Carteira digital da Apple poderá permitir pagamentos em prestações e sem juros

A Apple está a trabalhar com a Goldman Sachs para permitir que o seu serviço de pagamento móvel e carteira digital, o Apple Pay, possa vir a funcionar num sistema de ‘compre agora e pague depois’.

Esta modalidade vai permitir aos consumidores pagar por qualquer compra em várias prestações e sem juros, avançou a Bloomberg com base em fontes da empresas que estão a desenvolver o projeto. A notícia, porém, ainda não confirmada oficialmente por nenhuma das empresas.

O serviço da Apple oferecerá assim a opção de dividir os pagamentos das compras em quatro pagamentos sem juros, que serão realizados a cada duas semanas ou ao longo de vários meses com juros. Também incluirão planos de pagamento que excluem multas por atrasos e taxas processuais, exigindo que os utilizadores paguem juros apenas para planos de longo prazo.

Este serviço será semelhante aos da Affirm Holding, que depois anunciar a modalidade, caiu mais de 14% na bolsa. Também as ações da Afterpay caíram quase 10% na Austrália. Já a sueca Klarna, especializada em soluções de pagamento e compras em prestações, viu a sua sua avaliação disparar 47% em três meses, para 37.500 milhões de euros.

O setor “compre agora, pague depois” disparou com a aceleração das compras online durante a pandemia. Um relatório da McKinsey revela que o número de comerciantes nos Estados Unidos que adicionaram esta opção de pagamento quase triplicou em 2020, segundo dados divulgados pela Reuters, acrescentando que na Austrália, onde a regulamentação do setor é menos rígida, 30% dos consumidores possuem uma conta deste género.

A Apple usará a Golmand Sachs como credora dos empréstimos necessários ao sistema de prestações.

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