Após meses de impulsos do Banco de Espanha e do Banco Central Europeu a favor das fusões em Espanha, chega a primeira grande operação: o CaixaBank está a finalizar as condições para fechar a fusão com o Bankia, visando reforçar o a sua atividade face à crise pandémica, avançam os media espanhóis.
O grupo resultante da fusão será o primeiro em posição de destaque no mercado bancário espanhol. O somatório dos balanços dos dois bancos fundidos ascenderá a 650 mil milhões de euros, aproximando-se do valor do BBVA (incluindo todos os seus ativos no exterior).
Segundo confirmou o CaixaBank, em comunicado enviado à Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliário, “após autorização do seu conselho de administração, está em negociações com o Bankia para analisar uma fusão entre as duas entidades, sem que de momento se tenha chegado a acordo a este respeito, para além da assinatura de um sigilo para troca de informações para avaliação da operação, dentro de uma due diligence, contando com assessores na operação ”.
Acrescentando ainda que “o CaixaBank informará oportunamente ao mercado o resultado desta negociação”.
O Bankia também emitiu um comunicado, no qual admite que estão a decorrer negociações entre as entidades.
Recorde-se que o Bankia, resgatado na crise financeira anterior, tem o Estado como principal acionista, com 61% do capital., já o principal acionista do CaixaBank é a Fundació La Caixa, presidida por Isidre Fainé, com 40%.
O Ministério da Economia e da Transformação Digital espanhol já veio garantir que “a equipa do FROB está em permanente análise das condições de mercado para salvaguardar o interesse público da participação no Bankia”, acrescentando qur já foi dada uma primeira ‘luz verde’ do Governo às negociações entre as duas entidades.
Num possível organograma do novo grupo, está em cima de mesa a possibilidade de o atual presidente do Bankia, José Ignacio Goirigolzarri, ocupar o mesmo cargo, enquanto no nível executivo, o CEO seria quem já ocupa essa posição no CaixaBank, Gonzalo Gortázar.



