As urgências hospitalares da Grande Lisboa voltaram a registar tempos de espera prolongados esta quarta-feira, com utentes classificados com pulseira amarela (casos urgentes) a aguardarem atendimento por várias horas nos principais hospitais da região.
De acordo com informações do portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), no Hospital Garcia de Orta, em Almada, os doentes urgentes chegaram a enfrentar um tempo médio de espera de nove horas e 25 minutos. No Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), a demora para estes casos atingiu as oito horas e 20 minutos.
Contudo, os tempos de espera foram ligeiramente reduzidos ao longo da manhã. Às 12h00, o tempo médio de espera para pulseiras amarelas no Garcia de Orta situava-se ainda acima das cinco horas, enquanto no Hospital Fernando Fonseca superava as seis horas, com pelo menos 16 utentes ainda por atender.
A demora no atendimento de casos urgentes tem sido uma preocupação recorrente na região de Lisboa, refletindo a pressão sobre os serviços de urgência hospitalar. Profissionais de saúde têm alertado para a falta de recursos humanos e para o aumento da procura, agravado por surtos sazonais e pelo congestionamento dos cuidados primários.




