Catalunha. Governo põe toda a região de quarentena: 7,6 milhões de pessoas

O governo da Catalunha anunciou esta sexta-feira o isolamento total da região para conter a pandemia de Covid-19.

Executive Digest

O governo da Catalunha, comunidade autônoma de Espanha, anunciou esta sexta-feira (13) o isolamento total da região para conter a pandemia de Covid-19.

Segundo o jornal “El País”, vivem cerca de 7,6 milhões de pessoas na Catalunha. A região tem como capital Barcelona, a segunda cidade mais populosa da Espanha — atrás apenas da capital, Madrid, que determinou também uma série de medidas esta sexta-feira.

O presidente da Catalunha, Quim Torra, afirmou que vai precisar de ajuda do governo espanhol para bloquear  todas as estradas que dão acesso ao território catalão.

A Espanha vai decretar estado de alerta durante 15 dias para conter a epidemia do coronavírus, de acordo com o primeiro-ministro Pedro Sánchez. A formalização do anúncio deve ser feita no sábado (14) pelo Conselho de Ministros.

Segundo o jornal “El Mundo”, o executivo espanhol vai anunciar medidas extraordinárias e restritivas. O governo poderá usar recursos públicos e privados durante o período de quarentena, aplicar sanções de desobediência ou incumprimento de regras impostas e reduzir a liberdade de movimento das pessoas.

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A Espanha tem mais de 4.000 casos de coronavírus, segundo a universidade norte-americana Johns Hopkins. Sánchez, o primeiro-ministro, afirmou que na semana que vem o número deve chegar a 10 mil.

Outras medidas
As autoridades espanholas já tinham colocado em quarentena várias cidades, e anunciado o fecho de escolas e universidades em todo o território.

Quatro localidades catalãs, onde moram 66 mil pessoas, já tinham sido colocadas em quarentena para “manter controlado” um foco “com forte crescimento”.

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As escolas e universidades de todo o país ficarão fechadas até à próxima segunda-feira (16), após recomendação do governo central, de Pedro Sánchez.

O governo anunciou medidas para reforçar os serviços de saúde e minimizar o impacto do vírus no turismo, num dia no qual a Bolsa de Madrid perdeu 14%, a maior queda da história.

Entre os dias 13 e 26 de março não poderão atracar nos portos espanhóis navios de cruzeiro “de qualquer origem”.

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