Campanha do Banco Alimentar termina este domingo: ainda pode ajudar nos supermercados ou online

Participação pode ser feita nas caixas dos supermercados parceiros, através da compra de vales de produtos selecionados, ou online, no site oficial do Banco Alimentar

Executive Digest

A campanha do Banco Alimentar Contra a Fome termina este domingo, mas ainda há tempo para contribuir. Depois da recolha presencial realizada no fim de semana de 30 e 31 de maio, que mobilizou cerca de 40 mil voluntários em supermercados de todo o país, incluindo Madeira e Açores, a iniciativa continua disponível através da campanha ‘Alimente Esta Ideia’.

A participação pode ser feita nas caixas dos supermercados parceiros, através da compra de vales de produtos selecionados, ou online, no site oficial do Banco Alimentar. Entre os produtos abrangidos estão bens essenciais como leite, arroz, massa, azeite, óleo, grão, feijão, atum, salsichas, bolachas e cereais de pequeno-almoço.

A recolha presencial permitiu angariar 1.930 toneladas de alimentos, mais 2,5% do que na campanha homóloga de 2025, quando tinham sido recolhidas 1.878 toneladas nos supermercados. A presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, Isabel Jonet, considerou que o resultado traduz a “sempre reiterada e genuína solidariedade manifestada pelos portugueses”.

Leite, atum e arroz entre os produtos mais recolhidos

A corrente solidária já permitiu reunir toneladas de bens que vão reforçar o apoio a famílias em situação de maior vulnerabilidade. Entre os produtos mais recolhidos nesta fase destacam-se 17.576 litros de leite, 15.803 quilos de atum em lata e 13.985 quilos de arroz.

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A generosidade dos doadores traduziu-se ainda na entrega de 12.511 quilos de salsichas, 8.676 litros de azeite e 8.446 litros de óleo alimentar. Estes bens serão agora encaminhados para os armazéns do Banco Alimentar da respetiva região, onde serão pesados, separados e acondicionados.

Depois, os alimentos seguem para cerca de 2.400 entidades beneficiárias, que os fazem chegar à mesa de quem mais precisa através de cabazes ou refeições confecionadas. Atualmente, o apoio alimentar chega a cerca de 370 mil pessoas em situação de pobreza ou com carências alimentares.

Pedidos de ajuda aumentam com custo de vida

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O Banco Alimentar sublinha que esta recolha acontece num contexto particularmente exigente, marcado pela instabilidade internacional, pelos conflitos armados, pelas perturbações nas cadeias de abastecimento e pelo aumento dos preços dos bens essenciais e da energia.

Isabel Jonet já tinha alertado para o aumento dos pedidos de apoio de famílias carenciadas, associado à subida dos combustíveis, dos custos com habitação e do preço dos bens alimentares. Para muitas famílias, a pressão do custo de vida deixou de parecer temporária e passou a refletir-se numa necessidade mais constante de ajuda.

É nesse contexto que a campanha mantém aberta, até este domingo, a possibilidade de contribuir. Quem ainda não participou pode fazê-lo sem recolher diretamente produtos nas prateleiras: basta adquirir vales nas caixas dos supermercados aderentes ou doar através da plataforma digital.

Os vales representam unidades de produtos selecionados, como azeite, óleo, leite, salsichas ou atum. Neste modelo, são as próprias cadeias de lojas que entregam os bens ao Banco Alimentar da região, reduzindo a logística associada à recolha, separação e transporte dos alimentos.

A campanha de recolha do Banco Alimentar realiza-se duas vezes por ano, habitualmente nos últimos fins de semana de maio e de novembro. A edição de novembro de 2025 tinha angariado 2.150 toneladas de alimentos, menos 2,8% do que na campanha homóloga de 2024.

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Agora, até este domingo, a mensagem é simples: a campanha presencial terminou, mas a recolha ainda não. Quem quiser ajudar tem até este domingo para reforçar o apoio alimentar a milhares de famílias.

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