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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Tue, 21 Jul 2026 08:20:06 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Uma andorinha não faz a primavera: Generali avisa que a inflação ainda não está vencida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 08:19:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Generali Investments antecipa uma nova escalada das tensões geopolíticas, mas considera que os efeitos sobre a economia global deverão permanecer moderados. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Generali Investments antecipa uma nova escalada das tensões geopolíticas, mas considera que os efeitos sobre a economia global deverão permanecer moderados. A análise, assinada por Vincent Chaigneau, Head of Research da Generali Investments, surge na sequência de uma série de ataques entre os Estados Unidos e o Irão durante o fim de semana, que continua a pressionar os preços do petróleo.</p>
<p>O cenário central da gestora aponta para uma reescalada contida do conflito, que não deverá comprometer o crescimento global, que permanece estável. No entanto, a redução do tráfego através do Estreito de Ormuz poderá contribuir para manter a inflação acima dos objetivos durante mais tempo.</p>
<p>Neste contexto, a Generali Investments recomenda uma posição neutra na duração das obrigações em euros, mantendo simultaneamente uma pequena posição curta nos Estados Unidos. Para Vincent Chaigneau, a recente desaceleração da inflação nos EUA não é suficiente para alterar de forma significativa as perspetivas, uma vez que &#8220;uma andorinha — um CPI mais suave em junho — não faz a primavera&#8221;.</p>
<p>A análise considera ainda que os riscos de recessão permanecem reduzidos e que o crédito deverá manter-se resiliente, apoiado por fatores técnicos favoráveis, como a oferta limitada prevista para as próximas semanas.</p>
<p>Apesar deste cenário, a Generali Investments reduziu a sua exposição positiva aos mercados acionistas. A decisão não resulta apenas da expectativa de padrões sazonais menos favoráveis à medida que o verão avança, mas também dos sinais de fadiga observados nos mercados.</p>
<p>As ações globais registaram uma forte valorização em abril e maio, mas começam agora a evidenciar sinais de perda de força. Ao mesmo tempo, a dispersão entre ações aumentou significativamente, enquanto a rotação de mercado provocou uma forte queda nas estratégias de momentum durante este mês.</p>
<p>A principal mudança ocorreu no setor tecnológico, onde as empresas de semicondutores entraram num mercado bear após uma forte subida no segundo trimestre.</p>
<p>Para a Generali Investments, o aumento da dispersão não significa necessariamente que esteja iminente uma correção dos mercados. No entanto, tende a indicar uma maior vulnerabilidade e reforça a importância de uma diversificação mais ampla entre setores e geografias.</p>
<p><strong>Investimento em IA continua a suportar crescimento</strong></p>
<p>Entre os fatores positivos, a gestora destaca a continuidade dos planos de investimento em infraestruturas de inteligência artificial. Apesar das preocupações relacionadas com a capacidade de monetização dos grandes modelos de linguagem (LLM), a Generali Investments não identifica sinais de abrandamento no investimento em inteligência artificial, que continua a contribuir para o crescimento global.</p>
<p>A análise destaca ainda a tendência de flexibilização regulatória, apontando como exemplo a proposta da Comissão Europeia para reduzir os requisitos de capital dos bancos europeus, nomeadamente através do rácio de alavancagem, na sequência de movimentos semelhantes nos Estados Unidos e no Reino Unido.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791700]]></sapo:autor>
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		<title>Fisco acumula mais de 10 mil milhões de euros em dívidas incobráveis e bate novo recorde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 08:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) terminou 2025 com 10.445 milhões de euros em dívidas declaradas incobráveis, o valor mais elevado de sempre, prolongando uma tendência de crescimento que dura há uma década.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) terminou 2025 com 10.445 milhões de euros em dívidas declaradas incobráveis, o valor mais elevado de sempre, prolongando uma tendência de crescimento que dura há uma década. O montante representa um aumento de 681 milhões de euros, ou cerca de 7%, face ao ano anterior, sendo que uma parte significativa destas dívidas está concentrada num universo restrito de cerca de 20 mil grandes devedores, responsáveis por 63% do total declarado em falhas.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.jn.pt/nacional/artigo/-fisco-tem-10-mil-milhoes-de-euros-em-dividas-que-nao-consegue-cobrar/18107977" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias (JN)</a>, os dados constam do relatório sobre o combate à fraude e à evasão fiscais e aduaneiras, recentemente entregue no Parlamento. As dívidas são declaradas em falhas quando deixam de existir bens penhoráveis, quando o devedor é desconhecido ou quando se encontra em parte incerta. A Autoridade Tributária explica que o aumento dos montantes incobráveis também resulta de uma alteração na interpretação da lei que prolongou os prazos de suspensão da prescrição das dívidas fiscais. Como consequência, o valor das prescrições caiu de 290 milhões de euros, em 2024, para 114 milhões, em 2025, embora muitas dessas dívidas continuem sem possibilidade de cobrança por inexistência de património penhorável.</p>
<p>No relatório, a AT sublinha que, na maioria dos processos, tanto a dívida como o respetivo devedor são identificados atempadamente, mas a ausência de bens impede qualquer recuperação dos valores em falta. Por esse motivo, a administração fiscal esclarece que &#8220;a declaração da prescrição não revela ineficácia dos serviços&#8221;. Paralelamente, a dívida suspensa — que corresponde aos processos em litígio nos tribunais — ascendia a 8.343 milhões de euros no final de 2025, menos 141 milhões do que no ano anterior, enquanto a dívida ativa, ainda em fase normal de execução, aumentou 167 milhões de euros, fixando-se em 9.161 milhões.</p>
<p>Grande parte destas dívidas encontra-se concentrada nos chamados &#8220;devedores estratégicos&#8221;, categoria que abrangia 21.208 contribuintes no último ano e representava 61% da carteira total da dívida fiscal. Embora correspondessem a apenas 38% da dívida ativa, estes contribuintes concentravam 84% da dívida suspensa e 63% da dívida declarada em falhas, evidenciando uma maior propensão para processos judiciais ou para situações em que a cobrança se torna impossível. Entre os maiores devedores destacam-se empresas de dimensão média, muitas de âmbito regional, ligadas a setores como a indústria, o comércio de ouro, as finanças e a tecnologia, sendo que a maioria entrou entretanto em insolvência ou liquidação.</p>
<p>De acordo com os critérios da Autoridade Tributária, é considerado &#8220;devedor estratégico&#8221; quem acumule uma dívida superior a 500 mil euros numa única direção de Finanças ou superior a 250 mil euros distribuídos por mais do que uma direção de Finanças. Todas as empresas e contribuintes declarados insolventes com dívidas fiscais passam igualmente a integrar automaticamente esta lista, que concentra uma parte significativa dos créditos que o Estado já não consegue recuperar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791690]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Maioria dos portugueses quer Orçamento do Estado para 2027 aprovado e rejeita nova crise política, revela sondagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 07:48:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os dados indicam uma preferência clara pela estabilidade política, com mais de metade dos inquiridos a defender que a oposição deve permitir a aprovação do documento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Orçamento do Estado para 2027 deverá ser viabilizado para evitar uma nova crise política. Essa é a posição da maioria dos portugueses, de acordo com um novo barómetro, realizado numa altura em que faltam cerca de dois meses e meio para a apresentação da proposta orçamental e em que tanto PS como Chega continuam sem revelar qual será o sentido de voto. Os dados indicam uma preferência clara pela estabilidade política, com mais de metade dos inquiridos a defender que a oposição deve permitir a aprovação do documento.</p>
<p>Segundo um barómetro da Intercampus divulgado pelo <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/economia/financas-publicas/orcamento-do-estado/detalhe/barometro-maioria-diz-que-oposicao-deve-deixar-passar-orcamento-para-2027" target="_blank" rel="noopener">Negócios, em parceria com o Correio da Manhã, a CMTV e a NOW</a>, 50,8% dos inquiridos consideram que os partidos da oposição devem viabilizar o Orçamento do Estado para 2027, enquanto 22% defendem que o documento deve ser chumbado. Mais de um quarto dos participantes respondeu que não sabe ou preferiu não responder. Quando questionados sobre qual dos dois maiores partidos da oposição — PS ou Chega — deverá viabilizar o diploma, os resultados revelam uma divisão praticamente equilibrada, embora exista uma ligeira inclinação para o Chega, liderado por André Ventura.</p>
<p>A indefinição mantém-se no plano político. Nas últimas semanas, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, afirmou que o partido ainda não tomou uma decisão sobre o OE 2027 e admitiu que um voto contra continua a ser uma possibilidade, embora tenha apontado como condições a defesa da Constituição, a salvaguarda das pensões e o reforço do investimento na Saúde. O contexto parlamentar também se alterou nos últimos meses, com o Chega a afastar-se do Governo ao inviabilizar alterações ao Código do Trabalho propostas pelo Executivo, enquanto o PS acabou por viabilizar a Prestação Social Única (PSU).</p>
<p>O estudo mostra ainda que os portugueses privilegiam claramente a estabilidade governativa caso o Orçamento venha a ser rejeitado. 65,1% dos inquiridos defendem que o Governo deverá apresentar uma nova proposta orçamental, enquanto apenas 20,4% consideram que o chumbo do documento deve conduzir à realização de eleições legislativas antecipadas, refletindo um receio generalizado de uma nova crise política.</p>
<p>O Governo da Aliança Democrática governa atualmente com 91 dos 230 deputados, longe dos 116 necessários para alcançar a maioria absoluta. No atual quadro parlamentar, o Chega é a segunda maior força política, com 60 deputados, à frente do PS, que conta com 58 parlamentares. Para garantir a aprovação do Orçamento do Estado para 2027, o Executivo terá de repetir uma solução semelhante à adotada este ano, obtendo a abstenção socialista, ou conseguir o apoio do Chega, cenário que permanece envolto em incerteza.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791687]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Sete anos de prisão para líder de rede de tráfico de bebés na Indonésia</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/sete-anos-de-prisao-para-lider-de-rede-de-trafico-de-bebes-na-indonesia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 07:32:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um tribunal da cidade indonésia de Bandung condenou hoje uma mulher a sete anos de prisão, por dirigir uma rede de tráfico de bebés entre a Indonésia e Singapura.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um tribunal da cidade indonésia de Bandung condenou hoje uma mulher a sete anos de prisão, por dirigir uma rede de tráfico de bebés entre a Indonésia e Singapura.</P><br />
<P>Lie Siu Luan, cidadã indonésia, foi considerada culpada pelo recrutamento, acolhimento, envio e transferência de vítimas &#8220;para fins de exploração&#8221;, declarou o juiz.</P><br />
