“Campos de quarentena”: China acusada de obrigar famílias a viver em contentores de metal. Veja as imagens

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram dezenas de contentores de metal brancos, alinhados em fileiras enquanto pessoas vestidas com fatos brancos de proteção se reúnem do lado de fora.

Simone Silva

O Governo chinês está a ser acusado de obrigar “milhões” de pessoas a viver em contentores de metal, naquilo que classificam como “campos de quarentena”, criados para os manter em isolamento devido à Covid-19.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram dezenas de contentores de metal brancos, alinhados em fileiras enquanto pessoas vestidas com fatos brancos de proteção se reúnem do lado de fora.

Os contentores estão localizados no terreno de um estádio desportivo, embora as publicações sugiram que podem existir outros locais de isolamento em massa.

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Alguns relatórios afirmam que estão a ser tomadas medidas extremas de bloqueio na China, na sequência de um aumento de casos de Covid-19, que acontece antes dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim.

Num dos vídeos, o autor afirma ter vindo de dentro de um dos contentores de metal e mostra que o espaço contém uma cama e uma casa de banho pequena, aparentemente suja.

Uma outra publicação mostra funcionários a deixar bandejas de comida nas prateleiras do lado de fora dos espaços, todos vestidos com fatos de proteção, enquanto num outro vídeo vê-se uma criança a olhar através das grades de uma janela, com um cartaz onde se lê: “Às vezes as crianças ficam trancadas sozinhas sem os pais”.

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Um utilizador do Twitter citado pelo ‘New York Post’ afirmou que “milhões” de pessoas foram transferidas para os “campos de quarentena”, numa tentativa de reduzir a propagação do coronavírus.

No início deste mês, a ‘BBC’ avançou que os moradores do complexo habitacional Mingde 8 Yingli, na cidade chinesa de Xi’an, foram avisados de que teriam que deixar as suas casas e ir para as instalações de quarentena logo após a meia-noite de 1 de janeiro.

Não se sabe quantos moradores foram informados de que tinham de se mudar, mas um dos residentes afirmou que rondava as mil pessoas, adiantando que não havia “nada” nos contentores para além de “necessidades básicas”.

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“Ninguém veio ver como estávamos. Que tipo de quarentena é esta? Transferiram-nos para aqui, somos mais de mil pessoas, muitos são idosos e crianças. Ninguém se preocupou em arranjar o local, simplesmente colocaram-nos [aqui], sem qualquer cuidado”, afirmou.

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