Aderir à NATO ou não aderir? Os governos da Finlândia e da Suécia vão responder ao dilema esta semana: no primeiro caso já esta quinta-feira, 12 de maio, no segundo, este domingo, 15 de maio.
A invasão russa da Ucrânia destruiu a crença de longa data de que ficar fora da aliança permitiria que essas duas nações nórdicas evitassem problemas com o seu vizinho russo.
Segundo o ‘La Vanguardia’, em dois meses as sondagens deram uma reviravolta e agora o voto do “sim” vence por maioria esmagadora. “Acho que o que estamos a ver é um maior interesse dos suecos e finlandeses para se juntarem à Aliança”, refere Bruce Jentleson, professor de políticas públicas da Duke University.
“A reação inicial é ver apenas os benefícios, a proteção que a NATO oferece. Mas entrar obrigá-los-ia a participar em desdobramentos que talvez daqui a dois ou três anos não vão querer fazer”, ressalva.
O presidente finlandês Sauli Niinistö deve anunciar a sua posição esta quinta-feira. Por sua vez, os social-democratas suecos no poder apresentam a sua decisão no domingo, com fortes maiorias o suficiente para iniciar o pedido.
Já se supõe que o governo finlandês, liderado pela primeira-ministra Sanna Marin, apoia a entrada da NATO, mas a situação na Suécia não é tão clara. Os sociais-democratas suecos têm sido historicamente comprometidos com o não alinhamento, mas a líder do partido e primeira-ministra Magdalena Andersson declarou que há um claro “antes e depois de 24 de fevereiro”.
Perante a cólera previsível de Moscovo, Helsínquia e Estocolmo procuraram nas últimas semanas um compromisso dos aliados que lhes garanta segurança durante o período de candidatura, altura em que estariam mais vulneráveis porque ainda não estão sob a proteção do artigo 5.º da NATO.
No mês passado, o ex-presidente russo Dmitry Medvedev, agora vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, alertou que uma mudança de rumo em ambos os países obrigaria Moscovo a fortalecer a sua presença militar no Báltico. No entanto, a ação militar parece improvável, num momento em que as forças russas mal avançam na Ucrânia.













