixa as suas previsões de crescimento, de 2.3% para 1.8% em 2026. De acordo com o Barómetro deste mês, 78% dos inquiridos mostram-se preocupados com os impactos do conflito no Irão ao nível dos custos e das cadeias de abastecimento (embora vejam esses impactos como “geríveis”). Dois terços antecipam um aumento global dos custos entre 5% e 20%. Esta pressão já se começou a fazer sentir ao nível dos indicadores de inflação, quer em Portugal quer no conjunto da Zona Euro, neste caso fazendo perspectivar possíveis aumentos dos juros de referência na segunda metade do ano. Um dos principais factores penalizadores do outlook será o aumento da incerteza, que também já é visível: desde o Barómetro de Fevereiro, a percentagem das empresas inquiridas planeando aumentar o investimento reduziu-se de 56% para 39%. A “eficiência operacional” e a “redução de custos” aparecem, assim, referidas como as principais prioridades estratégicas das empresas. A primeira referência é particularmente relevante. Num contexto económico e geopolítico em que a volatilidade e a imprevisibilidade parecem ser o novo estado “normal”, as empresas e os Governos tenderão a eleger como preocupações centrais a segurança (foco nas cadeias de abastecimento, nas capacidades de IT, nos gastos em Defesa, etc&#8230;), a autonomia (por exemplo, ao nível da energia) e a capacidade de resistência a choques (incluindo guerras, eventos climáticos, ciberterrorismo, pandemias,&#8230;). Os desenvolvimentos recentes são sinais de uma economia (e um Mundo) em mudança. É fundamental que as empresas consigam ver nessa mudança não apenas dificuldades, mas também oportunidades de investimento, de negócio e de crescimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 241) da Executive Digest, no âmbito da XLVII edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_750709]]></sapo:autor>
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		<title>XLVII Barómetro: Vitor Ribeirinho, KPMG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 09:42:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Vitor Ribeirinho, Senior partner/CEO, KPMG PORTUGAL]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A análise de Vitor Ribeirinho, Senior partner/CEO, KPMG PORTUGAL</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A preocupação crescente em torno do conflito no Médio Oriente surge como um dos principais destaques desta edição do Barómetro e uma das razões para a diminuição generalizada do optimismo dos inquiridos. Uma larga maioria dos participantes (78%) manifesta receio quanto ao impacto directo ou indirecto da tensão no Irão sobre a actividade das suas empresas. Ainda assim, mantém-se a percepção de que, neste momento, os efeitos negativos ainda podem ser geridos, apesar de quase metade das organizações (47%) anteciparem um aumento entre 5% e 10% nos seus custos operacionais devido às implicações deste cenário geopolítico. Apesar do contexto global adverso, o fecho do primeiro trimestre do ano traz sinais de estabilidade. Mais de metade das empresas (56%) afirma estar alinhada com as metas definidas para 2026, fruto de níveis de resiliência e de planeamento do nosso tecido empresarial. Se olharmos em exclusivo para o panorama interno, o optimismo aumenta. Nesta percepção destacam-se os sinais positivos das empresas relativamente à proposta do Governo de nova legislação laboral, com a maioria dos inquiridos (67%) a considerar que poderá reforçar a competitividade e melhorar a gestão dos recursos humanos. Apesar destas condicionantes, mais de metade das empresas (53%) pretende manter o nível de investimento face ao ano passado. Recordo que não há muito tempo, o Barómetro mostrava uma tendência crescente de investimento das empresas, algo que não acontece neste momento. Para o próximo trimestre, e tendo em conta a conjuntura global, a principal prioridade estratégica das organizações concentra-se na eficiência operacional e redução de custos. Num momento em que a incerteza parece ser uma constante do tecido económico global, as empresas estão cada vez mais a preparar as suas estruturas para resistir e não reagir às crises.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 241) da Executive Digest, no âmbito da XLVII edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_750693]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>XLVII BARÓMETRO: Empresas ajustam estratégias: Do optimismo à prudência</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/xlvii-barometro-empresas-ajustam-estrategias-do-optimismo-a-prudencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 10:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[Os três primeiros meses do ano marcam uma viragem no sector empresarial, com as empresas a passarem de uma expectativa de crescimento para uma atitude mais prudente, ajustando investimentos e prioridades face a novos desafios económicos e geopolíticos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A transição entre o arranque do ano e o primeiro trimestre de 2026 revela um ajuste pragmático do sector empresarial, marcado pela passagem de uma postura optimista para uma estratégia focada na eficiência operacional. No 46.º Barómetro da Executive Digest (Fevereiro), as perspectivas para 2026 eram marcadamente positivas e optimistas, com 88% das empresas a preverem crescimento no seu sector. No entanto, os dados do 47.º Barómetro (Abril) mostram que a realidade do primeiro trimestre trouxe desafios, com 33% das organizações a admitirem um desempenho abaixo das metas inicialmente traçadas, embora a maioria (56%) se mantenha alinhada com as expectativas.</p>
