Carros maiores, estacionamento mais caro? Só um terço dos portugueses aceita a ideia

Medida, já aplicada em Paris, onde viaturas maiores, como SUV, pagam valores mais elevados para estacionar no centro da cidade, ainda encontra pouca aceitação em Portugal

Automonitor

Apenas 34,6% dos condutores portugueses considera que carros de maiores dimensões deveriam pagar mais pelo estacionamento nos centros urbanos, de acordo com um estudo da EasyPark, parte da plataforma global de mobilidade Arrive.

A medida, já aplicada em Paris, onde viaturas maiores, como SUV, pagam valores mais elevados para estacionar no centro da cidade, ainda encontra pouca aceitação em Portugal. Apesar da crescente preocupação com a mobilidade urbana, o congestionamento e a gestão do espaço público, a maioria dos inquiridos não vê esta solução como prioritária para melhorar a circulação nas cidades.

A mobilidade urbana tornou-se uma das principais preocupações no planeamento das cidades, sobretudo nos grandes centros urbanos, onde a pressão sobre o espaço disponível é cada vez maior. A utilização de viatura própria continua a ser um dos temas mais sensíveis para decisores, residentes e condutores, numa altura em que se procuram cidades mais habitáveis, eficientes e amigas de quem nelas vive ou circula.

Carros maiores ocupam mais espaço nas cidades

Ao mesmo tempo, o parque automóvel tem vindo a mudar. O incentivo à adoção de veículos elétricos e mais eficientes convive com uma tendência clara para carros maiores, mais confortáveis e mais familiares. O crescimento dos SUV e de outras viaturas de maiores dimensões levanta novas questões sobre o espaço ocupado nos parques de estacionamento e sobre a redução potencial do número de lugares disponíveis.

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Apesar de já existirem lugares específicos para carros familiares e, em alguns locais, espaços pensados para veículos mais pequenos, como microcarros ou quadriciclos, o preço pago pelo estacionamento em Portugal continua a depender da utilização do lugar, e não da dimensão, peso, tipo de veículo ou combustível utilizado.

Paris foi uma das primeiras cidades europeias a avançar com uma diferenciação de preços em função das características das viaturas. A capital francesa passou a cobrar valores mais elevados a veículos maiores no centro da cidade, numa medida pensada para reduzir o congestionamento, limitar emissões de CO2 e gerir de forma mais eficiente os lugares disponíveis.

Portugueses divididos sobre a medida

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Em Portugal, a ideia está longe de reunir consenso. Segundo o estudo da EasyPark, apenas 34,6% dos condutores acredita que cobrar mais pelo estacionamento de carros maiores poderá ser uma medida a implementar nos próximos 10 anos para melhorar a mobilidade urbana.

Ainda assim, uma parte significativa dos inquiridos mostra incerteza: 26% não tem uma opinião formada ou não sabe responder. Já 40,4% dos condutores considera que esta não será uma medida relevante para tornar a mobilidade urbana mais fluida no futuro.

Estes dados mostram que, embora a dimensão dos veículos comece a entrar no debate europeu sobre mobilidade, ainda não é vista em Portugal como um critério central para a definição de políticas de estacionamento. A transição para veículos elétricos tem dominado a discussão, mas a chamada ‘auto-obesidade’ começa a ganhar espaço na agenda de cidades, decisores e operadores de mobilidade.

Mobilidade urbana sob pressão

Para a EasyPark, parte da Arrive, o tema insere-se numa reflexão mais ampla sobre a forma como as cidades podem usar dados, tecnologia e soluções inteligentes para gerir melhor o estacionamento e reduzir a pressão sobre os centros urbanos.

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A empresa está presente em mais de 20.000 cidades, em mais de 90 países, e desenvolve soluções digitais para estacionamento, carregamento e mobilidade. A EasyPark trabalha em colaboração com cidades e operadores para acelerar a digitalização e apoiar decisões baseadas em dados.

A Arrive, plataforma global de mobilidade que integra marcas como EasyPark, Flowbird, RingGo, ParkMobile e Parkopedia, atua em soluções de gestão autónoma de veículos, pagamentos inteligentes, otimização de estacionamento, redução de tráfego baseada em dados e melhoria das redes de transportes públicos.

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