<P>Outros membros da mesma rede devem começar a ser julgados esta semana em Bandung, na província de Java Ocidental.  </P><br />
<P>A acusação tinha pedido uma pena de 10 anos de prisão para a mulher de 70 anos, que admitiu ter enviado pelo menos 12 bebés para Singapura e liderado um grupo de 19 pessoas envolvidas na rede de tráfico desmantelada pelas autoridades indonésias no ano passado.</P><br />
<P>De acordo com a acusação, Lie Siu Lan iniciou a operação de tráfico para Singapura após um pedido, em 2022, de um residente da cidade Estado que desejava adotar uma criança sob pagamento de 17 mil dólares de Singapura (11.500 euros).</P><br />
<P>Outra arguida, Astri Fitrinika foi também considerada culpada de uma acusação semelhante e condenada a seis anos e sete meses de prisão.</P><br />
<P>As arguidas foram detidas no ano passado, depois de um dos pais ter denunciado à polícia, na província de Java Ocidental, o rapto do filho recém-nascido.</P><br />
<P>Os membros da rede desempenhavam papéis distintos: alguns eram responsáveis por encontrar os bebés, outros por cuidar das crianças e alguns tratavam dos documentos e dos passaportes.</P><br />
<P>A polícia resgatou vários bebés que estavam sob o controlo da rede na Indonésia antes de serem vendidos.</P><br />
<P>Outros bebés, rejeitados por potenciais clientes em Singapura, já tinham sido vendidos na Indonésia, incluindo a pais adotivos na capital, Jacarta.</P><br />
<P>O tráfico de pessoas é um problema recorrente na Indonésia, um vasto arquipélago composto por mais de 17 mil ilhas.</P><br />
<P>Num dos casos mais graves dos últimos anos, pelo menos 57 pessoas foram encontradas fechadas em jaulas numa plantação de óleo de palma na província de Sumatra do Norte, em 2022.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791676]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Israel: Bombardeamento israelita mata família com quatro crianças em Gaza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 07:25:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O exército israelita matou hoje um casal e quatro filhos, de 12, 11, nove e cinco anos, ao bombardear com um drone a casa onde viviam, na Cidade de Gaza, informou o Ministério da Saúde de Gaza.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O exército israelita matou hoje um casal e quatro filhos, de 12, 11, nove e cinco anos, ao bombardear com um drone a casa onde viviam, na Cidade de Gaza, informou o Ministério da Saúde de Gaza.</P><br />
<P>&#8220;As nossas equipas recuperaram os corpos de cinco mártires (uma mãe, um filho e três filhas) após um bombardeamento israelita atingir a casa da família Al Masri, em frente à Câmara de Comércio, no sul da Cidade de Gaza, ao amanhecer do dia de hoje&#8221;, indica um comunicado do serviço de emergência da Defesa Civil do enclave, embora o Ministério da Saúde indique um total de seis vítimas. </P><br />
<P>Segundo a informação prestada pelo Ministério da Saúde de Gaza à agência EFE, no total terão sido seis as vítimas mortais: Firas (pai) e Salsabil (mãe), ambos de 33 anos; Amira, de cinco anos; Salma, de nove anos; Ferial, de 11 anos, e Naim, de 12 anos.</P><br />
<P>De acordo com a Defesa Civil, os bombeiros estiveram no local para impedir que o incêndio de grandes proporções, provocado pelo bombardeamento, se alastrasse às casas vizinhas. </P><br />
<P>Contactado pela EFE, o exército israelita reconheceu o bombardeamento, mas enfatizou que o alvo era um membro do grupo islâmico palestiniano Hamas.</P><br />
<P>Este é o segundo ataque em poucos dias em que as forças armadas israelitas matam uma família e um grande número de crianças.</P><br />
<P>No sábado, o exército também matou cinco membros da família Nasman num outro ataque a uma casa na capital de Gaza. Nesse ataque, além dos pais, a filha de oito anos, Awa, e os filhos, Ibrahim e Yahya, de 15 e 17 anos, também foram mortos.</P><br />
<P>Israel divulgou hoje um comunicado alegando que Adham Nasman, pai das crianças, pertencia à Brigada de Gaza do Hamas.</P><br />
<P>Questionado sobre as mortes das três crianças e da mãe, um porta-voz do exército afirmou que haviam sido tomadas &#8220;medidas de precaução&#8221; para evitar baixas civis, como o uso de munições de precisão.</P><br />
<P>Na sexta-feira, Israel bombardeou um cortejo fúnebre no campo de refugiados de Nuseirat, matando sete pessoas. </P><br />
<P>Embora alegasse estar a investigar as &#8220;alegações&#8221; de baixas civis no ataque, o exército israelita divulgou um comunicado acusando uma das sete vítimas de pertencer à Jihad Islâmica.</P><br />
<P>Esses ataques seguem um padrão no qual Israel está a aumentar a frequência e a letalidade dos seus bombardeamentos em Gaza, tornando cada vez mais comum que os dias terminem com mais de uma dúzia de mortes, desrespeitando o cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025. </P><br />
<P>Desde então, Israel matou mais de 1.150 pessoas em Gaza, segundo o Ministério da Saúde. </P><br />
<P>O número total de mortes subiu para quase 73.300 desde 07 de outubro de 2023, quando Israel lançou a sua ofensiva em retaliação ao ataque de milícias de Gaza no seu território, no qual 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791675]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>China considera limitar exportação de tecnologias de IA e semicondutores</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/china-considera-limitar-exportacao-de-tecnologias-de-ia-e-semicondutores-ft/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 07:23:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os reguladores chineses estão a estudar o reforço dos controlos às exportações de tecnologias de inteligência artificial e de semicondutores para impedir que avanços considerados estratégicos acabem nas mãos de países ocidentais, noticiou hoje o jornal Financial Times.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os reguladores chineses estão a estudar o reforço dos controlos às exportações de tecnologias de inteligência artificial e de semicondutores para impedir que avanços considerados estratégicos acabem nas mãos de países ocidentais, noticiou hoje o jornal Financial Times.</P><br />
<P>Segundo o jornal britânico, que cita fontes envolvidas nas discussões, organismos liderados pelo ministério do Comércio consultaram algumas das maiores empresas chinesas de IA e de semicondutores sobre formas de impedir que tecnologias avançadas e empresas emergentes de destaque sejam adquiridas por grupos estrangeiros.</P><br />
<P>Entre as empresas consultadas figuram a Alibaba, a ByteDance e a Zhipu. Segundo o FT, Pequim discutiu com estas empresas possíveis limitações à transferência para o exterior de dados essenciais para o treino de modelos de IA, bem como ao descarregamento, por utilizadores estrangeiros, dos pesos (&#8216;weights&#8217;) desses modelos, ou seja, os ficheiros que contêm grande parte do conhecimento adquirido durante o treino.</P><br />
<P>As fontes citadas pelo jornal indicaram que a China continuaria a permitir o acesso de clientes estrangeiros a modelos e serviços chineses de IA, mas poderá restringir algumas formas de descarregamento, implementação ou reutilização desses modelos fora do país.</P><br />
<P>O debate surge numa altura em que empresas como a Moonshot AI, a DeepSeek e a Zhipu aceleram a aposta em modelos de código aberto, uma abordagem que permite a utilizadores e empresas instalar os modelos nos seus próprios servidores e adaptá-los a necessidades específicas, ao contrário do modelo fechado adotado por empresas norte-americanas como a OpenAI ou a Anthropic.</P><br />
<P>A questão ganhou relevância após o recente lançamento do Kimi K3, da Moonshot, um modelo cujo desempenho rivaliza com os sistemas norte-americanos mais avançados, segundo comparações especializadas.</P><br />
<P>O ministério do Comércio terá igualmente solicitado pareceres sobre eventuais restrições destinadas a impedir que fabricantes estrangeiros de semicondutores, entre eles a Qualcomm e a TSMC, produzam &#8216;chips&#8217; avançados com base em projetos desenvolvidos por empresas chinesas como a Huawei, a Alibaba ou a ByteDance.</P><br />
<P>Outra das medidas em estudo diz respeito à aquisição, por grupos estrangeiros, de empresas tecnológicas chinesas, sobretudo nas áreas de agentes de IA. </P><br />
<P>Segundo o FT, Pequim considera existir uma lacuna regulamentar que permitiu a aquisição da Manus pela Meta Platforms por 2.000 milhões de dólares (cerca de 1.750 milhões de euros), operação que as autoridades chinesas mandaram posteriormente desfazer.</P><br />
<P>As novas medidas poderão ser incluídas na próxima revisão do catálogo chinês de tecnologias cuja exportação é proibida ou sujeita a restrições.</P><br />
<P>Os planos das autoridades chinesas surgem após uma semana de intensa atividade no setor da IA, marcada pela realização da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC), em Xangai, que serviu de montra às ambições de Pequim nesta área.</P><br />
<P>Nesse evento, o Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu uma governação global da IA &#8220;precisa e eficaz&#8221;, numa altura em que a China procura reduzir a distância relativamente aos Estados Unidos, apesar das restrições impostas por Washington à exportação de semicondutores avançados.</P></p>
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		<title>Nova infraestrutura de regadio entra em funcionamento: Governo inaugura hoje projeto estratégico para o Alentejo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 07:15:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Campo Maior vive esta terça-feira um dos momentos mais relevantes para o futuro do setor agrícola do concelho com a inauguração da rede de rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora (AHX), uma infraestrutura considerada estratégica para o desenvolvimento do Norte Alentejano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Campo Maior vive esta terça-feira um dos momentos mais relevantes para o futuro do setor agrícola do concelho com a inauguração da rede de rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora (AHX), uma infraestrutura considerada estratégica para o desenvolvimento do Norte Alentejano. A cerimónia conta com a presença do ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, e assinala a entrada em funcionamento de uma obra que representa um investimento superior a 18,9 milhões de euros e que permitirá levar água a uma área agrícola de 1.560 hectares.</p>
<p>O empreendimento constitui uma das principais apostas na modernização do regadio da região e pretende aumentar a competitividade das explorações agrícolas, criar melhores condições para a produção, estimular o investimento privado e contribuir para combater o despovoamento de um território marcado pelos desafios demográficos. Inserido na bacia hidrográfica do rio Guadiana, o Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora é alimentado pela barragem do Abrilongo e foi concebido para assegurar uma distribuição de água eficiente, sustentável e adaptada às necessidades da agricultura moderna.</p>
<p>A autarquia de Campo Maior descreve o Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora como um verdadeiro projeto estruturante para a região. A infraestrutura beneficia diretamente uma área agrícola de 1.560 hectares e foi concebida para reforçar a capacidade produtiva do concelho através de um sistema moderno de regadio, considerado essencial para aumentar o valor acrescentado das explorações agrícolas.</p>
<p>Além do impacto direto na agricultura, o projeto pretende dinamizar a economia local, incentivar novos investimentos, criar condições para a instalação de empresas ligadas ao setor agroalimentar e contribuir para a fixação de população num território particularmente afetado pelo envelhecimento e pela perda de habitantes.</p>
<p>A nova rede de rega integra cerca de 44 quilómetros de condutas, 70 hidrantes, 106 bocas de rega e uma estação elevatória, permitindo distribuir água sob pressão de forma eficiente e com um forte aproveitamento da gravidade, reduzindo os consumos energéticos sempre que possível.</p>