<p style="text-align: justify;">Este cenário reflectiu-se directamente nos planos de investimento e nas prioridades estratégicas. Se no anterior inquérito existia uma forte intenção de expansão, com 56% das empresas a planearem aumentar o investimento, o 47.º Barómetro indica um recuo para a prudência, com a maioria das empresas (53%) a optar agora pela manutenção do investimento e apenas 39% a manterem a intenção de o aumentar face a 2025. Da mesma forma, a prioridade estratégica para o resto do ano de 2026 passou a ser a “Eficiência operacional e redução de custos” (39%), superando a “Expansão de mercado” (33%) e a “Digitalização e implementação de IA” (22%). É importante referir que, no final de 2025, o entusiasmo com a Inteligência Artificial era elevado, com 70% das empresas a planearem investir mais ou continuar a investir fortemente nesta tecnologia.</p>
<p style="text-align: justify;">No que toca à relação com o Estado, a percepção de um peso excessivo na economia continua a ser um aspecto negativo, embora com uma ligeira variação na intensidade: no 46.º Barómetro, 78% dos gestores consideravam o peso do Estado elevado ou excessivo, comparando com os 69% registados agora (36% elevado e 33% excessivo). As reformas propostas pelo Governo no final de 2025 tinham uma aceitação de 72%, e o inquérito de Abril confirma esta tendência positiva em áreas específicas, Irão, que afecta 86% das empresas (78% preocupadas com impacto moderado e 8% muito preocupadas com impacto crítico). Esta instabilidade gera uma forte pressão nos custos, com 75% das organizações a anteciparem um aumento global de custos superior a 5%. Os sectores identificados como mais vulneráveis a este impacto são a Energia e Combustíveis (92%), a Logística e Transportes Internacionais (69%) e os Bens de Consumo e Alimentares (42%).</p>
<p style="text-align: justify;">No plano interno, a capacidade de resposta nacional e a eficácia dos planos de recuperação para mitigar os impactos das tempestades que afectaram Portugal nos primeiros meses do ano são avaliadas com cepticismo pelos gestores.</p>
<p style="text-align: justify;">A maioria dos inquiridos (44%) classifica a resposta como apenas “Moderada”, enquanto 22% a consideram “Insuficiente”. Em contraste, apenas uma minoria avalia a actuação de forma favorável: 31% descrevem-na como “Positiva” e apenas 3% como “Muito Positiva”. Estes resultados evidenciam que, para o tecido empresarial, existe uma necessidade clara de reforçar a resiliência e de melhorar a eficácia das medidas de mitigação perante fenómenos climáticos extremos.</p>
<p style="text-align: justify;">A conclusão final do 47.º Barómetro revela um ajuste pragmático e cauteloso das empresas portuguesas, que transitaram de um optimismo expansionista no planeamento para uma estratégia de resiliência e eficiência operacional na execução do ano de 2026. Esta mudança assenta em três pilares fundamentais: o choque entre expectativa e realidade, a reorientação de prioridades e a exigência de reformas e a necessidade de reforçar a resiliência. Embora as empresas mantenham uma visão positiva sobre reformas específicas, como a laboral (com 72% de aprovação), existe uma fadiga crescente relativamente ao peso do Estado e à sua capacidade de resposta a crises.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-751063 size-full" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/1234.png" alt="" width="1476" height="776" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/1234.png 1476w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/1234-300x158.png 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/1234-856x450.png 856w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/1234-768x404.png 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/1234-1200x631.png 1200w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/1234-600x315.png 600w" sizes="(max-width: 1476px) 100vw, 1476px" /><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-751062 size-full" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/567.png" alt="" width="1145" height="665" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/567.png 1145w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/567-300x174.png 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/567-775x450.png 775w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/567-768x446.png 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/567-600x348.png 600w" sizes="(max-width: 1145px) 100vw, 1145px" />  <img decoding="async" class="aligncenter wp-image-751064 size-full" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/8910.png" alt="" width="1130" height="825" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/8910.png 1130w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/8910-300x219.png 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/8910-616x450.png 616w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/8910-768x561.png 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/04/8910-600x438.png 600w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este Barómetro conta também com a análise dos especialistas:</p>
<p class="bs-padding-1-0">– Vítor Ribeirinho, CEO / Senior Partner da KPMG Portugal</p>
<p class="bs-padding-1-0">– Luís Ribeiro, Administrador do novobanco</p>
<p>&#8211; Teresa Brantuas, CEO da Allianz Portugal</p>
<p class="bs-padding-1-0">– Raul Neto, CEO da Randstad Portugal</p>
