A residência de Vasco Costa, candidato da coligação Aliança Democrática (AD) à Junta de Freguesia de Custóias, em Matosinhos, foi atingida por um disparo na manhã desta segunda-feira. O episódio, confirmado pelo próprio ao Jornal de Notícias, está a ser investigado pela PSP e levou a coligação a denunciar um “clima de intimidação” contra os seus candidatos.
O disparo ocorreu por volta das 9h15, quando Vasco Costa se preparava para tomar o pequeno-almoço. “Ouvi um estrondo muito grande na sala de jantar, que dá acesso a um terraço. Quando olhei para o vidro da janela, tinha uma perfuração. É um vidro duplo”, descreveu o candidato.
Perante a situação, Vasco Costa contactou de imediato a polícia, que suspeita da utilização de uma arma de pressão ou de chumbos. O candidato anunciou ainda que vai apresentar queixa ao Ministério Público.
Visivelmente apreensivo, Vasco Costa confessou estar perplexo com o ataque: “Quem foi sabe onde moro. Vivo numa zona pacata. Nunca aconteceu nada do género. A sala é de difícil acesso. Era a única janela da casa que tinha as persianas levantadas. Com os meus vizinhos não aconteceu nada. Parece ter sido intencional”.
Sem afastar um eventual enquadramento eleitoral, o candidato preferiu manter prudência: “Não quero acreditar que tenha sido por causa das eleições, mas não posso excluir essa possibilidade”.
Em comunicado, a AD de Matosinhos, coligação que junta PSD e CDS-PP, denunciou que este não é um caso isolado e acusou a existência de pressões e coações dirigidas aos seus candidatos.
“Nos últimos dias, diversos candidatos nas listas da AD em Matosinhos têm vindo a ser alvo de coação e intimidação pelo simples facto de integrarem as listas da coligação. Têm recebido mensagens com insinuações de que serão prejudicados por essa decisão”, lê-se no comunicado.
A coligação vai mais longe, afirmando que até apoiantes têm sido alvo de represálias: “Mais grave ainda, verificam-se relatos de que vários apoiantes — entre os quais funcionários da Autarquia — têm sido pressionados a não aparecer publicamente em ações de campanha da AD em Matosinhos, estando mesmo a ser alvo de represálias laborais”.














