Fábio Guerra, o agente da PSP agredido à porta de uma discoteca de Lisboa, terá morrido durante uma “ação policial”, concluiu o inquérito efetuado por aquela polícia, avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN).
Segundo a mesma publicação, que cita o Ministério da Administração Interna (MAI), esta conclusão significa que a família poderá receber uma “pensão de preço de sangue e uma compensação especial por morte”, no valor de 176 mil euros.
O diretor nacional da PSP, superintendente-chefe Magina da Silva, já tinaha antecipado esta decisão, ainda antes da então ministra da Administração Interna, Francisca Van Dunem, ter pedido a abertura de um inquérito.
Antes disso, Magina da Silva já tinha dito que seriam acionados “os procedimentos administrativos tendentes à atribuição das compensações previstas por morte violenta ocorrida em ação policial”.
Recorde-se que Fábio Guerra morreu a 21 de março no Hospital de São José, em Lisboa, devido a graves lesões cerebrais sofridas.
De acordo com as informações da PSP, no local e momento das agressões encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal”, acabando por ser agredidos violentamente por um dos grupos, formado por cerca de 10 pessoas. Os outros três agentes agredidos tiveram alta hospitalar.
Um dos suspeitos no envolvimento nas agressões, civil, foi libertado após ser interrogado pelo MP e os restantes dois detidos, fuzileiros da Armada, ficaram em prisão preventiva, após serem submetidos a primeiro interrogatório judicial, estando a cumprir a medida de coação no estabelecimento prisional de Tomar.
Carlos Alexandre, o juiz de instrução que decretou a medida de coação aos dois fuzileiros detidos – Cláudio Coimbra, de 22 anos, e Vadym Hrynko, de 21 anos -, considerou que a prisão preventiva se justificava devido ao perigo de perturbação do inquérito e da ordem pública e também com o perigo de continuação da atividade criminosa.
Na sequência deste incidente, o almirante Gouveia e Melo fez um discurso duro ao corpo de fuzileiros da Marinha no dia do funeral do agente da PSP Fábio Guerra, vincando que não quer “arruaceiros” na Marinha, nem militares “sem valores”.
Fábio Guerra foi condecorado pelo Governo, a título póstumo, com a medalha de serviços distintos da PSP, grau ouro.