<p>&#8211; Luís Lopes, CEO da Vodafone Portugal</p>
<p>&#8211; Carla Marques, CEO da Intelcia Portugal</p>
<p class="bs-padding-1-0">– Nelson Pires, General Manager da Jaba Recordati</p>
<p class="bs-padding-1-0">– Vasco Antunes Pereira, Presidente do conselho de administração e CEO do Grupo Lusíadas Saúde</p>
<p><em>Artigo publicado na Revista Executive Digest n.º 241 de Abril de 2026</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_750895]]></sapo:autor>
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		<title>XLVI BARÓMETRO: Pedro Moreira, EGEAC Lisboa Cultura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 10:34:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Pedro Moreira, Presidente da EGEAC, Lisboa Cultura]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>A análise de Pedro Moreira, Presidente da EGEAC, Lisboa Cultura</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com o início de cada novo ano, assiste-se à reactivação das actividades das empresas públicas e privadas, com a implementação dos planos estratégicos previamente desenhados e aprovados. Esta fase de arranque é também fundamental para o sector cultural, uma vez que determina não apenas o ritmo das operações, mas orienta igualmente as prioridades de investimento e a alocação de recursos. O panorama actual, tal como reflectido pelo Barómetro, revela um crescimento moderado, condicionado pelos limites orçamentais que se fazem sentir em todo o espectro da actividade e em especial no sector cultural. E se o peso do Estado é percebido como elevado, a resposta passa por diversificar o financiamento – parcerias, candidatura a fundos e mecenato – e por reformas que simplifiquem e tragam previsibilidade, algo que considero positivo nas recentes medidas governamentais. Em cultura, investir é conservar e modernizar: equipamentos seguros, eficiência energética, melhor experiência de visita e circulação e melhores condições para inspirar a criação artística. Se a Economia Azul poderá não ser central para a cultura, é estratégica para um País com uma fronteira atlântica como o nosso. Num momento de amplo debate da geopolítica, como é o caso do dossier Gronelândia, este tema reforça a centralidade na abordagem internacional de fronteiras. A este eixo estratégico junto-lhe, como prioritárias, as apostas na educação e na saúde, para além da Economia do Futuro, onde a IA está a assumir um papel crescente também no sector cultural. Queremos investir mais, começando pelas pessoas: formação em literacia digital, ética e aplicação prática. A IA deve libertar tempo, melhorar o atendimento e gestão de informação, sem substituir a curadoria e a criação “human designed”. Portugal está moderadamente preparado: há avanços que importam celebrar, mas persistem fragilidades estruturais. O nosso grande desafio nunca foi pensar, mas sim executar.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Fevereiro (nº. 239) da Executive Digest, no âmbito da XLVI edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_719595]]></sapo:autor>
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		<title>XLVI BARÓMETRO: Nelson Pires, Jaba Recordati</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 11:22:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Nelson Pires, General Manager da Jaba Recordati]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>A análise de Nelson Pires, General Manager da Jaba Recordati</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados do mais recente Barómetro mensal da Executive Digest, realizado junto de centenas de gestores de topo em Portugal, são claros e desconfortáveis. Vou-me focar apenas numa das questões, provavelmente a mais estruturante do Barómetro. Quando questionados sobre as três prioridades mais determinantes para acelerar o desenvolvimento do País na próxima década, a resposta dominante não aponta para grandes visões futuristas nem para agendas simbólicas. Aponta, de forma inequívoca, para o básico: Estado, educação e capacidade de execução. A prioridade mais votada – Estado e Confiança Pública (74%) – não deixa margem para interpretações optimistas. O tecido empresarial português identifica o Estado como o principal factor crítico de sucesso ou falhanço do desenvolvimento nacional. Não por falta de boas intenções, mas por excesso de burocracia, lentidão administrativa, instabilidade regulatória e défice de previsibilidade. Este resultado traduz uma fadiga institucional profunda. Os gestores não pedem menos Estado, pedem um Estado que funcione. Um Estado que decida em tempo útil, que cumpra prazos, que seja transparente e que não transforme cada investimento num teste de resistência. Sem esta base, qualquer estratégia económica – por mais bem desenhada – acaba por se perder na execução. Logo a seguir surge educação e competências (64%), um dado que confirma um consenso antigo, mas ainda longe de ser resolvido. O sistema educativo português continua desalinhado com as necessidades da economia real. Falta ligação efectiva entre universidades, empresas e Estado. Falta requalificação séria de adultos. Falta foco em competências críticas para a próxima década: tecnologia, engenharia, dados, gestão e pensamento crítico. Os gestores sabem que não há crescimento sustentável sem produtividade e que não há produtividade sem capital humano qualificado. O País pode continuar a atrair investimento, mas se não formar talento suficiente – ou se continuar a perdê-lo – esse investimento será sempre