Calor não dá tréguas em julho: Portugal deve continuar acima da média nas próximas semanas

Segundo o ‘Tempo.pt’, a atualização do modelo europeu aponta para temperaturas bastante acima da média em todo o território português nas próximas semanas

Francisco Laranjeira

Julho começou com a primeira onda de calor generalizada do verão em Portugal continental e, apesar do alívio térmico já sentido em parte do litoral, o calor deverá continuar a marcar o mês. Segundo o ‘Tempo.pt’, a atualização do modelo europeu aponta para temperaturas bastante acima da média em todo o território português nas próximas semanas.

Depois de vários dias com mínimas e máximas extremamente elevadas, já se assiste a uma descida significativa das temperaturas em grande parte da faixa costeira ocidental. No interior, porém, o calor mantém-se intenso e a descida deverá ser mais lenta e gradual ao longo da semana.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera mantém aviso vermelho em quatro distritos — Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre — devido à previsão de temperaturas máximas iguais ou superiores a 41 graus, podendo localmente chegar aos 43 graus. Pelo menos sete distritos continuam também sob aviso laranja por tempo quente.

Entre hoje e amanhã deverá verificar-se um alívio térmico mais evidente, sobretudo junto ao litoral. As temperaturas mais elevadas tenderão a concentrar-se no interior e no Algarve, onde o calor deverá persistir com maior intensidade até ao final da semana.

A previsão mensal, contudo, não aponta para uma quebra duradoura do calor. De acordo com o modelo europeu citado pelo ‘Tempo.pt’, julho deverá registar valores acima da média em todo o país, com anomalias térmicas especialmente expressivas no Norte e no interior.

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Nas zonas montanhosas do Alto e Baixo Minho e em grande parte dos distritos de Vila Real, Bragança e Guarda, as temperaturas poderão ficar mais de 4 graus acima do normal para julho. Em grande parte do continente, o desvio deverá situar-se entre 3 e 4 graus acima da média climatológica.

Na faixa costeira ocidental, no litoral alentejano, em grande parte do Baixo Alentejo e no Algarve, a previsão aponta para valores entre 2 e 3 graus acima do habitual. Nos arquipélagos, o desvio deverá ser mais moderado, devido ao efeito das brisas marítimas: entre 1,5 e 2 graus acima da média na Madeira e até 1 grau nos Açores.

A evolução da precipitação é mais incerta. A aproximação da canícula, período estatisticamente mais quente e seco do ano, favorece tempo seco, mas a possível chegada de bolsas de ar frio às imediações da Península Ibérica pode criar condições para trovoadas isoladas e irregulares, sobretudo no interior.

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Essas trovoadas poderão ser localmente fortes. Apesar de poderem contribuir para uma descida pontual das temperaturas, trazem também risco acrescido de incêndio, especialmente se ocorrer queda de raios em zonas onde o perigo de incêndio se mantenha muito elevado ou máximo.

Na primeira semana completa de julho, deverão predominar bloqueios de altas pressões sobre o centro e norte da Europa, o que tenderá a manter a precipitação abaixo da média em grande parte de Portugal continental. Algumas zonas do interior poderão, ainda assim, registar valores próximos do normal devido à possibilidade de trovoadas.

O episódio de calor não se limitará a Portugal. O ‘Tempo.pt’ indica que França e outros países do centro da Europa também poderão enfrentar temperaturas entre 3 e 6 graus acima da média, prolongando uma tendência em que o calor intenso tem sido o principal protagonista da primeira metade do verão.

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