<p>O sistema foi desenvolvido para responder às atuais exigências do setor agrícola, proporcionando um abastecimento mais eficaz e uma gestão mais racional dos recursos hídricos, fator considerado cada vez mais importante perante os efeitos das alterações climáticas e da maior pressão sobre a disponibilidade de água.</p>
<p><strong>Projeto foi adaptado para proteger os valores ambientais</strong><br />
O Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora sofreu alterações durante o seu desenvolvimento na sequência da Declaração de Impacte Ambiental Favorável Condicionada emitida em 19 de maio de 2022.</p>
<p>A reformulação do projeto procurou compatibilizar as necessidades do regadio com a proteção dos valores ambientais existentes na área de intervenção, tendo igualmente sido realizadas consultas às entidades do Reino de Espanha, dada a proximidade da zona fronteiriça e o enquadramento hidrográfico do empreendimento.</p>
<p>As alterações introduzidas permitiram dar continuidade ao investimento conciliando o desenvolvimento agrícola com as exigências ambientais definidas para a execução da obra.</p>
<p><strong>Obra desenvolvida em três fases</strong><br />
A concretização do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora foi planeada em três fases distintas.</p>
<p>A primeira correspondeu à construção da barragem do Abrilongo, concluída no ano 2000, criando a reserva de água necessária para abastecer todo o sistema.</p>
<p>A segunda fase, agora concluída e inaugurada, incidiu na construção da rede de rega propriamente dita. A empreitada foi adjudicada em 27 de agosto de 2024 e consignada em 14 de janeiro de 2025, permitindo executar toda a infraestrutura de distribuição de água que entra agora em funcionamento.</p>
<p>A terceira fase prevê a construção da estação elevatória destinada a reforçar a eficiência energética e a segurança do sistema, bem como a implementação das medidas de compensação ambiental, incluindo a compensação de quercíneas e as restantes ações previstas na Declaração de Impacte Ambiental.</p>
<p><strong>Investimento ultrapassa os 18,9 milhões e financiamento global ascende a 25 milhões de euros</strong><br />
A construção da rede de rega representou um investimento superior a 18,9 milhões de euros, financiado através do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR2020).</p>
<p>A empreitada foi promovida pela Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), entidade responsável pela concretização deste investimento público.</p>
<p>No conjunto das diferentes fases previstas para o Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora, o financiamento global ascende aos 25 milhões de euros, verba que permitirá concluir todas as componentes da infraestrutura hidroagrícola, incluindo os trabalhos ainda previstos para a terceira fase.</p>
<p><strong>Ministro da Agricultura preside à cerimónia</strong><br />
A inauguração arranca durante a manhã no Centro Cultural de Campo Maior, onde decorre a receção dos convidados.</p>
<p>O programa contempla posteriormente uma visita ao perímetro de rega, seguindo-se uma deslocação ao primeiro hidrante da rede, localizado na Herdade dos Azeiteiros, onde será efetuada a abertura simbólica da água e apresentada a componente ambiental do projeto.</p>
<p>A cerimónia prossegue na barragem do Abrilongo, no início da rede de rega, onde estão previstas intervenções do diretor-geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, José Eduardo Reis, do presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, e do ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes.</p>
<p>O programa termina com o descerramento da placa comemorativa da obra e com a bênção da infraestrutura, assinalando oficialmente a entrada em funcionamento de um investimento que pretende marcar uma nova etapa para o regadio, a agricultura e o desenvolvimento económico de Campo Maior e do Norte Alentejano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791516]]></sapo:autor>
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		<title>Trump recebe hoje presidente do Líbano para reunião decisiva sobre Hezbollah, Israel e futuro do cessar-fogo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 07:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe esta terça-feira, na Casa Branca, o homólogo libanês, Joseph Aoun, numa reunião considerada determinante para o futuro da estabilidade no sul do Líbano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe esta terça-feira, na Casa Branca, o homólogo libanês, Joseph Aoun, numa reunião considerada determinante para o futuro da estabilidade no sul do Líbano. A visita, a primeira de um chefe de Estado libanês a Washington em quase duas décadas, decorre num momento particularmente sensível, com tropas israelitas ainda presentes em território libanês, centenas de milhares de deslocados e negociações em curso para consolidar o cessar-fogo e avançar para a retirada progressiva de Israel. Antes do encontro com Trump, Joseph Aoun reúne-se também com vários responsáveis da Administração norte-americana para discutir a implementação do acordo mediado pelos Estados Unidos e o reforço da soberania libanesa.</p>
<p>Segundo a Reuters, Joseph Aoun pretende apresentar a Donald Trump um plano escrito para o desarmamento do Hezbollah, ao mesmo tempo que solicitará ao Presidente norte-americano que exerça pressão sobre Israel para cumprir o acordo alcançado entre os dois países a 26 de junho. Antes da deslocação a Washington, o chefe de Estado libanês afirmou que irá pedir a Trump que &#8220;exerça a pressão necessária sobre Israel&#8221; para implementar esse entendimento, que prevê o desarmamento progressivo do Hezbollah, a retirada faseada das forças israelitas do sul do Líbano e a criação das condições para relações mais pacíficas entre os dois países. Um responsável libanês citado pela agência considera que Aoun acredita que &#8220;apenas Trump possui a influência necessária&#8221; para convencer Israel a retirar as tropas e permitir ao Líbano recuperar plenamente a sua soberania.</p>
<p>O encontro acontece poucos dias depois de os Estados Unidos terem anunciado que as negociações realizadas em Roma entre representantes libaneses e israelitas produziram resultados positivos e que a execução das primeiras zonas-piloto de retirada israelita deverá arrancar &#8220;nos próximos dias&#8221;. Paralelamente, Joseph Aoun iniciou a visita oficial aos Estados Unidos com reuniões de alto nível, incluindo um encontro com o secretário de Estado, Marco Rubio. De acordo com a Presidência libanesa, ambos defenderam a necessidade de implementar rapidamente o acordo mediado por Washington, começando precisamente pela retirada inicial das forças israelitas do sul do país. Após a reunião, o Departamento de Estado norte-americano elogiou os esforços do Governo libanês para &#8220;reclamar a soberania do Líbano, desarmar o Hezbollah, desmantelar a sua infraestrutura terrorista e avançar para a paz&#8221;.</p>
<p>A deslocação de Joseph Aoun reveste-se igualmente de forte significado político. Trata-se da primeira visita de um Presidente libanês à Casa Branca desde que Michel Sleiman se reuniu com Barack Obama, em 2009. Antigo comandante das Forças Armadas libanesas apoiadas pelos Estados Unidos, Aoun foi eleito Presidente no ano passado, após mais de dois anos de vazio presidencial, num contexto profundamente alterado pela ofensiva israelita de 2024 contra o Hezbollah e pela queda do antigo Presidente sírio Bashar al-Assad, acontecimentos que enfraqueceram significativamente a influência do movimento xiita apoiado pelo Irão. Desde a tomada de posse, o chefe de Estado assumiu como prioridade restaurar o &#8220;monopólio das armas pelo Estado&#8221;, transformando o desarmamento do Hezbollah num dos principais objetivos da sua Presidência.</p>
<p>Contudo, esse objetivo enfrenta fortes obstáculos. O Hezbollah rejeita qualquer processo de negociações diretas entre Beirute e Israel e opõe-se às tentativas de entregar o seu arsenal ao Estado libanês. Por sua vez, Israel mantém que não retirará totalmente as tropas enquanto o grupo armado não for desarmado. A situação agravou-se após o recomeço dos confrontos em março, quando o Hezbollah lançou ataques contra Israel em apoio ao Irão, desencadeando uma nova ofensiva israelita em território libanês. Segundo dados do Ministério da Saúde do Líbano citados pela Reuters, o conflito provocou mais de 4.300 mortos, incluindo centenas de crianças, mulheres e profissionais de saúde, embora os números não distingam entre civis e combatentes.</p>
<p>Apesar das críticas internas, Joseph Aoun tem mantido uma posição firme. O Presidente libanês responsabilizou o Hezbollah por arrastar o país para um novo conflito e defendeu que o Líbano está a ser destruído &#8220;por causa do Irão&#8221;. Também rompeu com décadas de política libanesa ao defender contactos diretos com Israel, uma posição inédita desde as sucessivas invasões israelitas iniciadas em 1978 e que desencadeou duras críticas por parte do Hezbollah e dos seus aliados. Ainda assim, recusou até agora seguir o apelo de Donald Trump para um encontro direto com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.</p>
<p>A reunião desta terça-feira poderá, assim, tornar-se um momento decisivo para o futuro da segurança regional. Além da retirada das forças israelitas e da aplicação do acordo mediado por Washington, estará em cima da mesa a consolidação do cessar-fogo, o reforço das instituições do Estado libanês, a continuação das reformas económicas prometidas por Joseph Aoun e a definição do papel dos Estados Unidos na estabilização do Líbano, numa altura em que Beirute procura recuperar o controlo efetivo do território e evitar uma nova escalada militar na região.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791537]]></sapo:autor>
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		<title>Chegam 59 milhões de euros para cumprir todos os seus sonhos? Hoje há jackpot no Euromilhões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 06:45:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Teste a sua pontaria no Euromilhões uma vez que estão em jogo 50 milhões de euros no sorteio de hoje, depois de, no último sorteio, não ter saído o primeiro prémio a qualquer apostador. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é terça-feira de 59 milhões de euros, uma &#8216;folga&#8217; no seu orçamento bem desejada, ou a hipótese de umas férias (bem) prolongadas. Teste a sua pontaria no Euromilhões uma vez que estão em jogo 50 milhões de euros no sorteio de hoje, depois de, no último sorteio, não ter saído o primeiro prémio a qualquer apostador. Assim, hoje, à distância de cinco números e duas estrelas, tem a oportunidade de rechear a carteira.</p>
<p>Semanalmente são muitos os que fazem as suas apostas no Euromilhões, na esperança de se tornarem os próximos afortunados deste sorteio, realizado às terças e sextas-feiras à noite em Paris. Com um preço de 2,5 euros por aposta, os jogadores escolhem cinco números e duas estrelas nas apostas simples, ou até 10 números e cinco estrelas nas apostas múltiplas, com o preço a variar consoante o número de apostas realizadas.</p>
<p>As probabilidades de ganhar são ínfimas – uma em 139.838.160. No entanto, um grupo de matemáticos acredita ter encontrado a chave para aumentar essas probabilidades, indica o ’20 Minutos’.</p>
<p><strong>Aumentar as Probabilidades: A Chave Matemática</strong></p>
<p>O Euromilhões segue um formato de lotaria 5/50, onde os jogadores devem escolher cinco números entre 1 e 50. Para calcular as combinações totais possíveis, usa-se a fórmula do coeficiente binomial:</p>
<p>N = 50 números<br />
R = 5 combinações</p>
<p>50C5 = 2.118.760</p>