limitado, de baixo valor acrescentado e facilmente deslocável. A economia do futuro (48%), que inclui áreas como biotecnologia, energias limpas, economia do mar e startups, surge apenas em terceiro lugar. Não por falta de ambição, mas por realismo. A mensagem implícita é simples: antes de apostar no futuro, é preciso arrumar a casa. Inovação sem talento não escala. Startups sem enquadramento regulatório previsível não crescem. Transição energética sem capacidade administrativa pára. Ainda mais revelador é o que fica para trás. Sustentabilidade e crescimento verde (16%), identidade e cultura (12%) e território e coesão (26%) são vistos como importantes, mas não determinantes. Não porque sejam irrelevantes, mas porque são entendidos como consequências de uma economia funcional – não como o seu motor principal. A excepção parcial é saúde e bem-estar (46%), que reflecte preocupações reais com o envelhecimento da população, a eficiência do SNS e a inovação em saúde digital, mas que ainda assim não é percepcionada como a alavanca central do desenvolvimento económico. O retrato que emerge deste Barómetro é o de um País que já não se ilude com discursos fáceis. O tecido empresarial português não está à procura de slogans, está à procura de reformas. Reformas institucionais, reformas educativas, reformas administrativas. Não necessariamente mais despesa pública, mas melhor utilização dos recursos existentes. Não mais planos estratégicos, mas capacidade de execução consistente ao longo do tempo. Há também um sinal político importante: o problema de Portugal não é a falta de ideias nem a ausência de sectores promissores. É a dificuldade crónica em transformar boas intenções em resultados. Enquanto esta fragilidade estrutural persistir, qualquer narrativa de “salto para o futuro” será, no máximo, retórica. Este Barómetro não é pessimista. É exigente. Mostra que quem lidera empresas em Portugal entende bem onde estão os bloqueios reais ao crescimento. Ignorar esta mensagem seria um erro. Levá-la a sério pode ser o primeiro passo para, finalmente, alinhar ambição com capacidade. Portugal não precisa de reinventar o País. Precisa, antes de mais, de fazer bem o essencial. E isso, como os gestores deixam claro, começa no Estado, passa pela educação e só depois chega ao futuro.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Fevereiro (nº. 239) da Executive Digest, no âmbito da XLVI edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_719591]]></sapo:autor>
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		<title>XLVI BARÓMETRO: Pedro Brito, Nova SBE Executive Education</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 09:14:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Pedro Brito, CEO &#038; Associate Dean da Nova SBE Executive Education.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>A análise de Pedro Brito, CEO &amp; Associate Dean da Nova SBE Executive Education</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados do mais recente Barómetro da Executive Digest revelam algo pouco comum em Portugal: uma perspetiva globalmente positiva. Crescimento moderado, investimento sustentado, aposta clara na Inteligência Artificial e uma perceção mais construtiva sobre o papel do Estado. Este clima de confiança é relevante. Mas não elimina os desafios estruturais que permanecem. O dado que mais me interpela está nas três prioridades apontadas como determinantes para o país na próxima década: educação e competências, saúde e bem-estar, e economia do futuro. Estas áreas convergem num ponto crítico: a capacidade de liderança em contextos de tensão permanente. Hoje, qualquer CEO vive paradoxos que não vão desaparecer: crescer mantendo prudência financeira; acelerar inovação sem perder as pessoas; usar IA para ganhar eficiência sem comprometer confiança; exigir performance protegendo bem-estar; competir globalmente enquanto constrói coesão interna. Não são dilemas de escolha &#8211; são tensões para gerir simultaneamente. Na Nova SBE temos trabalhado precisamente nesta fronteira: desenvolver líderes mais capazes de sustentar decisões melhores ao longo do tempo e de operar numa lógica de alianças reais entre empresas, setor público e sociedade. Continuamos, culturalmente, pouco treinados para colaborar de forma profunda e consistente. Preferimos silos ao risco da interdependência. Por isso, as empresas precisam de investir no desenvolvimento de líderes mais conscientes e equilibrados, capazes de decidir bem sob pressão e ambiguidade. É essencial aprender a gerir paradoxos permanentes como o desempenho e bem-estar, inovação e confiança, autonomia e alinhamento. E, sobretudo, promovendo cada vez mais uma mentalidade associativa, entre empresas, Estado e sociedade, para gerar impacto sustentável à escala do país, da Europa e do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Fevereiro (nº. 239) da Executive Digest, no âmbito da XLVI edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_719588]]></sapo:autor>
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		<title>XLVI BARÓMETRO: Raul Neto, Randstad Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 09:21:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Raul Neto, CEO da Randstad Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>A análise de Raul Neto, CEO da Randstad Portugal</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados deste Barómetro reforçam as tendências já identificadas anteriormente. Num contexto global incerto, 82% dos gestores prevêem um crescimento moderado no seu setor de atividade, o que não limita a necessidade de investimento identificada pela maioria das empresas (56% planeia aumentar o seu investimento em 2026).</p>
