Casos de Covid-19 no mundo passam de 11 milhões para 12 milhões em apenas cinco dias

É oficial, a barreira dos 12 milhões de casos da Covid-19 no mundo já foi ultrapassada.

Simone Silva

É oficial, a barreira dos 12 milhões de casos da Covid-19 no mundo já foi ultrapassada e em apenas cinco dias. Registam-se actualmente 12.043.080 infecções a nível global, de acordo com os dados recolhidos pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Em sete meses, a pandemia atinge mais um marco, causando ainda cerca de 549.508 vítimas mortais.

A 2 de Abril, a epidemia alcançou o marco de um milhão de infectados em todo o mundo, um valor que foi atingido cerca de três meses depois do seu inicio, na China. Passados apenas alguns dias, a 15 de Abril o número aumentou para os dois milhões e a 27 do mesmo mês foram atingidos os três milhões, num claro reflexo da velocidade de propagação do vírus.

A 12 de Maio, o mundo registou quatro milhões de casos e a 25 do mesmo mês passaram a existir cinco milhões. Desde essa altura que numa questão de dias o número de casos aumenta substancialmente, sendo que os 10 milhões foram alcançados em apenas seis dias, a 28 de Junho, tal como aconteceu com os 11 milhões, a 4 de Julho.

Agora o marco dos 12 milhões de infecções é atingido num espaço de tempo ainda mais curto, de apenas cinco dias, o que reflecte a velocidade alucinante com que o vírus se propaga a nível global.

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O número de casos do novo coronavírus é mais que o dobro do número de doenças graves da gripe registadas anualmente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os Estados Unidos são o país mais afectado tanto em número de casos, como em mortes, contabilizando um total de 3.055.081 infecções e de 132.309 vítimas mortais. Segue-se o Brasil, com 1.713.160 casos e 67.694 mortes. Outros países como Reino Unido, Itália, Rússia, França ou México, são também dos mais atingidos.

Portugal regista actualmente 44.859 infecções pela Covid-19 e 1.631 vítimas mortais, não sendo dos mais afectados está agora a verificar um aumento substancial na taxa de infecção, devido aos surtos na Grande Lisboa.

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Muitos dos países afectados estão agora a voltar a implementar os bloqueios impostos para travar a propagação do vírus, depois de terem percebido que o desconfinamento impulsionou um ressurgimento dos casos de infecção.

Cerca de de 9,2 milhões de pessoas no mundo inteiro foram obrigadas a regressar ao confinamento, depois do levantamento de restrições ter causado o ressurgimento de novas infecções da Covid-19, avançou ontem o ‘Expresso’.

A capital chinesa de Pequim, foi a primeira a recuar no desconfinamento, voltando a implementar um bloqueio na cidade, depois de um novo surto da doença ter voltado a causar preocupações a 16 de Junho.

Para conter a propagação do vírus, a cidade cancelou milhares de voos, encerrou escolas e obrigou os habitantes a cumprir um rigoroso confinamento, elevando o nível de emergência de três para quatro, no final de Junho, com o agravamento do surto. «A circulação dentro e fora da cidade será rigorosamente controlada», disseram na altura as autoridades.

Também a Austrália registou um novo foco de infecção do coronavírus, que obrigou ao confinamento de 4,9 milhões de cidadãos em Melbourne, durante seis semanas. Daniel Andrews, chefe do executivo do estado de Victoria, justificou a medida com o objectivo de controlar a disseminação de novas infecções na cidade.

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Os estados de Victoria e Nova Gales do Sul, os mais populosos da Austrália, fecharam também a fronteira comum. A população daqueles dois estados é de 13,9 milhões, que representam mais de 50% do total da Austrália.

Na Europa foram alguns os países que voltaram a impor medidas de confinamento, pelo menos em determinadas regiões ou territórios que registaram surtos locais, como é o caso da Alemanha, sobretudo devido às infecções nas fábricas de carne, Itália, Espanha, mais concretamente na Catalunha, Reino Unido e Portugal.

O nosso país impôs severas restrições em 19 freguesias da Área Metropolitana de Lisboa (AML), dos concelhos de Lisboa, Sintra, Amadora, Odivelas e Loures, onde se registam maior número de casos.

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