<p>Isto significa que existem mais de 2 milhões de formas possíveis de combinar os números no Euromilhões. Sem considerar os números, as probabilidades são tão baixas que é mais provável tornar-se presidente do que ganhar o Euromilhões. O primeiro passo é, portanto, reduzir o número de combinações possíveis, onde as matemáticas entram em jogo.</p>
<p>Mark Glickman, professor de estatística na Universidade de Harvard, determinou que a única forma de aumentar as probabilidades de ganhar é comprando mais bilhetes para cada sorteio. Em 2021, explicou à CNBC: “Isto deve-se ao facto de que as probabilidades permanecem as mesmas independentemente dos números escolhidos ou se compras um bilhete para cada sorteio.”</p>
<p><strong>Padrões de Combinação Ideal</strong></p>
<p>Segundo a Lottery Codex, existe um padrão ideal que deve ser seguido para aumentar as probabilidades. A combinação de números ímpares e pares parece ser crucial. A tabela elaborada pela Lottery Codex mostra os padrões completos e as suas probabilidades correspondentes:</p>
<p>Combinação de 3 números ímpares e 2 pares: 0,235 probabilidades<br />
Combinação de 3 números pares e 2 ímpares: 0,235 probabilidades<br />
Combinação de 1 número ímpar e 4 pares: 0,149 probabilidades<br />
Combinação de 1 número par e 4 ímpares: 0,149 probabilidades<br />
Combinação de 5 números ímpares e nenhum par: 0,025 probabilidades<br />
Combinação de 5 números pares e nenhum ímpar: 0,025 probabilidades</p>
<p>Apesar das probabilidades extremamente baixas, aplicar estratégias matemáticas pode marginalmente aumentar as chances de ganhar no Euromilhões. Comprando mais bilhetes e utilizando combinações equilibradas de números ímpares e pares, os jogadores podem tentar desafiar as probabilidades. No entanto, é essencial lembrar que, em jogos de azar, não há garantias de vitória.</p>
<p><strong>Os números que saem mais e menos</strong></p>
<p>No caso de nenhum jogador ganhar o jackpot, o prémio máximo passa para o sorteio seguinte. Como um sorteio regular, se não houver vencedores do prémio máximo então o jackpot irá continuar a passar para o seguinte até atingir o prémio máximo ou limite de jackpot. O limite de jackpot aumentou de 230 para 240 milhões de euros em julho de 2022.</p>
<p>Assim, se já está a sonhar com o prémio saiba quais são os números que saíram mais vezes até agora e que lhe podem dar acesso ao jackpot.</p>
<p>De acordo com dados disponibilizados pela Santa Casa da Misericórdia, os números que durante os 16 anos em que o concurso está em vigor saíram mais vezes são: o 44 (224 vezes), o 42 (222 vezes), o 23 (221 vezes), além do 19 e 29 (217 vezes). Já nas estrelas ‘aposte’ no 3 (390 vezes) e no 2 (385 vezes).</p>
<p>As estatísticas mostram também que se devem evitar os números 22, 33, 46, 40 e 18, que são os que menos saem desde 2004 – mesmo o 41, 43 e 2 são ‘de evitar’. As estrelas a fugir, seguindo o mesmo raciocínio, são o 10, 11 e o 12.</p>
<p>Ao todo, desde a criação do sorteio, já houve 78 portugueses a entrar para o clube dos euromilionários.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791517]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Crise política na Finlândia: Primeiro-ministro esclarece hoje apoio de 35 milhões de euros a projeto imobiliário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 06:45:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro da Finlândia, Petteri Orpo, enfrenta esta terça-feira um dos momentos politicamente mais delicados desde que assumiu funções, ao prestar esclarecimentos no Parlamento sobre a controversa decisão do Governo de apoiar com 35 milhões de euros o projeto Helsinki Garden.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro da Finlândia, Petteri Orpo, enfrenta esta terça-feira um dos momentos politicamente mais delicados desde que assumiu funções, ao prestar esclarecimentos no Parlamento sobre a controversa decisão do Governo de apoiar com 35 milhões de euros o projeto Helsinki Garden, um complexo destinado a acolher eventos desportivos e culturais na capital finlandesa. A oposição exige respostas sobre a forma como foi tomada a decisão, levantando suspeitas de favorecimento político, utilização questionável de dinheiros públicos e eventuais conflitos de interesses.</p>
<p>A polémica dominou a agenda política finlandesa durante as últimas semanas e ganhou maior dimensão devido ao facto de Orpo se ter mantido praticamente afastado do escrutínio público durante o período de férias. Com menos de um ano para as próximas eleições legislativas, os partidos da oposição consideram que o caso representa uma oportunidade para colocar o Governo sob forte pressão política, sobretudo depois de uma sondagem indicar que os cidadãos consideram Petteri Orpo o primeiro-ministro finlandês menos bem-sucedido da história recente.</p>
<p><strong>Projeto de 35 milhões de euros está no centro da polémica</strong><br />
O caso envolve o Helsinki Garden, um projeto desenvolvido há vários anos que prevê a construção de um grande complexo de eventos e desporto junto ao Estádio Olímpico de Helsínquia.</p>
<p>Inicialmente, os promotores solicitaram ao Ministério das Finanças uma garantia estatal para um empréstimo de 110 milhões de euros. No entanto, documentos internos divulgados pela comunicação social finlandesa revelaram que os técnicos do ministério classificaram o investimento como arriscado, alertando para possíveis derrapagens financeiras, atrasos na execução da obra e para a existência de outros projetos semelhantes nas proximidades que poderiam comprometer a viabilidade económica do empreendimento.</p>
<p>Apesar dessas reservas técnicas, o Governo acabou por aprovar um apoio estatal condicionado de 35 milhões de euros, decisão que está agora no centro da controvérsia política.</p>
<p><strong>Ligações políticas alimentam suspeitas</strong><br />
Grande parte das críticas incide sobre o papel desempenhado por Jan Vapaavuori, responsável pelo projeto Helsinki Garden.</p>
<p>Vapaavuori foi presidente da Câmara de Helsínquia, ministro da Economia e vice-presidente do Banco Europeu de Investimento, sendo igualmente membro do Partido da Coligação Nacional, a mesma força política liderada por Petteri Orpo.</p>
<p>Segundo notícias divulgadas pela imprensa finlandesa, Jan Vapaavuori terá continuado a contactar membros do Governo e altos responsáveis políticos, incluindo o próprio primeiro-ministro, depois de os serviços técnicos terem considerado o projeto demasiado arriscado para beneficiar do apoio inicialmente solicitado.</p>
<p>Acresce que Vapaavuori não registou esses contactos no registo oficial de transparência sobre atividades de lobbying, obrigação prevista para este tipo de interações. O responsável admitiu posteriormente que irá atualizar essa informação.</p>
<p>Petteri Orpo rejeita qualquer favorecimento e garante que nem as ligações partidárias nem relações pessoais influenciaram a decisão de conceder os 35 milhões de euros.</p>
<p>Ainda assim, na Finlândia, país que ocupa habitualmente os primeiros lugares dos índices internacionais de perceção da corrupção — surgindo atualmente na segunda posição do índice da Transparency International — até a simples aparência de falta de imparcialidade é suficiente para desencadear um intenso escrutínio político e mediático.</p>
<p><strong>Oposição exige explicações ao primeiro-ministro</strong><br />
Os sociais-democratas lideram as críticas ao Governo.</p>
<p>A vice-presidente do partido, Niina Malm, defende que Petteri Orpo tem a obrigação de esclarecer todas as dúvidas existentes perante o Parlamento.</p>
<p>&#8220;O primeiro-ministro tem a responsabilidade de garantir que a responsabilização parlamentar é respeitada e estas questões sem resposta são particularmente graves, tendo em conta a difícil situação orçamental da Finlândia, sobretudo quando o país está atualmente sujeito ao procedimento por défice excessivo da Comissão Europeia&#8221;, afirmou.</p>
<p>Segundo a dirigente social-democrata, compete ao chefe do Governo &#8220;apresentar os factos e dissipar quaisquer suspeitas de conduta antiética&#8221;.</p>
<p>&#8220;Enquanto esta questão não ficar resolvida e Orpo não responder a estas perguntas, uma nuvem de suspeição continuará a pairar sobre todo o projeto&#8221;, acrescentou.</p>
<p><strong>Críticas multiplicam-se entre os partidos</strong><br />
As críticas não se limitam ao Partido Social-Democrata.</p>
<p>O Partido do Centro questiona como foi possível a ministra das Finanças, Riikka Purra, líder do Partido dos Finlandeses, aprovar um apoio de 35 milhões de euros para o Helsinki Garden ao mesmo tempo que promove cortes no financiamento de infraestruturas desportivas noutras regiões do país.</p>
<p>Já a Aliança de Esquerda acusa Petteri Orpo de ter prestado informações falsas ou deliberadamente enganadoras ao Parlamento relativamente ao processo de financiamento, considerando que essa situação poderá justificar a sua demissão.</p>
<p>Também a comunicação social tem alimentado a controvérsia.</p>
<p>Uma investigação conduzida pelo jornal Helsingin Sanomat concluiu que Petteri Orpo prestou &#8220;informações falsas&#8221; sobre o projeto em declarações públicas e que &#8220;os cálculos apresentados pelos promotores não foram verificados antes de o Governo tomar a decisão relativa ao apoio financeiro condicionado&#8221;.</p>
<p>Estas conclusões aumentaram a pressão sobre o executivo numa altura particularmente sensível do ponto de vista político.</p>
<p><strong>Parlamento pode não realizar sessão extraordinária</strong><br />
Apesar dos apelos da oposição para uma convocação extraordinária do Parlamento finlandês, essa decisão depende exclusivamente do presidente do Parlamento, Jussi Halla-aho.</p>
<p>Contudo, Halla-aho pertence precisamente ao Partido dos Finlandeses, parceiro de coligação do Governo liderado por Petteri Orpo, pelo que não é expectável que convoque uma sessão extraordinária do Eduskunta, o Parlamento unicameral composto por 200 deputados.</p>
<p>Ainda assim, Petteri Orpo enfrenta esta terça-feira uma forte pressão política para esclarecer todas as circunstâncias que envolveram o financiamento do Helsinki Garden, numa polémica que ameaça marcar a reta final da legislatura e que poderá assumir um peso significativo no debate político até às eleições parlamentares do próximo ano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791532]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Juiz do Tribunal Superior de Hong Kong apanhado a plagiar acordãos pela terceira vez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 06:43:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O juiz do Tribunal Superior Wilson Chan, que presidiu às primeiras fases do processo de segurança nacional contra 47 democratas, foi apanhado a plagiar pela terceira vez, informou hoje o portal Hong Kong Free Press (HKFP).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O juiz do Tribunal Superior Wilson Chan, que presidiu às primeiras fases do processo de segurança nacional contra 47 democratas, foi apanhado a plagiar pela terceira vez, informou hoje o portal Hong Kong Free Press (HKFP).</P><br />
<P>O magistrado, já repreendido anteriormente por plágio, é agora acusado no terceiro incidente nos últimos três anos, de acordo com o HKFP, que cita a imprensa chinesa da região semiautónoma chinesa.</P><br />
<P>O queixoso de um processo que Chan presidiu acusa o juiz de copiar as alegações iniciais e finais do arguido. Parágrafos que, de acordo com a imprensa local, equivalem a 95% da sentença.</P><br />
<P>O HKFR explica que o caso envolve uma disputa entre o fundador da empresa de produtos digitais Nam Tai Electronics, Koo Ming-kown, e o ex-cunhado. Após perder este processo, Koo interpôs recurso, alegando que o juiz copiara grande parte das alegações do cunhado.</P><br />
<P>O tribunal de recurso acabou por dar razão a Koo na semana passada e ordenou um novo julgamento com outro magistrado.</P><br />
<P>Num outro caso, noticiado em 2023, o arguido num processo que envolveu duas marcas farmacêuticas interpôs recurso após ter perdido, alegando que Chan plagiou a maior parte das alegações escritas do queixoso no acórdão. O juiz plagiou, nesse mesmo ano, num processo relativo à gigante imobiliária Great Eagle Holdings, escreve a HKFP.</P><br />