<p style="text-align: justify;">Estes números revelam organizações que identificam a criticidade na aposta tecnológica de forma inequívoca: 54% tencionam investir mais em Inteligência artificial este ano e 16% vão continuar a investir fortemente.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, os verdadeiros desafios não residem apenas na capacidade financeira para investir, ou na evolução tecnológica, mas também de dois outros fatores fundamentais. E se o primeiro é exógeno ao tecido empresarial como é demonstrado por 78% dos inquiridos a considerarem o peso do Estado na economia como “elevado” ou “excessivo”, o segundo demonstra a consciencialização dos gestores da necessidade das suas empresas estarem focadas na preparação do capital humano, que será a sustentação do futuro. É revelador que, ao projetarmos as prioridades para os próximos 10 anos, a “Educação e Competências” (64%) surja destacada como o segundo pilar mais crítico para o desenvolvimento de Portugal. Isto valida uma premissa fundamental: a “Economia do Futuro” — prioridade para 48% dos gestores — não se faz por decreto, nem apenas com software.</p>
<p style="text-align: justify;">Para 2026, é crítico garantir que o investimento em IA seja acompanhado, passo a passo, por uma estratégia robusta de qualificação e requalificação. A tecnologia é o motor, mas o talento é o combustível. Só com este equilíbrio deixaremos de ter uma preparação “moderada” para alcançarmos a competitividade sustentável que ambicionamos.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Fevereiro (nº. 239) da Executive Digest, no âmbito da XLVI edição do seu Barómetro</em>.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_719584]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>XLVI BARÓMETRO: Luís Ribeiro, novobanco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 10:04:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Luís Ribeiro, Administrador do novobanco.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>A análise de Luís Ribeiro, Administrador do novobanco</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados deste último Barómetro exprimem a continuação de um optimismo moderado na economia portuguesa. As projecções mais recentes apontam para um crescimento em torno de 2% em 2026, acima dos 1,2% esperados para o conjunto da Zona Euro. Esta evolução deverá ser determinada, em grande medida, por um maior contributo do investimento, com a execução do PRR a ter que ser acelerada. Embora esta deve ter uma tradução mais visível na expansão do investimento público, esperam-se também efeitos de spillover sobre o sector privado. Alguma recuperação das exportações, depois de um ano marcado pela incerteza e disrupção das tarifas dos EUA, poderá também suportar a despesa de capital das empresas. Em particular, Portugal pode beneficiar dos efeitos indirectos de uma política orçamental mais expansionista na Alemanha. Por último, mas não menos importante, o ambiente económico global mais competitivo gerado pelos rápidos desenvolvimentos tecnológicos deveria forçar, também, alguma proactividade das empresas nas suas decisões de investimento. O Barómetro sugere que 56% das empresas planeia aumentar o investimento em 2026; e que 54% vai investir mais em Inteligência Artificial. É fundamental criar condições para atrair investimento (doméstico e externo) de uma forma mais permanente e expressiva. Só assim se conseguirão ganhos de produtividade que permitirão aumentar o rendimento de forma sustentada e resolver uma série de problemas de que a economia portuguesa sofre (incluindo os ligados à habitação e à saúde). Em 2024, Portugal esteve entre os 10 principais países europeus na atracção de investimento directo estrangeiro, com mais de 45% dos projectos associados a software e serviços de IT e/ou a serviços profissionais e às empresas. Estes são resultados positivos, que vão contribuindo gradualmente para uma recomposição da economia portuguesa no sentido de um maior valor acrescentado (nas empresas, no mercado de trabalho, na produção). Mas há ainda muito caminho para fazer. Neste contexto, é positivo que o Barómetro identifique a eficiência do Estado, a educação e competências, e as novas tecnologias como as principais prioridades para o desenvolvimento (no mesmo sentido, é também positivo que o cluster da economia azul, potenciando as vantagens comparativas da economia portuguesa, seja destacado).</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Fevereiro (nº. 239) da Executive Digest, no âmbito da XLVI edição do seu Barómetro</em>.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_719576]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>XLVI BARÓMETRO: Vitor Ribeirinho, KPMG Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 11:47:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Vitor Ribeirinho, CEO/ Senior Partner da KPMG Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>A análise de Vitor Ribeirinho, CEO/ Senior Partner da KPMG Portugal</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Moderação é a palavra-chave desta edição do Barómetro cujos dados, embora positivos, representam um ligeiro arrefecimento face ao registo das últimas edições. Começo por destacar uma questão que temos vindo a abordar com frequência também na KPMG, nomeadamente com o nosso projeto “Ambição para Portugal” e que diz respeito ao nível de preparação do país para crescer nos próximos anos. A maioria dos inquiridos (62%) fala num nível “moderado”, ficando claro que, apesar dos avanços relevantes que temos feito, ainda continuamos a ter alguns desafios estruturais que importam endereçar.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao nível das empresas, também a esmagadora maioria dos participantes (82%) espera um crescimento moderado, ainda que com a perspetiva de haver um aumento ao nível do investimento, da parte de metade dos inquiridos.</p>
