Carimbo de escola de Sintra ajudou a financiar terrorismo

Um carimbo da Escola Secundária Stuart Carvalhais, em Massamá (Sintra), permitiu a um grupo de terroristas portugueses financiar a compra de armas e equipamento de guerra para operacionais do autodenominado Estado Islâmico (Daesh).

Executive Digest

Um carimbo da Escola Secundária Stuart Carvalhais, em Massamá (Sintra), permitiu a um grupo de terroristas portugueses financiar a compra de armas e equipamento de guerra para operacionais do autodenominado Estado Islâmico (Daesh), avança o Expresso na sua edição deste sábado.

O objeto, que foi roubado há alguns anos naquele estabelecimento de ensino por Edgar Costa, um dos oito portugueses acusados há uma semana de crimes de terrorismo pelo Ministério Público, serviu para falsificar certificados de habilitações.

Estes documentos, que tinham inscritas identidades e habilitações literárias forjadas, foram enviados por e-mail para universidades britânicas com o objetivo de a célula portuguesa do bairro londrino de Leyton receber subsídios destinados a estudantes estrangeiros.

O dinheiro obtido com esta fraude ao Ministério da Educação britânico “suportava as atividades dos suspeitos, custeando as suas viagens, e de outros indivíduos recrutados”, bem como “a aquisição de material para fins bélicos”, descreve a Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ num relatório a que o Expresso teve acesso.

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