<P>O Tribunal de Recurso ordenou que os dois processos fossem submetidos a um novo julgamento com um novo juiz, e o presidente do Tribunal de Última Instância, Andrew Cheung, emitiu uma &#8220;repreensão grave&#8221; por &#8220;plágio judicial&#8221;.</P><br />
<P>Chan presidiu às primeiras fases do processo de segurança nacional contra 47 ativistas pró-democracia, detidos em fevereiro de 2021 e acusados de conspirar com o intuito de subverter a lei de segurança nacional.</P><br />
<P>Os julgamentos dos 47 ativistas democratas em Hong Kong resultaram em condenações entre quatro e dez anos de prisão, acusados de conspiração para subversão por organizarem as primárias não-oficiais de 2020. Apenas dois foram absolvidos. </P><br />
<P>Hong Kong viveu em 2019 a pior crise política desde a transferência da soberania do Reino Unido para a China em 1997, com sete meses de protestos em que milhares de pessoas saíram à rua para exigir reformas democráticas na antiga colónia britânica. Milhares de pessoas foram detidas.</P><br />
<P>Em resposta, a China impôs, em 30 de junho de 2020, uma lei da segurança nacional ao território, punindo atividades subversivas, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras com penas que podem ir até à prisão perpétua.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791671]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Parque moçambicano da Gorongosa promove piripíri como fonte de rendimento para famílias rurais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 06:37:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um grupo de 245 produtores do centro de Moçambique está envolvido num projeto de cultivo de piripíri ligado ao Parque Nacional da Gorongosa, que visa gerar fontes de rendimento extra para famílias rurais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um grupo de 245 produtores do centro de Moçambique está envolvido num projeto de cultivo de piripíri ligado ao Parque Nacional da Gorongosa, que visa gerar fontes de rendimento extra para famílias rurais.</P><br />
<P>&#8220;A produção de piripíri proporciona uma fonte de rendimento fiável para as famílias rurais, complementando as culturas alimentares e diversificando os meios de subsistência&#8221;, é referido nos dados do projeto promovido por aquela área de conservação, consultados pela Lusa.</P><br />
<P>De acordo com aquela área de conservação, os 245 produtores desta cultura estão distribuídos por 45 comunidades dos distritos de Gorongosa, Nhamatanda, Muanza, Cheringoma e Maríngue, na província de Sofala, centro do país, cultivando uma área total de 28 hectares.</P><br />
<P>&#8220;Com acesso a sementes certificadas, assistência técnica, irrigação e mercados garantidos, os agricultores aumentam a produtividade, reduzem os riscos económicos e fortalecem a segurança financeira das suas famílias&#8221;, assinala-se.</P><br />
<P>Gorongosa estima que a produção da cultura atingiu 5,1 toneladas de piripíri desde janeiro. Até 2025, os agricultores envolvidos no projeto receberam um total de 7.510 dólares (6.568 euros) provenientes da venda de seis toneladas de piripíri fresco.</P><br />
<P>A iniciativa trabalha atualmente com duas variedades da cultura, designadas &#8220;Olho-de-pássaro&#8221; e &#8220;Cayenne longa&#8221;, fornecendo aos agricultores sementes certificadas, assistência técnica, sistemas de irrigação e acesso ao mercado.</P><br />
<P>De acordo com os promotores, o projeto procura transformar o piripíri da Gorongosa numa cadeia de valor sustentável e inclusiva, capaz de gerar rendimento para as famílias rurais e, simultaneamente, contribuir para a conservação da biodiversidade.</P><br />
<P>Um dos aspetos destacados pelo parque é a utilização do piripíri como instrumento de mitigação do conflito entre comunidades e elefantes, um dos desafios enfrentados por agricultores que vivem nas zonas adjacentes ao parque.</P><br />
<P>Segundo o documento, a sensibilidade destes animais à capsaicina, substância responsável pelo sabor picante do fruto, permite utilizar a cultura como uma barreira natural para desencorajar a entrada dos elefantes nos campos de cultivo.</P><br />
<P>&#8220;Integrado em faixas de proteção ao redor das áreas agrícolas, o cultivo reduz os danos nas culturas, diminui o conflito entre pessoas e fauna bravia e promove uma coexistência harmoniosa entre as comunidades e a vida selvagem&#8221;, lê-se no documento.</P><br />
<P>A iniciativa defende ainda a adoção de práticas de agricultura regenerativa, apresentadas como uma forma de restaurar a fertilidade dos solos, conservar a água, reduzir a erosão e reforçar a resiliência das comunidades rurais às alterações climáticas.</P><br />
<P>O piripíri produzido pelos agricultores da Gorongosa é comercializado sob a marca &#8220;A Nossa Gorongosa&#8221;, sob a forma de molho doce, molho picante e flocos, estando disponível nas capitais provinciais do país. O projeto criou igualmente cinco postos de trabalho na unidade local de processamento, ocupados por três mulheres e dois homens.</P><br />
<P>Criado em 1960, o parque chegou a perder quase toda a sua fauna de grande porte nos anos de guerra, mas hoje, devido a uma &#8220;visão ousada de restauração&#8221; e &#8220;esforços de translocação&#8221;, mais de 110.000 animais de grande porte vivem no Parque Nacional da Gorongosa, referiu a entidade na nota.</P><br />
<P>O Parque Nacional da Gorongosa documentou no ano passado a presença de 110.513 animais de &#8220;grande porte&#8221;, num levantamento aéreo, estabelecendo um recorde histórico de contagem das diferentes espécies presentes naquela área protegida do centro de Moçambique.</P><br />
<P>Em 2008, a fundação do milionário e filantropo norte-americano, Greg Carr, assinou com o Governo moçambicano um acordo de gestão do parque por 20 anos &#8211; prolongando-o por outros 25 anos em 2018 &#8211; que tem levado à sua renovação em várias frentes, com projetos sociais aliados à conservação e com o número de animais a crescer de 10.000 para mais de 100 mil.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791669]]></sapo:autor>
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		<title>Desmantelado outro alegado centro de burlas telefónicas em Díli</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 06:25:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As autoridades timorenses desmantelaram hoje mais um alegado centro de burlas telefónicas em Díli, tendo detido 21 cidadãos estrangeiros, informou a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As autoridades timorenses desmantelaram hoje mais um alegado centro de burlas telefónicas em Díli, tendo detido 21 cidadãos estrangeiros, informou a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL).</P><br />
<P>&#8220;Durante a ação, a equipa conjunta descobriu e encerrou uma atividade ilegal suspeita de estar ligada a um centro de burlas telefónicas, operado por cidadãos estrangeiros por um esquema associado a atividades de jogos &#8216;online'&#8221;, pode ler-se na informação à imprensa.</P><br />
<P>Na operação, que incluiu direção de investigação criminal e o serviço de informações policiais da PNTL, bem o serviço de informação das forças de defesa de Timor-Leste, foi também apreendido equipamento informático, telemóveis e outro tipo de material.</P><br />
<P>&#8220;O comando da PNTL prossegue as investigações para apurar todos os factos relacionados com este caso e determinar a responsabilidade legal dos envolvidos&#8221;, salienta a informação.</P><br />
<P>A PNTL volta a apelar à população para continuar a fornecer informações às autoridades &#8220;sempre que observe ou tenha conhecimento de atividades suspeitas, contribuindo, em conjunto, para a manutenção da segurança e da ordem pública em Timor-Leste&#8221;.</P><br />
<P>As autoridades policiais de Timor-Leste detiveram nas últimas semanas mais de 400 pessoas, na sua maioria cidadãos da China, do Camboja e da Indonésia, por suspeitas de envolvimento em atividades ilegais &#8216;online&#8217;, sobretudo relacionadas com jogo ilegal e fraude.</P><br />
<P>Em setembro do ano passado, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) alertou para o aumento da presença de redes criminosas em Oecusse, o enclave timorense situado em território indonésio, na ilha de Timor. </P><br />
<P>Segundo o UNODC, investigações recentes demonstram que a região começou a ser influenciada por atividades criminosas organizadas.</P><br />
<P>Na sequência desse alerta público, o Governo de Timor-Leste decidiu cancelar todas as licenças anteriormente concedidas para operações de jogos e apostas &#8216;online&#8217;, bem como suspender a atribuição de novas licenças, devido aos riscos para a segurança e a estabilidade social.</P><br />
<P>Segundo o UNODC, quando redes criminosas digitais se instalam numa determinada região, &#8220;essa região torna-se frequentemente um centro de fraude cibernética, bem como de tráfico de droga e de seres humanos&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791668]]></sapo:autor>
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		<title>Ministro da Educação ouvido hoje no Parlamento após polémica dos exames: digitalização, erros e acesso ao superior à lupa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 06:15:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, é ouvido esta terça-feira na Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República, numa audição marcada pelas falhas registadas no processo de digitalização e classificação dos exames nacionais da 1.ª fase.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, é ouvido esta terça-feira na Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República, numa audição marcada pelas falhas registadas no processo de digitalização e classificação dos exames nacionais da 1.ª fase. A audição parlamentar acontece depois de várias semanas de polémica em torno da correção eletrónica das provas e um dia após o ministro ter reconhecido problemas no sistema, pedido desculpa aos alunos, famílias, professores e escolas e anunciado um conjunto de medidas extraordinárias para minimizar o impacto das falhas.</p>
<p>A audição do governante foi requerida pelo PCP e pelo Livre e surge depois de o próprio Fernando Alexandre ter garantido que o modelo de classificação digital será mantido na segunda fase dos exames nacionais, defendendo que as falhas identificadas serão corrigidas e reiterando que &#8220;nenhum aluno será prejudicado, seja nas suas classificações, seja no acesso ao ensino superior&#8221;.</p>
<p>A reunião da Comissão de Educação e Ciência começa às 09h00, com uma audição ao Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), requerida pelo Livre e ainda dependente de confirmação. Às 10h00 será a vez de Fernando Alexandre responder às perguntas dos deputados sobre todo o processo de digitalização e avaliação dos exames nacionais, numa sessão que deverá centrar-se nos atrasos, erros de classificação, problemas na disponibilização das provas digitalizadas e nas soluções entretanto anunciadas pelo Governo.</p>
<p>A ordem de trabalhos inclui ainda a discussão e votação do relatório final da Petição n.º 162/XVII/1.ª, relativa à vinculação e valorização dos técnicos contratados em contexto escolar, cuja relatora é a deputada Angélique Da Teresa (IL), bem como a fixação da redação final de vários projetos de resolução relacionados com o financiamento e a qualidade das refeições escolares.</p>
<p>Os deputados deverão igualmente apreciar a admissibilidade da Petição n.º 191/XVII/1.ª, que pede a anulação dos Exames Nacionais de 2026 sem prejuízo dos alunos, iniciativa que surgiu na sequência dos problemas registados durante o processo de classificação da primeira fase.</p>
<p><strong>Ministro reconheceu falhas mas recusou alterar o calendário</strong><br />
