Camionistas alertam Boris Johnson: Preços vão aumentar este Natal no Reino Unido

A escassez de camionistas e o aumento dos seus salários terá um efeito indireto nos preços de alimentos e presentes nesta época do ano.

André Manuel Mendes

Os camionistas alertaram o Primeiro-Ministro britânico Boris Johnson para uma subida dos preços no período de Natal no país. A escassez de camionistas e o aumento dos seus salários terá um efeito indireto nos preços de alimentos e presentes nesta época do ano.

De acordo com a ‘Reuters’, o Reino Unido tem falta de cerca de 100.000 camionistas depois de dezenas de milhares emigrarem para outros países da União Europeia devido ao Brexit, e porque foram cancelados 40.000 exames de condução durante o confinamento.

“Os salários terão que subir, e os preços de tudo que entregamos, tudo que os consumidores compram nas prateleiras, terão que subir também”, disse Craig Holness, camionista britânico de 51 anos com 27 anos de experiência, em declarações à ‘Reuters’.

Jordan Francis, diretor comercial da agência de recrutamento ProDrive, disse à ‘Reuters’ que estão a pagar mais 40% aos camionistas do que há quatro meses. O pagamento por hora subiu de 14 libras para 22,50 libras, e estão ainda a ser dados em alguns casos prémios de assinatura de contrato no valor de 1000 libras.

Recorde-se que o Reino Unido enfrenta atualmente uma crise no setor dos combustíveis pela falta de camionistas para transportar cargas das refinarias até aos postos de abastecimento.

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No passado dia 24 de setembro o ministro dos Transportes britânico, Grant Shapps, disse à ‘BBC’ que a falta de camionistas que estão a provocar problemas no abastecimento de combustíveis não é uma consequência do Brexit. “O problema é mundial e seguramente [existe] em toda a Europa. Em vez de o ‘Brexit’ ser a causa do problema, na verdade o ‘Brexit’ ajudou a encontrar algumas das soluções”, disse.

O ministro referiu ainda que as alterações feitas recentemente para aumentar o número de exames de condução para veículos pesados, reduzindo algumas formalidades ou eliminando requisitos técnicos, “não poderiam ter sido feitas na UE”.

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