Itália é, de longe, o maior consumidor de ar condicionado da União Europeia: seguem-se neste ranking a Grécia, França e Espanha, sendo que Portugal surgiu no 10º posto no continente europeu. Se em território transalpino são consumidos 22.698 terajoules de energia, em território nacional registaram-se 1.396 terajoules.
A Europa atravessou recentemente uma vaga de calor, pelo que o ar condicionado continua a ser um companheiro indispensável nos países mais afetados – há cada vez mais pessoas que o consideram uma necessidade e não um luxo.
Em Itália, já não se consegue passar sem ele: este país, apontou o site ‘Euronews’, é responsável por mais de um terço de toda a eletricidade utilizada para o ar condicionado nos 27 Estados-membros da União Europeia, de acordo com o Eurostat, o que corresponde a quase 23 mil terajoules de um total de pouco mais de 60 mil – isto apesar de os preços da eletricidade serem dos mais elevados da Europa.
Porque é que os italianos são tão viciados em ar condicionado?
Nos últimos anos, o país tem sido atingido por ondas de calor brutais, com temperaturas que atingem os 48 graus Celsius em regiões como a Sicília ou a Sardenha. Além disso, Itália tem a população mais idosa da Europa, o que torna os seus habitantes muito sensíveis ao calor extremo.
A Grécia tem uma história semelhante: apesar da sua dimensão mais pequena, os gregos ocupam o segundo lugar no consumo de ar condicionado na UE. Consome pouco mais de 8.000 terajoules para este fim, seguida de França, Espanha e Alemanha.
No entanto, o ar condicionado representa apenas uma pequena parte do consumo doméstico de eletricidade na UE, com apenas 0,6%. A maior parte (62,5%) destina-se ao aquecimento das divisões, seguido do aquecimento da água (15%) e da iluminação (14,5%).
Os europeus estão a tornar-se mais conscientes em matéria de energia?
Sim, o consumo de energia nas casas europeias caiu. Após o pico histórico de 11 milhões de terajoules registado em 2021, o consumo de energia desceu para 9,6 milhões, de acordo com os últimos dados do Eurostat, sendo as famílias responsáveis por 26,2% do consumo final de energia.
A maior parte é coberta pelo gás natural (29,5%) e pela eletricidade (25,9%).