<p style="text-align: justify;">A perceção sobre o peso do Estado na economia mantém-se crítica, com 78% a considerá-lo elevado ou excessivo, reforçando a necessidade de uma maior eficiência e previsibilidade regulatória. Não obstante, as reformas propostas pelo Governo recolhem uma avaliação maioritariamente positiva, o que evidencia abertura a reformas estruturais.</p>
<p style="text-align: justify;">Olhando para as três prioridades mais determinantes para a próxima década, o resultado é claro: Estado e Confiança Pública (74%), com foco na simplificação administrativa e transparência; Educação e Competências (64%), reforçando a qualificação e a articulação entre a Academia e as empresas; e Economia do Futuro (48%), impulsionando inovação, energias limpas e novos setores estratégicos. Independentemente das prioridades identificadas, o grande sinal positivo desta edição é o facto de as empresas manterem a ambição no seu crescimento e no desenvolvimento da economia nacional, ainda que encarem o futuro com maior prudência.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Fevereiro (nº. 239) da Executive Digest, no âmbito da XLVI edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_719567]]></sapo:autor>
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		<title>XLV BARÓMETRO: Empresários reforçam optimismo para 2026, mas apontam o peso do Estado como principal travão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 11:39:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[Resultados do novo barómetro Executive Digest mostram um cenário de confiança reforçada no desempenho económico, assente numa aceleração do investimento e na aplicação integral da inteligência artificial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Se, em Dezembro de 2025, o sentimento era de um «equilíbrio entre ambição e prudência», os dados do 46.º Barómetro Executive Digest mostram que as empresas estão prontas para passar à ofensiva, embora mantenham uma visão muito crítica sobre as fragilidades estruturais do país e a excessiva presença do Estado na economia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO E DO INVESTIMENTO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O optimismo sectorial, que já era de 80% no anterior Barómetro, sobe oito pontos (88%), com a grande maioria dos gestores (82%) a antecipar um crescimento moderado e 6% a preverem um crescimento forte na sua área. Este indicador é acompanhado por uma subida notável nas intenções de investimento: 56% das empresas contam aumentar o seu esforço financeiro este ano (uma subida de mais de 10% relativamente ao 45.º Barómetro), sinalizando que o receio de estagnação está a dar lugar a uma vontade de expansão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: DA ESTRATÉGIA À EXECUÇÃO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Inteligência Artificial (IA) deixou, definitivamente, de ser um tema de “planeamento” para se tornar uma realidade de “execução”. Se, em Dezembro do ano passado, 53% planeavam aumentar o investimento nesta área, os dados do 46.º Barómetro indicam que 70% dos gestores vão investir mais ou continuar a investir fortemente em IA este ano. Com apenas 2% das empresas a admitirem que ainda não utilizam esta tecnologia, confirma-se a tendência de que a IA é o motor central da produtividade e um factor de diferenciação estratégica no mercado nacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O «PARADOXO DO ESTADO»: APOIO ÀS REFORMAS VS. PESO EXCESSIVO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um dos destaques deste Barómetro é a relação ambivalente com o sector público. Por um lado, existe um apoio claro à direcção política: 72% dos inquiridos avaliam positivamente as reformas do Estado propostas pelo actual Governo. Por outro lado, o diagnóstico sobre a realidade actual é severo: 78% dos gestores consideram o peso do Estado na economia como Elevado (50%) ou Excessivo (28%).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ECONOMIA AZUL: UMA NOVA FRONTEIRA E OPORTUNIDADE ESTRATÉGICA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como novidade, o 46.º Barómetro introduziu o tema do Mar e de que forma é que este pode ser encarado como um pilar de competitividade futura. Para 58% das empresas, a Economia Azul é já um tema com influência crescente ou essencial. A urgência é também política: 64% dos líderes empresariais consideram que o Plano Estratégico para o Mar 2030 exige uma acção imediata ou planeamento urgente, reforçando a ideia de que Portugal não pode perder esta janela de oportunidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PRIORIDADES PARA A PRÓXIMA DÉCADA E CAMINHOS PARA UM PORTUGAL EXTRAORDINÁRIO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como forma de lançamento da próxima Conferência Executive Digest, que irá ter lugar no próximo dia 15 de Abril, foi lançado o desafio de serem identificadas quais devem ser as prioridades para a próxima década e de que forma é que Portugal está preparado para as implementar. Assim, o tema «Estado e Confiança Pública» (simplificação, digitalização e eficiência) surge como a prioridade n.