O lucro líquido da Castellana Properties aumentou 85% para um recorde de 167,8 milhões de euros no ano fiscal de 2026, apoiado pelos centros comerciais em Portugal, cujas vendas cresceram 4,1% e as afluências 2,7%.
Num comunicado divulgado hoje, a Castellana Properties destaca que o desempenho operacional em Portugal “manteve uma trajetória muito positiva ao longo do exercício fiscal de 2026” (de abril de 2025 a março de 2026), com um crescimento das afluências de 2,7% e um aumento das vendas de 4,1% face ao ano anterior.
Especializada na aquisição e gestão de centros comerciais na Península Ibérica, a Castellana Properties detém cinco centros comerciais em Portugal, sendo o exercício fiscal de 2026 o primeiro ano completo da empresa com todos os ativos do portefólio atual em Portugal: 8ª Avenida, Alegro Sintra, LoureShopping, RioSul e Fórum Madeira.
“O Fórum Madeira destacou-se de forma excecional com um crescimento de vendas próximo dos 8%, refletindo a forte atratividade do ativo e a solidez da procura por parte dos consumidores”, salienta.
Os quatro centros geridos diretamente pela Castellana Properties “fecharam 2026 com um máximo histórico de visitas, tanto individualmente como em conjunto”: Comparando os últimos dados com os números prévios à aquisição destes centros pela Castellana Properties, as afluências aumentaram 5,4%, para 35,4 milhões de visitas, enquanto as vendas subiram 7,8%.
Ainda destacados são os indicadores de gestão em Portugal, onde os centros comerciais da empresa registaram uma taxa de ocupação de 99,1%, com a taxa de cobrança de rendas a situar-se nos 97,4%.
Durante o último exercício fiscal, a Castellana assinou 78 contratos a nível nacional, dos quais 45 renovações e 33 novos contratos, abrangendo uma superfície bruta arrendável (SBA) de 10.026 metros quadrados (m2).
As novas rendas contratadas em Portugal ascenderam a 4,3 milhões de euros (2,2 milhões de euros em renovações e 2,1 milhões em novos contratos), permitindo um aumento médio das rendas de 15,34%.
Ao nível de categorias comerciais, o maior crescimento verificou-se no segmento da moda (41,1%), seguido pela área de saúde e beleza (18,6%), restauração (11,4%) e serviços (7,9%).
A nível global, a Castellana Properties alcançou um lucro líquido de 167,8 milhões de euros no exercício fiscal de 2026, mais 85% face ao anterior, impulsionado pelo crescimento dos rendimentos brutos de arrendamento (GRI) e por uma receita operacional líquida (NOI) de 116,3 milhões de euros.
O resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA) aumentou 63% para 100,9 milhões de euros.
No fecho do exercício fiscal, o valor bruto dos ativos ibéricos (GAV) da Castellana Properties aumentou 18%, situando-se nos 1.961 milhões de euros.
Após a venda da carteira de parques comerciais em Espanha e a aquisição do Islazul e Splau, também naquele país, realizadas após o fecho do exercício fiscal, a carteira da Castellana Properties conta com 15 ativos, uma SBA de 594.469 m2 e um GAV de 2.201 milhões de euros.
Durante o exercício fiscal de 2026, a empresa destaca ainda as métricas operacionais obtidas, com uma ocupação de 98,9% e uma taxa de cobrança de 98,6%, “acima dos padrões do setor”, assim como os 303 contratos assinados, gerando novas rendas de 20,2 milhões de euros, um aumento médio de 9,1%.
A afluência global aumentou 3,6% e as vendas nos centros comerciais do grupo subiram 4,5%, destacando-se as categorias de alimentação (+6,2%), casa (+6,1%), lazer e entretenimento (+6,1%) e moda (+4,6%).
No âmbito financeiro, a empresa apresenta um rácio de endividamento (Net LTV) de 33,4%, 90% da dívida a taxa fixa e um custo médio de 4,57%.
Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO) da Castellana Properties, Alfonso Brunet, afirma que os resultados obtidos demonstram “que os centros comerciais são um ativo de enorme qualidade e potencial”, que permitem à empresa “antecipar e oferecer um crescimento sustentado”.













