Caso das gémeas: presidente do Infarmed é hoje ouvido. Deputados decidem audição presencial de António Costa

O presidente do conselho diretivo do Infarmed garante que não foi pressionado para autorizar a utilização do medicamento Zolgensma, que foi utilizado para o tratamento das gémeas luso-brasileiras com atrofia muscular espinhal

Francisco Laranjeira

A Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso das gémeas luso-brasileiras volta a reunir-se esta tarde para ouvir Rui Santos Ivo, na qualidade de presidente do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

O presidente do conselho diretivo do Infarmed garante que não foi pressionado para autorizar a utilização do medicamento Zolgensma, que foi utilizado para o tratamento das gémeas luso-brasileiras com atrofia muscular espinhal. “Não tive nenhuma pressão sobre essa autorização, seja de quem for”, assegurou, perante os deputados da comissão de saúde na Assembleia da República, numa audição requerida pelo Chega para esclarecer as dúvidas em torno da aprovação e eficácia da utilização daquele medicamento neste caso, em janeiro último.

O responsável insistiu que o Infarmed “só tem conhecimento dos processos quando eles são referenciados pelas instituições de saúde”. “E foi o que aconteceu aqui”, frisou, acrescentando que o pedido para a autorização do medicamento começou a ser analisado a partir de uma referenciação do Hospital Santa Maria.

O presidente do Infarmed garantiu também que os pedidos de acesso ao medicamento administrado às gémeas luso-brasileiras foram céleres e que chegaram através do Hospital de Santa Maria. “Entrou pelo Hospital de Santa Maria e foi por aí que começámos a trabalhar sobre ele. Exclusivamente chegou através de um pedido da direção clínica do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e foi a partir daí que começámos a trabalhar”, salientou.

Em agenda para esta terça-feira, está também a apreciação do requerimento do Chega para audição presencial de Eva Falcão, na qualidade de ex-chefe de Gabinete da ministra da Saúde, e para solicitar o depoimento por escrito de Patrícia Melo e Castro, na qualidade de ex-assessora do Gabinete do primeiro-ministro – está também prevista a discussão e votação do requerimento do partido de André Ventura sobre o “pedido de esclarecimentos adicionais às respostas de António Costa através de audição presencial”.

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