º 1 para 74% dos gestores, superando áreas críticas como a Educação (64%) e a Saúde (46%). Apesar destas prioridades claras, a confiança na capacidade de execução do país é contida. 62% dos gestores classificam o nível de preparação de Portugal como “moderado”, justificando que, embora existam avanços relevantes, o país ainda padece de “fragilidades estruturais”. Para além disso, 28% consideram a preparação insuficiente ou muito insuficiente, apontando para a falta de estratégias claras e dispersão de iniciativas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O 46.º Barómetro Executive Digest mostra-nos que o tecido empresarial português está a fazer o seu papel: investe, moderniza-se (através da IA) e identifica novas áreas de crescimento, como o Mar. No entanto, a mensagem para o poder político permanece a mesma do Barómetro anterior: para que 2026 não seja apenas um ano de “crescimento moderado”, o Estado tem de deixar de ser um fardo burocrático e tornar-se, efectivamente, um facilitador da confiança e competitividade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-719557 size-full" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/02/123.png" alt="" width="1135" height="696" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/02/123.png 1135w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/02/123-300x184.png 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/02/123-734x450.png 734w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/02/123-768x471.png 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/02/123-600x368.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1135px) 100vw, 1135px" /><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-719558 size-full" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/02/456.png" alt="" width="1081" height="746" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/02/456.png 1081w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/02/456-300x207.png 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/02/456-652x450.png 652w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/02/456-768x530.png 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/02/456-600x414.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1081px) 100vw, 1081px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-719560 " src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/02/789.png" alt="" width="953" height="809" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este Barómetro conta também com a análise dos especialistas:</p>
<p class="bs-padding-1-0">– Vítor Ribeirinho, CEO / Senior Partner da KPMG Portugal</p>
<p class="bs-padding-1-0">– Luís Ribeiro, Administrador do novobanco</p>
<p class="bs-padding-1-0">– Raul Neto, CEO da Randstad Portugal</p>
<p class="bs-padding-1-0">– Pedro Brito, CEO &amp; Associate Dean da Nova SBE Executive Education</p>
<p class="bs-padding-1-0">– Nelson Pires, General Manager da Jaba Recordati</p>
<p class="bs-padding-1-0">– Pedro Moreira, Presidente da EGEAC, Lisboa Cultura</p>
<p><em>Artigo publicado na Revista Executive Digest n.º 239 de Fevereiro de 2026</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_719542]]></sapo:autor>
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		<title>XLV BARÓMETRO: Ricardo Martins, CEGOC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 09:30:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A análise de Ricardo Martins, CEO da CEGOC.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>A análise de Ricardo Martins, CEO da CEGOC</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados do 45.º Barómetro revelam um tecido empresarial que, apesar da instabilidade económica e geopolítica, continua a encarar 2026 com um optimismo moderado. A maioria das organizações prevê crescimento e mantém ou reforça planos de investimento, mesmo num contexto onde as preocupações com crises financeiras, conflitos e guerras comerciais permanecem no topo das prioridades. Esta resiliência demonstra maturidade na gestão e uma maior capacidade de adaptação a ciclos voláteis. A forte intenção de aprofundar o uso de Inteligência Artificial – com mais de metade das empresas a querer investir mais – indica que esta transformação tecnológica deixou de ser tendência para se tornar uma decisão crítica. Interessante notar que a maioria não antecipa reduções significativas de postos de trabalho, mas sim uma reorganização interna, sinal de que neste plano, a transição será mais evolutiva do que disruptiva no curto prazo. As expectativas sobre o Orçamento do Estado mostram um consenso claro: necessidade de desburocratização, redução da carga fiscal e criação de condições mais favoráveis ao crescimento. Esta mensagem repete-se de forma consistente nos últimos anos e evidencia um desejo de estabilidade regulatória que permita às empresas focarem-se no que verdadeiramente cria valor. Isto traduz uma necessidade urgente: acelerar a requalificação, reforçar competências críticas e apoiar as organizações na construção de modelos de trabalho mais ágeis. O Barómetro confirma, no essencial, um País cauteloso, mas afirmativo perante um ciclo que exigirá talento mais preparado, líderes mais conscientes e estratégias de desenvolvimento verdadeiramente integradas, num cenário global cada vez mais exigente.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Dezembro (nº. 237) da Executive Digest, no âmbito da XLV edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_699947]]></sapo:autor>
