Canal do Suez: Fila de barcos causada por navio encalhado já é visível do espaço

Os minúsculos satélites Dove de observação da Terra operados pela empresa Planet, sediada em San Francisco, detetaram o gigantesco navio de carga que está a bloquear o Canal de Suez do Egito, bem como o congestionamento causado pela situação.

Simone Silva

A fila de barcos provocada por um navio encalhado no Canal do Suez já é visível do espaço. Os minúsculos satélites Dove de observação da Terra operados pela empresa Planet, sediada em San Francisco, detetaram o gigantesco navio de carga que está a bloquear o Canal de Suez do Egito, bem como o congestionamento causado pela situação do enorme navio.

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O satélite de observação da Terra Pleiades, construído pela Airbus, também capturou uma imagem impressionante do navio encalhado na manhã de quinta-feira (25 de março). Da mesma forma o satélite Copernicus Sentinel-1 da Agência Espacial Europeia também captou algumas imagens.

O navio de 400 metros de comprimento, chamado Ever Given, encalhou enquanto cruzava o canal na manhã na terça-feira (23 de março), estando agora alojado lateralmente, impedindo assim a passagem de outras embarcações nesta movimentada rota comercial que liga os mares Mediterrâneo e Vermelho.

Equipas especiais, operadores de salvamento e outros funcionários estão a fazer todos os esforços para libertar o Ever Given, ainda assim, já alertaram que pode demorar semanas para abrir o canal ao tráfego de navios novamente.

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O bloqueio do Canal do Suez está a provocar uma retenção de mercadorias avaliada em 9.600 milhões de dólares diários (8.100 milhões de euros), segundo a Lloyd’s List.

Esta publicação especializada, fundada em Londres em 1734, calcula que o tráfego até ao ocidente através deste Canal tem um valor diário de 5.100 milhões de dólares (4.322 milhões de euros), enquanto em direção a oriente está avaliado em 4.500 milhões de dólares (3.800 milhões de euros).

Pelo menos 237 navios, incluindo 24 petroleiros e 41 porta-contentores continuam a aguardar a possibilidade de cruzar o Canal, por onde circula mais de 10% do comércio marítimo mundial e 25% dos contentores, indicou a Lloyd’s List.

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