Cancro do rei Carlos III e Kate Middleton terá sido devido à vacina da Covid-19, aponta conselheiro de Kennedy Jr.

Aseem Malhotra discursou na conferência do partido Reform UK em Birmingham este sábado

Francisco Laranjeira

Um cardiologista britânico, assessor da MAHA Action de Robert F. Kennedy Jr., secretário de Estado de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, garantiu que “é altamente provável que as vacinas contra a Covid-19 tenham sido um fator, um fator significativo no cancro de membros da família real [britânica]”.

Aseem Malhotra discursou na conferência do partido Reform UK em Birmingham este sábado, no momento em que disse que lhe pediram para transmitir a opinião de um oncologista que vinculou os diagnósticos de cancro do rei Carlos III e Kate Middleton à vacina contra o SARS-CoV-2.



De acordo com as autoridades de saúde pública, alegações de que vacinas contra a Covid-19 causaram cancro de figuras públicas proeminentes podem afetar a confiança pública nos programas de vacinação: isto num momento em que Kennedy cancelou, no mês passado, todo o financiamento federal para 22 projetos de desenvolvimento de vacinas de mRNA nos Estados Unidos, garantindo que “não protegem efetivamente contra infeções do trato respiratório superior, como a Covid-19 ou gripe”.

Aseem Malhotra descreveu a opinião como a de um especialista que indicou ser “um dos oncologistas mais eminentes da Grã-Bretanha”. “Ele acha muito provável que as vacinas contra a Covid-19 tenham sido um fator no cancro de membros da família real”, salientou. Recorde-se que o diagnóstico do rei foi anunciado pelo Palácio de Buckingham em fevereiro de 2024, e a Princesa de Gales anunciou que estava em tratamento em março de 2024, sendo que anunciou uma remissão em janeiro último.

No entanto, a opinião partilhada pelo especialista está longe da mensagem dos principais órgãos de saúde e investigadores de cancro. A Cancer Research UK declarou ao jornal britânico ‘The Guardian’: “Não há evidências concretas de uma ligação entre a vacina contra a Covid-19 e o risco de cancro. A vacina é uma forma segura e eficaz de proteção contra a infeção e prevenção de sintomas graves.”

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