Na conferência de imprensa realizada na segunda-feira, Fernando Alexandre admitiu que existiram erros no processo de classificação eletrónica, mas afastou a necessidade de alterar o calendário da primeira fase de acesso ao ensino superior.</p>
<p>O governante voltou a pedir desculpa pelos constrangimentos provocados, assegurando que &#8220;nenhum aluno será prejudicado, seja nas suas classificações, seja no ensino superior&#8221;.</p>
<p>Segundo explicou, foram detetadas &#8220;desconformidades num número muito restrito de provas&#8221;, resultantes de &#8220;um erro de exportação na primeira remessa de resultados&#8221;. Para resolver essas situações, foi aberto &#8220;um procedimento na plataforma&#8221; destinado ao envio dos ficheiros PDF das provas, permitindo aos alunos analisar os exames e decidir sobre um eventual pedido de reapreciação.</p>
<p>Fernando Alexandre revelou igualmente que, até às 11h30 de segunda-feira, tinham sido disponibilizadas cerca de 180 mil das aproximadamente 290 mil provas solicitadas pelos alunos para consulta.</p>
<p><strong>Erro em Física e Química obrigou à revisão de milhares de classificações</strong><br />
Entre os problemas identificados destacou-se um erro na elaboração e correção do ponto 7.1 da versão 2 do exame de Física e Química A.</p>
<p>Segundo o ministro, a situação afetou 12.613 alunos. Após a correção do erro, 11.496 estudantes viram a respetiva classificação aumentar, enquanto 1.117 registaram uma descida da nota inicialmente atribuída.</p>
<p>Fernando Alexandre considerou que esta situação demonstra &#8220;uma das vantagens deste modelo de classificação eletrónica&#8221;, defendendo que, &#8220;uma vez identificado o erro, é possível corrigi-lo de forma sistemática e célere, repondo a justiça e o rigor na avaliação dos alunos. E tudo sempre com total transparência&#8221;.</p>
<p>Questionado sobre as dificuldades sentidas por algumas escolas na receção das provas finais do 9.º ano, o ministro garantiu que a distribuição foi efetuada durante a noite de domingo e &#8220;ao mesmo tempo&#8221; para todos os agrupamentos, admitindo apenas diferenças na rapidez com que cada escola conseguiu concluir os procedimentos internos.</p>
<p><strong>Governo anuncia época especial de exames em setembro</strong><br />
Uma das principais medidas anunciadas pelo Ministério da Educação passa pela criação de uma época especial de exames no início de setembro destinada aos alunos que não disponham de toda a informação necessária para decidir se deveriam realizar a segunda fase.</p>
<p>Segundo Fernando Alexandre, &#8220;qualquer aluno que tenha no PDF uma desconformidade tem direito a esta época especial&#8221;.</p>
<p>O ministro explicou que esta solução obrigará ao ajustamento do calendário da segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que deverá prolongar-se até meados de setembro.</p>
<p>Na prática, existirão duas possibilidades de realização de exames com efeitos na segunda fase de candidatura ao ensino superior: a segunda fase já prevista no calendário e esta nova época especial, criada especificamente para responder aos problemas registados durante o processo de classificação.</p>
<p>Fernando Alexandre classificou esta solução como uma &#8220;decisão política&#8221;, reconhecendo que os respetivos contornos ainda terão de ser definidos pelo Júri Nacional de Exames.</p>
<p>Questionado sobre o eventual impacto da medida no início do próximo ano letivo, admitiu que será necessário pedir &#8220;um esforço adicional&#8221; aos professores responsáveis pela classificação das provas, mas considerou que &#8220;há consequências negativas que, em determinado patamar, são aceitáveis. Eu acho que esta é aceitável&#8221;.</p>
<p><strong>Correção digital mantém-se apesar da polémica</strong><br />
Apesar das críticas dirigidas ao sistema, Fernando Alexandre reafirmou que a classificação eletrónica continuará a ser utilizada já na segunda fase dos exames nacionais.</p>
<p>O ministro descreveu o modelo como &#8220;um avanço para o nosso sistema educativo&#8221;, considerando que proporciona &#8220;mais equidade, mais qualidade, mais rigor, mais transparência&#8221;.</p>
<p>Ainda assim, reconheceu que o processo de distribuição das provas pelos professores classificadores revelou falhas significativas.</p>
<p>&#8220;A forma como são geridos os classificadores é extremamente ineficiente e não garante sequer o respeito profissional pelos classificadores&#8221;, afirmou.</p>
<p>Como exemplo, referiu que chegou a existir uma bolsa de &#8220;100 ou 150&#8221; classificadores de Português que permaneceu um dia inteiro sem qualquer prova atribuída.</p>
<p>&#8220;Nós tínhamos na quarta-feira uma bolsa de classificadores por Português de 100 ou 150. E disseram: &#8216;não é preciso mais porque estes 100 ou 150 podem acabar o trabalho&#8217;. Na quinta-feira tinham corrigido zero provas&#8221;, relatou.</p>
<p>O ministro questionou ainda a eficácia do atual modelo de gestão, perguntando: &#8220;Como é que nós podemos ter um sistema em que não há uma contratualização, a pessoa corrige, não acontece nada, as provas ficam ali paradas?&#8221;</p>
<p>Apesar destas críticas, mostrou-se confiante de que, na segunda fase, &#8220;não vai haver falta de professores disponíveis para classificar os exames&#8221;.</p>
<p>Fernando Alexandre garantiu igualmente que os docentes serão remunerados pelo trabalho extraordinário realizado durante este processo, embora o montante ainda esteja a ser apurado.</p>
<p>&#8220;Os professores conhecem este ministro, conhecem este Governo. E se há coisa que não falhou, foi os compromissos que nós assumimos com eles. Isso começa no pagamento de horas extraordinárias&#8221;, concluiu.</p>
<p>A audição desta terça-feira deverá permitir aos deputados escrutinar as explicações do ministro sobre os problemas registados, avaliar as soluções entretanto anunciadas pelo Governo e esclarecer as dúvidas que continuam a existir relativamente ao funcionamento do sistema de classificação eletrónica, ao impacto das falhas no acesso ao ensino superior e às garantias dadas aos milhares de alunos abrangidos por este processo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791540]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Google lança hoje em Portugal o cabo submarino Nuvem que liga Sines aos Estados Unidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 06:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal assinala esta terça-feira mais um marco na sua estratégia de afirmação como plataforma internacional de comunicações digitais com a cerimónia oficial de lançamento do cabo submarino transatlântico Nuvem, da Google. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal assinala esta terça-feira mais um marco na sua estratégia de afirmação como plataforma internacional de comunicações digitais com a cerimónia oficial de lançamento do cabo submarino transatlântico Nuvem, da Google. A nova infraestrutura, que liga Myrtle Beach, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, a Sines, em Portugal, com pontos intermédios nas Bermudas e nos Açores, pretende aumentar significativamente a resiliência das comunicações transatlânticas e responder ao crescimento contínuo da procura global por serviços digitais, capacidade de transmissão de dados e infraestruturas de computação em nuvem.</p>
<p>A cerimónia decorre no Oceanário de Lisboa e contará com a participação do ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, sendo o lançamento apresentado como mais um passo na consolidação de Portugal enquanto porta de entrada digital da Europa. O Nuvem representa o segundo grande sistema internacional de cabos submarinos da Google com ligação direta ao território nacional, depois do Equiano, inaugurado em 2022, estando igualmente prevista a chegada do futuro cabo Sol aos Açores em 2027, reforçando ainda mais o papel estratégico do arquipélago nas ligações intercontinentais.</p>
<p>A infraestrutura foi concebida para reforçar a robustez da rede global da Google e criar novas rotas de transmissão entre a América do Norte e a Europa, reduzindo riscos de interrupção de serviço e aumentando a capacidade disponível para responder à crescente utilização de plataformas digitais, serviços cloud, inteligência artificial e tráfego internacional de dados. O projeto assume também particular relevância por estabelecer a primeira ligação direta por cabo submarino entre as Bermudas e o continente europeu, criando um novo corredor de comunicações no Atlântico.</p>
<p>O programa da cerimónia inclui a abertura institucional por Gonçalo Matias e pelo presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, seguindo-se uma intervenção de Giorgia Abeltino, diretora sénior de Assuntos Governamentais e Políticas Públicas da Google Cloud para a região EMEA. Um dos momentos centrais será a apresentação do vídeo exclusivo que documenta a chegada do cabo Nuvem à costa de Sines, acompanhado por intervenções da presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), Sandra Maximiano, do diretor sénior de Redes Submarinas Globais da Google, Nigel Bayliff, e do diretor de Operações da MEO, Nuno Cadima. A sessão contará ainda com uma mensagem em vídeo do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, terminando com a intervenção do embaixador dos Estados Unidos em Portugal, John J. Arrigo, e com a assinatura do Acordo sobre a Bóia.</p>
<p>O lançamento do Nuvem surge cerca de um ano depois de o Estado português ter reconhecido formalmente o projeto como uma ação de relevante interesse público, permitindo a instalação do cabo em zonas integradas na Reserva Ecológica Nacional, no concelho de Sines. Essa classificação foi atribuída após pareceres favoráveis das entidades competentes e da conclusão da Agência Portuguesa do Ambiente de que a infraestrutura não exigia avaliação de impacte ambiental por não ser suscetível de provocar efeitos ambientais negativos significativos. O reconhecimento permitiu ultrapassar condicionantes territoriais associadas à implantação da infraestrutura, considerada estratégica para a conectividade internacional do país.</p>
<p>Na altura, o Governo justificou a decisão com a importância do projeto para &#8220;proporcionar um grande aumento na conectividade internacional, bem como contribuir para o cumprimento da Estratégia do Programa Nacional de Políticas de Ordenamento do Território e da Agenda para o Território&#8221;, condicionando, contudo, a execução à implementação das medidas de minimização ambiental previstas no projeto e ao cumprimento da legislação aplicável.</p>
<p>A aposta da Google reforça igualmente a crescente centralidade de Sines como um dos principais polos europeus de conectividade digital. A localização geográfica privilegiada da costa alentejana, associada à existência de centros de dados e de múltiplas ligações internacionais por cabo submarino, tem vindo a transformar a região num ponto estratégico para o encaminhamento do tráfego de dados entre a Europa, a América, África e, futuramente, outras regiões do mundo. Com o Nuvem, o Equiano e a futura chegada do Sol, Portugal consolida a sua posição como um dos principais nós da infraestrutura digital global, numa altura em que a procura por capacidade de transmissão continua a crescer impulsionada pela computação em nuvem, inteligência artificial, serviços digitais e economia dos dados.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791531]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>António José Seguro inicia hoje a primeira visita de Estado a Cabo Verde com cooperação, economia e oceano na agenda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 05:45:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente da República, António José Seguro, inicia esta terça-feira a sua primeira visita de Estado desde que assumiu funções, deslocando-se a Cabo Verde para uma agenda oficial de três dias que decorrerá até quinta-feira. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente da República, António José Seguro, inicia esta terça-feira a sua primeira visita de Estado desde que assumiu funções, deslocando-se a Cabo Verde para uma agenda oficial de três dias que decorrerá até quinta-feira. A visita, realizada a convite do Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, marca simbolicamente o arranque da diplomacia presidencial de Seguro e tem como principal objetivo reforçar as relações bilaterais entre os dois países, aprofundar a cooperação em diversas áreas estratégicas e consolidar a parceria entre Cabo Verde e a União Europeia.</p>
