De acordo com informações divulgadas hoje pelo Banco de Portugal (BdP), a capacidade de financiamento da economia portuguesa diminuiu, em 2021, tendo estado nos 1,2% no período homólogo do ano anterior.
O BdP publicou esta segunda-feira as contas nacionais financeiras e a informação sobre interligações entre setores atualizadas para o segundo trimestre de 2021.
Neste documento, dá conta que a economia portuguesa apresentou, “no ano acabado no segundo trimestre de 2021, uma capacidade de financiamento de 0,3% do PIB”.
A instituição explica que este resultado reflete as capacidades de financiamento dos particulares e das sociedades financeiras (5,2% e 1,7% do PIB, respetivamente) que, em conjunto, excederam as necessidades de financiamento das administrações públicas e das sociedades não financeiras (5,8% e 0,8% do PIB, respetivamente).
Em comparação com o período homólogo de 2020, a capacidade de financiamento da economia portuguesa diminuiu (tinha sido de 1,2%) devido: ao aumento da necessidade de financiamento das administrações públicas (passou de -1,9% para -5,8%); à redução da necessidade de financiamento das sociedades não financeiras (passou de -3,9% para -0,8%); à redução da capacidade de financiamento das sociedades financeiras (passou de 2,2% para 1,7%); e ao aumento da capacidade de financiamento dos particulares (passou de 4,9% para 5,2%).
No que respeita às relações de financiamento entre os vários setores institucionais da economia portuguesa, e desta com o resto do mundo, o BdP revela que os “particulares e as sociedades não financeiras financiaram, sobretudo, as sociedades financeiras em 5,0% e 2,4% do PIB, as quais, por sua vez, financiaram as administrações públicas e o resto do mundo em 4,3% e 4,8% do PIB, respetivamente”. Já o resto do mundo financiou principalmente as sociedades não financeiras em 3,6% do PIB.
Registou-se ainda no período em análise que “os ativos financeiros líquidos dos particulares e das sociedades financeiras eram de 140,2% e 2,9% do PIB respetivamente (133,3% e 1,2% no 2.º trimestre de 2020)”, e que os “ativos financeiros líquidos das administrações públicas e das sociedades não financeiras eram de -110,6% e -133,9% do PIB (-104,9% e -132,3% no 2.º trimestre de 2020)”.
Assim, a economia portuguesa apresentava posição financeira líquida face ao resto do mundo de -101,4% do PIB, abaixo dos números registados em 2020 de -102,8% do PIB.













