Caso Rendeiro: Tribunal marca nova sessão para 20 de maio. Ex-banqueiro continua preso

O Tribunal de Verulam, na África do Sul, que se encontra a julgar o caso do ex-presidente do Banco Privado Português (BPP), marcou uma nova sessão para o próximo dia 20 de maio, para avaliar as medidas de coação. 

Simone Silva

O Tribunal de Verulam, na África do Sul, que se encontra a julgar o caso do ex-presidente do Banco Privado Português (BPP), marcou uma nova sessão para o próximo dia 20 de maio, para decidir quantos dias serão necessários para aloucar ao processo de extradição.

Depois disso, o julgamento do qual sairá a decisão sobre o processo de extradição de Rendeiro vai decorrer entre os dias 13 e 30 de junho, tal como confirmou o juiz na audiência desta quinta-feira.

Para já, segundo o juiz, Rendeiro vai continuar preso. Contudo, espera-se que daqui a três semanas a defesa apresente um novo pedido de caução, que se for aceite pode permitir ao ex-banqueiro aguardar pelo processo de extradição em prisão domiciliária. Este novo pedido surge após o juiz ter recusado a primeira proposta, que rondava os 2.200 euros.

Entretanto, foi também avançado que as autoridades portuguesas vão enviar, até 1 de abril, a documentação legal do processo, que será devolvida, porque a anterior chegou com o lacre violado. “Esperamos ter cópias dos documentos, de volta de Portugal, a 1 de abril”, referiu a advogada June Marks aos jornalistas.

Recorde-se que o ex-banqueiro foi preso na manhã do dia 11 de dezembro em Durban, KwaZulu-Natal, África do Sul, por agentes do Bureau Nacional de Crime (NCB) da Interpol, em Pretória.

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Condenado a 28 de setembro a três anos e seis meses de prisão efetiva num processo por crimes de burla qualificada, estava no estrangeiro e em parte incerta, fugido à justiça.

A 17 de dezembro de 2021, o juiz Rajesh Parshotam rejeitou libertar João Rendeiro sob caução, como pedia a defesa, pelo que o antigo presidente do BPP permaneceu em detenção provisória ao abrigo da convenção europeia de extradição de que Portugal e África do Sul são signatários.

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