Um grupo de seguradoras acusadas de não tratarem os clientes de forma justa ao calcular pagamentos por interrupção de negócios, devido à crise do novo coronavírus, enfrentarão ações em tribunal levantadas pelo regulador dos mercados britânicos, noticia a ‘Reuters’.
A Autoridade de Conduta Financeira (FCA) levou oito seguradoras a tribunal por causa das formulações de política de interrupção de negócios, que as seguradoras dizem não cobrir a pandemia. Aguarda-se agora uma decisão em meados do próximo mês de setembro.
Nestes casos, segundo informou a FA, esta segunda-feira, não ficou esclarecido como são calculados os pagamentos de reivindicações resultantes deste contexto.
“Podemos intervir, e tomar outras ações, nas situações em que as empresas parecem não estar a atender às nossas expectativas e a tratar os seus clientes de forma justa”, afirmou a FCA, em comunicado.
Algumas seguradoras estavam a fazer deduções sobre empréstimos do governo – que as empresas haviam recebido como resultado da pandemia – ao calcular pagamentos. O que a FCA considerou ser apropriado, entendendo porém que as seguradoras não devem adotar uma abordagem única e fazer deduções uniformes.
“É provável que as seguradoras precisem considerar individualmente os detalhes precisos da apólice, a reivindicação e o uso do apoio do governo ao segurado”, afirmou a FCA.
Já terão sido tomadas decisões semelhantes por mais de 60 seguradoras e podem afetar 370 mil segurados, informou a FCA.
As seguradoras já estão a pagar reclamações sobre algumas políticas de interrupção de negócios. A Associação de Seguradoras Britânicas disse que os seus membros esperam pagar 900 milhões de libras (pouco mais de mil milhões de euros) em tais reclamações este ano devido à pandemia.
Segundo os analistas, uma vitória para a FCA nestes casos pode elevar estes pagamentos a biliões de libras.













