A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou esta terça-feira um projecto de lei que condena os abusos dos direitos humanos na província chinesa de Xinjiang, provocando novamente a ira de Pequim.
De acordo com o projecto de lei, aprovado com 407 votos a favor e apenas um contra, o chefe de Estado norte-americano deverá apelar ao encerramento dos campos de detenção em massa naquela província do noroeste da China. Prevê ainda sanções contra dirigentes chineses.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês condenou o projecto de lei, sublinhando que «desacredita arrogantemente os esforços da China para combater o terrorismo». Pequim nega maus-tratos a uigures, uma minoria muçulmana da província de Xinjiang. «Não é de todo uma questão de direitos humanos, nacionalidade ou religião, mas uma questão de antiterrorismo e antissecessão», garante, alertando que retaliará «em conformidade ao desenvolvimento da situação».
O projecto de lei terá de ser aprovado pelo Senado antes de ser enviado ao Presidente Donald Trump, que, na semana passada, promulgou um projecto de lei de apoio a Hong Kong. Em resposta, Pequim ordenou na segunda-feira a suspensão das escalas de recuperação dos navios de guerra dos Estados Unidos naquela região e pretende impor sanções contra organizações não-governamentais norte-americanas que «se comportaram mal».









