Carta aberta aos líderes europeus: Greta pede que se rasguem contratos antigos em prol de uma janela de oportunidade

A ativista sueca Greta Thunberg defendeu, esta quinta-feira, que o mundo precisa de uma revisão económica que abra uma janela de oportunidade para superar as mudanças climáticas.

Executive Digest

A ativista sueca Greta Thunberg defendeu, esta quinta-feira, que o mundo precisa de uma revisão económica que abra uma janela de oportunidade para superar as mudanças climáticas, instando os países a estar preparados para colocar de parte acordos e contratos antigos, para que seja, de facto, possível cumprir as metas ecológicas.

A jovem ativista, de 17 anos, esteve à conversa com a ‘Reuters TV’, no seguimento do envio que fez, juntamente com outros ativistas, de uma carta aberta aos líderes europeus, pedindo-lhes para tomarem medidas de emergência, frisando que quem está no poder “praticamente desistiu” de procurar uma solução real.

“Precisamos de ver estes tempos, acima de tudo, uma crise existencial. E, enquanto não for tratada como tal, podemos ter o maior número possível de negociações sobre mudanças climáticas que nada vai mudar”, alertou Thunberg.

Com os protestos climáticos amplamente impulsionados pela utilização massiva da internet durante a pandemia do novo coronavírus, Thunberg conseguiu juntar cientistas, ativistas e celebridades, incluindo o ator Leonardo DiCaprio e a autora Margaret Atwood, nesta carta aberta (https://climateemergencyeu.org).

 

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As exigências desta carta aberta, divulgada antes da reunião de amanhã Conselho Europeu, incluem a interrupção imediata de todos os investimentos na exploração e extração de combustíveis fósseis, paralelamente ao fim rápido dos subsídios aos combustíveis fósseis.

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A carta também pede “orçamentos anuais de carbono” vinculativos para limitar a quantidade de países que emitem gases de efeito estufa para maximizar as hipóteses de limitar o aumento da temperatura média global de 1,5 ° C, uma meta consagrada no acordo climático de Paris de 2015.

A jovem ativista pede ainda que políticas climáticas sejam projetadas para proteger os trabalhadores e os mais vulneráveis ​​e reduzir as desigualdades económicas, raciais e de género, e que contemplem medidas para “salvaguardar e proteger” a democracia.

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