<p>A deslocação, aprovada por unanimidade pela Assembleia da República na passada sexta-feira, representa um momento particularmente significativo no início do mandato presidencial de António José Seguro, de 64 anos. A escolha de Cabo Verde para a primeira visita de Estado segue, aliás, um precedente histórico entre chefes de Estado portugueses: Jorge Sampaio escolheu igualmente o arquipélago africano para a sua primeira visita oficial em 1996, enquanto Marcelo Rebelo de Sousa iniciou o seu ciclo de visitas de Estado por Moçambique, em 2016.</p>
<p>Segundo a Presidência da República, o programa oficial decorrerá nas ilhas de Santiago e da Boa Vista e incluirá uma componente política, económica, institucional e cultural. Ao longo dos três dias, António José Seguro terá encontros com as principais autoridades cabo-verdianas, num momento em que Lisboa e Praia pretendem aprofundar uma relação considerada estratégica e que abrange áreas como a educação, a língua portuguesa, a cultura, a saúde, a defesa e a segurança marítima.</p>
<p>Um dos momentos centrais da visita será o reforço da cooperação multilateral, em particular no âmbito da Parceria Especial entre Cabo Verde e a União Europeia, considerada um dos principais instrumentos de aproximação entre o arquipélago e o espaço europeu. O fortalecimento desta parceria deverá ocupar lugar de destaque nas reuniões entre os dois chefes de Estado e nas restantes iniciativas oficiais previstas durante a deslocação.</p>
<p>No plano económico, António José Seguro participará no Fórum Económico Cabo Verde–Portugal, encontro destinado a reforçar as relações empresariais e o investimento entre os dois países. A iniciativa reunirá representantes institucionais e económicos dos dois lados, procurando impulsionar novas oportunidades de cooperação e aprofundar os laços comerciais entre Portugal e Cabo Verde.</p>
<p>A agenda contempla igualmente diversos momentos de aproximação à comunidade portuguesa residente no arquipélago, incluindo uma receção oficial, bem como iniciativas destinadas a destacar projetos de cooperação bilateral em diferentes setores considerados prioritários pelos dois Estados.</p>
<p>Durante a permanência na ilha de Santiago, o Presidente português visitará ainda o Tarrafal e a Cidade Velha, classificada como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, dois dos locais mais emblemáticos da história cabo-verdiana.</p>
<p>A visita termina na ilha da Boa Vista, onde António José Seguro participará, ao lado do Presidente José Maria Neves, na abertura da V Conferência da Década do Oceano, promovida pela Presidência da República de Cabo Verde. O encontro decorre sob o lema &#8220;Economia Azul: Caminhos Sustentáveis&#8221; e reunirá responsáveis políticos, especialistas e representantes de diversas organizações para debater os desafios da preservação dos oceanos, da sustentabilidade marinha e do desenvolvimento da economia azul, tema que assume crescente importância tanto para Portugal como para Cabo Verde.</p>
<p>Ao escolher Cabo Verde para a sua primeira visita de Estado, António José Seguro assinala a importância estratégica da relação entre os dois países, marcada por profundos laços históricos, culturais, linguísticos e económicos, ao mesmo tempo que procura dar um sinal claro de continuidade do relacionamento privilegiado entre Lisboa e a Cidade da Praia e de reforço da cooperação bilateral e multilateral nos próximos anos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791539]]></sapo:autor>
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		<title>Guiné-Bissau: Parlamento timorense exige libertação de Domingos Simões Pereira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 05:41:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Parlamento Nacional de Timor-Leste aprovou hoje um voto de condenação pela detenção arbitrária do presidente da Assembleia Nacional Popular guineense, Domingos Simões Pereira, e exigiu a sua libertação imediata.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Parlamento Nacional de Timor-Leste aprovou hoje um voto de condenação pela detenção arbitrária do presidente da Assembleia Nacional Popular guineense, Domingos Simões Pereira, e exigiu a sua libertação imediata.</P><br />
<P>&#8220;O Parlamento Nacional de Timor-Leste condena da forma mais veemente a detenção arbitrária do doutor Domingos Simões Pereira, presidente da Assembleia Popular Nacional da Guiné-Bissau, e exige a sua imediata e incondicional libertação, bem como a libertação de todos os presos políticos e o fim da perseguição política&#8221;, pode ler-se no texto.</P><br />
<P>No voto, aprovado pela unanimidade dos deputados presentes no hemiciclo (15), é também exigido o &#8220;fim da repressão e a restauração total do exercício livre dos direitos e liberdades fundamentais, reconhecidos na Constituição da Guiné-Bissau e nos instrumentos jurídicos internacionais subscritos pelo Estado da Guiné-Bissau&#8221;.</P><br />
<P>Os deputados timorenses manifestam também a sua &#8220;indefetível solidariedade para com o povo irmão da Guiné-Bissau, sofredor e injustamente penalizado e violentado nos seus direitos e liberdades fundamentais&#8221;.</P><br />
<P>O Parlamento Nacional de Timor-Leste apelou também à Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP) para &#8220;proclamar a sua incondicional solidariedade para com o parlamento da Guiné-Bissau e o seu presidente, Domingos Simões Pereira, legitimamente eleitos e condenar a sua detenção e privação de direitos&#8221;.</P><br />
<P>A AP-CPLP vai reunir-se entre quarta a sexta-feira em Luanda, Angola.</P><br />
<P>A Guiné-Bissau foi palco de um golpe de Estado em vésperas da publicação dos resultados provisórios das eleições legislativas e presidenciais que tinham decorrido sem incidentes em novembro de 2025.</P><br />
<P>Na sequência dessa ação dos militares, Domingos Simões Pereiras foi detido e passou mais de 60 dias na principal esquadra de Bissau, de onde saiu no dia 31 de janeiro para a sua residência sob vigilância policial.</P><br />
<P>Em junho, foi conhecido o despacho judicial em que Simões Pereira foi acusado de financiar e apoiar logisticamente uma alegada tentativa de golpe de Estado.</P><br />
<P>O Ministério Público requereu a alteração da medida de coação do termo de identidade e residência para a mais gravosa, a prisão preventiva, decretada a 10 de julho pelo juiz de instrução criminal.</P><br />
<P>Com a tomada do poder pelo Alto Comando Militar, o general Horta Inta-a foi nomeado Presidente guineense de transição.</P><br />
<P>O general anunciou que o período de transição terá a duração máxima de um ano, culminando com a realização de novas eleições legislativas e presidenciais no dia 6 de dezembro.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791667]]></sapo:autor>
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		<title>IP3 continua hoje cortado nos dois sentidos em Penacova devido a derrame de resina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 05:36:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O IP3 mantinha-se às 06:20 de hoje interrompido nos dois sentidos em Penacova, 19 horas após ter sido cortado devido a um derrame de resina de um camião para a estrada, segundo a proteção civil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O IP3 mantinha-se às 06:20 de hoje interrompido nos dois sentidos em Penacova, 19 horas após ter sido cortado devido a um derrame de resina de um camião para a estrada, segundo a proteção civil.</P><br />
<P>Fonte do Comando Sub-Regional da Região de Coimbra disse à Lusa que o corte no Itinerário Principal 3 (IP3) mantém-se e &#8220;não há previsão de reabertura&#8221;, encontrando-se no local 27 operacionais, com o apoio de 13 veículos.</P><br />
<P>Contactada pela agência Lusa, fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR) adiantou que o trânsito está a ser desviado nos dois sentidos para a Estrada Nacional 2 (EN2).</P><br />
<P>De acordo com a fonte do Comando Sub-Regional da Região de Coimbra, uma rutura num camião que transportava resina levou ao derrame desta substância para a estrada, por volta das 11:30 de segunda-feira, tendo a circulação rodoviária ficado interdita, nos dois sentidos, cerca de uma hora depois.</P><br />
<P>&#8220;O líquido não é tóxico, nem inflamável, mas como foi uma quantidade considerável, continuam a decorrer trabalhos de contenção e de limpeza da substância derramada&#8221;.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791666]]></sapo:autor>
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		<title>Segunda fase dos exames nacionais e provas finais arranca hoje. Diretores avisam para &#8220;risco real&#8221; de problemas nas correções voltarem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 05:30:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A segunda fase dos exames nacionais e das provas finais do 9.º ano arranca esta terça-feira num ambiente de elevada expectativa e desconfiança, depois das graves falhas registadas na divulgação e classificação das provas da primeira fase.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A segunda fase dos exames nacionais e das provas finais do 9.º ano arranca esta terça-feira num ambiente de elevada expectativa e desconfiança, depois das graves falhas registadas na divulgação e classificação das provas da primeira fase. Apesar das garantias dadas pelo Ministério da Educação de que os problemas foram corrigidos e de que a correção digital será mantida, os diretores escolares continuam cautelosos.</p>
<p>Em entrevista exclusiva à Executive Digest, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, considera que a conferência de imprensa realizada esta segunda-feira pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, procurou sobretudo &#8220;apaziguar os ânimos&#8221;, mas admite que persistem muitas dúvidas quanto à fiabilidade do sistema.</p>
<p>&#8220;Com esta conferência quis apaziguar os ânimos, que estão muito exaltados&#8221;, afirma o responsável, recordando que, mesmo durante a manhã de segunda-feira, &#8220;ainda havia escolas que não receberam os ficheiros às 9h30&#8221;, indispensáveis para que os diretores elaborassem e afixassem as pautas das provas finais do 9.º ano.</p>
<p>Apesar das falhas verificadas na primeira fase, Fernando Alexandre confirmou que a correção digital será novamente utilizada na segunda fase dos exames nacionais, uma decisão que Filinto Lima considera legítima, mas que exige condições muito diferentes das registadas até agora.</p>
<p>&#8220;Ele pode fazê-lo, pode insistir, mas o que é certo é que o faça com garantias. Com garantias&#8221;, sublinha.</p>
<p>O presidente da ANDAEP recorda que a classificação digital já tinha sido utilizada no exame de Filosofia do ano passado e voltou a ser aplicada este ano de forma alargada, mas considera que a implementação ficou muito aquém do esperado.</p>
<p>&#8220;Já o ano passado o exame de Filosofia foi também classificado desta forma. Este ano, todos sabemos, foi classificado desta forma e foi muito mal. Eu espero que à terceira seja de vez, que corra bem.&#8221;</p>
<p>Na sua perspetiva, a decisão do Governo representa &#8220;mais um risco&#8221; assumido pelo Ministério.</p>
<p>&#8220;É um risco. Acho que é mais um risco que ele assumiu. Nós dissemos desde o início que era um passo corajoso, mas também um passo muito arriscado. E deu no que deu.&#8221;</p>
<p><strong>&#8220;O modelo está descredibilizado&#8221;</strong><br />