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		<title>XLV BARÓMETRO: João Pinto, Católica Porto Business School</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Feb 2026 11:07:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A análise de João Pinto, Dean da Católica Porto Business School]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>A análise de João Pinto, Dean da Católica Porto Business School</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">O ambiente empresarial português revela optimismo e resiliência, com as organizações a perspectivarem crescimento e a manterem intenções de investimento, apesar das incertezas globais. Destacam-se como prioridades a necessidade de reformas estruturais e a atenção aos riscos financeiros e geopolíticos. A Inteligência Artificial assume-se como eixo central de transformação, não apenas pela adopção tecnológica, mas pela valorização da formação dos colaboradores para uma integração ética e eficaz da IA nos processos de decisão. A maioria das empresas encara esta transição como oportunidade para requalificar equipas e potenciar novas competências. Neste contexto de transformação acelerada, a capacidade de aprender, adaptar e liderar com visão ética torna-se o verdadeiro diferencial competitivo. A Católica Porto Business School, pioneira na integração regulamentada da Inteligência Artificial no ensino, reafirma o seu compromisso em preparar líderes capazes de transformar desafios em oportunidades, promovendo uma cultura de inovação responsável e sustentável. O futuro das organizações será desenhado por quem souber conjugar conhecimento, tecnologia e valores humanos.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Dezembro (nº. 237) da Executive Digest, no âmbito da XLV edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_699944]]></sapo:autor>
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		<title>XLV BARÓMETRO: Ana Trigo Morais, Sociedade Ponto Verde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Feb 2026 09:41:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A análise de Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>A análise de Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados do 45.º Barómetro mostram que as empresas portuguesas estão a viver um momento de renovada confiança e ambição. O crescimento registado em 2025 e as expectativas positivas para 2026 revelam que, mais do que nunca, aprendemos a transformar desafios em oportunidades. Mas este progresso não depende apenas de indicadores económicos: depende da nossa capacidade de liderar com visão, de investir em inovação e de cultivar equipas preparadas para aprender e evoluir. A aposta crescente na Inteligência Artificial é um sinal claro de que estamos a abraçar o futuro, mas a verdadeira transformação exige mais do que tecnologia. É preciso mudar culturas, valorizar o talento e simplificar processos, para que a inovação seja realmente sentida no dia-a-dia das organizações. O Estado tem um papel importante, mas cabe-nos, enquanto líderes, assumir o compromisso de criar ambientes onde a aprendizagem, a colaboração e a ambição sejam motores de crescimento. O futuro da competitividade portuguesa será definido pela coragem de liderar a mudança, pela capacidade de unir propósito e execução, e pela vontade de simplificar e reinventar a forma como crescemos.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Dezembro (nº. 237) da Executive Digest, no âmbito da XLV edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_699940]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>XLV BARÓMETRO: Luiza Fragoso Teodoro, Verlingue Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 10:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Luiza Fragoso Teodoro, CEO da Verlingue Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>A análise de Luiza Fragoso Teodoro, CEO da Verlingue Portugal</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados do 45.º Barómetro mostram que as empresas portuguesas estão a viver um momento de renovada confiança e ambição. O crescimento registado em 2025 e as expectativas positivas para 2026 revelam que, mais do que nunca, aprendemos a transformar desafios em oportunidades. Mas este progresso não depende apenas de indicadores económicos: depende da nossa capacidade de liderar com visão, de investir em inovação e de cultivar equipas preparadas para aprender e evoluir. A aposta crescente na Inteligência Artificial é um sinal claro de que estamos a abraçar o futuro, mas a verdadeira transformação exige mais do que tecnologia. É preciso mudar culturas, valorizar o talento e simplificar processos, para que a inovação seja realmente sentida no dia-a-dia das organizações. O Estado tem um papel importante, mas cabe-nos, enquanto líderes, assumir o compromisso de criar ambientes onde a aprendizagem, a colaboração e a ambição sejam motores de crescimento. O futuro da competitividade portuguesa será definido pela coragem de liderar a mudança, pela capacidade de unir propósito e execução, e pela vontade de simplificar e reinventar a forma como crescemos.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Dezembro (nº. 237) da Executive Digest, no âmbito da XLV edição do seu Barómetro</em>.</p>
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