O mercado imobiliário em Portugal apresenta, em junho de 2025, um ligeiro aumento no preço médio de venda dos imóveis, que ultrapassa os 419 mil euros, segundo o barómetro mensal do portal Imovirtual. Em paralelo, as rendas mantêm-se estáveis nos 1.300 euros, valor idêntico ao do mês anterior, mas com uma descida de 4% face a junho de 2024.
Arrendamento
Apesar da estabilidade nacional no arrendamento, as regiões apresentam variações significativas. No Norte, Braga regista uma subida de 6% nas rendas, fixando o valor médio em 900 euros, embora continue abaixo dos 950 euros do ano passado. Aveiro mantém crescimento de 3% mensal e anual (900 euros), enquanto o Porto (1.200 euros) e Viana do Castelo (800 euros) permanecem estáveis.
Na região Centro, Coimbra sobe 4% para 778 euros, Santarém apresenta aumentos de 1% mensal e 7% anual fixando as rendas em 800 euros, e Lisboa regista uma ligeira subida mensal de 1% para 1.700 euros, mas ainda 3% abaixo do valor do ano anterior.
No Sul, Faro diminui ligeiramente para 1.300 euros, mas mantém uma valorização anual de 8%. Évora e Beja mantêm-se estáveis com pequenas quedas, enquanto Portalegre destaca-se com a maior descida mensal de 14%, fixando o valor médio das rendas em 450 euros.
Nas regiões autónomas, a Madeira destaca-se com um aumento expressivo de 8%, elevando as rendas médias para 1.725 euros, sendo uma das zonas mais caras do país para arrendamento. São Miguel valoriza-se em 13% e a Terceira regista um crescimento anual de 27%.
Venda
Quanto à venda, o preço médio nacional aumentou 1% face a maio, para 419 mil euros, representando um crescimento de 20% em relação a junho de 2024. Lisboa mantém-se como o distrito mais caro, com os preços a atingirem os 650 mil euros, refletindo subidas de 2% no mês e 30% no ano.
No Norte, o Porto supera os 400 mil euros, com valorização anual de 14%, e Braga apresenta um crescimento significativo de 17% para 349.900 euros. Aveiro e Viana do Castelo também registam aumentos notórios, enquanto Bragança e Guarda apresentam ligeiras quedas mensais.
No Centro, Coimbra cresce 10% mensalmente e 38% anualmente, com o preço médio a chegar aos 275 mil euros. Santarém, Leiria e Castelo Branco seguem a tendência de valorização.
No Sul, Faro aproxima-se dos 530 mil euros com subidas anuais e mensais, Setúbal valoriza-se 17% em 12 meses, enquanto Beja e Évora apresentam aumentos expressivos superiores a 25%. Portalegre mantém-se com valorização anual de 26%.
Nas ilhas, a Madeira mantém-se entre as regiões mais caras, apesar de uma ligeira descida mensal de 5%, fixando os preços em 550 mil euros, enquanto a Terceira regista uma queda de 3%, com os preços médios a situarem-se nos 175 mil euros.