Para Filinto Lima, os problemas não se limitaram à plataforma informática utilizada pelos professores classificadores. Também o processo de digitalização das provas apresentou falhas significativas.</p>
<p>&#8220;A plataforma não foi amiga dos professores. Em muitas circunstâncias foi inimiga dos professores.&#8221;</p>
<p>Segundo explica, os docentes reconheciam que o sistema era intuitivo quando funcionava corretamente, mas a realidade acabou por ser muito diferente.</p>
<p>&#8220;Diziam-me que era muito fácil de trabalhar, muito intuitiva. Só que é uma espécie de Rolls Royce com pneus de uma bicicleta. Não funcionou.&#8221;</p>
<p>Também a digitalização das provas merece fortes críticas.</p>
<p>&#8220;O processo de digitalização também não funcionou. Foi muito deficitário.&#8221;</p>
<p>Ainda assim, admite que, caso ambos os problemas tenham sido corrigidos, a segunda fase poderá decorrer sem incidentes.</p>
<p>&#8220;Se estas duas situações estiverem prevenidas, as coisas nesta fase podem rolar bem. Até porque temos menos alunos.&#8221;</p>
<p><strong>&#8220;Há um risco real&#8221; de voltarem a surgir problemas</strong><br />
Apesar das garantias dadas pelo Ministério da Educação, o presidente da ANDAEP admite que ninguém consegue assegurar que os constrangimentos não se repetirão.</p>
<p>Questionado sobre essa possibilidade, responde sem hesitações.</p>
<p>&#8220;Pois há. Estamos todos de pé atrás. Estamos todos desconfiados do modelo que devia funcionar em pleno e não funcionou.&#8221;</p>
<p>Na sua leitura, a confiança no sistema ficou profundamente abalada.</p>
<p>&#8220;O modelo está descredibilizado. Se calhar poderá agora o ministro resgatar o modelo se a segunda fase correr bem. Mas tem de correr bem. E eu não sei se vai correr bem.&#8221;</p>
<p><strong>Pedido de desculpas foi importante, mas ainda insuficiente</strong><br />
Durante a conferência de imprensa desta segunda-feira, Fernando Alexandre voltou a pedir desculpa aos alunos, famílias, professores e escolas pelos problemas registados na classificação digital das provas e reconheceu responsabilidades políticas na gestão da situação.</p>
<p>Filinto Lima considera que esse reconhecimento era necessário.</p>
<p>&#8220;Foi uma comunicação muito política, de esclarecimento, de apaziguamento, de reconhecer a culpa. Acho que isso é importante.&#8221;</p>
<p>Ainda assim, entende que o verdadeiro teste começa agora.</p>
<p>&#8220;Agora temos de aguardar. Temos de esperar que, de facto, a segunda fase e o processo de classificação decorram bem.&#8221;</p>
<p><strong>Revisões de prova deverão aumentar</strong><br />
Uma das consequências esperadas das falhas registadas na primeira fase poderá ser um aumento significativo dos pedidos de reapreciação.</p>
<p>&#8220;Vamos ter muitos pedidos de revisão, de reapreciação. Pelo menos vamos ter mais do que os normais 2%, que é aquilo que normalmente acontece nas escolas. Penso que isso irá aumentar.&#8221;</p>
<p><strong>Época especial de setembro continua a levantar dúvidas</strong><br />
O Governo anunciou igualmente uma época especial de exames, no início de setembro, destinada aos alunos que não disponham de toda a informação necessária para decidir se devem realizar agora a segunda fase.</p>
<p>No entanto, durante a conferência de imprensa, Fernando Alexandre admitiu que o Ministério não tinha ponderado a possibilidade de alguns alunos realizarem simultaneamente a segunda fase dos exames e essa nova época especial, respondendo mesmo: &#8220;Não pensámos nisso&#8221;.</p>
<p>Para Filinto Lima, ainda haverá necessidade de clarificar vários aspetos dessa solução extraordinária.</p>
<p>&#8220;As escolas têm de aguardar alterações. Temos de aguardar esclarecimentos em relação a essa fase suplementar, à fase de setembro.&#8221;</p>
<p>O dirigente acredita, contudo, que essas orientações acabarão por chegar nos próximos dias.</p>
<p><strong>Diretores garantem que escolas estão preparadas</strong><br />
Apesar das dificuldades vividas nas últimas semanas, Filinto Lima garante que as escolas entram nesta segunda fase com toda a organização preparada.</p>
<p>&#8220;Programámos tudo ao mais ínfimo pormenor.&#8221;</p>
<p>O presidente da ANDAEP faz questão de afastar responsabilidades das escolas pelos problemas verificados.</p>
<p>&#8220;Não foi por falta de estratégias, do trabalho dos diretores, dos secretariados de exames, das equipas diretivas ou dos serviços administrativos que o processo correu mal. Foi pela situação que todos sabemos.&#8221;</p>
<p>E conclui deixando um apelo para que o foco passe agora pela resolução definitiva dos problemas.</p>
<p>&#8220;Não vale a pena continuarmos a passar culpas. Há que enfrentar a situação. Hoje enfrentou-a, fez bem. Agora tem de fazer melhor. Tem de melhorar muito quer o processo de digitalização, quer, na verdade, a plataforma.&#8221;</p>
<p><strong>Segunda fase arranca hoje: estas são as provas de terça-feira</strong><br />
A segunda fase dos exames nacionais e das provas finais decorre a partir desta terça-feira, mantendo o calendário inicialmente definido pelo Ministério da Educação.</p>
<p><strong>Provas finais do 9.º ano</strong><br />
Às 9h30 realizam-se as provas de:</p>
<p>Português (91)<br />
Português Língua Segunda (95)<br />
Português Língua Não Materna (93 e 94)</p>
<p>As componentes orais de Português Língua Não Materna e dos alunos autopropostos decorrem entre 21 e 24 de julho. As pautas serão afixadas a 7 de agosto, estando as reapreciações previstas para 28 de agosto.</p>
<p>A prova de Matemática (92) realiza-se na quinta-feira, 23 de julho, às 9h30.</p>
<p><strong>Exames nacionais do 11.º ano</strong><br />
Também esta terça-feira realizam-se:</p>
<p>09h30<br />
Literatura Portuguesa (734)</p>
<p>14h00<br />
Economia A (712)<br />
História da Cultura e das Artes (724)<br />
Latim (732)</p>
<p>Na quarta-feira, 22 de julho, decorrem os exames de Matemática B, Matemática Aplicada às Ciências Sociais e Filosofia.</p>
<p>Na quinta-feira, 23 de julho, realizam-se Biologia e Geologia, História B, Geometria Descritiva A e várias provas de línguas estrangeiras.</p>
<p>Na sexta-feira, 24 de julho, têm lugar Física e Química A, Geografia A e Inglês.</p>
<p>As componentes orais das línguas estrangeiras e de PLNM decorrem entre 21 e 28 de julho. As classificações serão divulgadas a 7 de agosto, seguindo-se o período de reapreciações até 28 de agosto.</p>
<p><strong>Exames nacionais do 12.º ano</strong><br />
Hoje realizam-se, às 9h30:</p>
<p>Português (639)<br />
Português Língua Segunda (138)<br />
Português Língua Não Materna (839)</p>
<p>Na quarta-feira, 22 de julho, decorre Matemática A.</p>
<p>Na quinta-feira, 23 de julho, realiza-se História A.</p>
<p>Na sexta-feira, 24 de julho, tem lugar o exame de Desenho A.</p>
<p><strong>Governo cria época especial para garantir acesso ao ensino superior</strong><br />
Em resposta aos problemas registados na classificação digital da primeira fase, o Ministério da Educação anunciou igualmente uma época especial de exames no início de setembro destinada aos alunos que, devido às desconformidades identificadas nas provas digitalizadas, não disponham da informação necessária para decidir se devem realizar a segunda fase.</p>
<p>Segundo Fernando Alexandre, essa época especial terá exatamente o mesmo valor que a segunda fase para efeitos de acesso ao ensino superior e obrigará ao ajustamento do calendário da segunda fase do concurso nacional de acesso, garantindo, segundo o Governo, que nenhum estudante será prejudicado nas suas classificações nem na candidatura ao ensino superior.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791541]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>ONG timorense alerta para grave ameaça de crime organizado</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ong-timorense-alerta-para-grave-ameaca-de-crime-organizado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 05:23:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Associação Hali ba Dame (Habada) alertou hoje que Timor-Leste enfrenta uma ameaça séria de crime organizado estruturado e apelou para uma revisão urgente da política de vistos e reforço do sistema de controlo das fronteiras.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Associação Hali ba Dame (Habada) alertou hoje que Timor-Leste enfrenta uma ameaça séria de crime organizado estruturado e apelou para uma revisão urgente da política de vistos e reforço do sistema de controlo das fronteiras.</P><br />
<P>&#8220;Mais de uma dezena de centros de fraude associados a jogos &#8216;online&#8217; foram desmantelados nas últimas três semanas. A Habada alerta que Timor-Leste enfrenta uma grave ameaça de crime organizado&#8221;, afirmou Abel Amaral, diretor executivo da organização não-governamental.</P><br />
<P>Abel Amaral falava durante uma conferência de imprensa para apresentar os resultados de um relatório de monitorização da segurança relacionadas com atividades ilegais &#8216;online&#8217; nos municípios de Díli e Liquiçá.</P><br />
<P>Segundo os resultados da monitorização, a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) e a Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) conseguiram deter 409 suspeitos entre 26 de junho e 19 de julho.</P><br />
<P>&#8220;A detenção destes suspeitos demonstra a existência de uma rede com uma estrutura organizada, financiamento e logística por detrás destas atividades&#8221;, disse o responsável.</P><br />
<P>Abel Amaral explicou também que as infraestruturas físicas identificadas em Timor-Leste &#8212; como residências arrendadas, armazéns, hotéis e alojamentos em estilo dormitório com capacidade para dezenas de ocupantes &#8212; correspondem à tipologia de complexos documentada pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR) no Camboja, Myanmar e Laos.</P><br />
<P>Perante aquelas evidências, a Habada apelou ao Governo para criar uma força-tarefa multissetorial, com um mandato claro, para enfrentar o fenómeno dos jogos &#8216;online&#8217; e dos centros de burlas telefónicas.</P><br />
<P>&#8220;É necessária uma revisão urgente da política de vistos e do sistema de controlo das fronteiras, particularmente no que diz respeito à entrada de grandes grupos de visitantes provenientes de determinados países&#8221;, alertou o diretor executivo.</P><br />
<P>Abel Amaral defendeu igualmente uma investigação aprofundada às possíveis ligações entre os vários casos, para determinar se estão associados a uma única rede de crime organizado ou a diferentes redes independentes.</P><br />
<P>A Habada apelou também aos parceiros internacionais para apoiarem Timor-Leste com assistência técnica e recursos destinados à investigação de redes transnacionais de crime organizado, em particular nas áreas da perícia digital e da investigação financeira.</P><br />
<P>&#8220;É igualmente importante cooperar com as autoridades da China, Indonésia e Camboja para assegurar que eventuais deportações dos seus cidadãos sejam realizadas de forma adequada e com pleno respeito pelos direitos humanos&#8221;, concluiu.</P><br />
<P>Em setembro do ano passado, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) alertou para o aumento da presença de redes criminosas em Oecusse, o enclave timorense situado em território indonésio, na ilha de Timor. Segundo o UNODC, investigações recentes demonstram que a região começou a ser influenciada por atividades criminosas organizadas.</P><br />
<P>Na sequência desse alerta público, o Governo de Timor-Leste decidiu cancelar todas as licenças anteriormente concedidas para operações de jogos e apostas &#8216;online&#8217;, bem como suspender a atribuição de novas licenças, devido aos riscos para a segurança e a estabilidade social.</P><br />
<P>Segundo o UNODC, quando redes criminosas digitais se instalam numa determinada região, &#8220;essa região torna-se frequentemente um centro de fraude cibernética, bem como de tráfico de droga e de seres humanos&#8221;.</P></p>
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